Notas iniciais
Poisé, não me matem LOL
Boa Leitura...

Aline’s P.O.V.

Bem, estava sendo legal sair com Frank, ele era divertido e simpático, ele me fizera rir como eu não ria há muito tempo...

Espera... O que estou falando? Ele não é legal... Ele é a vítima e eu a assassina, logo, logo eu teria que abrir mão dessa alegria toda e acabar com isso de uma vez por todas!

Por falar em “acabar com algo”, Luana estava aparentemente triste. Se eu não a conhecesse bem, diria que ela estava assim por que Gerard fora embora, mas é claro que não, ela era profissional, assim como eu e as outras meninas, nunca se deixaria levar por nada, nem por aqueles olhos verdes fascinantes...

Depois de sairmos do cinema, passamos em uma sorveteria – nada melhor do que sorvete no frio.

Então, depois de conversarmos um muito, voltamos ao estúdio, onde Frank ainda precisava conversar com Ray e Mikey e nós havíamos deixado nossos carros.

Não iríamos entrar, mas Frank insistiu para que fossemos nos despedir dos outros.

— Frankie! – Ray gritou, com falsa animação, ao nos ver entrar.

— Ray! – Frank usou o mesmo tom.

— Frankie! – Mikey repetiu.

— Mikey! – Frank revirou os olhos.

Eu e Luana nos entreolhamos, segurando risadinhas, eles perceberam isso, então Frank riu.

— Não liguem, somos completos idiotas – ele disse.

— Ainda mais quando garotas bonitas estão perto de nós – Mikey completou.

Acabei corando com isso, percebi que Luana ficou igual a mim.

— Estamos deixando-as encabuladas – Ray riu, percebendo.

— Credo, Ray... “Encabuladas” foi muito gay – Mikey gargalhou.

— Agora falar corretamente é gay? – Ray revirou os olhos.

— Não, mas falar “encabuladas” é – Frank respondeu a ele.

— Vocês que são uns frescos – Ray deu de ombros, jogando-se no sofá, ao lado de Mikey.

— Querem beber algo? – Frank perguntou-nos.

— Não, obrigada – respondemos em uníssono.

Eu estava me divertindo ali, mas percebia que Luana estava pensativa... Parecia preocupada. Será que tinha algo a ver com nossa missão?

***

Gerard’s P.O.V.

Eu estava extremamente irritando quando cheguei ao meu prédio. Só de lembrar quem estava a minha espera ali... bem, eu sentia vontade de não entrar.

Para mim aquele assunto já estava encerrado há tempos, mas não, ela precisava voltar e começar tudo aquilo de novo. Eu podia até imaginar o drama que ela faria, depois jogaria na minha cara as coisas mais idiotas possíveis e faria com que eu me sentisse um lixo novamente, exatamente como fez antes.

Parei de pensar nisso tudo – antes que eu desistisse e mandasse o motorista do táxi voltar para aquele cinema – e paguei o taxista, saindo do carro e me encaminhando até a entrada de meu prédio.

Assim que entrei na recepção pude ver Sr. Richards, o porteiro, que devia ter uns sessenta anos. Ele estava conversando com Mary, minha vizinha, por assim dizer. Ela devia ter no máximo vinte e cinco anos e morava no apartamento acima do meu – brigava pelo menos uma vez por semana com seu namorado, cujo o nome era Levi, e eu sabia disso apenas pelos gritos dela acompanhados de xingamentos. Sempre que nos encontrávamos – coisa que ficara cada vez mais frequente, diga-se de passagem – ela me lançava um sorriso tímido e dizia “Olá, Gerard...”, de um jeito meloso. A ouvi falando na semana passada com D. Emma – minha vizinha do lado – que terminaria com Levi, pois estava farta dele.

Mary tinha cabelos loiros e longos, sua pele era branca e seus olhos eram de uma cor semelhante ao mel; ela era bonita, sim, devo admitir. Era alta e usava roupas leves, que deixavam suas curvas ainda mais graciosas.

