The Surprises of Heart
5 Cap 5
Notas iniciais
Pt. Mency
O sinal que anunciava o término das aulas naquele período já estava para tocar, eu estava completamente ansiosa. O que será que Peter queria falar comigo¿!
Nossa!Minha manha estava totalmente louca.
–Mency- Dave, e chamou tirando-me de meus devaneios- Precisamos conversar sobre o ocorrido. — Ele sussurrou já abaixado para ficar a minha altura em minha carteira.
Ele estava nos dando aula, não me chamou a aula inteira, o que foi estranho pois ele sempre me chamava. Ele terminou a aula cinco minutos mais cedo, e deixou todos conversando.
–Ok- Olhei em seus olhos.
–Podemos tomar um café sozinhos umas cinco horas¿
–Claro.
Ele deu um beijo discreto no meu rosto e saiu. O sinal tocou.
Pt. Peter
Passei em frente a sala de Mency, vi David e ela conversando.
–Peter!- A coordenadora me chamou.
–Sim¿
–Esta liberado hoje á tarde, arrumei a grade de horários- ela sorriu.
–Ah, esta bem. Vou fazer as provas então.
Ela assentiu e saiu, o sinal tocou. Olhei para a sala e vi Mency pegar a bolsa dela e levantar.
Ela era uma aluna, e era tão dedicada. Não tinha as melhores notas, mas se esforçava. Eu não posso. Não poderia permitir a eu mesmo cometer esse ato, esse crime. Desisti daquele plano maluco, muito não-profissional da minha parte. Decidi fazer o que iria fazer antes desse plano bobo, iria afasta-la de mim. Afinal, eu não sentia nada mesmo.
Assim que todos saíram da sala Mency saiu, me viu ali parado ao lado de sua sala e veio sorrindo ate mim.
–Você queria falar comigo. -Ela falou meio tímida.
–Sim.
Forcei-me a engolir a amizade que tinha com aquela garota, tão preocupada e dedicada. Sabia que ela sentia algo por mim, mas ela apenas acha que sente isso é coisa de adolescente. Ela confundiu amizade com amor. Já fui adolescente, sei como funciona.
–Olha- Assumi a “pose” fria. Tinha que ser assim. — vou pegar outro aluno para ser meu ajudante. Acho que não esta sendo bom para você. E esse “algo” que temos- fiz aspas no “algo”. — que você chama de amizade, e é amizade, acho melhor pararmos por um tempo. Você deveria refletir sobre tudo isso.
Saí, ela simplesmente ficou calada, sem reação alguma. Não queria a ver chorar, então sai dali sem dizer mais nada.
Pt. Mency
Aquilo acabou comigo, ele me tirou o chão. Vontade de chorar era o mínimo que sentia. Raiva, frustração, decepção,tristeza. A dor do amor platônico.
Ele saiu dali praticamente correndo, eu não consegui me mover.
–Men.- Leny aproximou-se preocupado.- Esta chorando.- Ele me abraçou.
Não conseguia me controlar, apenas chorava sem parar.
–O que aconteceu¿-Leny perguntou.
Contei tudo a ele, mesmo pensando que ele iria agir como um idiota.
–Nossa!- Ele disse quando terminei- Olha, ele é um idiota em não querer você. Ou... – Ele ficou quieto.
–Ou...¿!- Perguntei já sem mais chorar.
–Nada.
–Ah, qual é Leny, fala.
–Ou ele não consegue acreditar que você não sente apenas uma paixão adolescente maluca pelo seu professor.
–Uau, de onde tirou isso de “conselheiro amoroso da Mency”¿- Perguntei sarcástica.
–Ah, aprendi com uns livros que li.
–Entao, já sei o que fazer!
Eu sabia exatamente o que fazer, apenas precisava expressar o que sentia, da forma mais “eu” possível.
Leny sorriu e me abraçou mais apertado antes de pegar em minha mão e me levar para almoçar. Não sabia se meu “plano” funcionaria, mas iria tentar. Não para convencê-lo, mas ele precisava saber que o que eu sentia era real.
Quatro horas, eu já estava esperando David na cafeteria de sempre, não conseguia imaginar o que ele queria falar, só sabia que o que havia ocorrido de manha não poderia acontecer novamente.
–Boa tarde senhorita- Plantou um beijo no meu rosto.
–Boa tarde.
–Então, como foi o dia¿
–Não tive duas aulas com você, foi ótimo. — Sorri.
Ele fez sinal pedindo dois cafés.
–Ah, sei que você me ama- Ele falou malicioso. Franzi o cenho.
–Uhum, iludido. Mas, me fala o que você queria conversar comigo¿
–Sobre nós na verdade...
–Dave, não existe “nós”, hoje de manha aconteceu, mas agora não podemos mais. Eu amo Peter, Dave não posso mais.
–Entendo Mency, só preciso saber. Olhe para meus olhos e fale que não quer, que não deseja!-Ele me desafiou.
Eu não conseguiria mentir, eu o queria. Mas precisava convencê-lo do contrario.
–David, não quero. — Ele semicerrou os olhos.
–Não me convenceu. — Ele disse colocando sua mão em minha coxa.
–David, não!- Falei com dificuldade por causa de seu toque.
–Sério Mency, você quer. Então esquece tudo e...
–Não Dave, por favor. Sério, eu desejo, mas é só isso. E eu não quero mais.
–Ok, então só vou beijar você de novo se você me pedir. E Mency, você vai!
Ele disse e em seguida tirou a mão de minha perna, consegui voltar a respirar normalmente.
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