The True Lives Of The Fabulous Killjoys
16 And if we can't find where we belong
Notas iniciais
DUAS. HORAS. ESCREVENDO. ISSO. AQUI.
ISSO TUDO SÓ PRA POSTAR NO DIA CERTO.
EU DEVO AMAR VOCÊS TODOS, PORQUE NÉ?!
Desculpe, meu humor não anda muito bom. Estou um pouco triste e revoltada hoje.
Enfim, enjoy!
Todos olharam, com expressões atônitas, em direção à Sunshine. Nenhum deles conseguia acreditar que, finalmente, haviam ouvido a vozinha fina de Sunshine. Tudo o que tinham ouvido saindo da boca dela até agora foram gritos de desespero, mas... Palavras?
-S-Sunshine... Você falou mesmo?
Ela fez que sim com a cabeça.
-Eu... Er... – Party estava tão impressionado que não conseguia falar.
-Não seria melhor nós falarmos com a Poison? – indagou Jet.
-Dane-se a Poison, Jet Star. – cortou Party, se agachando até ficar na altura de Sunshine – Será que você podia... Sei lá... Me dizer de onde você veio?
A menininha encarou o mais velho com um olhar doloroso, mas respondeu fracamente mesmo assim:
-D-d-daqui mesmo... – gaguejou a menor.
-Battery City?
Ela fez que sim.
-E onde você morava? Quer dizer... Como era a sua casa?
-Party, acho que você está forçando demais. – disse Fun ao ver lágrimas se formarem nos grandes olhos de Sunshine. Party Poison suspirou e levantou-se novamente, passando a encarar os colegas.
-E agora? – perguntou Kobra, um pouco incerto.
-E agora... Passaremos a perguntá-la algumas coisas todos os dias... Até descobrirmos o que houve com ela. – disse Party baixinho, para que Sunshine não ouvisse. Os outros três assentiram, porém, Fun acabou perguntando:
-Mas... E se não conseguirmos nada?
-Não sejamos pessimistas, Fun. – reprovou Kobra – É claro que vamos conseguir algo!
-Er, gente... Vocês sabem que ela está ouvindo tudo, não é? – apontou Jet, com um toque de incerteza na voz.
Todos se viraram para Sunshine, que estava com as sobrancelhas arqueadas, como se esperasse explicações. Party se ajoelhou novamente.
-Olha, baixinha... Quero que entenda que eu não vou te fazer mal... E nem quero te forçar a nada, ok? Mas... Por favor... Se você nos ajudasse, nós poderíamos ajudá-la de volta!
Party suspirou, vendo que ela não diria nada.
-Ok então... Boa noite...
-E-e-espera!
Party se virou mais uma vez. A menina tinha uma expressão ansiosa e esperançosa.
-D-d-d-desculp-pe... P-por n-n-não falar nada...
O ruivo sorriu.
-Não tem problema, baixinha. Boa noite. – ele passou a mão levemente pelos cabelos de Sunshine. A menina pulou da cama e foi em direção à porta. Virou-se mais uma vez.
-B-b-b-boa n-noit-t-te... – ela fechou os olhos e suspirou fundo, abrindo-os logo depois – Boa n-noite.
Os quatro sorriram e murmuraram “boa noite” à pequena. Sunshine saiu, deixando os Killjoys sozinhos no quarto.
-Fun, será que eu podia falar com você um minutinho?
Fun Ghoul tremeu um pouco, mas assentiu. Os dois foram para o corredor. Party adquiriu uma expressão levemente preocupada e se aproximou do colega.
-Fun, eu tenho notado que você anda meio estranho esses dias... Aconteceu algo?
-N-não! – gaguejou Fun, tremendo ao sentir seu hálito se chocar com o dele. O cheiro de Party lhe invadiu as narinas, dando-lhe uma vontade enlouquecedora de beijá-lo mais uma vez.
-Tem certeza? Espero que não seja por causa do que aconteceu no carro. Isso não mudou nada entre nós, sabe disso, não é?
