The Strange Choice
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Da ultima coisa a qual me lembro foi de sentir uma agulha, era siringa, injetaram algo em mim e eu cai na escuridão de minha alma. Acordei no hospital, novamente escuro, olhei a hora eram 3 horas da manhã “Preciso sair daqui” pensei. Levantei e fui andando pelo corredor, ouvi uma voz de criança cantando, segui a voz, até que encontrei uma menina, loira, muito branca, diria pálida e com uma boneca de porcelana. Cantava enquanto penteava a boneca, os olhos dela me fitaram.
–Não devia ter entrado aqui – passou algum tempo me olhando até acontecer algo bizarro.
Ela começou a chorar sangue, os olhos dela explodiram espirrando o líquido vermelho para todo lado, logo após seu corpo se desmanchou em sangue e a boneca caiu se manchando em vermelho. Corri, o mais rápido que pude e entrei em um quarto, terrivelmente branco, com uma luz que iluminava totalmente sem deixar nem sombras. Antes que eu me virasse, ouvi sons agonizantes, gritos de agonia, me virei, sala vazia, porém no meio dela havia uma cadeira e um homem muito magro nela, os gritos vinham dele, estava amordaçado, com uma camisa de força preta, e preso na cadeira. Havia um envelope escrito meu nome nele, abri.
“Se quer mesmo sair daqui terá que mata-lo, aqui está a faca. Boa sorte. Ass: Administrador Chefe”
Peguei a faca com receio e parti para cima dele, estava com medo, os gritos pioraram, não importava nada mais, apenas queria sair dali. “Desculpa” sussurrava enquanto o esfaqueava chorando, o choro cessou, e comecei a rir insanamente, era ótimo sentir o sangue quente escorrendo em minha pele, precisava de mais, esfaqueei-o com mais vontade, meus olhos reviravam de prazer. Matei-o, vi tudo manchado de vermelho logo após cai em profunda escuridão.
Cai no que parecia um túnel, segui por dentro dele onde havia muitos esqueletos humanos, roupas em trapos neles, tinha um em que estava ainda em decomposição, vi sua pele extremamente seca e os vermes se apoderavam de seu corpo, ainda. Seus olhos estavam todo para fora, pareciam que iam pular, além disso, parecia que seguia qualquer movimento com o olhar. A carcaça seca poderia muito bem se levantar, ou não, só sei que a única coisa que havia vivo ali além de mim eram os vermes que estavam fazendo seu trabalho em decomposição.
Segui em frente até encontrar um altar com uma cruz em cima e uma bíblia esfaqueada no meio dele. Comecei a olhar a cruz e notei que na verdade não era a imagem de Jesus nela, e sim um homem de verdade morto crucificado exatamente como na história de Jesus. Me assustei com a crueldade e com o corpo novamente em decomposição na minha frente, o cheiro de tudo aquilo era horrível. Porém ainda assim, meu estomago reclamava, parecia que fazia dias que não comia. Olhei para o lado da bíblia com uma faca e manchada de sangue e havia pão e vinho e mais um envelope o abri.
“Eu sei que está com fome, irei lhe dar escolha. A sua frente você tem o pão e o vinho o qual Jesus compartilhou com seus apóstolos. Ou olhe para a frente na cruz, uma sala abrirá e um enorme banquete terá sido preparado para nossa convidada especial. Ass: Administrador Chefe”
A parede se abriu e vi um lugar longe daquele mar de odor, com lindo tapete vermelho, sala enorme, extremamente linda e parecia de um castelo, em seguida vi um enorme banquete e uma cadeira escrita meu nome em sangue, tudo parecia delicioso e segui para trás do altar deixando o pão e o vinho para trás e indo de encontro a enorme mesa, a parede se fechou sozinha após eu passar e as estatuas da sala pareciam me observar, tamanha perfeição a qual eram feitas, ou não, pois pareciam vivas. Sentei e comecei a comer o que prepararam.
Após comer vi uma porta se abrir e havia uma escada, subi rapidamente e em instantes estava em um enorme quarto de princesa, vários vestidos de épocas antigas. Peguei um para mim em instantes, precisava de uma nova roupa, afinal, minhas roupas estavam sujas. Também precisava de um banho, fui ao banheiro tinha água, sorri “Quem poderia está fazendo tudo isso?”. Comecei a tomar banho e limpar o sangue que a pouco tinha conseguido a matar alguém e tirar o odor dos corpos. Me levantei após o banho e me vesti com o enorme vestido vermelho e branco da época vitoriana e ouvi vozes corri para saber quem era. Afinal estava curiosa por tudo aquilo. E cheguei em um salão onde vi pessoas dançarem de máscara e um homem vestido elegantemente foi até mim me cumprimentando como era normal antigamente e beijando de leve minha mão. O olhar dele era profundo e de tonalidade vermelho sangue, a aparência dele era pálida, e o cabelo era tão negro quanto as trevas. Me guiou gentilmente para o meio do salão e dançou comigo. Ele sussurrou com uma voz extremamente calma e bonita.
–“Welcome to hell, my little princess”
Nesse momento entendi que no altar eu fiz minha escolha, renunciei ao paraíso, e agora estava no inferno.
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