Notas iniciais
OOOIE pessoas, desculpem a demora a postar, feriadao... mais esta ai mais um capitulo, hehe. Espero que gostem

Pt. Mency

Ele dirigiu até uma rua escura, estacionou ali mesmo e olhou para mim sorrindo maliciosamente. Apenas a luz de um poste nos iluminava, vi seu rosto numa expressão indescritível, senti certa pontada de insegurança.

–David eu...

Ele me calou com um beijo, tentei afasta-lo, mas ele não cedeu. Parei de corresponder o beijo, fiquei imóvel. Eu estava definitivamente com medo dele, seu olhar estava negro, ele estava sombrio.

–Mency... -Ele disse se afastando. — O que foi¿

–Não quero Dave, você esta me assustando. — Eu disse com voz tremula.

–Ah, desculpe. É que hoje você me deixou louco e eu...

O celular dele tocou o interrompendo. Ele olhou no visor e bufou, murmurou algo que não pude entender e desligou.

–Que foi¿ Quem era¿- Perguntei

–Nada; Ninguém. — Vi em seu olhar que ele estava escondendo algo de mim.

–Dave, não podemos mais. Desta vez é serio isso tem que acabar aqui e agora.

–Poxa Mency, não estou mais casado desde quando ficamos pela primeira vez, hoje de manha você veio me provocar, agora quer parar¿!

–Dave, Peter e eu estamos... “juntos”.

–O que¿! Quando isso aconteceu¿

–Hoje, ele leu uma carta que escrevi a ele e viu que eu o amava e pediu uma chance de recompensar tudo.

–Nossa! Ai então você vai e fica com ele e o seu “brinquedo”, sua “diversão” fica para trás, porque é isso que sou, não é¿!

–Não Dave, olha ficamos, nós sempre fomos amigos. Peter é quem amo.

–Ok, não preciso ouvir mais nada. Vou te levar para casa.

Ele dirigiu em silencio, eu fui obrigada a fazer isso, por Peter. Eu o amo e minha escolha sempre será Peter. Meu coração estava apertado, sentia algo muito forte por Dave, era inegável.

Ficamos em silencio o caminho intero, às vezes eu olhava para ele, mas ele mantinha o olhar frio na estrada. E quando chegamos ele parou em frente a minha casa, não olhou para mim.

–Dave...

–Não Mency, por favor, não fale nada.

Coloquei minhas mãos em seu rosto e o fiz olhar para mim, ele me encarou com tristeza, mas seus lindos olhos castanhos estavam um misto de sentimentos alem deste. Ele estava pensativo. O abracei com força e ele retribuiu.

–Não quero nunca perder esse abraço. — Falei olhando-o nos olhos.

–Não vai. — Ele sorriu triste. — Vá descansar agora, desculpe por hoje.- Ele disse ainda meio distante no pensamento.

–Ok. — Dei-lhe um beijo no rosto e fui para casa.

Meu coração doía ao mesmo tempo que palpitava alegre, Peter e eu “juntos”, mas Dave meio pensativo e triste. Eu tenho que parar de me importar tanto. Desde que me apaixonei por Peter tenho estado sentimental demais.

Pt. David

O que era para ser pegação, diversão, brincadeira, virou algo estranho. Um “caso indefinido”. Mency começou como minha amiga, passou a desejo, depois uma diversão, agora eu estava sentindo algo.

–Amor. -Megan me abraçou por trás

–Oi¿!- Disse ainda pensando em tudo.

–Vamos nos divertir um pouco¿- Ela disse num tom de malicia dando leves beijos em minhas costas.

Neguei com a cabeça e fui para o sofá, Mency não poderia saber que estou com Megan ainda, que eu não quero mais me divorciar. Tenho tudo com Megan, e eu gosto dela. Precisava fazer Mency ceder ao sentimento e se entregar a mim, precisava ter seu amor, ter seu corpo, não importasse a maneira. Não perderia Mency, aquele seu corpo para o Peter, mesmo sendo ele meu melhor amigo. Precisava sapara-los.

