The True Lives Of The Fabulous Killjoys
50 Hide your eyes, we're gonna shine tonight
Notas iniciais
Eu peço desculpas por não ter respondido os reviews ainda '-' É a primeira vez que eu faço isso, dêem-me um desconto.
O negócio é o seguinte: primeiro que eu estava voltando pra casa, portanto, as coisas lá estavam uma bagunça: mala pra todo o lado, confusão, etc. Segundo que minha mãe voltou dos EUA e me trouxe várias coisas, inclusive o Life on the murder scene, e é CLARO que eu tive que assistir. Teve também uma festa de aniversário da minha amiga no domingo. Junte isso tudo com o fato de que eu ando mega confusa e fazendo mil coisas ao mesmo tempo (inclusive sendo block no twitter, SACANAGEM ù.ú) e que minha internet parou de funcionar no domingo, e pronto. Não respondi nada, não li nada, não fiz PORRA NENHUMA no Nyah. Só dei uma olhadinha rápida no notebook da minha amiga no domingo, e, é. Agoooooooora é que estou voltando à minha vida normal aqui.
Enfim. Chega de falar, já falei demais.
Enjoy!
O grupo avançou lenta e cautelosamente pelos corredores mal iluminados da BLI. Todos estavam muito apreensivos; qualquer coisa poderia dar errado em uma missão tão delicada quanto aquela. E se algo desse errado... Seria o fim de todos. Contar com a sorte era uma coisa que Poison Heart detestava, mas, dessa vez, seria necessário.
–Prestem atenção. – disse Poison, sussurrando – Não quero ter que matar ninguém antes de voltar os Exterminators contra a BLI. Portanto, apenas atirem se for REALMENTE necessário. E tentem matar o infeliz de uma vez, não fique atirando múltiplas vezes, isso é, se for possível. Entenderam?
Todos assentiram e tiraram as rayguns da cintura.
–E você, Sunshine, quero que ande bem próxima de mim, ok? – a menor assentiu. Poison tirou da cintura uma segunda raygun e entregou a Sunshine – Eu quero que fique com essa, mas só a use em caso de necessidade EXTREMA, entendeu?
Sunshine assentiu novamente, segurando a arma vermelha entre os dedinhos.
–Vamos. – disse Poison, olhando para os lados e seguindo em frente.
Os oito avançaram por um bom tempo, sem nada para os atrapalhar. Poison já estava começando a desconfiar, afinal, estava fácil demais. A primeira dificuldade só apareceu quando eles encontraram dois caminhos diferentes para seguir.
–Legal. E agora? – indagou Pony, suspirando.
–Não vou me arriscar a nos separar. Pelo menos, não agora. – ela mordeu o lábio inferior. Fun tomou a frente e analisou os dois corredores.
–Aquele faz mais sentido. – disse ele, apontando para o corredor da esquerda.
–Huh? Por quê?
–Bom, pelo que eu lembro da planta, o gerador fica mais para a esquerda... E eu sei que o pessoal da BLI não é dos mais espertos, duvido que tenham pensado em fazer o corredor da direita ir até o gerador. – ele deu de ombros.
–É... É mesmo... – gaguejou Poison, com uma cara de “Por que não pensei nisso antes?”. Fun deu um sorrisinho convencido e foi até o caminho da esquerda. Party riu e alcançou o baixinho.
–Você viu a cara da Poison? – disse ele, ainda rindo.
–Vi. – respondeu ele, com o mesmo sorriso estampado no rosto. Party abraçou a cintura do baixinho e beijou-lhe o topo da cabeça.
–Eu ouvi. – resmungou Poison, de mau humor. Kobra revirou os olhos, abraçou-a de lado e disse para que ela não ligasse para os dois “idiotas”. Poison simplesmente riu e assentiu. Jet, Revolver e Sunshine riam junto com os quatro, assim como Pony.
Um ar leve se instalou pelo grupo por um bom tempo.
–X-
–Está demorando muito... – choramingou Sunshine.
–Ela tem razão. – constatou Fun – Não deveria estar demorando menos?
–Não. – disse Revolver – Está demorando pouco. É que o tempo parece passar mais devagar aqui dentro.
–E como. – resmungou Pony – Estamos aqui faz só quinze minutos, mas parece que já se passaram horas.
–Não se preocupe. Acho que já est...
Poison cobriu a boca de Revolver, que tentou dizer algo, mas não conseguiu nada além de um murmúrio abafado.
–Shh.
