The Star

14 Capítulo XIV


Notas iniciais
Volteiiii

Capítulo XIV
Eu descobri que era amor quando palavras se tornaram insuficientes para descrever o que eu sentia por você.

Estava lembrando de sábado na casa dos Woodwork. Enquanto o elevador não chegava no meu andar do escritório. Às vezes não entendo o Kile, eu cheguei e ele não queria nem olhar para mim mas quando estamos sozinho não consegue ficar longe de mim. Quem sabe Consciência, ele já está se apaixonando por mim mas ainda não tem coragem de dizer?

Saí do elevador feliz com esse pensamento, fui andando. Estou com um vestido preto e branco tradicional. Quando cheguei mais perto do centro do nosso andar, onde tem cadeiras, sofás. Porque nesse andar tecnicamente tem poucas pessoas trabalhando. E recebemos muitos convidados importante, representantes nacionais e internacionais.

Alguns cientistas que não são desse andar, se não me engano são físicos, estavam escutando o Kile falar. E quando eu olhei para ele, eu percebi que ele não estava dando os parabéns.

Cheguei até a Six e perguntei.

—O que está acontecendo?

—Parece que a NASA de Nova York errou algo e não perceberam. E os daqui também não perceberam... Eu não entendi direito, só sei que está saindo fumaça do nariz do Kile.-eu olhei para ele e ele estava bem nervoso.

—Mas foi grave?

—Eu não sei mas o importante é que essa fúria não está direcionada para nós.

—Eu espero que não aconteça mais isso. Eu posso esperar isso de lá. E já falei com a Susan, mas de vocês não. Vocês são os melhores. Por isso que estão aqui na NASA e aqui em Washington a um passo da Casa Branca. Então se comportem como tão.-Kile falou.

—Quem é Susan, Six?

—Você que vai para Nova York e não sabe?

—Eu não conheci nenhuma Susan.

—Ela é a representante da NASA em Nova York e ela está grávida, quase tendo o bebê, deve ser por isso que você não a viu.

—Ata.-bom saber que essa mulher está grávida, deve ser casada e muito feliz com o seu marido.

—Já dei o recado, todos dispensados.-Kile disse e saiu.

Eu dei um passo para frente e a Six segurou o meu braço.

—Onde você vai?

—Eu tenho que mostrar uma ideia que eu tive do foguete...

—Agora?

—É urgente e ele está nervoso com os outros, eu não tenho culpa.

—Te desejo sorte ao enfrentar a onça.-e ela me soltou e eu fui indo, passei ao lado da Reyna e ela me segurou e falou ao meu ouvido.

—Acalme o nosso chefinho.- e eu sorri pra ela.
Bati na porta e abri.

—Reyna não estou para ninguém!

—Nem para mim?.-eu sorri e fechei a porta.

—Eadlyn...eu...-eu joguei a minha bolsa em cima da cadeira vazia enfrente a sua mesa. E fiquei atrás dele e comecei a fazer massagem.

—Você está muito nervoso... Não pode ficar assim.-subia as minhas mãos até o seu cabelo fazendo carinho.-Tem que relaxar.

Fiquei fazendo carinho enquanto ele me contava o que tinha acontecido mas confesso que não estava processando direito a informação. Desci a mão até o peito do Kile. Ele segurou o meu braço e me puxou rodando que eu caí em seu colo.

—Você está mais calmo?

—Com você fazendo isso eu estou ficando excitado isso sim.-eu rir.

—Ridículo!- e ele me beijou.

Ele me levantou e me colocou em cima da sua mesa e continuamos a nos beijar. Eu fui até o seu sinto e comecei a desabotoar enquanto ele subia o meu vestido. Ele começou a beijar o meu pescoço, quando a porta abriu.

—Mestre!-uma voz robótica falou, olhei para trás e o Tommy apareceu. A porta se fechou atrás dele. E eu pulei da mesa.

—Tommy você pode se retirar por favor?!-Kile disse e eu estranhei como ele foi educado com o robô.

—Mestre o senhor pediu para trazer...

—Tommy volta depois, agora estou ocupado.-e o Kile veio até mim.-Onde nós paramos?

—Tommy não saia!-eu disse e o robô parou.-Kile você vai apagar isso agora da memória dele!

—O que? O Tommy não viu nada e ele também não vai contar para ninguém.

—Não importa Kile! Se alguém mexer nas configurações dele vai vê nós dois nos agarrando em cima da mesa!

—Eadlyn ninguém tem autorização de mexer na sua parte interna sem a minha autorização.-eu fui para trás.

—Não. Eu não vou me sentir bem, Kile! Você vai apagar isso! O robô é seu.-peguei a minha bolsa e saí, deixando criador e criatura juntas.

Estava vendo alguns gráficos de temperatura quando eu recebo uma mensagem no meu celular, desbloqueio e vejo Kile. Sorrio sem menos ler a mensagem.

Demorou mas consegui apagar a Cena cinquenta tons de cinza da memória do Tommy.

