The Third Winchester
3 Ira
Notas iniciais
Os fitei sem expressão,mas dentro de mim um inferno de ira levantava-se em meu peito.
-Bem,acho que não sei o que querem policiais,mas acho que não posso ajudar muito.- disse eu com a feição triste e cansada-não imagino quem,ou melhor,o que possa ter feito uma coisa dessas.
Eles entreolhavam-se parecendo que duvidavam do que escutavam.
-Bem,certo então,mas diga o que aconteceu dese o princípio no seu dia.-incentivou Sam.
-Certo S...quer dizer,Carl eu saí mais cedo da escola por motivos pessoais e fui até o bar pegar minhas coisas pois queria vir morar com minha tia,vi Charles e tudo parecia normal.Peguei minhas coisas e meu lobo e vim pra cá.Acordei com essa trágica notícia.- disse eu fazendo menção de choro.
-Acho que é o suficiente senhores,aconteceu muita coisa mais hoje a minha sobrinha se forma,então sugiro que deem isso por encerrado,já que ninguém pode acusá-la de nada.- minha tia se intrometeu energicamente.
-Tá tudo bem tia,eu vou acompanhar os policiais até a saída,se tiverem perguntas a fazer farão fora daqui não é policiais?- perguntei persuadindo-os.
Eles assentiram e saímos pela porta da frente,eu não faria essa formatura,não queria e alguma coisa me dizia pra sair dali.
-Certo seus canalhas,o que querem aqui?- perguntei.
Eles novamente se entreolharam e pareciam pensar no que responder.
-Anny...- Sam começou.
-Nem te conheço,portanto não me chame assim.
-Annice Marie Winchester,está bem assim?- Dean me perguntou.
-E o olho,está bem?-retruquei sorrindo,mas por dentro insegura.
Sobre nós caiu um silêncio mortal,ao longe ouvi um raio e aquela sensação de perigo voltou.
-Que bonito,os Winchesters todos juntos- a mulher falou.
-Como é que é?Foi mal meu bem,mas você está enganada,eu sou Winchester.-disse eu.
-Exato como seus irmãos,que é?Não contaram pra ela?- ela perguntou a Sam e Dean confusa.
Olhei pra eles sem entender,mas por que aquilo me parecia verdade.
-Muito bonito seu pentagrama,oi me chamo Castiel.
Olhei pra trás e ele estava lá,meu corpo agora se retesava em pose de defesa.
-Calma,nós estávamos pra contar isso Ana- interrompeu Sam.
Olhei sem saber como reagir,fosse o que fosse não me parecia bom.
-O que estão dizendo aí?Vocês aparecem do nada,atraem sei lá o que pro meu lado e agora vem com essa pro meu lado?Mesmo se fosse verdade não me importo,seu pai foi um canalha nojento,e pra mim não faz diferença o que ou quem vocês são. — disse indiferente.
Dean me olhava furioso,parecia que ele queria revanche.
-Retire o que disse agora- ele disse entredentes.
-Nunca,ele é e sempre será!Se não fosse ao menos teria se apresentado,e,se fosse homem de verdade não teria deixado eu e minha mãe sozinhas enquanto ela estava morrendo!- gritei a todo pulmão.
Sam entrou no carro silencioso e tirou o que parecia ser um velho diário amarelado pelo anos e destruído pelo uso.Ele veio devagar e entregou-o nas minhas mãos devagar,peguei-o e abri na página marcada,li tudo sem querer acreditar em uma palavra,mas sentindo que aquilo tudo era verdade.Vi uma foto de um bebê,nela estava escrito meu nome e a criança carregava meu pentagrama,olhei-o e era exatamente igual.Tudo agora rodava a minha cabeça.Aquilo por enquanto era demais pra mim.
-Não,não,não,não,não...- eu sussurrava sem parar.
Olhei de novo e vi a estrada a minha frente me pareceu minha salvação no momento.
-Annice,calma,deixa agente te ajudar.- Sam pedia se aproximando.
Aquele gesto me alarmou,como se fosse algo que me machucaria.
-Não!- gritei com toda a força.
