Notas iniciais
Iaí pessoal, gostaram do novo Nyah? Eu não -.- Aliás, foi por isso que houve um atraso na fic. Mas, fazer o que, né?!

Kobra Kid pov’s

“ Nesse momento acho que todos pensamos a mesma coisa que FG: Merda. Não tinha o que fazer, simplesmente. Os malditos draculóides só estavam esperando nossa primeira reação para atirar. Estávamos surpreendentemente rendidos.

Ninguém se mexia, com exceção de JS, que junto a seu lap top, tratou de mandar um holograma instantâneo para a polícia. A tecnologia como aliada, mais uma vez. É claro que não gostamos da idéia, até por que, a polícia era nossa última opção, mas ou era isso, ou ter os miolos estourados. PP estava se mordendo de raiva por ‘dar o braço a torcer’, sempre foi orgulhoso. Depois de alguns segundos, pudemos ouvir o som de helicópteros vindo em nossa direção. Me senti um babaca: que raio de desmancha prazeres nós somos para deixar que a polícia, resolvesse nosso assunto pessoal? Acho que PP pensou a mesma coisa.

_ Apertem os cintos! – disse, obstinado.

Num arranque, o carro deu meia-volta e acelerou para cima daqueles idiotas mascarados, passando por cima de uns cinco. Uhu! Aquilo foi fantástico. Se Janna estivesse junto, com certeza gritaria também. Ah sim, me esqueci de contar que Johnny a buscou logo depois de fugirmos na fronteira, pois seria muito arriscado trazê-la.

Estávamos de volta à estrada que nos trouxera à cidade, cheios de adrenalina e dessa vez com destino certo: voltaríamos à zona tumbleweeds. Há essas horas aqueles diabinhos já estavam aos cuidados policiais, o que pouco importava: Korse era o alvo.

_ Iaí, gostaram da minha manobra? – disse PP cheio de adrenalina e satisfação.

_ Nossa! – acrescentou JS, empolgado.

_ Foi demais, tenho que admitir – eu disse.

_ Foi tipo assim, Uau! – disse FG quase lúdico.

Trocávamos algumas idéias, durante o percurso, quando fomos interropidos por um holograma: “Aqui é o sargento Tucker, prendemos Korse. Ele está sendo levado a Penitenciária Municipal de Segurança Máxima. Estamos investigando a indústria, agora.”

“Obrigado sargento, estamos indo para aí agora!” – respondeu PP por nós. Antes de irmos à indústria, passamos na rádio para pegar Janna, pois ela estava envolvida também. Chegando lá fomos muito bem recepcionados:

_ Vocês conseguiram! – vinha ela em nossa direção. O primeiro a ser abraçado foi PP, é claro. Então nos unimos num abraço em grupo em torno dela – Eu sabia! Eu sabia!

_ Iaí galera! – veio Johnny – Parabéns, hein.

_ O mérito é de todos nós, inclusive você — disse JS.

_ Deu pra puxar meu saco agora, Jet? – zombou Johnny.

_ Só estou feliz demais, aproveite enquanto pode! – todos nós rimos.

Aliás, todos estávamos muito felizes, mas nossa missão não tinha acabado. Então, montamos no carro e fomos correndo para a BLI.

Chegando lá, cumprimentamos o sargento Tucker e os oficiais de justiça.

_ Estamos ‘limpando’o local, mas há muito que fazer. Nossos agentes não estão sendo o suficiente para retirar o que há de cobaias ainda vivas, por aqui.

_ Podemos entrar, sir? – Perguntou FG.

_ Claro, é o mínimo que posso fazer. Aliás, os Estados Unidos da América tem uma dívida para com vocês, garotos. A quem devo agradecer?

_ À sorte, sargento, à sorte – respondeu PP.

Aquele lugar nos trazia más lembranças, e nesse dia estava ainda mais assustador. Os policiais andando para lá e para cá, com sacos semelhantes ao que Party descreveu, contendo os corpos dos que não tiveram muita sorte. Janna ficou assustada, então ‘colou’ em PP, se a consolava pacientemente.

Faça um desejo quando a sua infância morrer

Ouça o bater, bater, bater, quando ela chora

A noite toda sozinha

Segure a respiração quando um pássaro preto voar

Conte até dezessete e feche os olhos

Vou mantê-lo seguro interiormente

Calor é a minha pele

Nunca se importou sobre a forma na qual estou

Vou mantê-lo seguro esta noite, yeah

Entramos numa sala fria como um frigorífico, que continha tubos enormes nas paredes, que dentro mantinham pessoas num líquido que preferi nem saber o que era. Os policiais quebravam a machadas o vidro forte, liberando as pessoas submersas. O sentimento era de horror, como podiam fazer aquilo a um ser vivo?

Havia uma grande desesperança no ar, estávamos desacreditados do ser humano, vendo o limite da capacidade de fazer o mal ao próximo. Saímos dali, e entramos numa comprida ala completamente branca e cheia de macas, todas ocupadas por pessoas visivelmente dopadas.

Mande um beijo para os céus de metano

Veja as paredes através de seus olhos de playground

Estamos todos apaixonados esta noite

Deixe o trem onde a precipitação está

Veja ela crescer com as lágrimas manchadas

Só para mantê-lo seguro esta noite

Entre aquela multidão de rostos desconhecidos, uma surpresa. Eu mal podia acreditar. Party Poison ainda estava prejudicado pela falta de memória, mas percebi um certo tremor dele, quando a viu, bem ali deitada e tão frágil que quase não fora reconhecida.

Mova-se quando o sol morrer

Todo mundo está se escondendo dos espantalhos

Todos escondidos