The Third Winchester
11 The past
Notas iniciais
Depois de terminada a cirurgia eu saí rápida de lá esperando poder dar a volta. Não consegui, quando olhei pra frente vi Emmet parado frente à porta de saída parecendo que não sairia dali tão cedo; ledo o engano dele se tentasse me impedir.
-Anny, nós precisamos conversar; foi tudo rápido demais meu amo. -ele disse se aproximando.
-Como pode falar uma coisa dessas!Um mentiroso como você não tem o direito de falar em amor!-gritei eu chorando.
-Acho que não fui só eu que mentir sobre ser caçador, então me deixa explicar- ele pediu esperançoso.
-Não menti sobre nada, eu nunca menti pra você- rebati.
-Ah não?Você é uma caçadora tal como eu!-ele acusou me apontando- não me diga que não é por que já sei de tudo.
Quando olhei a cena de novo vi Jennifer ao lado dele, é aquela vadia estava ali, eu tive vontade de matá-la.
-Vá, em frente, acredite em sei lá o que ela tenha te dito, a essa altura eu já não me importo, com isso, quer saber,vocês combinam,é, dois traidores ficam muito bem juntos. Então saiam da minha frente agora.
Dizendo aquilo os dois pareciam em estado de choque, como se não acreditassem no que ouviram. Ledo engano dos dois em pensar uma coisa dessas de mim. Quando sou traída a última coisa em que penso é perdoar.
-Está aí um grande defeito seu; minha cara.
Olhei pra trás e vi um cara ali prado como se lesse meus pensamentos e se divertisse com isso.
-Quem é você?-perguntei já em guarda.
-Calma, me atacar vai causar danos a você e não a mim, acredite em mim, sou Zacharias, um tipo de “chefe” lá de cima-ele explicou.
-Que ótimo; outro anjo, então me fale o que você quer Zach?
-Hum... Zach; gostei, eu estou aqui pra te falar o óbvio Annice...
-Se é óbvio deixa que eu me manco sozinha, tchau Zach.
-Entrei no carro mais não dei partida, só fiquei ali parada, quase me sentindo segura, quase, mais eu ainda estava próxima demais de meus inimigos, então eu estava em desvantagem aqui.
Ouvi a porta lateral bater e olhei pro lado, quando o fiz Hellen estava ali me encarando e sorrindo como se dissesse “ganhei”!
-Você nos deixou numa situação difícil hein mocinha-ela começou.
-Tô sabendo, então o lance é esse?Dinheiro?Se vocês me deixarem em paz juro que pago o que for pra ver cada um de vocês caindo fora daqui sem a mínima intenção de voltar pra cá. -Eu disse enquanto olhava pra fora.
-Você não vê ou não quer ver?Nós somos sua família, temos que ficar juntos- ela tentou argumentar.
-Minha única família está enterrada no cemitério daqui faze oito anos, então se essa é a única coisa que você tem a me dizer é essa, eu sugiro que saia do meu carro antes que eu mesma a tire daqui- sussurrei na esperança de que o assunto findasse ali mesmo.
Hellen me encarou como se não acreditasse,como se olhasse pra algo muito chocante. Não senti nada além de raiva quando ela saiu dali me deixando novamente sozinha, olhei pra fora novamente, mas não vi nenhum deles, somente Leslie ali na chuva como se me esperasse.
Saí do carro quase não acreditando no que estava fazendo. Peguei-a nos braços e entrei novamente no hospital silenciosamente. Todos me encaravam como se questionassem minha sanidade ou coisa do tipo.
-Sanders, eu quero saber qual é o quarto da mãe desta garotinha, preciso ver os resultados do procedimento- disse eu pro atendente da recepção.
-Ela está no quarto 402, pode ir vê-la agora-ele me informou.
Peguei o elevador já sem me importar com nada além de devolver essa garotinha aos braços de sua mãe. Cheguei até o quarto andar, onde ficavam os quartos que iam de 400 a 465. Andei em linha reta com a garotinha adormecida em meus braços como se ali fosse o lugar mais seguro do mundo e nada pudesse afetá-la; quase como se aquelas paredes pálidas e assustadoras não importassem enquanto eu estivesse ali com ela.