Saí correndo sem nada ver,só corria na esperança de fugir daquilo,era dor demais,informação demais,não era justo.Ouvia passos perto e gente gritando,nada entendi,só corria na esperança de que tudo aquilo fosse um sonho.Minha cabeça voltou a doer,mas a dor ao invés de me incapacitar me fazia ir mais rápido,mais forte,meu coração parecia uma locomotiva desenfreada,corri me embrenhando na floresta até parar de ouvir passos atrás de mim.
-Onde ela foi,e como ela corre tão rápido?- perguntou Dean a ninguém em particular.
-Não sei Dean,não sei.
Estava eu na floresta de novo,parei e me apoiei num galho caído,sentia que...na realidade nem eu sabia o que sentia no momento,então me parecia que aquilo não era certo.Pensei em tudo,mais o que me veio foi a visão de Dean enquanto eu ofendia o pai dele,era como se a ofensa fosse para ele.
Ouvi um uivado conhecido,era Lúcifer,era o que eu sentia.Olhei de novo e ele vinha todo alegre ao meu encontro se balançando todo.Ouvi passos e parece que ele também,não conseguia me mover,meu corpo estava exausto,bem se eu fosse morrer essa era a hora.
Fechei meus olhos e esperei pela hora certa,abri os olhos de novo e lá estava Sam,Dean,Ana e Castiel.Lúcifer se posicionou na minha frente e agora ia ao encontro de Dean,aquilo foi rápido demais,quando vi Dean apontava uma arma pro meu lobo.
-Pelo amor de Deus,não o machuque!-gritei desesperada.
Ele me olhou e parou,eu chorava em, desespero total.Lúcifer veio até mim,mas ainda estava na minha frente,era visível que le me defenderia até o fim.
-Calma,não vamos te fazer mal,deixa agente ajudar- disse Ana.
-Não se aproxime,vão embora todos vocês!- eu gritava chorando.
-Calma,ninguém vai te machucar- disse Dean.
-Não?Você ia matá-lo- disse eu me agarrando ao meu lobo.
-Hey,ele ia me atacar!
-Por que você ia se aproximar,agora vão embora!
Tentei me levantar,não fez efeito nenhum,estava sem forças e meu corpo estava travado.
-Calma,agente só te ajuda,e explica tudo sobre o nosso pai.-disse Sam.
-Sobre o seu pai?Não obrigada,dispenso isso,agora me deixem.
-Aí você vai acabar doente,não mesmo- disse Dean.
-Você é como ele não é?Finge que se importa,mas na realidade só se preocupa em não sentir culpa- cuspi.
-Você não sabe de nada,não nos conhece!- ele gritou.
-Nem vocês a mim!Vão embora!
Minha dor voltou a toda agora,aquilo doía como se estivesse dilacerando minha cabeça,gritei numa altura que nem eu julgava ser capaz.Me segurei no chão,mais meu corpo espasmava freneticamente.Me senti sendo levada mas não me importei,aquilo era dor demais.
Acordei não sei quanto tempo depois,minha tia estava no pé da cama.
-Mocinha você é uma ingrata,tem sorte dos policiais terem te achado.
Me movi e senti que estava bem,meu lobo estava acordado ao lado da minha mala e minha tia disparava frases das quais eu não ouvia.
-Chega- disse eu me levantando.
-O que pensa que está fazendo?
-Me libertando!
Levantei,peguei minha mala e saí em disparada,não precisava de nada além de sair dali.
-Você não vai a lugar nenhum!- disse ela me segurando.
-Vou sim,disse eu jogando-a na cama-Adeus tia.
Peguei minha mala e meu loboe desci as escadas,no térreo Sam e Dean pareciam me esperar,dei a volta mas Dean me segurou e me jogou no sofá.
-Bem mocinha,já chega,você falou demais,tá na hora de escutar,nosso pai te deixou aqui pra te proteger do que caçamos,não sei se você percebeu,mas não caçamos animais.-ele explicou.
-Vocês caçam criaturas sobrenaturais?Certo,legal,não ligo,to saindo e sugiro que você me de licença!
-Certo você sacou,mais não vou deixar você fugir,vamos embora e num hotel conversamos melhor.
-Não to afim.
-Não te perguntei,Sam vai no seu carro com você e vocês me seguem,lá conversamos.
Não sei por que mas assenti,agora eu estava ansiosa por respostas e queria tê-las sem demora.
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