The Third Winchester
25 Destiny jokes parte três- final
Notas iniciais
Respirei fundo subindo aquela escada como se fosse uma montanha inescalável. Abri a porta do quarto lentamente querendo correr dali, tinha medo e com Dean eu sentia que tudo seria um tanto quanto diferente.
Olhei lá dentro e Dean dormia só com uma boxer preta que estava extremamente colada em seu corpo. Deitei ao seu lado e fiquei observando-o enquanto tomava coragem. Passei a mão por suas costas macias e fortes abraçando-o firme.
-Bom dia amor, já está tarde- eu sussurrei em seus ouvidos e vi-o se arrepiar.
Dean rolou pro outro lado gemendo e do nada se virou parando em cima de mim como se estivesse deitado, mas apoiando seu peso em seus cotovelos.
-Bom dia Annice, dormiu bem?- ele perguntou aproximando o rosto- depois do que fizemos ontem eu estou ótimo.
Corei e tentei sair, mas Dean me manteve ali, refém de seus braços musculosos enquanto sua boca se aproximava da minha. Impulsionei meu corpo e ele me olhou confuso.
-O que foi agora?Depois de uma noite inteira de sexo você já vai sair de perto de mim de novo?- ele perguntou se sentando comigo no colo depositando um beijo molhado em meu pescoço que me fez arrepiar.
-Sam!- eu disse quase correndo de seus braços.
-O que tem ele?- Dean perguntou fazendo bico.
-Ainda está dormindo, acho que devo acordá-lo senão ele não vai dormir direito à noite.
-Você mima esse garoto demais Annice, ele já tem quase dois anos- Dean disse parecendo irritado.
-Isso tudo é ciúme Dean?Ele é uma criança!- eu disse em tom de desaforo.
-Não tenho ciúmes do meu próprio filho, mas a mãe dele é muito gostosa e...
-E vai acordá-lo agora!- eu disse entrando no quarto.
Olhei em volta e tudo estava diferente exceto pelo berço que ainda era o mesmo. Nesse quarto a decoração era de aviões voando no céu azul.
-Bom dia bebê da mamãe, acorde que o sol já nasceu- eu disse chegando perto do berço enquanto Dean soltava um suspiro resignado.
Sam abriu seus olhos e logo que me viu esticou seus braços pra mim, sorri de volta e o peguei, mas como Sam era maior que eu e Dean eu tive uma imensa dificuldade de carregá-lo.
-Annice, coloque-o no chão, ele sabe andar faz tempo- Dean disse estressado.
-Olha aqui Dean, se você vai começar a me irritar logo cedo sai daqui e vai fazer alguma coisa, que saco, ele é seu filho!- disse eu estressada.
Dean me encarou e saiu batendo os pés no chão; ouvi-o descer a escada.
-Mamãe, o papai tá bravo comigo?- perguntou Sam coçando os olhos.
-Não Sammy, ele está um chato hoje, como todos os dias e eu já to ficando cansada disso- eu respondi- agora vem tomar café, que depois eu te dou um banho é nós saímos um pouco.
Descemos a escada juntos e eu pude ver Dean lá fora com seu carro velho pra variar.
Peguei leite e biscoitos e dei pra Sam comer, terminado isso eu dei um banho nele (que já não precisava de fraldas) e o troquei colocando uma camisa pólo azul, uma calça jeans e um par de all stars clássicos. Puxei-o pela mão e descemos de novo rumo ao meu carro.
-Aonde você vai com ele?- Dean perguntou se aproximando.
-Vou dar uma vota com ele, e você vê se bota uma roupa- rebati.
-Eu faço sucesso assim, então por que preciso de uma roupa maior?A mulherada gosta de mim desse jeito- ele disse se olhando.
-Certo então você não vai precisar de mim já que faz tanto sucesso Dean- falei estressada- Vem Sam.
Coloque Sam no banco do passageiro e dei a volta, Dean me encarava bravo. Acelerei aos poucos até encontrar a estrada.
-Mamãe, vocês estão brigados?- Sam perguntou inocente.
Olhei Sam e não pude deixar de sorrir com sua inocência, ele não tinha mudado de feição, mas eu podia senti-lo despreocupado assim, eu faria tudo pra vê-lo assim mesmo depois que tudo isso passar.
-Não estou brava meu amor, só estou cansada e seu pai é difícil, mas aonde vamos?- perguntei.
-Vamos ao rio Tendset mamãe, gosto de jogar pedrinhas no rio. — ele respondeu animado.