Escutei um murmurinho que aumentava ao passo que me aproximava, quando dobrei o corredor pude ver todos ali. Sam, Jennifer, Hellen, Bob, Nataniel e Emmet, eu olhei-os incisivamente enquanto passava por todos eles, não me importei. O que me importava agora é que a menina precisava estar com a mãe. Mas a imagem de Nataniel mais velho e parecendo mais forte e experiente me fez vacilar um pouco em meu propósito. Mas eu não era tão fraca assim, senti o peso da garotinha em meus braços e lembrei-me do que faria ali.
Estava quase chegando ao quarto quando ouvi alguém me chamar, era Sanders, o enfermeiro da recepção.
-Doutora, eu posso falar com a senhorita por um minuto?-ele me perguntou.
-Claro, vou colocá-la com a mãe e já volto.
Abri a porta e vi a mãe da garota dopada e adormecida na cama, ela me parecia bem melhor, não sei por que mais eu esperava tê-la acordada para receber sua filha alegremente. Certo então, coloquei a garota na cama de acompanhante e saí pra ver o que me espertava ali.
Saí do quarto ao mesmo tempo em que Sanders saía do quarto ao lado para me dizer o que queria.
-Diga Sanders, o que foi?-perguntei no “modo doutora”.
-A família do seu segundo operatório quer um parecer seu, uma posição quanto à recuperação, como ninguém além de você pode dar esse parecer...
-Entendi Sanders, já estou indo. Peço que me acompanhe.
-Mas, é que no momento eu estou ocupado com os relatórios...
-Deixa eu te explicar uma coisa, com relatórios você vai aprender somente a escrever, você está fazendo enfermagem ou pretende ser professor e ninguém te informou que isso aqui é um hospital?Vamos Sanders, isso não é um pedido.
Virei o corredor já me preparando pra ser o mais profissional possível, quando entrei no quarto vi todos me encarando junto com Dean que agora estava acordado e lúcido.
Analisei friamente o rosto de cada um ali e os tratei como oponentes; inimigos que eu teria que enfrentar sendo o mais cordial possível. Levantei a prancheta enquanto pude sentir Dean me encarando.
-Então... Queda feia a sua não senhor Dean?Mais fico feliz em informar que em poucos minutos será liberado e poderá partir na condição de que repousará pelo menos três dias. Receitarei remédios específicos e tudo ficará bem. -disse eu friamente.
-Certo então, o do jaleco, dá pra deixar agente sozinho por uns minutos?Preciso falar com a doutora aqui- Dean pediu.
-Receio que tudo o que disse é o suficiente, quando estiver pronto vá até a recepção e pegue sua liberação. -falei saindo.
-Eu insisto, é que não quero falar isso perto do Gasparzinho ali — Dean ironizou.
-Certo então senhor Dean, Sanders pode sair, eu vou em seguida.
Com Sanders fora da sala eu fui até a mesa de cabeceira enquanto todos me encaravam.
-Quanto tempo Annice, como vai à vida?-Bob perguntou aproximando-se.
-Vamos logo com isso, o que vieram fazer aqui,quando vão embora e eu tenho que ir,tenho mais o que fazer.
-Calma, só queremos conversar Anny. Queremos saber como você está e que volta com a gente- Sam pediu e eu sorri largamente com ironia.
-Como estou vocês estão vendo, eu não tenho por que voltar a um lugar onde não pertenço então, por favor, vocês tem que ir embora daqui.
-Somos sua família Annice, a mamãe já morreu aceite e siga em frente- Jennifer me disse.
-Oh!Exatamente como você fez antes mesmo dela morrer sua vadia covarde e nojenta?Esta é a minha vida e não ouse chamá-la de mãe!-me segurei pra não gritar-e se é isso que vocês têm pra me dizer eu sugiro que vão embora agora, nenhum de vocês tem por que ficar aqui e nem quero que isso aconteça.
-Como você pode ser tão egoísta assim hein garota? Acorde eles são sua família, e estão procurando por você sem parar faz quase seta anos — explodiu Jô.
-Interessante, só não me lembro de ter pedido qualquer coisa nesse sentido pra nenhum de vocês, então vou repetir, vão embora, e ah, não me procurem.
Saí rápida do hospital entrando no carro e indo pra casa quase no automático.O que seria de mim daqui pra frente?
Notas finais
comentem,comentem,comentem!
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