Eu só consegui rir da sua idiotice, mas estava contente por ele não está irritado comigo. Mas um robô é como uma internet, tudo nele pode ser usado para o bem ou para o mal, vai que essa imagem cai em mãos erradas. Kile é o Kile, mas eu só apenas a Eadlyn.

Levantei e fui indo na direção da sua sala. Passei pela mesa da Reyna e ela nem falou nada, apenas assentiu com a cabeça. Bati na sua porta e ouvi.

—Entra Eadlyn!-eu sorri.

—Como você sabia que era eu?-eu disse e parei em frente a sua mesa, atrás da cadeira desocupada.

—A Reyna bate duas vezes você três.-eu sorri, não esperava essa resposta mas...

—Espero que você não esteja chateado comigo pelo robô.

—Não, o Tommy precisava de uma revisão de rotina mesmo, fazia tempo que eu não o abria.

—Ah que bom eu pensei que você poderia ficar irritado por...

—Você quer sair comigo hoje a noite?-eu parei de falar e fiquei olhando para ele extasiada. Kile Woodwork está me chamando para um encontro? Será

Consciência que aquela suposição dele está se apaixonado é verídico?

—Não como um encontro se é isso que você está pensando.-ele dá um riso de tipo isso é ridículo. E eu apenas sorrio sem mostrar os dentes.-Hoje por passar a tarde com o Tommy lembrei de um lugar onde eu frequentava muito e faz tempo que não vou lá e tenho certeza que você vai gostar. Quer ir?

—Claro, conhecimento é sempre bom.

—Então ás sete te pego na sua casa.

—Claro, eu tenho que ir porque deixei umas papeladas de espectrometria para vê.-ele concordou e eu saí.

Consciência ele é muito tímido ou ele não sente nada por mim.

Tímido acho que não é a palavra ideal mas sim reservado. E gostar, sabemos que ele gosta, porque se não ele não chamaria para ir em um lugar que ele não vai faz tempo. Mas uma coisa sabendo, o seu gostar por ele é diferente do gostar dele por você. A minha Consciência disse.

Amar não é difícil, o difícil é ser amado.

Voltei para a minha sala e terminei tudo que tinha que fazer no dia. Em casa tomei banho e coloquei uma calça preta, com uma blusa de manga comprida que deixava a minha barriga a mostra 2 cm e uma bota. O cabelo solto e uma maquiagem leve.

Às oito em ponto ele buzinou e me mandou mensagem. E são nesses pequenos detalhes que eu percebo que o Kile não sabe ser romântico. Ele estava dentro do carro. Não saiu para me cumprimentar e muito menos abrir a porta para mim.

Eu entrei no carro e o seu cheiro me bateu com um tapa na cara e eu tive vontade de beija-lo mas eu não sei se é o certo. Ele sorriu para mim e eu coloquei o cinto. Depois que começamos a andar, eu perguntei.

—Para onde vamos?

—Surpresa!-ele olhou de canto de olho para mim.

—Não sabia que você é homem de fazer surpresas.

—E eu não sou mas eu gosto de deixar você curiosa, fica mais bonita.-eu sorri mais. E ele veio na minha direção e me beijou, a sorte que estávamos parado no sinal e ele separou de mim quando o carro de trás começou a buzinar e eu ri mais.

O trajeto foi divertido, falamos das músicas que estava tocando na rádio. Um assunto que eu nunca pensei que iria falar com o Kile. Chegamos em um edifício que estava escrito ComputerDC. Kile parou o carro em frente a entrada,

—Não é proibido estacionar aqui?-eu perguntei quando ele começou a tirar o sinto.

—Proibido é, mas ninguém vai multar um Woodwork.-eu olhei para ele, sínica.-Não tem guarda essa hora. Vem, estamos perdendo tempo.

Saímos do carro e eu só conseguia admirar o local. Tem tecnologia em tudo, tem pequenos robôs voando, tem pequenos que parecem carros de brinquedo. Fiquei admirada. No elevador o espelho na verdade era um espelho de vídeo que mostrava o Canadá e suas belas árvores.

—Que lugar incrível!-eu disse quando saímos do elevador.

—Você ainda não viu nada!

E ele me levava por alguns corredores que tinha "quadros" que se mexiam, me senti em um filme do Harry Portter mas não era magia e sim tecnologia. Entramos em uma sala. A sala é toda iluminada, percebi que parecia uma sala de cirurgia mas não de uma cirurgia humana e sim robótica, onde tem muitas ferramentas, fios e computadores.

—Eadlyn esse é o Rick.-e eu percebi que tinha um Sr. mais afastado deveria está mexendo nos fios que estava em cima da bancada. O homem está usando roupas simples, tem uma barriga grande que lembra o papai noel. Mas tem um rosto gentil que lembra nossos avôs mesmo eu nunca tenha conhecido nenhum dos meus avôs.

—Prazer, Eadlyn Schreave.-eu disse sorrindo e ele sorriu mais e veio ficar mais próximo de nós e eu percebi que ele estava com dois óculos, um na cabeça e outro nos olhos.

—Rick essa é a Eadlyn trabalha comigo, eu vim mostrar para ela a Lili, tenho certeza que ela vai gostar.

