The Start Of Klaine
19 Quem é Sam?
Dois dias se passaram e Blaine havia pego um resfriado e eu estava cuidando dele.
-Não chega perto de mim! — gritou ele de dentro do quarto, quando girei a maçaneta.
-Meu amor, eu não ligo.
-Kurt, não quero que fique doente.
-Já disse que não ligo. Eu trouxe chá para você.
-Awn querido. Você não precisa ficar perto de mim, assim você também fica doente.
Entrei no quarto e vi Blaine embaixo das cobertas com o rosto amassado e o cabelo bagunçado. Coloquei a caneca na cômoda e me deitei sobre ele, colocando uma perna em cada lado de sua cintura, me incline e o beijei.
-Beba todo o seu chá, ok?
-Ok.
-Que coisa hein. Vai ficar resfriado justo essa semana, não vai poder nadar comigo.
-K, eu pego uma pneumonia, mas não deixo de me divertir com você.
-Ok –respondi sorrindo.
Sai do quarto e passei pela sala para desligar a TV que Rachel e Mercedes tinham deixado ligada. Eu já estava indo para a cozinha quando o celular de Blaine começou a tocar, era uma mensagem. Já que eu tinha liberdade para mexer no celular dele, resolvi ler a mensagem.
'Quando podemos nos encontrar novamente?
Ainda não esqueci sua última visita
-Beijos do seu Sam '
-Como é que é? -resmunguei. Tentei me acalmar, para conversar civilizadamente com Blaine.
Fui até o quarto, abri a porta e fiquei o encarando dali.
-O que foi Kurt? -perguntou ele ainda deitado.
-O que significa isso? -joguei o celular nele.
-Kurt, eu posso explicar –disse ele logo após ter terminado de verificar o celular.
-Então vamos lá. Comece.
-Sabe aquele dia em que vi você e Sebastian se...- ele gesticulou com a mão -então, eu sai da sua casa perturbado, pensando que você havia me traído. Fui pedir um conselho para o Sam -ele abaixou a cabeça e continuou -Bebi um pouco, bem, acho que um pouco não é a medida certa.
-Não enrola!
-Eu meio que ... fiquei com ele.
-Você o quê? –não acreditei no que eu ouvi.
-Kur, me desculpa -ele se levantou e veio até mim.
-NÃO ME TOCA BLAINE! -ele ergueu as mãos em uma forma de rendição.
-Kurt, entenda.
-Preciso pensar!
-Eu te amo...-ele abaixou a cabeça -não quero que se afaste de mim –sussurrou.
-Se coloca no meu lugar Blaine! Quer dizer que toda vez que brigarmos, você vai me trair?
-Não Kurt!
-Pois é o que parece!
-Eu estava bêbado.
-Isso não serve com desculpa. Você... você me traiu, não consigo nem raciocinar direito.
-Kurt, já pedi desculpas, foi sem pensar, estava confuso e... –ergui meu dedo indicador como forma de dizer que não queria mais ouvir.
-Acho que já ouvi o bastante por hoje.
-Me entenda...
-Me entenda você Anderson -bufei e sai do quarto. Ele saiu atrás de mim e me segurou pelo pulso.
-Nunca se esqueça, ou duvide do quanto eu te amo! -seus olhos estavam marejados e olhavam profundamente nos meus.
-Apenas... apenas me solte -Blaine tirou sua mão de meu pulso e voltou para o quarto cabisbaixo.
Eu sai do chalé meio atordoado e fui para a beira do lago, aproveitar da luz da lua, e pensar um pouco. Sentei-me e envolvi meus braços em minhas pernas e enterrei meu rosto nos joelhos.
P. O. V Blaine
Eu sei que estou errado... sei lá, estou tão confuso.
Levantei-me e fui até o quarto de Mercedes e Rachel para pedir um conselho.
-Cara, você pisou na bola com ele — disse Rachel, depois de eu ter contado o que havia acontecido.
-Me fala uma coisa que eu não sei — resmunguei.
-O peso estimado da terra é de seis centilhões de toneladas.
-Não estou no clima Mercedes!
-Sorry.
-O que eu devo fazer?
-O deixe pensar um pouco. Dê-lhe meia hora, ai você tenta conversar.
-Ok, vou para o meu quarto. Valeu.
-De nada.
-Se precisar, é só ligar! -sai do quarto deles e decidi ligar para Sam, iria dar um fim nisso.
-Alô, Sam?
-Oi querido!
-Olha... eu não quero ser rude, mas... eu ter ficado com você aquele dia, não me significou nada. Eu estava triste, carente e... bêbado.
-Você pensa que é o que?
-Eu estava frágil... e eu amo o Kurt não queria ter feito isso com você nem com ele. Não está sendo fácil pra mim.
-Se não queria por que me procurou? Qual o seu problema Blaine?
-Eu estava confuso, não me julgue mal.
-Não me procure mais.
-Não precisa nem pedir -desliguei e me joguei na cama.
Fim do P. O. V Blaine
Ainda estava daquele mesmo jeito só que agora, meu rosto estava molhado de lágrimas.Ouvi alguns ruídos, mas imaginei que fosse o vento.
Senti uma mão no meu ombro, me virei e vi Blaine, então logo voltei a esconder meu rosto. Ele se sentou ao meu lado e encarou o horizonte. Limpei meu rosto e o encarei.
-Eu...-suspirei -Eu não duvido -falei quase em um sussurro. Blaine voltou a olhar para mim, só que dessa vez com um sorriso torto.
-Kurt...- não o deixei terminar, apenas o abracei fortemente.
-Meu pequeno... eu te amo tanto.
-Eu também, fui um tolo em duvidar disso. -sorri e o beijei.
Quando nos separamos, eu abri um sorriso bobo, assim como ele.
-Desculpe. Eu juro que nunca mais faço isso.
-Tudo bem. Eu confio em você -o beijei novamente. Ele levantou e estendeu a mão para mim.
-Vamos? -eu o olhei desconfiado, mas sorri e dei a mão para ele.
-Vamos para onde?
-Para o quarto, ué.
-Mas já? Vamos dar uma volta primeiro.
-Mas está escuro!
-Vai me dizer que está com medo?
-Eu? Imagina! -ele riu amarelo.
-Você está com medo! -afirmei.
-Não!
-Isso não foi uma pergunta!
-Está bem, você ganhou, eu estou com medo.
-Medo de que? Eu te protejo -envolvi meus braços em seu pescoço e o beijei.
-E se aparecer um lobisomem, ou até o maníaco da serra elétrica -eu não aguentei e comecei a gargalhar.
-Blaine, por favor, isso não existe.
-Você não sabe...
-Meu Deus. Abençoe esse menino!
-Paraa. Eu tenho medo. Respeita!
-Vaaaaamos –choraminguei.
-Ok,ok , mas se um lobisomem me atacar, a culpa é sua!
-Reclamão.
Perto de lá, havia uma trilha bem iluminada, Blaine e eu caminhamos por uma hora. Depois de muita insistência dele, sentamos em um toco de madeira branca que havia ali.
-Meu pé vai cair!
-Como reclama esse meu namorado! –o moreno passou o braço pelo meu ombro e recostou a cabeça na curva do meu pescoço.
-Daqui dá para ver bem as estrelas, diferente da cidade.
-Verdade -eu virei meu rosto e o encarei por um tempo.
-Que foi? Porque você está me encarando?
-Você é lindo, sabia?
-Obrigado -ele me beijou. Passamos um bom tempo ali, nos beijando, trocando caricias e palavras bonitas.
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