The Star

6 Capítulo VI


Notas iniciais
Mais um capítuloooo

Capítulo VI

"Amar é dar á alguém a paz que o mundo tira"

Acordei animada hoje, tomei um banho, coloquei uma calça jeans, uma blusa preta, meus pés estavam cansados de ter ficado de salto ontem a noite. Ontem foi tão divertido que vale a pena a dor nos meus pés. Então optei por uma bota de cano curta com um salto pequeno.

Olhei no relógio, 09:05. Kile ontem a noite antes de entrarmos no quarto, me disse que hoje poderíamos começar o dia mais tarde. Peguei meu jaleco marrom que vai até a coxa e minha bolsa e sai do quarto. Não está frio a ponto de nevar mas está bem gelado.

Hoje acordei com um pressentimento bom, depois de ontem a noite acho que eu e o Kile somos mais que chefe e funcionário, acho que podemos dizer que somos amigos. Eu estava tão alegre que nem quis colocar os meus óculos, até que a lente não me incomodou.

Estava saindo do elevador com um sorriso no rosto porque eu sabia que o Kile deveria está lá embaixo me esperando. Mas a cena que eu vi fez eu fechar o sorriso. Kile estava brigando, pelo menos é o que parecia, com a recepcionista que nos entregou a chave e mais dois homens. Eu fui até eles.

—Vocês não tem mais nenhum carro?-Kile disse de forma dura.

—O que está acontecendo?-eu perguntei olhando para ele e ele olhou pra mim.

—Ontem a noite eu dei folga para o Hodge, o motorista. E pedi para reservarem um carro aqui do hotel pra mim, eles disseram que tudo bem tinha um carro disponível. E agora que eu preciso de um carro dizem que não tem mais.-ele falou e voltou a olhar para os funcionários irritado.

—Tudo bem podemos pegar um táxi.-eu disse tentando anima-lo.

—Eu não ando de táxi.- Como assim?, eu quis dizer mas eu respondi.

—Tudo bem, vamos andando a nossa empresa não fica tão longe daqui.-ele me encarou e eu encarei aqueles olhos azuis- Vamos Kile assim eu conheço um pouco de New York.-e foi quando eu percebi que eu nunca tinha o chamado de Kile pelo nome, não quando estávamos sóbrios, porque aquela noite que bebemos eu poderia ter o chamado de qualquer coisa, não estava bem.

Eu esperava que ele dissesse um não bem grande na minha cara mas ele apenas disse.

—Espero que você tenha bastante fôlego.-depois que falou isso eu abri um grande sorriso.

Eu o convenci de dar uma passadinha no Central Park, pedi para ele tirar várias fotos minhas no meu celular para mandar para os meus pais. Depois que saímos do Central Park, que posso dizer é lindo. Entramos em um museu que ficava perto do Hotel, Museu de Arte Moderna. Kile disse que era um dos museus mais lindos. E eu posso dizer é muito bonito mesmo e bem diferente.

Depois que saímos do museu, estávamos mais íntimos posso dizer assim, então eu pedi para ele me levar a Estátua da Liberdade. E eu me surpreendi quando ele concordou, pegamos um táxi. Sim, eu não sei qual é o problema dele com o táxi mas eu fiz ele entrar. E conversamos o percurso inteiro. Quando chegamos ele tirou várias fotos minha, acho que ele se acostumou. Porque ele pegou o meu celular e começou a tirar fotos.

Quando estávamos próximo de chegar a Time Square, ele fez uma coisa que me surpreendeu, pegou a minha mão e começou a correr. Eu só sei que eu nunca ri tanto na minha vida. Quando paramos, estávamos no meio da Times Square. E ele pegou o seu celular e começou a tirar fotos minhas, acho que ele se confundiu com os celulares, então para não deixar ele envergonhado quando ele percebesse que aquele telefone era o dele e não o meu, fiz várias caretas engraçadas e eu fui para o seu lado e falei para ele tirar uma selfie nossa com caretas. E ele fez. Eu sabia que as pessoas que nos vissem iriam achar que nós eramos um casal e isso me deixava mais feliz.

