The True And Love
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Tudo culpa da Aline que me deixa com abstinência das fics dela e eu acabo ficando sem criatividade.
lol
Boa Laitura...
Ana’s P.O.V.
— Amandinha... – chamei diversas vezes ao lado de nossa pequena mascote de cabelos vermelhos que estava com fones de ouvido no último volume.
— Hum? – ela murmurou ao perceber minha presença ali.
— Eu estava pensando se você quer ir comigo pegar uma encomenda minha que acaba de chegar – pedi.
— Qual encomenda? – ela retirou um dos fones.
— Nada de importante... Quer vir? – desviei-me do assunto.
Amanda encarou-me desconfiada, mas depois revirou os olhos e sorriu.
— Okay, preciso apenas de alguns minutos para me arrumar – ela disse, levantando-se e seguindo até seu quarto.
Fiquei esperando na sala, estava animada para ir buscar a minha encomenda... Já fazia quase um mês que eu encomendara aquilo e já estava pedindo meu dinheiro de volta.
— Aonde vão? – perguntou Brad, entrando de repente na sala e sentando-se ao meu lado.
— Buscar aquela minha encomenda... – apenas ele sabia o que eu havia comprado.
— Oh Deus... Você ainda quer aquilo? – ele riu.
— É tudo o que eu mais quero! – dramatizei. – Todos vão morrer de inveja de mim... – não pude conter o riso.
— Ah, claro... – ele ironizou. – Todos morrem de inveja de quem tem...
— Pronto – Amanda entrou na sala novamente, interrompendo Brad.
Amanda usava uma calça jeans básica e um suéter preto de mangas compridas, seu cabelo estava preso em um rabo-de-cavalo alto e ela usava uma maquiagem leve.
— Okay, até mais, Brad – levantei-me e fui até o lado de Amanda.
— Até mais – ele deu uma leve risada, pegando uma revista que havia sobre a mesa de centro da sala.
— Do que ele está rindo? – Amanda perguntou-me.
— Besteira – dei de ombros.
Não contaria para Amanda o que eu comprara, se não ela desistiria de ir comigo buscar.
Fomos a pé, a loja não era tão longe e eu queria dar uma volta depois disso, mostrar ao mundo o que eu acabara de comprar.
*
— É aqui? – Amanda encarou-me sem entender ao pararmos em frente à loja de animais.
— Sim! – eu estava mega animada.
— Mas no apartamento não permitem animais... – lembrou-me ela.
— Depende o porte e o tipo do animal... – corrigi.
Ela deu de ombros, ainda sem entender muito bom aonde eu queria chegar.
Adentramos na loja de animais, Amanda logo se encantou por um filhote de poodle branco e correu até ele, pedindo a uma das atendentes para retirá-lo da “gaiola” para que ela pudesse o pegar um pouco.
O outro atendente da loja logo reconheceu-me – não deve ser todo dia que uma louca entra na loja dele para pedir o que eu pedi – e foi logo buscar minha encomenda.
— Onde está sua encomenda? – Amanda perguntou-me, aproximando-se de mim com o pequeno poodle nos braços.
— Ele foi buscar – sorri.
Esperamos por alguns instantes até que o atendente voltou com uma pequena caixa de vidro coberta com um pano preto.
— Aqui está – ele sorriu sem jeito para mim, como se estivesse rindo de mim internamente e se envergonhasse disso.
— Obrigada! – sorri largamente.
Ali estava a minha pequena encomenda... Finalmente em minhas mãos.
— Abre para mim ver – Amanda pediu.
— É melhor você soltar o poodle primeiro – avisei.
Ela encarou-me assustada, levando imediatamente o poodle novamente à sua gaiola e voltando até mim.
— Pode abrir agora? – ela pediu.
— Claro – sorri, tirando o pano preto de sobre a caixa de vidro onde minha encomenda se encontrava.
Pude ver o terror passar pelo rosto de Amanda, que logo encarou-me espantada.