O grupo aguardou por cinco segundos, até que começaram a ouvir passos. Os oito se alarmaram e trataram de se esconder. Sunshine foi para trás de uma lata de lixo particularmente grande, Jet, Party e Pony se esconderam em uma sala próxima, Revolver, Fun e Kobra foram para outra sala e Poison se escondeu no fim do corredor, atrás da curva, ao lado das caixas de som presas no teto.
–... Eu estou te dizendo, ele está ficando louco.
–Shh, tá maluco?! Ele pode te ouvir!
–Que ouça! O Korse já está ficando velho, cara, é sério.
–Por que diz isso? – os dois sujeitos apareceram finalmente. Eram dois Draculoids, um com cara de tédio e outro com cara de medo.
–Ah, pelo amor de deus, ele vive obcecado em matar a tal Procurada nº 1, Poison Heart. Só fala disso o dia inteiro. E fala também sobre um tal livro que “expôs os planos da BLI”. – o primeiro Draculoid fez um barulho de escárnio. O segundo olhou para os lados, medrosamente,.
–Cara, cala a boca... Ele pode te ouvir...
–Já ouvi. – disse a voz tão conhecida de Korse, com um tom calmo.
Os dois Draculoids pularam de susto, deixando cair as próprias armas. Poison teve que se segurar fortemente para não gritar, pois seus tímpanos foram afetados seriamente. A Killjoy estava próxima demais da caixa de som, e a voz de Korse saiu alta demais.
–D-d-desculpe, senhor! – gaguejou o primeiro Draculoid. O segundo simplesmente manteve a cabeça baixa e nada disse.
–No meu quarto. Agora.
–M-mas...
–Vocês dois. AGORA.
Poison deu um suspiro de alívio por dois motivos: primeiro porque viu os Draculoids se afastando, e segundo porque se afastou da caixa de som a tempo de evitar outro grito de Korse.
–Esse filho da puta aprendeu a gritar... – murmurou ela para si mesma.
Antes de ir atrás dos outros, Poison resolveu checar os danos de seu ouvido. A Killjoy estalou os dedos perto de seu ouvido esquerdo. Parecia ok. Ela repetiu o movimento do lado direito e... Nada. Repetiu de novo. Nada. Não ouvia nada do lado direito.
–Oh merda. – murmurou ela, baixinho. Não conseguia mais ouvir pelo ouvido direito. Porém, ela precisava seguir em frente, portanto, ela foi atrás dos outros, ignorando a falta parcial de audição.
–X-
Party, Jet e Pony entraram rapidamente na sala, fechando a porta com cuidado.
–Não se mexa e não façam barulho. – avisou Pony, ficando perto da porta, para que pudesse ouvir o que se passava lá fora. Ele logo franziu a testa.
–... Ele vive obcecado em matar a tal Procurada nº 1, Poison Heart. Só fala disso o dia inteiro...
–Interessante. – sussurrou Pony para si mesmo.
–Uhm... Pony...
–Quieto, Party.
–É importante.
–Que é, porra?!
Show Pony virou a cabeça e deu de cara com uma fila de robôs todos enfileirados em ordem. Ele deu de ombros.
–Provavelmente estamos na sala de protótipos.
–É, mas não é isso que me incomoda. O que me incomoda é aquilo. – Jet apontou para um tubo com uma placa escrito “Protótipo 550”.
O robô era idêntico a Poison Heart.
–Puta que pariu... – murmurou Pony, se aproximando do tubo – Poison não vai ficar nada contente...
–Nem você. – disse Party – Olha lá.
Pony olhou na direção indicada e logo se espantou ao ver um robô idêntico a ele mesmo.
–Existem só esses? – indagou Pony, sem tirar os olhos do seu irmão gêmeo metálico.
–Só. Desses iguais a outras pessoas, só.
–Merda...
De repente, a porta se abriu, revelando Sunshine e Poison Heart.
–Que bom que chegou. – disse Pony, sério – Veja isso.
–O q... Ah não... Ah. Não.
A Killjoy permaneceu estática, olhando para o próprio robô desligado.
–Não, não, não, não... – murmurou ela.
–Eu sei. – Pony rangeu os dentes – Parece ser coisa da minha querida irmãzinha.
Poison quase pôs as pontas dos dedos no tubo, mas se conteve.
–Vamos, não temos tempo para pensar nisso agora.
Dito isso, os cinco saíram para buscar Kobra, Fun e Revolver, que estavam na sala da frente.
–X-
–Em que sala estamos... ? – sussurrou Fun, nervosamente. Revolver tapou a boca do baixinho e colou o ouvido na porta.
–Err... Revolver...
–Shh!