-Sei sim, Party. Não precisa se preocupar comigo.
-Desculpe, Funny... Eu só não gosto de te ver assim... – Fun sorriu discretamente.
-É sério, Party. Não precisa se preocupar. Eu estou bem, juro.
Party Poison ponderou por alguns segundos, até que disse:
-Ok então...
Ao fim da discussão, ambos entraram no quarto, encontrando Jet e Kobra conversando em um canto.
-Party... – disse Kobra Kid – Achamos que seria melhor se não nos metêssemos na vida de Sunshine... Vai ser melhor para ela, entende? Uma hora ela vai acabar contando para nós de qualquer jeito, não há necessidade de forçá-la a isso.
-Concordo, mas deus sabe quando ela vai falar. Além do mais... – Party foi interrompido por um barulho estranho. De repente, o comunicador saiu da parede do quarto e foi ativado, mostrando uma Poison nada satisfeita (como sempre).
-Vocês. Minha sala. Cinco minutos.
-Poison? Mas nós...
-Cinco. Minutos.
O comunicador desligou sozinho.
-Aonde foi parar aquela chefe fofa que disse que sentiu nossa falta?! – exclamou Kobra, franzindo a testa.
-Vá saber... Menina bipolar. – resmungou Jet Star. Dito isso, os quatro se encaminharam até a sala de Poison Heart.
-X-
-Aleluia, demoraram tanto! – exclamou a menina ao ver os quatro Killjoys entrarem em sua sala.
-Nós demoramos três minutos! – defendeu-se Party, boquiaberto.
-Três minutos gastos do meu precioso dia. – rosnou ela – Sentem-se. Tenho más notícias.
Os quatro se sentaram, decididos a não irritar Poison. Ela parecia pior do que já era naturalmente, portanto, irritá-la mais seria o mesmo que um pedido de suicídio.
-O que aconteceu?
-Vou te dizer o que aconteceu, Party Poison. Vocês não fizeram todo o necessário na missão, portanto, teremos que voltar na base.
-Mas é fácil, já sabemos as coordenadas, é só dirigirmos até lá. – disse Kobra, franzindo a testa.
-Seria fácil, não é? Porém, infelizmente, a base da Better Living Industries mudou de lugar. Por causa de vocês.
Eles arregalaram os olhos.
-Nossa?! Como pode ser nossa culpa?!
-Não é óbvio? Eles previram outros ataques e saíram de lá. Dã.
Os Killjoys sentiram uma onda de culpa lhes acertar. Poison continuava com seu costumeiro olhar frio e nada dizia, apenas assistia os quatro se sentirem culpados por terem estragado os planos da Base 8.
-Enfim. – continuou Poison – Vocês vão ter que voltar lá e, para a infelicidade de vocês, eu terei de ir com vocês. E não quero nem saber se vocês gostaram ou não da ideia porque não fui eu que escolhi. Se quiserem discutir com Dr. D., sintam-se à vontade. Desejo-lhes sorte nisso. – acrescentou ela, baixinho.
-N-não... Tudo bem... – disse Party, lentamente.
-Ótimo. Agora com licença, tenho mais coisas a resolver.
Os Killjoys se retiraram da sala, deixando Poison sozinha com seus problemas, mais uma vez. Ela suspirou ao ver o comunicador apitar e a tela revelar Dr. Death.
-Diga, Dr. D.
-Já decidiu o que fazer?
-Ahn... Sim. Eu... Eu vou com eles.
Dr. Death sorriu, particularmente satisfeito com a decisão de Poison Heart.
-Ótimo! Vejo que adquiriu algum bom-senso.
-Sempre tive. Mas só lhe digo uma coisa... Eu... Eu não sou capaz de esquecer meu passado, Dr. D. Não tão rápido, pelo menos. Portanto... Não garanto que sairei mentalmente “inteira” dessa missão... Nem que, ao menos, sairei dela vitoriosa. Você sabe muito bem que aqueles anos foram horríveis para mim... Entrar na base da BL/Ind. para salvar os quatro já foi uma tortura... Entrar lá e ter que procurar justamente a sala... Será horrível...