Meia hora de viagem depois eu cheguei ao rio com Sam, destravei as portas e ele correu até o rio. Sam corria de um lado pro outro até se sentar na beira do rio.
-Sam, sai dessa beirada agora mesmo!Vá mais pra trás mocinho!- eu gritei me aproximando enquanto ele cruzava seus braços e ficava parado com um bico enorme.
-Sammy, se você ficar aí você vai acabar caindo na água, vem pra cá vem- disse eu me sentando.
Sam ficou brincando com as pedras por horas, até eu ver que a hora do almoço tinha chegado.
-Vamos Sam!- eu disse levantando.
-MAIS MEIA HORA MAMÃE!-Sam gritou.
-Samuel Winchester; vamos logo. Venha aqui agora!- eu disse firme apontando pro carro- não me desobedeça!
Sam entrou no carro bicudo e não disse nada enquanto eu dirigia, eu sabia mais ou menos o que aquilo significava.
-Sam, papai brigou com você? –perguntei séria enquanto ele acenava positivamente.
-O que ele fez, pode contar pra mim?- agora ele negava com lágrimas nos olhos.
Encostei o carro e dei a volta, levantei-o e coloquei-o sentado em meu colo.
-Sam, confia na mamãe, fala o que aconteceu- eu disse afagando sua cabeça.
-Ele vai brigar mamãe- ele disse.
-Não vai não por que eu não deixo amorzinho, fala o que foi pra mim- eu rebati.
-Ele disse que sou mimado demais, que já cresci pra você ficar cuidando de mim, que eu estava invadindo o espaço dele- ele sussurrou.
-Quando isso meu amor?- perguntei.
-Segunda quando a mamãe foi no hospital e eu fiquei com papai, mais não conta nada pra ele mamãe- ele disse assustado.
-Sam ele já te bateu?- perguntei irritada.
-Não mamãe, mais eu tenho medo- ele sussurrou chorando.
-Te garanto que ele não vai fazer isso enquanto eu viver meu amor, agora nós vamos pra casa almoçar tá bom?- eu perguntei deixando-o no banco e dando a vota.
Sam agora parecia mais calmo, se eu fosse a mãe dele diria que ele é muito apegado comigo e com o pai existe uma relação machista que deixa Sam assustado.
Cheguei a casa e vi Dean sentado e vestido com uma camiseta e calças, nos pés suas botas de sempre.
-Sam, sobe pro seu quarto que daqui a pouco eu te chamo pro almoço- eu disse.
-O passeio foi bom?- Dean perguntou seco.
-Como você pode ser assim Dean, ele é seu filho?!Já enfrentamos cada barra juntos e agora você me vem com essa?Fala comigo amor?- disse eu pegando na sua mão e puxando-o pra mim. — Vem, vamos dar uma volta.
Puxei Dean pela mão até chegarmos à floresta, sentei no chão e o convidei a fazer o mesmo. Abracei-o carinhosamente enquanto sussurrava em seu ouvido.
-O que está acontecendo com a gente Dean, por que isso agora meu amor?-
-Vai acabar Annice, tudo isso; e eu estou preocupado em não poder proteger você, e Samuel me trás lembranças- ele sussurrou de volta.
-Quer falar sobre isso?Se abre comigo Dean, eu sei que você guarda pra você, te entendo é sério. Mas isso tá te fazendo mal, e com isso fazendo mal pra gente- eu disse.
-Eu sei Anny, mas o que eu faço; meu... Trabalho, eu tenho medo que isso envolva vocês, não quero que nada machuque vocês, é por isso que eu tento ensinar Sam e acabo ficando irritado- ele disse.
-Dean, eu sei que caçar não é fácil, mas você tem que relaxar com Sam, ele nem tem dois anos direito. E comigo é o mesmo, eu sei me defender, você não está sozinho meu amor, somos uma família gora- eu disse afagando seus cabelos.
-É difícil sair e não ter previsão de voltar, eu não quero deixar vocês sozinhos- ele disse com a voz embargada- não suportaria nada acontecendo a vocês, Annice, eu te amo.
Certo, aquilo tinha passado dos limites, eu não suportaria meu irmão sofrendo por algo irreal que um anjo perturbado queria fazer.
Levantei com Dean ao meu lado e corri pra dentro de casa, peguei o celular, mas sabia que demoraria demais. Fui até a cozinha, peguei uma faca de lâmina fina e comecei e abrir um pequeno talho em minha mão.
-O que diabos você está fazendo?- Dean perguntou assustado.
-Me comunicando Dean- eu respondi.