— Mas que droga é essa? – ela arfou.
— Não fale assim dela! – adverti.
O que havia de mal em uma aranha? Ora, era apenas um ser pequenino e indefeso, nem veneno ela tinha – pedi para que retirassem o veneno dela, mas teria que fazer isso todos os meses.
— É macho ou fêmea? – perguntei ao atendente.
— Fêmea – ele respondeu prontamente.
— Ótimo, vai ter mais filhotes! – Amanda esbravejou.
— Não, não vai – revirei os olhos. – Como se consegue ter filhotes sozinho?
— Mas do jeito que eu conheço você, tenho a certeza de que irá querer comprar um “parceiro” para essa coisa – ela estava irritada.
— Não sou idiota, Amanda! – retruquei. – Não quero causar uma infestação de aranhas no prédio... Não vou comprar parceiro nenhum.
— Me diz que não está falando sério... – ela implorou.
— Estou – ri. – Diga “olá” à mais nova membro da família.
Amanda bufou, irritada, indo até a saída da loja rapidamente.
— Aonde vamos agora? – perguntei a ela, seguindo-a rapidamente até a calçada.
— Para casa – ela rosnou.
— Pensei em dar uma volta no Central Park – retruquei.
— Para essa coisa fugir e morder minha bunda enquanto eu estivesse sentada no gramado? Não! – Amanda quase gritou.
— Okay, vamos ao Central Park – ignorei seu chilique e mudei nossa rota de passeio.
*
Amanda mantinha uma distância enorme de mim, não falava nada e apenas respondia o que eu perguntava. As pessoas passavam por nós e encaravam-me assustadas ao ver que eu tinha uma aranha.
Estávamos caminhando há alguns minutos no Central Park quando avistei aquelas figuras conhecidas.
— Olhe, Amanda! – chamei-a.
— O que? – ela perguntou, rude. – Sua aranha sabe fazer malabarismos também? – ela ironizou.
— Não, não a aranha – corrigi-a. – Olhe lá! – apontei na direção das pessoas.
Amanda seguiu meu olhar, reconhecendo rapidamente Aline, Frank, Luana e Gerard há uns cem metros de nós.
— Melhor ficarmos aqui e... – não pude continuar, logo vi Amanda caminhando rapidamente até as quatro pessoas. Bufei irritada, mas a segui, não iria ficar ali sozinha enquanto todos encaravam-me por causa da aranha.
***
Aline’s P.O.V.
Frank era muito divertido! Acho que nunca ri tanto na minha vida como nesse dia, estávamos nos dando bem, mesmo que isso parecesse-me estranho, já que em pouco tempo eu seria culpada pela morte dele, mas não podia negar que ele estava provocando em mim uma alegria que eu não sentia há séculos.
Quem não parecia se divertir muito ali eram Gerard e Luana, e ainda por cima Frank chamou-me para dar uma volta sozinhos, deixando-os a sós. Os dois não pareciam que fossem conversar sobre algo, talvez uma palavra ou outra, mas não um assunto concreto.
Depois de darmos uma volta, pudemos avistar Gerard e Luana sentados sobre uma árvore, eles pareciam conversar, para minha surpresa, então pensei em sugerir que fossemos dar mais uma volta para não atrapalharmos, mas antes que eu pudesse falar, Frank já estava andando até lá.
— Oh, vocês estão aí! – Frank disse, animado, aproximando-se dos dois.
O segui contra minha vontade, pude ver que Gerard não gostara nem um pouco de ter sido atrapalhado... Será que falavam sobre algo interessante? Finalmente começaram a se dar bem? Bom... Eu não conhecia Gerard, mas pelo o que Amanda dissera-me eu sabia que ele não havia se mostrado muito interessado em manter algum contato social nem com Amanda e nem com Luana, então, talvez agora, ele houvesse começado a se dar bem com ela.
Notas finais
Anaaa... Qual nome vc quer dar para essa aranha? LOL
Beijoos
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