E agora estamos aqui sentados em um McDonald's lanchando. Ele queria comer em um restaurante chique mas eu falei que turistas como nós não comem em restaurantes chiques e sim em fast food. Ele reclamou um pouco mas depois cedeu.

—Agora eu tenho que voltar para o trabalho.-Kile disse e começou a levantar.

—Claro.- eu comecei ajeitar o papéis em cima da bandeja.

—Eadlyn o que aconteceu hoje não significou nada, eu ainda sou o seu chefe e você ainda é a minha funcionária. Eu continuo sendo o Kile e você a Eadlyn.-ele disse de modo frio, do mesmo modo que ele tratou os funcionários no Hotel. Parecia que os meus pulmões tinham esquecidos como respira. Doeu? Doeu mas eu abri um sorriso e disse.

—Claro, dois amigos podem sair para conhecer New York.-eu levantei da cadeira.

—Não Eadlyn você não entendeu. Eu não quero ser seu amigo, eu não quero ser nada seu.-Ele disse e virou para ir embora. Agora mesmo que os meus pulmões parou de vez. Eu joguei fora o lixo.

Fomos para a empresa em total silêncio, estávamos afastados a uma boa distância. A lanchonete não era tão longe de onde trabalhávamos então deu para ir andando. Quando chegamos ele foi para o seu escritório e não falou nada e eu fui fazer o meu trabalho. Quando era sete da noite, eu já tinha acabado toda a minha pesquisa. Não sabia se o Kile já tinha ido ou ainda estava trabalhando, então eu peguei um táxi e voltei para o Hotel.

Quando cheguei pedi um pote de sorvete para trazer no meu quarto e eu deitei na cama, comendo meu sorvete e eu percebi que eu estava chorando. Hoje foi tão divertido e eu até pensei que poderíamos ter algo. Mas eu como sempre sonhando de mais. Eu fiquei com vergonha de mim mesma por está chorando por alguém que nem quer nada comigo e nem tivemos tempo de ter algo. Então eu preferi dormir, talvez dormir faça eu esquecer esse dia maravilhoso ao mesmo tempo horrível.

Eu não sei se eu devo me arrepender de ter aceitado essa viagem ou não, ao mesmo tempo que eu gostei de passar esse tempo com o Kile, eu não gostei de ouvir que ele não quer ser nada meu.

Acordei era quase nove horas da noite, fui tomar banho. Quando saí, coloquei uma calça, uma blusa, amarrei meu cabelo em um coque, peguei meus óculos e saí. De dia eu poderia chorar por ele com o meu sorvete mas a noite eu iria beber para esquecer. Eu sabia que lá embaixo tem um ótimo bar e eu não me importava de beber sozinha.

Quando eu cheguei no bar, não estava muito cheio, o lugar era escuro. Mas eu me surpreendi quando eu vi o Kile sentado de frente para o barman. Com um copo de whisky na mão com a gravata solta, sem o paletó. E eu percebi que as minhas pernas estavam indo até ele, e uma frase que eu nunca pensei que eu iria dizer. Minha mente diz não mas meu corpo diz sim. Eu me sentei ao seu lado no banco.

—Um whisky duplo.-eu falei para o barman e ele colocou no meu copo, e eu bebi direto, senti arder na minha garganta mas não liguei.-Dia difícil chefinho?

—Eadlyn eu sei o que você está fazendo então nem comece.-ele disse seco e bebeu o seu whisky.

—O que eu estou fazendo? Ahh eu me esqueci, funcionário pode pergunta para o patrão se o seu dia foi bom?

—Eadlyn por favor, eu só queria evitar que algo de ruim acontecesse entre a gente.

—Ahh desculpa então, se ter alguma coisa comigo seria ruim para você porque para mim seria maravilhoso.-eu disse seca sem olhar para ele e bebi mais.

—Eu não disse isso.

