The Story Of Us
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Corríamos para nossa missão, ao longe, distorcido por aquela névoa pude ver um circo. “Circo dos pesadelos” estava escrito na lona com aquelas grandes letras coloridas e brilhosas. Foi uma sensação nostálgica, mas não de uma boa maneira. Aquele circo me lembrava algo. Corri para lá, mesmo com um mau pressentimento.
- Lass, o que você ta fazendo cara- Dio gritou de trás de mim, mas eu nem me importei.
Entrei no circo que parecia bem maior por fora do que por dentro. Logo na entrada pude ver uma pessoa. Ela tinha mais ou menos um e trinta de altura. Usava uma roupa colorida de palhaço, com a cara pintada com uma estrela. Ele me jogou uma bomba, na qual eu retalhei. Parti pra cima dele e cortei com um só golpe. Fazendo-o cair e desaparecer no chão. Avancei mais um pouco e me deparei com um homem de 3 metros de altura. Ele era forte e parrudo, tinha pele roxa, cabelos azuis penteados para cima e uma mascara em seu rosto. Tinha um barril em suas costas e uma marreta de plástico em sua mão. Halterofilista. Eu sabia que conhecia aquele lugar. Aquele circo. O lugar onde eu havia sido mantido preso como um animal, para a diversão alheia. Eu o retalhei rapidamente, pois minha fúria estava à flor da pela, entendo o Sieg agora. Continuei correndo com passos pesados e rápidos. Até ver um tigre.
-Ortina – rosnei.
Corri dando um corte no animal e dei de cara com um leão. Olhei para cima e lá estava ela. Aquela mulher de curvas definidas e um cabelo preso em rabo de cavalo. A mesma pele roxa de Halterofilista. Ela pulou para cima de mim e com ataques rápidos eu a retalhei, novamente de maneira fácil e rápida.
Andei mais um pouco até chegar a um lugar diferente. Nele eu vi o mestre. Aquele homem gordo e velho com a mesma pele roxa dos outros. Ele estava em cima de um dinossauro de brinquedo, que ficava pulando e fazendo um barulho irritante, mas na boca desse brinquedo havia uma arma.
- Lass, há quanto tempo... Não esperava te ver mais.
Ele me mandou uma rajada rápida de tiros que pegaram em mim me atirando longe. Um disparo vindo de trás de mim atingiu o brinquedo estourando ele. Rapidamente a cabeça do mestre explodiu, dando espaço a uma cabeça de caveira com um fogo azul em volta. Rapidamente um novo brinquedo roxo se encheu. O autor do disparo voou de trás de mim para cima dele. Era um homem alto e atlético. Seu corpo parecia com o meu. Mas ele tinha cabelos castanhos. Ele deu um combo de golpes rápidos e tiros. O fazendo cair no chão desacordado e sumir. Ele veio até a mim, me segurou pelo pescoço, me enforcando e colocou a arma no meu queixo.
- Larga ele! – Pude ouvir Rey gritar e rapidamente cercar ele junto com Dio.
O cara apontou uma arma para cada um deles, parando-os.
- Quem é você? – Dio perguntou.
- Lupus. – o moreno respondeu.
- O que você quer? – Rey perguntou.
- Eu quero entrar para sua tropa.
- E porque você tentou mata Lass.
- Eu o confundi com uma pessoa parecida. Perdoem-me
- Ok, podemos até pensar no seu caso, mas não é conosco, nossa general que decide isso. E ela é bem cabeça dura, é melhor você ser bom!
- Isso não é problema...
- Convencido...
Voltamos à base com Dio me carregando nas costas. Chegando lá o tal de Lupus conseguiu entrar para a tropa. Nosso décimo quarto membro. Ele parecia se bem forte. O numero já estava par, então fomos organizados em dupla. Eu e Lupus éramos uma delas. Nossa primeira missão era bem simples. Oaks e Goblins vândalos haviam invadido o castelo de Serdim. Fomos até o castelo. E fizemos a missão com muita facilidade. Lupus tinha habilidades muito boas. Mesmo com uma boa velocidade, terminamos a missão a noite, pois a viagem foi longa. Armamos o acampamento e ele, surpreendentemente, fez a comida. Fez uma espécie de ensopado com vegetais e carne de algum animal que ele caçou.
- O que acha? – Ele puxou assunto.
- Da comida?
- Não idiota, de mim.
- Não entendo o que esta querendo dizer...
- Como você e ingênuo – Ele veio engatinhando lentamente para perto de mim lentamente. Eu cai para trás e fui rastejando lentamente até bater em uma árvore e parar. Ele segurou meus braços e aproximou sua cabeça lentamente, me fazendo corar. Ele tocou seu lábio no meu e eu virei à cabeça. Com uma mão ele segurou meus dois braços e segurou meu queixo com a outra ele se aproximou novamente e me beijou. Eu havia começado a gostar daquilo, de alguma forma. Ele penetrou minha boca com a língua e começou a roça-lá na minha. Aquilo rapidamente foi se transformando numa coisa mais contagiante, esquentando o momento. A esse ponto nosso beijo já estava no ápice. Ele interrompeu o beijo por falta de ar. Deitou-me na grama e me beijou novamente. Mãos descontroladas se arrastavam por todo o corpo. Eu o segurei pelo ombro, o levantei e dei um soco sem seu queixo.