Dr. D. suspirou. Já não estava mais tão satisfeito.
-Ok... Mas repito o que eu disse da última vez: seu passado não pode atrapalhar mais nas suas decisões, Poison Heart. Todas nós sabemos que você é uma Killjoy e uma chefe maravilhosa, mas você está perdendo muito mais do que você pensa só porque não consegue esquecer um simples problema do seu passado...
-Eu sei, eu sei! Me desculpa, ok?! Não é culpa minha!
-Não é culpa sua que você não consegue esquecer seu passado?! Pelo amor de deus, Poison! É claro que é culpa sua!
-Eu já estou fazendo o suficiente, ok? Pensa que será fácil entrar tão fundo na BL/Ind.? Pensa que foi fácil entrar para salvar os quatro? Não foi e não vai ser!
Dr. D. suspirou mais uma vez.
-Sei que não vai ser fácil, Poison, mas... Ah, esqueça. Até amanhã.
-Até.
O comunicador se desligou. Poison suspirou e foi dormir.
-X-
-Ande... Atire...
-N-não...
-Atire logo...
-N-n-n-não! Eu não q-quero!
-Atire!
-Eu... Ah!
Um clarão e tudo ficou escuro.
Poison Heart acordou assustada, suando frio.
-Ah meu deus... – gemeu ela. Já fazia algum tempo que esses pesadelos não apareciam em suas noites e isso a assustava mais do que tudo. A chefe se levantou e vestiu uma roupa qualquer para andar pelos corredores. Talvez isso esfriasse sua cabeça.
BL/Ind.
A indústria que estragou uma vida ao, supostamente, “melhorar” a vida de tantos outros...
... Hipócritas.
Com esse pensamento, Poison começou a vagar pelos corredores da Base 8. De repente, acabou trombando em alguém. Puxou a arma e pôs debaixo do queixo do indivíduo.
-C-c-calma! Sou eu, Fun Ghoul! – exclamou ele.
-Fun Ghoul?! – ela soltou o Killjoy – O que está fazendo aqui?!
-Pergunto-lhe o mesmo. – retrucou ele, mal humorado. Ela bufou.
-Não é da sua conta.
-Respondo-lhe o mesmo.
-Argh, baixinho irritante! Tive um pesadelo, ok?!
-E eu não consigo dormir. – resmungou ele.
-Ah... É por causa do... Ah... Esquece. – ela tentou disfarçar.
-Fala.
-Não, deixa.
-Pode falar.
-Esquece.
-Poison Heart...
-Não é nada! Eu ia falar merda, esquece, ok?!
Ele deu de ombros.
-Eu falo merda o dia inteiro. Agora fala.
Ela suspirou.
-Promete que não vai me matar?
-Mesmo se eu tentasse, não ia conseguir. Agora fala.
-Só ia perguntar se era por causa do... Do Party Poison. – ela disse o nome do indivíduo bem baixinho. Fun arregalou os olhos e gargalhou particularmente alto.
-Claro que não! Ficou doida?!
-Fun... Eu já vi o jeito que você olha pra ele... Pode admitir...
-Eu não sinto nada por ele.
Poison deu de ombros.
-Você que sabe. Quanto mais negar a si mesmo, pior vai ser. Enfim, a escolha é sua. Boa noite, Fun Ghoul. – dito isso, ela se encaminhou para o próprio quarto.
Fun suspirou tristemente e caminhou lentamente até a porta do quarto.
Se ela soubesse a metade do que eu passo...
O Killjoy abriu a porta e entrou no quarto, fechando-a logo atrás de si. Ajoelhou-se ao lado de Party, observando suas feições aparentemente delicadas e pálidas.
-Boa noite, Party... – sussurrou ele roucamente – Espero que um dia possa perceber o quanto eu te amo...
Notas finais
Beijo.
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