—Ah Lili está naquela sala como sempre não sai de lá para nada.

—Seu senso de humor não muda.-Kile disse.

—Nunca! Seja bem vinda menina tenho certeza que você deve ser muito especial para o Kile te trazer aqui. Faz anos que ele não vinha nos visitar.-eu sorri.

—Muito bem Rick, você já falou de mais como sempre. Vem Eadlyn.

—E você continua como sempre garoto!

Saímos da sala do Sr. Rick e não sei porque mas comecei a gostar mais do Sr. Rick.

—Quem é Lili?-eu perguntei.

—Curiosa como sempre.

—Eu sou uma cientista, curiosidade é meu segundo nome.-ele sorriu para mim.

Entramos em outra sala e dessa vez não tinha homem, nem mulher nos esperando. Tinha apenas computadores e um grande monitor diferente em cima do teto.

—Cade a Lili?-eu perguntei para o kile. E logo depois eu escutei uma voz robótica começar a falar.

—Eadlyn Singer Schreave. Um metro e sessenta e sete. Tem 25 anos.

—Essa é a Lili?-eu disse apontando para o monitor que se acendeu, então não é uma TV e sim a robô Lili.

—Sim.

—Como?

—Reconhecimento sonoro. Ela foi a primeira da linhagem GK20, como você deve ter percebido ela tem uns problemas.-Sim eu percebi, ela não para de falar, nós estávamos falando e ela continuava a falar sobre mim, agora sobre as minhas formações.-Ela foi criada para ajudar o exército reconhecer as pessoas mas ela não cala a boca se não mexermos nela. Então o exército logo se cansou dela mas Lili nos ajuda para sabermos onde temos que melhorar com os novos da sua espécie.

—Que legal, eu nunca vi um robô desse tipo< que fala tudo sobre apenas com um reconhecimento de uma pequena frase.

—Na verdade, ela reconhece, uma sílaba de qualquer língua.

—Incrível! Foi aqui que você construiu o Tommy?

—Sim.-ele olhou para o nada lembrando.

—Porque você falou com o Tommy com tanta gentileza hoje de manhã?

—Porque o Tommy é meu robô e só porque ele não tem sentimento não quer dizer que vou trata-lo mal.

—Que ironia!

—O que?

—Eu tenho sentimentos e você já me tratou muito mal e um robô que não tem nem sentimentos você trata com tanto amor.-ele veio até mim.

—Você está se comparando como eu trato você ao Tommy?-ele perguntou fazendo carinho no meu rosto.

—Kile você sabe que você me tratou muito mal.

—Mas eu já te pedi desculpa.

—Tá bom, agora manda essa robô calar a boca!-Kile riu e foi nela e ela se apagou.

Ficamos mais algumas horas ou minutos, não sei. Eu só sei quando eu não estava mais aguentando de fome. E pedi para irmos comer. Estávamos entrando no carro quando eu vi uma barraquinha de Hot Dog do outro lado da calçada.

—Kile eu quero cachorro-quente!

—O que?-ele disse e olhou para onde eu estava olhando.-Eadlyn você sabe quanto de bactérias tem naquele sanduíche. E ainda por cima é feito ao ar livre.

—Eu sei mas um não vai matar, agora eu estou com vontade, vamos!-depois de uns minutos, Kile cedeu.

Kile cedeu tanto que pediu o Big Dog. Estávamos sentados na cadeira de plástico. O lugar estava vazio com 3 famílias sentados. E eu ri em lembrar que para os outros Kile deve ser ainda aquele chato que não pega táxi mas o meu Kile ele come cachorro quente sentado em cadeira de plástico.

—Kile porque você não vinha aqui? È tão incrível!-ele demorou um tempo para responder.

—Eu não vinha aqui quando estava com a Rutty e quando eu terminei só queria saber de trabalho e sacanagem.

—Ahh... você pareceu ser bastante ligado ao Sr. Rick.-ele sorriu.

—Rick eu poderia chama-lo de segundo pai. Foi ele que me fez sentir "Kile" e não apenas um Woodwork.

—Não entendi!

—Quando eu era pequeno, na escola eu era visto apenas como um Woodwork. O filho do General Cárter. E continuou até a minha adolescência, onde eu tinha que fazer isso ou aquilo, não importava a minha opinião ou desejo e as coisas começaram a mudar quando eu conheci o Rick e me mostrou os robôs. Foi onde eu me senti Kile e foi aí que eu comecei a estudar para valer e anos depois eu criei o Tommy, quando eu já tinha me formado nas minhas faculdades e tinha conseguido um lugar na Nasa.

—Agora entendi a importancia do Tommy.-e ele sorriu para mim.

E assim foi a nossa noite de segunda, comendo cachorro-quente, rindo, conversando e lembrando das nossas infâncias diferentes, só uma coisa era igual, os dois antes de dormir admirava as estrelas no céu.

Notas finais
Gente se tiver algum erro foi porque eu arrumei direitinho paras vcs mas aí quando fui postar, não foi, aí saiu tudo então vai com alguns erros de portugues que eu sei que tem Gostaram???