Mas um pequeno pedaço de meu cérebro e coração dizia que não era só seu corpo, só desejo que eu sentia. Seu sorriso e seus olhos verdes não saiam de minha mente, seu beijo, seus toques, tudo era como estar em uma montanha russa. Claro que não era amor, eu tinha minha esposa, mas era algo indefinido que eu decidi deixar quieto.

Levantei e vi que havia um tremendo sol escaldante, tomei um café e resolvi ir á praia. Ah, finalmente sábado! Minha esposa não quis ir comigo, quis ficar em casa, nem dei atenção a isso, se ela me trair então eu a traio de volta. Apesar disso acredito que não vai ser infiel novamente, ela se arrependeu depois que fiquei três dias fora de casa. E também, ela me ama.

Viajei uma hora de carro até a cidade de praia “Bel Monte”, lá havia duas praias. Decidi ir na que havia menos ondas para praticar meu nado. Uma das praias mais belas de nosso estado, vinham turistas do país inteiro, inclusive de outros países.

Estacionei meu carro, arrumei minhas coisas na areia e fui nadar, afinal o calor estava de mais.

–Leny, paara seu idiota, não joga água em mim!-Ouvi uma voz que eu conhecia bem.

Meu coração acelerou, parei de nadar e olhei a minha volta a sua procura, até eu acha-la. Ela estava a alguns metros de mim, entrando na água, enquanto um garoto se divertia jogando água nela.

–Não vou mais entrar!- Ela disse a ele já se virando para sair da água.

Sorri ao ver sua irritação.

–Ah, venha cá!- Ele a abraçou por trás e a carregou ate o fundo.

O que diabos aquele garoto estava fazendo com ela¿! Ele estava muito próximo daquele corpo! Uma sensação ruim e incomoda surgiu na boca de meu estomago, não queria aquele garoto encostando daquele jeito em Mency.

Derrrepente vi ela sumiu na água, esperei para ver se era alguma brincadeira deles, mas vi Leny na areia tomando refrigerante e observando, distraído, um grupo de garotas. Mency não apareceu, apenas a vi tentando se salvar, batendo os braços para fora da água e afundando novamente. Mergulhei e nadei ate ela, a vi se afogando, segurei- a e a puxei para cima. Ela se agarrou em mim com força.

–Ei, calma. Agora esta tudo bem. — Disse a segurando e tentando acalma-la.

Ela tossiu a água para fora e olhou para mim assustada.

–Dave. — Ela disse surpresa.

–Vi você se afogando e a peguei. – Me expliquei.

–Meu Deus, eu cai em um buraco e... Espera, como sabia que era eu¿

–Eu estava nadando, ouvi sua voz. Te achei e fiquei te observando.- Sorri ao lembrar de sua irritação antes.

–Tenho a sorte de estar a uma hora e meia longe de casa, numa praia lotada, cair em um buraco, me afogar, e ser salva por quem¿! Pelo meu professor!- Ela disse antes de cair na gargalhada e me abraçou forte.

Seu corpo colado ao meu, ela apenas de biquíni e eu de sunga, um arrepio subiu por minha espinha. Milhões de pensamentos rodeavam minha mente, maneiras de pega-la e sair dali com ela, torna-la minha. Mas, era muito arriscado, e não iria beija-la até que ela o fizesse.

Como se tivessse lido minha mente ela me olhou nos olhos, vi o desejo evidente em seu olhar. Ela mordeu o lábio inferior, aproximei minha boca da sua e esperei ela me beijar.

–Eu... Não... Posso. — Ela disse ofegante pela nossa proximidade e pelo desejo evidente crescente em nos dois.

Apenas assenti e sai da água, fui deitar em minha cadeira na areia, precisava raciocinar direito.

Notas finais
(;