The Star

21 Capítulo XXI


Capítulo XXI
Eu me apego e me entrego. Na mesma medida que esqueço e desapego.


Se eu disser que não chorei Consciência, você acredita?

Eu esperei três segundos até a minha Consciência responder. Acredito.

Você não vai dizer mais nada? Como o Kile foi idiota me tratando daquele jeito, como eu sou burra e blá, blá, blá, que você é obrigada a mer dizer?

Sim. Eu vou esperar o Kile se pronunciar, você saiu correndo e nem deixou o coitado dizer algo. Tecnicamente ele não estava fazendo nada impróprio.

Agora a culpa é minha? Ele atendeu o telefone da ex e disse que vai se encontrar com ela, enquanto EU estava na sua cama. Isso não é errado o bastante para você?

Você foi precipitada, saiu correndo sem o ouvir, ele faria um delicioso café da manhã para você, mas não, você está tão acostumada que ele sempre faz merda, que você saiu correndo sem dar um voto de confiança para ele.

Consciência eu não vou brigar com você, porque eu estou certa, se ele não tinha nada a esconder por que estava no banheiro?... E não fala mais nada, eu não quero saber.

E eu estou irritada porque briguei com a minha Consciência. Peguei a bolsa de cima do sofá, e fui para a porta de casa. Eu não queria o encontrar, mas hoje é sexta e eu ainda preciso trabalhar. Tinha se passado duas horas desde que eu cheguei da casa do Kile, tomei um longo banho gelado e comi um pão com pasta de amendoim no café da manhã.

Tentava pensar o mínimo possível do Kile ao telefone com a ex enquanto dirigia para a empresa mas estava um trânsito de sexta de manhã, que eu cheguei cinquenta minutos depois que sai de casa.

Eu estava tão irritada com o Kile e com a minha Consciência quando sai de casa que agora eu não sei se coloquei a minha blusa ao contrário? Olhei para baixo, para a minha roupa, um blusa branca, uma calça social preta colada ao corpo e um salto alto. Se eu estou arrumada do jeito certo, por que todos estão olhando para mim?

Não é como se eu tivesse no Ensino Médio, passando pelos corredores e as pessoas se afastavam com medo. Não, porque isso só acontece em filmes e livros, a realidade é bem diferente.

Mas aqui, eu passo e eu percebo olhares sobre mim. Cheguei no meu andar e as pessoas olharam para mim, mas nenhum olhar diferente do normal, apenas olhar de "Bom dia senhorita Schreave" ou Eadlyn ou apenas um sorrisinho educado.

Eu devo estar maluca, isso que dar em um único dia brigar com a sua Consciência e com... eu não briguei com o Kile, não ainda. Aí meus pensamentos estão terríveis hoje. Abri a porta do meu escritório e agradeci ao ver uma pilha de papéis para eu trabalhar e estudar, eu preciso ocupar a minha cabeça o dia inteiro.

Estava digitando um e-mail para a Six sobre um artigo científico que eu gostaria que ela lê-se para me ajudar na parte mecânica do foguete, não que eu saiba muito sobre essa parte, mas eu recebi um e-mail do Chefe da mecânica se eu o poderia ajudar em algumas partes, eu tentei informa-lo que eu não tinha especialização nessa área, mas ele disse que eu aprendia rápido. E agora eu estou aqui com o meu trabalho e tentando ajudar dos outros.

—Eadlyn!-levei um susto quando a porta se abriu e uma voz que eu tanto conhecia falou. Eu me virei para ele e a porta já estava fechada e ele estava na minha frente, em frente a minha mesa.

—Kile-eu disse e tirei meu óculos do rosto e apoiei na mesa. Ele estava sério mas lindo com o seu terno cinza que hoje estava sem gravata.

—Por que Estrela? Por que?-ele falou baixo e eu senti tristeza na sua voz.

—Eu que pergunto o por que Kile Woodwork. O por que de você está conversando com a sua ex no telefone enquanto não era nem seis da manhã e a sua namorada estava na cama dormindo e você falando que iria se encontrar com outra?-eu perguntei cruzando os braços.

—Não é isso que você está pensando, Estrela.-ele falou firme.

—E o que eu estou pensando? Porque não tem nada de mais você trocar a sua cama com a sua Estrela, para se encontrar com a sua ex que não te ama.