Assim que me viu, Mary sorriu.

— Olá, Gerard – ela disse, como já era esperado.

— Olá – sorri para ela, já encaminhando-me para o elevador.

— Ah, Gerard! – chamou Sr. Richards.

— Sim? – parei, olhando-o com atenção.

— Tem uma pessoa esperando-o – ele disse, com um tom de voz tenso, olhando para o outro lado da recepção.

Segui seu olhar e logo entendi o porquê de sua “tensão”.

Lohane estava sentada em um dos sofás ali presentes, com uma revista nas mãos, olhando-nos sem expressão.

Sr. Richards sabia que ela não devia estar ali. Na última vez em que Lohane estivera em meu prédio as coisas não saíram de um jeito muito bom.

Encarei-a com seriedade, soltando um forte suspiro.

— Obrigado, Sr. Richards – falei para ele, sério.

Ele apenas assentiu com a cabeça, olhando-me com uma cara de quem dizia “Não faça nada sem pensar, meu jovem...”.

Caminhei até Lohane, pisando forte como que para mostrar-lhe que não era mais o Gerard fraco que ela vira da última vez. Eu estava indo bem até ali, até ela levantar e sorrir levemente para mim.

Lohane estava linda como sempre, admito. Ela tinha os cabelos em um tom castanho escuro, eram longos e encaracolados; suas curvas estavam um tanto acentuadas por uma calça jeans justa e uma blusa de mangas compridas roxa, sua pele levemente morena estava um pouco mais clara, como se ela não estivesse pegando sol desde a última vez em que nos vimos.

Percebi que ela diria algo, mas a interrompi, rude.

— Vamos subir logo, por favor – falei.

Ela não respondeu, apenas se encaminhou até o elevador e apertou o botão para que ele abrisse.

Ficamos em silêncio até chegarmos ao meu andar, nos encaminhamos até meu apartamento rapidamente. Assim que entramos, tranquei a porta e a encarei.

— Então? – arqueei uma sobrancelha.

— Então o que? – ela me encarou, fazendo uma pequena careta como sempre; ela tinha essa mania, sempre que dizia algo fazia uma careta, por minúscula que fosse.

— Você foi até o estúdio, agora veio até aqui... então quer algo – falei o óbvio.

Ela suspirou, jogando-se no sofá e olhando para mim.

— Gee, eu... – ela começou.

— Pra você é Gerard, Lohane – a interrompi.

Ela semicerrou os olhos, dando um leve sorriso irônico e voltando a falar.

Gerard, — ela começou novamente – eu lhe procurei por que... bem... – ela respirou fundo e se levantou, caminhando até mim.

Encarei-a sério, sem esboçar nenhuma reação, tentando parecer entediado.

Lohane parou de frente para mim, há no máximo um metro de distância.

— Eu senti saudades – ela disse por fim.

Soltei uma grande gargalhada, caminhando até o sofá – sim, isso foi uma estratégia para ficar longe dela – e voltando a olhá-la.

— Saudades? – ironizei. – Bem, você disse que ele lhe fazia mais feliz, lembra? Então do que sente saudade? De ser infeliz? De que sente saudade, Lohane?

Ela revirou os olhos, dando um passo em minha direção.

— Eu sinto saudades de você, Gee! Eu estava errada, okay? Eu fui uma idiota! – ela dramatizou.

Ele era melhor para você, não é mesmo? Então vá lá com ele! – rosnei.

— Não posso... – ela disse, séria. – Ele... me deixou.

Agora eu estava entendendo tudo...

Olhei-a com uma expressão incrédula, como se não quisesse acreditar no que ela acabara de dizer.

Ela viera à minha procura apenas por que ele a deixara! Eu, novamente, era a segunda opção!

A raiva começou a me consumir por dentro...

Notas finais
Reviews, pleeeeease?
lol'
Vou tentar atualizar até domingo kk
Beijos