–Revol...
–Cala a boca Kobra! – sussurrou Revolver.
–É meio importante...
–Puta que pariu, o que...
Revolver olhou para trás e viu vários Draculoids olhando de um jeito sério para o grupo.
–Ops... – murmurou Revolver. Fun olhou discretamente para a porta pela qual entraram, e só aí viu a plaquinha prateada escrita “S/C/A/R/E/C/R/O/W”.
–Ahn...
Todos os Draculoids apontaram as próprias armas em direção aos três.
–Como é ser uma traidora, Giselle? – rosnou um deles.
–Melhor do que ser uma idiota que nem você. – retrucou ela.
–E agora? – resmungou Kobra.
–E agora nós fugimos. – respondeu Fun, baixinho – Em um...
–Não vão fazer nada?! – gritou outro Draculoid.
–... Dois...
–Andem! Vamos levar vocês ao Korse!
–TRÊS. – Fun abriu a porta apressadamente e correu para fora da sala, sendo seguido por Revolver e Kobra. Os Draculoids se espantaram por três segundos, antes de saírem correndo atrás dos Killjoys. Party, Pony, Jet, Poison e Sunshine trombaram com Fun, Kobra e Revolver no meio de um dos corredores, e o primeiro grupo se surpreendeu.
–Hey, vocês! – exclamou Pony, sorrindo. Kobra bufou e puxou Pony e Poison para longe. Revolver e Fun sinalizaram para os outros os seguirem também.
–Não temos tempo para isso. – resmungou Kobra.
–O que houve?- indagou Party, franzindo a testa.
De repente, os oito ouviram vários barulhos de tiro.
–A S/C/A/R/E/C/R/O/W aconteceu. – resmungou Fun. Sunshine olhou para trás e viu um dos Draculoids arregalar os olhos e gritar para os companheiros:
–É A POISON HEART!
–Merda. – sussurrou Poison – Estou famosa.
O grupo correu mais rápido ainda, tentando prestar atenção no caminho que faziam, para que pudessem chegar ao gerador local.
–Lembrem-se de que procuramos o gerador local, e não o da cidade, ok? Se desligarmos o da cidade... Bom, já podem imaginar o que iria acontecer. – disse Revolver.
–Ali! – disse Sunshine, apontando para um corredor com duas salas; uma com uma placa escrita “gerador local”, e a outra, “gerador da cidade”. Os oito se adiantaram para chegar na porta do gerador local antes que os Draculoids os alcançassem.
–Não vamos conseguir. – ofegou Pony. De repente, Poison teve uma ideia.
–Sunshine, você é menor que nós...
–A não ser menor que o Fun... – comentou Jet.
–Ei! – exclamou Fun.
–... Você acha que pode correr mais rápido, ir até a porta e desligar o gerador, enquanto nós te damos cobertura?
Sunshine arregalou os olhos, mas sorriu e assentiu.
–Ótimo. – Poison sorriu de volta, mas seu sorriso logo desapareceu – Sunshine... Por favor, toma cuidado...
–Vou tomar, prometo. – Sunshine e Poison pararam subitamente e se abraçaram, mas um tiro passando de raspão as trouxe de volta à realidade.
–Anda, vai.
Sunshine lançou-lhe um último olhar triste e correu rapidamente em direção à porta. Poison retomou o ritmo até ficar ao lado de Pony. Todos os sete tiraram as armas da cintura e começaram a atirar, acertando alguns Draculoids. Jet observou Sunshine por um tempo até ver a menor entrar na sala. Jet sorriu, vitorioso, e avisou aos colegas.
–Vamos ficar guardando a porta. – disse Party. Os outros concordaram e ficaram de pé, à frente da porta. Poison viu, pelo vidro, Sunshine olhando o painel, incerta do que fazer. Porém, quando Poison virou o rosto novamente, todos os Draculoids restantes estavam olhando para eles, com sorrisinhos vitoriosos estampados no rosto. Sunshine gritava algo, mas a audição parcialmente danificada de Poison não a deixava ouvir o que a criança dizia.
–Desistam. – disse um dos Draculoids – Vocês não têm saída.
Poison mordeu o lábio inferior e olhou para Party, que fez um gesto negativo com a cabeça, sem desgrudar os olhos dos Draculoids. A Killjoy suspirou profundamente, mas olhou novamente em direção a eles.
–Se vocês desistirem, podemos deixar vocês viverem. – avisou o mesmo Draculoid.
–I’d rather go to hell. – rosnou Poison, com um sorrisinho desafiador nos lábios. Os Draculoids sustentaram um olhar de reprovação e apontaram as armas para eles. De repente...