—Eu sei.-ele falou alto.-Me escuta Eadlyn por favor, depois você pode me julgar mas não é nada disso do que você está pensando.

—Então fala.-eu falei séria. Ele respirou fundo.

—Eu queria ter ficado na cama com a minha Estrela, mas o telefone tocou e eu apenas estiquei a mão e o atendi, eu não queria te acordar e por isso eu não vi o nome. Quando eu já tinha dito alô eu percebi que era Rutty. E ela começou a falar, por isso eu fui para o banheiro, para não te acordar, só que o assunto não era sobre nós ou uma reconciliação, era sobre os pais dela, eles estão mesmo com problemas financeiros, e ela estava querendo que eu os ajudassem. Eu não queria ajudar mas os pais dela sempre me trataram bem e são anos que eu os conheço, então por isso eu confirmei de me encontrar com eles. È por isso que eu cheguei a essa hora, eu não fui me encontrar só com a Rutty e nem por causa dela mas sim pelos pais.-ele estava sério mas eu percebi que seus olhos estavam implorando perdão, eu levantei a minha sobrancelha ainda com os braços cruzado.

—Estrela, eu juro que eu estou dizendo a verdade, me desculpa por não ter acordado ao seu lado.-ele falou e deu a volta na minha mesa, e eu virei a cadeira para ficar na sua frente. Ele passou a sua mão na minha bochecha.-Me perdoa?

Eu sorri. E ele me puxou pela mão e eu bati no seu peito forte, ele me segurou pela cintura.

—Eu também devo desculpas, eu não deveria ter saído daquele jeito sem saber a sua parte da história.-ele não esperou eu dizer mais nada, juntou os nossos lábios para um beijo, e só com aquele beijo me fez lembrar da nossa noite de ontem.

—Se já brigamos, pedimos desculpas, acho que agora é a parte do sexo de reconciliação né?-ele falou sorrindo maroto, e eu ri e o empurrei para trás e cai de volta na minha cadeira.

—Quem sabe hoje a noite, se você cozinhar para mim, mas agora eu tenho que trabalhar, estou cheia de coisas para fazer.

—Você vai me dispensar?-Kile colocou a mão no peito, ele falou com uma voz triste mas os seus olhos mostravam brincadeira, com o seu brilho azul de sempre.

—Alguém tem que trabalhar né Chefinho?

Depois do Kile roubar alguns beijos meus, ele saiu, dizendo que também precisava trabalhar. Eu fiquei trabalhando até o meu estômago não aguentar mais e gritar por almoço.

Sai da sala e fui até a sala do Kile, quem sabe ele não quer almoçar comigo? Passei pela mesa da Reyna mas ela não estava, quem sabe saiu para almoçar. Se ela não está, quer dizer que o Kile também não está ou ele está sozinho, pois ela não o deixaria em alguma reunião importante sem uma secretária.

Então não me importei de bater na porta, fui abrindo devagar e chamei o Kile, mas ele não estava na sua mesa. Mas eu escutei a sua voz, a dele e de seu pai. Eu sei que é errado Consciência ouvir a conversa dos outros mas eu parei instintivamente quando eu escutei meu nome.

Eu fechei mas um pouco a porta para eles que estavam no sofá do outro lado da sala, e onde ficava separada pela estante de livros, não me visse.

—Kile essa é uma grande oportunidade.-Sr. Carter disse. Kile não respondeu.-Eu estou a convidando, depois daquela notícia que saiu no iníco do ano sobre a possível possibilidade de fazer viagem no tempo. Todos os países querem ajudar nas pesquisas, cada país está ajudando com seus melhores cientistas, e quando o Mark, perguntou se eu conhecia alguém que eu achava que era capacitado para fazer parte dessa pesquisa. Eu logo pensei na Eadlyn.

—Pai você não precisa vir aqui e dizer que a minha garota é inteligente, porque eu sei, é por isso que eu a escolhi, é por isso que ela trabalha para mim, nos Melhores Cientistas.

—Eu sei filho, Los Angeles não é tão longe, e lá é a terra natal dela, ela vai gostar.