“Jennifer, Jeh você está aí? Responde Jeh, eu preciso falar com você?” “Anny? Annice é você? o que foi?” “Quero vocês todos aqui, e quero agora, e se possível quero Castiel e Ana aqui também, não demorem.”
Abri os olhos e Dean me encarava parecendo assustado.
-Nunca vou me acostumar com isso- ele sussurrou.
-Eu sei, vou deixar Sam aqui um pouco e já volto Dean- eu disse subindo as escadas.
Subi, chamei Sam e mandei-o descer as escadas e ficar com Dean um pouco lá embaixo.
Fechei os olhos respirando até me acalmar.
-Zach, se você puder me escutar aparece, por favor, sei que isso não é uma oração das melhores, mais é a única que me vem no momento e espero que funcione- eu sussurrei.
-Acredite minha querida, funcionou- ele respondeu sorrindo- o que posso fazer por você?
-Me diga, você é poderoso?Mais do que Gabriel?- perguntei curiosa.
-Em teoria sim, mas temos diferentes atuações- ele respondeu se sentando ao meu lado.
-Zach, se eu morresse antes da profecia rolar, o que aconteceria?- perguntei dando início ao processo de coerção.
-Isso não seria nada bom, teríamos problemas pra te ressuscitar, e você tem que ficar viva enquanto seu filho viver, ele precisará de você – ele respondeu- mas por que isso agora?
-Só posso morrer se eu for morta por algo ou alguém ou morreria por causas naturais como uma doença, por exemplo?- perguntei fazendo cara de cansada.
-Por que está perguntando isso, você pode morrer com qualquer humano por enquanto, mais podemos te curar se for o caso, você não está se sentindo bem?- ele perguntou alarmado.
-Veja bem, sou médica neurologista renomada, e estou começando a sentir um início de depressão profunda. Mas mesmo se não morrer, então vocês não podem forçar-me a escolher o lado de vocês não é?- perguntei quase chegando ao ponto.
-Não nós não podemos, e estou ficando preocupado, qual é seu problema de verdade Annice?- ele perguntou colocando as mãos no meu ombro.
Fiz minha melhor expressão de sofrimento, forçando até algumas lágrimas e comecei meu showzinho particular.
-Ai Zacharias, Gabriel está fazendo da minha vida um inferno sabia?Ele quer me coagir, mas está me fazendo sofrer muito, a mim e a minha família, falei isso agora por que não agüento mais, estou pensando em me mudar pra outro país- eu disse entre lágrimas.
-O que ele está fazendo?Nem pense em fazer uma coisa dessas!- ele quase rosnou enquanto falava.
-Sei que ele é seu irmão Zach, mas não quero mais isso, ele está fazendo Dean pensar que é meu marido e Sam o meu filho, eu não agüento mais, eu vou embora e vou agora!- eu disse me levantando.
-Você não pode ir embora! -Ele falou segurando meu braço.
-E você não pode me impedir, se você não quer que eu vá afaste Gabriel de nós e acabe já com isso, eu não estou brincando Zacharias, minha mala está arrumada e é só pegar!- eu disse indo pra porta.
-Gabriel, venha já aqui!- ele gritou num rompante.
Ouvi um barulho como um estampido alto e quando vi Gabriel estava ali e parecia assustado. Zacharias foi até ele e começou a falar em uma língua estranha, latim eu acho. Minutos daquilo; e eu já estava perdida e irritada, Gabriel assentiu e sumiu olhando sério.
-Ele não te incomodará mais, e nem a sua família, mais não me assuste de novo desse jeito meu bem- ele disse sorrindo- e essa besteira de sumir daqui já é passado não é?
-Acho que sim Zach, eu agradeço por me ajudar, eu realmente estava sofrendo por tê-los assim, mas você ainda pode me fazer mais um favor?- perguntei limpando uma lágrima.
-Peça e se eu puder que farei- ele disse sorrindo.
-Bob, queria que você curasse a perna dele, não gosto de vê-lo tão infeliz- eu disse.
-Isso é difícil- ele disse.
-E sabe o que é fácil?Eu pegar minhas coisas e ir por Japão, por exemplo- eu disse séria.
-Não faria isso, faria?- ele disse.
-Não posso ser presa lembra?Nem forçada, então não duvide, talvez os próximos cinqüenta anos sejam muito agradáveis por lá – eu disse me levantando- já que você não pode me ajudar nisso eu acho que vou ligar pra minha agente de viagens.
Eu o vi suspirar e depois ele me passou um frasco todo torcido com um tipo de líquido dentro.