... A luz apagou.
Poison deu um sorriso no escuro, assim como todos os outros. A Killjoy levantou um dedo, depois um segundo e, no terceiro, todos começaram a atirar nos Draculoids, com a vantagem de conseguirem vê-los no escuro, por conta do treinamento Killjoy. Bulletproof Revolver estava tendo alguma dificuldade, mas, mesmo assim, estava conseguindo atirar em um número significativo. Sunshine permaneceu na sala do gerador até os sete acabarem com a matança.
–Todos morreram? – indagou Fun, ofegante, ao fim da luta.
–S-sim. – gaguejou Party, esgotado.
–Pode sair, Sunshine. – Poison bateu levemente no vidro, para chamar a atenção da menor. Sunshine saiu da sala e logo abraçou Poison – Você foi muito bem. – a maior sorriu gentilmente.
–Poison, precisamos ir. – chamou Pony.
–Quê?
–Precisamos ir.
Poison bufou e virou de lado.
–Repete.
–Precisamos. Ir. – disse Pony, pausadamente e em um tom alto – Poison, o que houve? Por que não estava me ouvindo?
–Por nada.
–Poison, não mente para mim, é sério. O que houve?
–N-nada...
–Poison. Sério.
Ela bufou e pegou a lanterna que Revolver carregava consigo, ligando-a na cara de Show Pony logo em seguida.
–Ok, eu estava muito perto da caixa de som do corredor, e logo nessa hora, Korse resolveu falar através dele. Feliz?!
–É óbvio que não! – Pony fez cara de indignado – Poison, você...
–Gente, desculpa atrapalhar, mas daqui a pouco o Korse e a Akira vão notar que está faltando luz... E ainda não teremos os Exterminators junto conosco. – interrompeu Revolver, um pouco acanhada. Poison suspirou, mas assentiu.
–Ok, precisamos chegar à sala de controle. – disse Party – Como chegaremos lá?
–Tem uma escada, é claro, mas é meio longe... – disse Revolver, pegando a planta que desenharam antes – É mais ou menos aqui, perto do refeitório.
Poison gemeu baixinho.
–Nada bom. Precisamos chegar lá o mais rápido possível.
De repente, Revolver pareceu ter uma ideia.
–Tem as escadas de emergência! Nunca são usadas porque, bom, nunca tiveram uma emergência.
–Isso é uma emergência. – disse Poison – Sabe onde é? – Revolver assentiu – Então ande, vamos!
Revolver levou o grupo até uma área perto da Sala de Teste nº 3, onde havia uma grande porta que dava para a tal escadaria de emergência. Os oito subiram, com algum esforço, as escadas. Após algum tempo, finalmente chegaram no segundo andar do prédio da BLI.
–Bom... – suspirou Jet – Onde estamos?
–Aquele é o quarto do Korse. – disse Revolver, apontando para uma porta que revelava um enorme quarto – Ali são as salas de transformação genética... Portanto, virando ali, chegaremos ao quarto da Akira e, consequentemente, à sala de controle.
–Nada mal. – comentou Poison – Você até que está sendo bem útil.
Revolver assentiu, séria, mas ela sorria por dentro. O grupo passou nervosamente pelo quarto de Korse, e passaram por uma espécie de grade. Party cutucou Show Pony e perguntou-lhe o que era aquele lugar.
–É a prisão da BLI. – respondeu Pony, sombriamente. Party assentiu e sussurrou alguma coisa para Kobra, que olhou de um jeito estranho para Poison. A menina fingiu não ter visto e continuou andando. Porém, Kobra a alcançou e chamou sua atenção.
–Poison?
–Sim?
–Hmm... Se seu pai estivesse na prisão da BLI, você iria soltá-lo depois de acionar os Exterminators de novo? – indagou Kobra – Hipoteticamente. – adicionou ele, ao ver o olhar de espanto de Poison.
–Sim, eu... Acho que sim... Hipoteticamente, não é?
Kobra assentiu e mordeu o lábio inferior, fitando o chão com um jeito culpado.
–Ei, o que foi? – indagou Poison, franzindo a testa.
–Eu... Acho que não te falei isso, mas... O meu pai... Ele está na prisão da BLI...
Poison arregalou os olhos.
–Não, não, não! Eu não vou deixar você ir até lá sozinho!
–Mas eu vou com o Party... E depois que conseguirmos manter os Exterminators do nosso lado...