—Tudo bem Kile, hoje você já falou coisa bem pior, mas o que eu quero saber, é o que você quis dizer com eu sou o Kile e você é a Eadlyn?-ele bebeu outro copo antes de me responder, eu até pensei que ele não iria responder porque ficou um tempo em silêncio.

—Eu quis dizer que você é inteligente, simpática, carismática, divertida... E eu não quero nenhum relacionamento.-eu não vou levar o fato de que ele não falou nenhum elogio sobre a minha beleza.

—Eu acho que esse dia já deu pra mim.-eu disse e fui me levantando mas ele me chamou.

—Eadlyn eu...

—Não Kile, eu escutei tudo e fiquei calada mas eu não sou de ferro. A primeira vez que conversamos você falou que nunca iria transar comigo, tudo bem eu entendo. Mas hoje estava tudo bem, estávamos rindo, se divertindo, você tinha abandonado aquele lado frio. Mas logo depois você diz que temos que ser chefe e funcionária e não quer ser a minha amiga. E agora diz que se acontecesse algo entre a gente seria uma coisa ruim. E logo depois você só faz elogios de mim e diz que você não quer relacionamento. Eu cansei. Não Kile o problema não é você com certeza sou eu por está falando essas coisas para alguém que não quer nem me escutar.-eu disse mas ele não me olhou em nenhum momento. Eu paguei e fui para o meu quarto.

Tomei um banho, coloquei meu pijama e quis cair logo na cama. Estava cansada pela conversa que tive com Kile mas eu não iria chorar. Não mais. A televisão estava ligada no mudo e o quarto estava todo escuro. Estava quase conseguindo dormir quando escuto batidas na porta.

Eu pensei que era um sonho mas eu escutei de novo e levantei correndo, será que aconteceu algo com o Kile? Eu fiquei aliviada em vê-lo na porta do meu quarto segurando o seu paletó, ele deve ter achado que quando eu dei um passo para atrás de alívio, era um sinal para ele entrar.

—Kile o que você está fazendo aqui?-eu disse e dei vários passos para trás quando ele fechou a porta atrás de si. Eu tinha consciência que ele estava no meu quarto todo escuro e eu apenas de camisola. Ele deu um passo na minha direção.-Kile- outro passo- O que...-outro passo. Quando eu iria continuar ele deu mais um passo e agora estávamos muito perto um do outro.

Ele colocou o dedo na minha boca dizendo "shhh". Ele tirou a mão da minha boca e colocou as duas mãos na minhas coxas. E foi aí que eu percebi que ele estava levantando a minha camisola. Ele me olhou nos olhos esperando que eu dissesse algo, recusando.

E quando eu fiquei calada apenas encarando os seus olhos azuis. Ele tirou a minha camisola, e eu sabia que só tinha uma peça de roupa me faltando mas eu não me importei. Ele me empurrou para trás e me jogou na cama. Ele veio para cima de mim com uma mão se segurando na cama ao lado da minha cabeça. Ele não me encostou em nenhum momento, o seus olhos percorriam o meu corpo todo até que com um dedo ele percorreu a minha barriga e parou na minha calcinha.

—Tira.-ele disse e deu alguns passos para trás.

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas eu comecei a tirar. Eu não sabia onde estava a vergonha. Mas eu acho que todo o calor que eu sentia esses meses todos que eu trabalho com o Kile está aqui nesse exato momento me impedindo de raciocinar direito. Quando eu tirei, eu deitei. Eu sabia que de onde ele estava não dava para ver nada mas eu não me importava, ele teria que vir até mim se quisesse vê algo.

—Você é linda Eadlyn.-depois que eu escutei isso abri um grande sorriso e ouvi passos ele estava vindo até mim então abri os braços. Até que eu ouvi um "clique" eu levantei a cabeça e vi a porta se fechando. Ele foi embora, eu não sei se me xingo por estar nessa situação ou ele por me deixar assim.

Notas finais
E aí quem vcs xingam? Ele ou ela? Sábado tem mais!!! Beijinhoss