—Não pai.-eu escutei passos, Kile deve está andando, eu fechei mais a porta com medo.-Pai por que você está fazendo isso? Ela não é a única cientista capacitada da Nasa? Por que você está fazendo isso comigo?-eu percebi que o Kile falou com uma voz triste.

—Filho não seja egoísta, essa é uma oportunidade mundial, os outros cientistas tem que fazer provas para tentar entrar e a Eadlyn está sendo convidada a participar, porque eu sei da sua capacidade, ela é uma garota jovem mas todos sabem da sua inteligência.

—Eu já disse não. E não quero ouvir mais nada, eu sou o chefe dela e disse não. Ela não vai para lugar nenhum.-Kile falou nervoso.

—Kile essa decisão não é sua, é ela que tem que decidir.

—Ela não tem que decidir o que ela não sabe, ela não vai para Los Angeles, ela vai trabalhar comigo, eu preciso dela.

—Filho

—Eu não quero mais falar desse assunto.-Kile falou nervoso e eu escutei mais passos e eu fechei a porta devagar.

Fui voltando para o corredor e a fome que eu sentia desapareceu, foi substituída por um friozinho na barriga. Entrei na minha sala como um robô, se eu encontrei alguém no caminho não percebi, eu me sentei na minha cadeira e comecei a processar o que o Sr. Carter e o Kile disseram.

O Sr. Carter está me convidando para um projeto mundial, onde cada cientistas do mundo iria participar ou tentar participar, de um grande projeto, sobre viagens no tempo, um tema que interessa a todos, Marte fica até pequena se comparar. E é em Los Angeles, onde a minha família está. Onde é a minha casa. Eu sorri só com esse pensamento. Isso seria um sonho, trabalhar perto de casa, e em um trabalho que será reconhecido mundialmente. Onde a minha sabedoria, o meus estudos, será reconhecido.

Mas a mesma rapidez que o meu sorriso apareceu no meu rosto, ele sumiu quando eu me lembrei, do Kile, da Six, do Drake, de todos. Eu sentiria saudades. Da maluquice da Six que se tornou uma grande irmã para mim mas que logo iria se casar. Eu tenho certeza que por ela eu poderia ir tranquilamente. Mas ele. Eu respirei fundo.

O nosso relacionamento nunca foi um relacionamento normal, acho que podemos dizer que o nosso relacionamento já foi tudo, menos normal. E agora que estamos bem, que de verdade acho que iriamos dar certo, depois da festa de ontem, da noite de ontem e hoje eu me chamar de sua namorada e ele não dizer nada e ainda me chamou de sua garota para o seu pai. Talvez conseguiríamos o nosso tão esperado relacionamento normal.

Passamos por tanta coisa que apenas mencionar, vocês serão oficialmente um casal como outro qualquer, me deixar contente. Entre brigas, beijos, reconciliação, sexo, viagens, nosso relacionamento durou, durou mais que nós dois iriamos imaginar.

Mas o meu relacionamento com o Kile não pode me deixar esquecer o que eu vim fazer em Washington, eu vim aqui para estudar e para conseguir o cargo que eu sempre quis, ser considerada a Melhor Cientista da Nasa. E eu consegui. E eu estou muito orgulhosa de mim. Mas essa chance é uma em um milhão, quantos cientistas estão loucos para trabalhar com os Melhores para conhecer os Melhores, e eu fui convidada pelo General Carter. Eu não posso recusar.

Talvez eu e o Kile conseguimos continuar com o relacionamento, não seremos o primeiro casal a namorar a distância e nem seremos os últimos, dizem que não dá certo, mas nós nunca fomos normais, talvez com a gente funciona, eu posso visita-lo no final de semana e ele a mim, ele tem um jatinho próprio, não será um sacrifício enfrentar o aeroporto.

Depois de felicidade, tristeza, dúvida, agora estava no sentimento da raiva. Por que o Kile decidiu por mim? Ele sabia que eu iria escolher ir? Ele me contaria se eu não escutasse a sua conversa com o pai? Ele é o meu chefe mas não é o meu dono, eu posso aceitar outras propostas de emprego e ainda por cima melhoras. Mas talvez ele não estava pensando em mim como funcionária e chefe mas sim como namorado e namorada. Eu respirei fundo.

Eadlyn a escolha é sua, você escolhe ir para Los Angeles ou não?