–Kobra, não. Eu não vou correr o risco de te perder. – retrucou ela, como se colocasse um fim na discussão. Kobra abriu a boca para responder, mas Revolver disse:
–Aqui é a sala de controle.
O grupo olhou para a porta, como se fosse um momento muito importante. Poison se adiantou e abriu a porta cuidadosamente, olhando em volta da sala para ver se havia algo muito perigoso. Bulletproof Revolver ofegou ao encontrar alguma coisa, e todos pararam para olhar.
O que Revolver havia visto era um Exterminator. Estava no chão, com os olhos totalmente abertos, mas não fazia nenhum movimento, não dizia nada. Estava desligado.
–Bom... Assim fica mais fácil saber se conseguimos ligá-los de novo ou não. – constatou Poison, dando de ombros.
–Estamos com muita sorte hoje... – disse Pony, desconfiado.
–Sorte? Diga isso por você! Eu estou meio surda! – replicou a Killjoy, indignada.
–Melhor do que estar morta.
Poison abriu a boca para replicar, mas fechou-a logo em seguida. Pony deu de ombros e virou para falar com Kobra Kid.
–Kobra, acha que pode mexer no sistema deles e... Você sabe...
–Sei. – disse ele – Pode deixar comigo. – o Killjoy prontamente começou a mexer no painel à sua frente, com um ar confiante. Porém, por dentro, Kobra não tinha ideia do que fazer, e Poison pareceu notar isso.
–Ei... – ela se aproximou do outro, sorrindo de um jeito confiante – Você vai conseguir, eu sei.
–Eu espero. – suspirou ele – O plano depende disso, eu acho.
–Sim, depende. – ela assentiu – Mas você é muito inteligente, eu tenho certeza de que vai conseguir.
Kobra sorriu discretamente e beijou o rosto de Poison, que corou logo em seguida e se afastou do Killjoy.
–Poison... Eu ouvi você e o Kobra conversando hoje mais cedo. – disse Fun, chegando perto de Poison – Eu entendo que você se preocupa com ele e tudo o mais, mas... É o pai dele, entende? Se fosse o seu, você com certeza iria salvá-lo. Não acha que seria melhor se colocar no lugar dele?
–Fun, eu entendo perfeitamente o porquê de ele querer fazer isso, mas... Poxa, eu não estou preparada para perdê-lo...
Fun sorriu.
–Relaxa, ele toma cuidado. Eu sei que ele vai sair de lá são e salvo.
–Bem que eu queria. – ela riu amargamente – Eu confio nele, mas ele não conhece o poder da BLI como eu conheço. Eles... Eles são capazes de matar só para chegar ao seu objetivo, seja lá qual for. Eu não quero que ele entre no caminho da BLI...
–Gente, eu acho que não vou conseguir... – disse Kobra, já com uma aparência cansada. Party foi para o lado do irmão e sussurrou alguma coisa no ouvido do mais novo. Kobra arregalou os olhos e pôs-se a trabalhar ainda mais rápido. – CONSEGUI! – gritou ele, dez minutos depois. Poison franziu a testa e olhou para Party.
–O que disse a ele?
–Só alguma coisa que o estimulou. – disse Party, desviando da pergunta. Revolver se abaixou, fitando o Exterminator que estava jogado no chão.
–Hmm... Nada aconteceu...
–Esperem um pouco... – disse Kobra, olhando para o painel e apertando alguns botões – Pronto. – ele sorriu.
Passaram-se sete segundos e nada aconteceu. Revolver já ia abrir a boca para dizer que não havia funcionado, quando, de repente, o robô abriu os olhos. Todos ficaram extremamente tensos enquanto o Exterminator se levantava lentamente, olhando para os lados, visivelmente confuso.
–Uh... Olá. – disse Kobra, acanhado.
–Olá... – o robô franziu a testa.
–Então... Você sabe o que deve fazer... Uh... 9568-62? – perguntou o Killjoy, olhando para o número do Exterminator.
O robô pareceu pensar por um minuto, mas respondeu:
–Uh... Acabar... Com a Better Living Industries?
Kobra e Poison se entreolharam e sorriram.
–Pois bem. – disse ela – Então que comece a festa.
Notas finais
MAS foi o que deu.
Btw, agora eu voltei às aulas. Não esperem por um capítulo tão cedo, principalmente considerando que eu perdi aula e que eu sou paranóica com as minhas notas. E também estarei fazendo aulas de canto E aulas de francês. Talvez aulas de dança porque minha mãe está me chamando de sedentária.
O que eu sou, na verdade -QQQQ
Mas pra que que eu estou falando da minha vida pra vocês mesmo?
Cya c:
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