-Uma gota disso que ele beba e estará bem- ele disse resignado.
-Bem de curado, ou bem de no céu?- perguntei.
-Totalmente curado, mais quanto à aparência isso não ajuda; ele vai ser curado mais continuará feio do mesmo jeito- ele disse rindo- sabe você é igual a sua mãe, consegue tudo o que quer, seu pai era persistente como você. Se ele tinha um objetivo ele ia até o fim pra conseguir realizá-lo, agora tenho que ir meu bem, se ele te importunar de novo me chame antes de ir pro Japão por cinqüenta anos.
Sorri com o frasquinho na mão e desci alegremente minhas escadas de dois em dois degraus. No fim da escada toda minha família estava reunida, cheguei perto de minha irmã e peguei sua mão passando tudo o que tinha acontecido lá em cima, terminei e ela praticamente chorava de rir.
-Japão é?Você é demais irmãzinha- ela disse me abraçando e rindo.
-Annice, você beijou Dean?- Jô perguntou parecendo triste.
-Eu não precisei fazer isso Jô, ele é todo seu – eu disse rindo.
Ambos eles coraram como tomates enquanto eu batia a mão que cortei na mesa.
-Ai!- eu gritei apertando o frasquinho.
Isso!Agora é uma boa hora pra testar aquilo. Peguei uma gota e tomei, na hora senti algo estranho e olhei pra minha mão, que agora estava perfeita de novo.
-Onde você conseguiu isso?- Castiel perguntou levantando minha mão com o frasquinho.
-Isso aqui é ruim?É algum tipo de veneno?- perguntei assustada.
-Não, não é isso é o que chamamos de graça, são lágrimas de um anjo de cura- Ana disse parecendo animada.
-Dean, quem eu sou?Sam, quem eu sou?- perguntei encarando-os.
-Minha irmã- eles responderam em uníssono.
-Perfeito- respondi- Bob, abra a boca.
Bob me olhou confusa enquanto eu me aproximava e pegava duas gotas daquele negócio, ele suspirou e abriu a boca lentamente, eu virei àquelas gotas e fiquei esperando pelo resultado. Segundos depois Bob me olhou estranho.
-Annice, o que você me deu?Veneno?- ele perguntou pondo a mão na perna- o que está acontecendo comigo?
-Espera um pouquinho Bob, e daí você vai ver- respondi.
-Já está feito- Ana me disse.
Peguei Bob pelos punhos e o puxei com toda força até deixá-lo de pé.
-Annice, me põe nessa cadeira agora, Dean!- ele berrava- me solta Annice!
-Você é quem pediu- eu disse chutando a cadeira pra longe enquanto todos me encaravam, soltei as mãos de Bob que ficou ali parado com os olhos fechados por alguns instantes.
Todos o encaravam enquanto ele abria seus olhos, ao abri-los e ver que estava de pé; lágrimas corriam pelo rosto do velho homem, vi que ele precisava de um incentivo maior e cheguei mais perto o empurrando de leve. Ele cambaleou e deu dois passos pra trás se equilibrando.
Eu sorri ao vê-los todos ali, felizes, uma cena que era difícil e tão especial pra mim, eu saí dali e fui até a varanda respirar um pouco. Sentei no sofá velho colocando a cabeça entre as pernas.
Ouvi passos se aproximarem de mim e alguém se sentar ao meu lado.
-Você é incrível sabia?- Nataniel disse.
Eu sabia que algo era diferente em Nataniel, seu carinho era diferente, sua energia era leve e surreal, me toquei que ele não era humano e que ele agiu estranho quando viu o frasquinho na minha mão, eu já suspeitava que ele fosse um anjo caído ou coisa do tipo, e agora tinha certeza, ele era.
-Suas lágrimas também- eu sussurrei.
Nataniel me encarou quase tendo um treco, parecia assustado, envergonhado.
-Somos os dois diferentes Nate, eu não ligo pro que você seja não tem importância- eu disse sentando em seu colo.
Não sei muito bem como aconteceu, só sei que eu o puxei num beijo que fez minhas pernas tremerem, minhas costas se arqueavam enquanto eu arranhava as suas e mordiscava seus lábios de leve, seu gosto era mágico. Nem doce e nem acre, a mistura perfeita entre fogo e gelo. Senti que ali Nataniel era meu, o meu homem, o meu anjo.
O destino nos prega peças nos faz sofrer pó um tempo, mais isso acontecerá a partir das suas decisões, agora eu sei disso, e se o destino brincar com você, que tal fazer o mesmo?
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