Os prós:

Essa é uma ótima oportunidade, única para ser exata.

È em Los Angeles, onde a sua família está, onde a sua mãe está grávida.

O contra:

Você deixará o Kile em Washington.

Eu olhei para o relógio no meu computador, já tinha se passado duas horas desde que eu entrei na sala. A minha fome tinha sumido e eu não me importei de ter perdido duas horas de trabalho. Sai da minha sala e fui com a minha decisão tomada até a sua sala.

Dessa vez Reyna estava e me deixou entrar. Abri a porta sem bater e dessa vez o Kile estava na sua mesa, sorriu quando me viu. Eu fechei a porta e andei alguns passos.

—Kile eu não quero brigar, na verdade eu já estou cansada de brigar com você.-ele levantou quando eu falei.

—Eadlyn-ele disse sério, deu alguns passos mas ainda tinha uma distância de quatro passos entre nós.

—Eu não quero brigar do porque você não querer me contar, na verdade eu nem sei se você iria me contar, mas agora isso não importa, eu sei. Eu sei sobre a proposta do seu pai, só não sei porque você decidiu por mim. Kile eu tenho o direito de decidir sobre a minha vida.-ele deu passo.

—Eadlyn é em Los Angeles do outro lado do país, iriamos demorar dias para nos vermos de novo.

—Eu sei mas Kile eu fui convidada a participar de um projeto mundial.

—Eu sei, mas quem se importa Eady? Você não é feliz aqui? Você não é feliz aqui em Washington, você não é feliz aqui comigo?-ele perguntou e eu percebi a preocupação no seu rosto.

—Kile a questão não é se você me faz feliz ou não, você me faz feliz, você sabe. Mas estamos falando do meu emprego, do meu sonho, você é filho de Carter Woodwork, você pode ter sofrido mas ainda era filho de quem era. Eu sou apenas filha de Maxon Schreave e tenho muito orgulho disso, porque o meu pai sempre me falou para seguir os meus sonhos, mesmo que eles fossem alto, bem alto e é por isso que eu estou aqui Kile. È por isso que eu sou uma das Melhores Cientistas da Nasa, mas quando eu cheguei aqui, e descubro que tem mais escadas para eu subir, eu não posso deixar de subir. Eu dediquei a minha vida toda aos meus estudos e agora que eu posso estudar mais, aprender mais e passar mais das minhas ideias, você me impede.

—Eadlyn você não pode fazer isso.-ele falou baixo com uma tristeza na voz.

—Kile, a minha família, o meu emprego.-eu disse e doí dizer essas palavras e ver o seu rosto triste, os seus olhos perdendo o brilho azulado.

—Eadlyn eu...-eu dei mais um passo e coloquei a mão na sua boca, o impedindo de falar.

—È melhor não dizer essas três palavrinhas, vai ser pior. Elas não vão me impedir de ir.

—Então é isso?-ele falou baixo por estar a minha mão na sua boca e eu tirei. Ele deu um passo para trás.

—Kile.-eu o chamei mas ele estava com o rosto sério.

—Você fez a sua escolha Eadlyn.

—Kile você está me pedindo para escolher entre você e o meu emprego?-eu falei, e todos sentimentos passaram por mim, todas as nossas memórias, desde "Eadlyn?" no estacionamento quando conversamos pela primeira vez e saímos para um bar junto com os seus amigos, quando eu vi ele pela primeira vez no seu escritório. Mas eu não poderia, eu respirei fundo e continuei.

—Então isso é um adeus? Então é assim que a nossa história acaba? Depois de todas as situações que passamos?-eu disse e a minha voz saiu falhando mas eu não estava chorando.

—Acho que sim, te desejo boa sorte no seu novo trabalho senhorita Shreave.-o Kile falou e eu percebi que ele estava com os olhos marejados, e ele não sabe o quanto doeu ver ele tentando não chorar.

—Também lhe desejo boa sorte Sr. Woodwork.-ficamos nos olhando por mais trinta segundos e eu saí da sua sala.

Notas finais
É a hora de dizer adeus! Eu tenho um problema sério com essa frase!!! Gente o próximo não vai demorar! *Acho que não vai dar para postar amanhã!!! Desculpa qualquer erro mas eu to atrasada aquiiii!! Beijinhossssssssss