The Stalker Killer
7 What the hell happened here?
Taylor Momsen;
Mais um dia de escola. E dessa vez eu cheguei na hora. Aplausos por favor. Sentei na ultima carteira, com uma visão perfeita de Damon. Fiquei a aula inteira mordendo minha caneta e olhando para ele.
- Está de olho em Damon? — Uma voz feminina estava se direcionando para mim. Olhei para o lado e procurei de onde ela vinha. Uma garota com cabelos pretos e mechas azuis me mandava um olhar malicioso. Continuei com a mesma expressão para ela.
- Oi? — Perguntei sendo grossa.
- Ele é realmente muito gato. — Ela deu um sorriso amigável. Sorri de leve também.
- Eu sei. Nós ficamos um outro dia. — Eu disse demonstrando meus ciumes. E não era atuação. A garota riu.
- Não se preocupe, eu tenho namorado. — Ela apontou discretamente com a caneta para um rapaz que estava de óculos escuros ouvindo música. Tinha músculos enormes e cheio de tatuagens. — Matthew Sanders. — Ela disse dando um sorriso.
- Ele é realmente muito gato. — Eu disse falando do mesmo jeito que ela falou em relação a Damon. Nós duas rimos ao mesmo tempo. — Taylor Momsen. — Me apresentei.
- Hayley.
Quando acabou as aulas, comecei a andar e vi que ela me seguia e apertei o passo, mas ela continuou mesmo assim.
- Está com medo que eu te mata? — Ela deu uma risada melodiosa enquanto protegia seu rosto pálido do sol.
- Não. Sua casa é por aqui?
- Sim. — Ela apontou para uma casa velha e grande que estava na nossa frente. Olhei e vi que meu prédio era do lado.
- Somos praticamente vizinhas. — Disse sorrindo. Ela retribuiu.
- Estou com sorte então. Não costumo ter muitos vizinhos simpáticos. Você é simpática. — Nós duas sorrimos como resposta. — Preciso ir. Este sol está me matando. — Ela disse com raiva enquanto entrava dentro de casa e resmungava algo sobre querer que a noite chegasse logo. Fiquei parada por alguns segundos e segui para a minha casa e logo avistei Damon parado na frente do meu prédio com um daqueles sorrisos. Não consegui deixar de sorrir também.
- O que está fazendo aqui? Como chegou antes de mim? — Ele apenas continuou a sorrir e começou a chegar mais perto de mim e me beijou. E eu correspondi, é claro.
Jimmy Sullivan;
- Estou pronto. — Suspirei decidido. Observei os caninos de Johnny enquanto ele rasgava seu pulso. Vi o sangue correndo e ele o apontou para mim. Sabia muito bem como funcionava. Senti nojo, mas não hesitei. Tomei aquele líquido vermelho até que ele pedisse para que eu parasse.
- Pronto. — Johnny disse indo até a geladeira e pegando uma maçã. — Agora coma isto. — Fiquei sem entender e ele percebeu. — Está envenenada. Coloquei na maçã para que o gosto não ficasse tão ruim assim. — Ele me deu um sorriso com aqueles dentes e, principalmente, com aqueles caninos brancos e brilhantes. Suspirei e dei uma mordida. Na mesma hora, fez efeito. Comecei a ficar tonto, até que Johnny me guiou até o sofá e tudo ficou escuro e então eu perdi os sentidos.
Taylor Momsen;
Quando vi eu estava sem roupa — apenas coberta com um lençol — e Damon também, nós estávamos abraçados. Eu comecei a rir.
- O que foi? — Damon quis saber.
- Não acredito que eu acabei de fazer sexo com você! — Corei ao ser direta.
Nós dois rimos e depois ele beijou minha testa. Ficamos na mesma posição até que eu adormeci.
Jimmy Sullivan;
Fiquei surpreso ao acordar e me sentir o mesmo. Estava no meu quarto, as cortinas estavam escuras e não se via luz alguma. Comecei a me sentir tonto e a ouvir as pessoas conversando fora da janela. Tudo havia ficado mais claro. Puxei as cortinas e a luz forte machucou meus olhos e a minha pele, mas a dor era suportável. Pensei comigo mesmo se é assim sempre e, se for, como Johnny aguenta. Sai do quarto e olhei para Johnny.