- Você tá maluco?! – Perguntei.
- Você... Não gostou?
- Não, mas... Sim... Talvez...
- hm... Talvez, sei...
- Convencido...
Ele riu e se aproximou novamente.
- Pode parar aí...
- A-ãhn?
- Primeiro aponta uma arma na minha cara, agora me beija, você é louco?
- Ahh, àquela hora... Eu... – Ele tentou se explicar. – Eu me descontrolei...
- Ahh, então eu te seduzi involuntariamente e você quis me matar...?
- Não Lass... Eu tava com raiva de você ter me abandonado, me deixado lá sozinho. O que aconteceu com melhores amigos pra sempre?
- Do que você ta falando?
- Lass, você não me acha nem um pouco familiar?
- Deveria? E mesmo se te conhecesse, eu não se lembraria de você...
- Por-porque?
- Por que... Minha memória foi apagada...
- Ahh é, esqueci desse detalhe. Lass, você pode não se lembra, mas eu e você somos amigos de infância.
- O que?
- Antes do mestre de cerimônias te capturar, você e eu vivíamos no mesmo orfanato...
- Orfanato?
- Sim, nos somos órfãs...
- Eu sempre achei que tinha pais...
- Lass, a vida toda, desde criança, eu te amo. Eu vivi mais de 20 anos da minha vida te procurando. E hoje te achei.
- O céu ta lindo hoje né...
- Lass, não mude de assunto!
- Tá tá, vai.
- Bom, quando eu cheguei, eu sempre fui zoado pelos mais velhos, nunca tive amigos nem nada. Até você chegar. Você era como eu, quieto, sozinho, mas ainda era pior para você. Você era realmente diferente. Até o dia aquele dia, talvez o pior dia de minha vida... Ou o melhor. Estava frio e escuro. A brisa gelada cortava minha pele. Eu estava sentado na porta do orfanato, apreciando o luar. A noite estava silenciosa. Não podia ouvir nada. A não ser fortes e agonizantes gritos de dor e sofrimento. E eles vinham de perto. Eu corri para a fonte dos gritos. E cheguei a uma pequena cabana de madeira, parecia um chalé. Eu abri a porta de leve e vi, eles estavam te torturando. Seu braço estava cheio de cortes e eles pingavam cera quente de vela em cima dos cortes. Era horrível. Eu queria fazer algo. Tinha que chamar ajuda. Corri para o orfanato, mas todos dormiam. Os gritos de dor aumentavam, me angustiando cada vez mais. Eu entrei no quarto da diretora do orfanato. Procurando qualquer coisa que pudesse me ajudar. Eu achei um pequeno cofre, com a combinação escrita num papel ao lado. Eu abri o cofre e dentro tinha uma arma. Uma pequena pistola. Eu peguei a arma fria e pesada e corri para a tal cabana. Abri a porta um pouco e mirei em um deles. Minhas mãos tremiam. Eu disparei acertando um daqueles valentões na barriga. Os outros ficaram desesperados. Eu corri para dentro, te soltei da cadeira e te tirei de lá. Corri te puxando para dentro do orfanato. Aquele gosto de matar alguém, de alguma maneira, foi prazeroso para mim. Foi quando nos viramos amigos, melhores amigos para sempre. Pouco tempo depois eu já tinha me entregado. Já te amava. Logo depois você foi capturado por um cara estranho. Ele tinha mais ou menos três metros de altura. Uma pele roxa, cabelos azuis penteados para o alto e uma mascara. Eu tentei derrotá-lo, mas não conseguia fazer nada. Eles te pegaram e te usaram como entretenimento em um circo, apenas pelas suas diferenças físicas. E ai eu nunca mais te vi. A partir desse dia, eu virei um caçador de recompensas. Caçando os procurados apenas pelo dinheiro. Alguns anos depois, eu descobri que você havia sido capturado pela Cazeaje. Eu fui tentar te salvar, mas três nobres guerreiras te salvaram primeiro. E ai eu continuei te procurando e procurando até que te encontrei.
- Nossa, eu não sabia nem do meu passado.
- É. Realmente é uma história bem bonita a sua. Mas, o céu está mesmo muito lindo esta noite. – Ele deitou na grama.
- Realmente – Eu deitei em cima de sua barriga.
- Eu te amo Lass.
Aquelas quatro pequenas palavras aguçaram um sentimento no meu peito. Minhas memórias vieram a tona. Todas nossas aventuras. Todos os nossos dias juntos. Eu também o amava, desde o inico.
- Eu... Eu também... Te amo.
Ele sentou-se me deitando com a cabeça em seu colo, se aproximou lentamente e me deu um beijo na testa.
Fim.
Fale com o autor