- É, você está em transição. — Ele sorriu e eu sorri de volta.
- Estou me sentindo… Diferente.
- Eu sei. — Johnny se virou para a geladeira e eu observei seus passos com o olhar. Ele tirou um copo da pia e pegou um fraco com… Sangue. Eu podia sentir o cheiro de longe. Ele derramou o líquido vermelho chamativo no copo e me entregou. Na hora eu hesitei, mas ao sentir o cheiro, tomei tudo em um só gole sem pensar duas vezes. A sensação e o gosto são ótimos e todos os meus poderes de audição e olfato haviam aumentado.
Taylor Momsen;
Desci com o Damon para me despedir e resolvi ir ao mercado comprar algo para comer.
- Ei! — Ouvi uma voz de longe e reconheci de quem era.
- Oi. Que coincidência.
- Nem tanto assim, já que somos vizinhas. — Hayley deu um daqueles seus sorrisos brilhantes e largos. — Onde está indo?
- Ao mercado.
- Eu também. Posso te acompanhar? — Sorri como resposta. Então ela pegou um óculos escuros na bolsa. Minha expressão ficou confusa.
- Não está sol.
- É claro que está. — Ela retrucou.
- Bom… Muito pouco. Está mais para nublado. — Disse olhando o céu para checar.
- Esse sol machuca meus olhos. — Mas não está sol, pensei. Resolvi deixar para lá e continuar andando. Não conversamos o caminho inteiro, apenas trocamos alguns olhares e sorrisos tímidos.
Ao entrar no mercado resolvi quebrar o gelo. E nós vimos que temos mais em comum do que imaginamos. As coisas que gostamos de comer e as músicas que gostamos de ouvir. Saímos de lá rindo como se já fossemos melhores amigas. Resolvi alugar algum filme e fomos para minha casa.
- Está ficando calor aqui. — Eu disse enquanto largava minha pipoca mais pro lado do sofá e tirava meu casaco, ficando só com uma regata branca. Mas não era o bastante, também quis prender meus cabelos em um rabo de cavalo. Percebi que Hayley respirou fundo como se quisesse sentir o cheiro de algo e ela fixava em meu pescoço. Corei, ficando sem entender. — O que houve?
- Ah… Nada. Eu… Eu posso usar o banheiro? — Ela perguntou gaguejando. Apontei para a ultima porta do corredor e ela correu para lá.
Hayley voltou calma e com um sorriso no rosto. Tinha algumas perguntas para o que tinha acabado de acontecer, mas fiquei sem jeito para perguntar. Continuei a comer minha pipoca e a ver o filme.
Jimmy Sullivan;
Isso é maravilhoso! — Eu gritei. Johnny apenas deu uma gargalhada. E eu voltei a correr, sem conseguir sentir meus pés no chão. Sentia o ar puro da floresta e o vento contra meu corpo. Senti o cheiro de sangue, olhei para o lado e vi um casal deitado e conversando. É realmente um casal sem sorte, pensei. Corri até eles e Johnny foi atrás. Eu peguei o pescoço da mulher e ele do homem. Os gritos de pavor eram como uma melodia para o meu ouvido e o sangue da mulher era delicioso. Escondemos os corpos perto das árvores para que não sejam vistos e voltamos a correr.
- Agora parece que eu tenho coragem de fazer qualquer coisa.
- Podemos desligar nossos sentimentos. — Fiquei sem entender.
- Como assim?
- Podemos desligar nosso lado humano.
Fiquei fascinado. Então eu podia deixar de amar Taylor e finalmente matá-la? Não iria somente matá-la, também iria provar de seu sangue.
- E como fazemos para desligar?
- Não tem como explicar. Você apenas aprende.
Sorri com essa ideia. Agora nada me impedirá. Agora eu posso controlar meus sentimentos. Agora eu consigo matá-la. E é claro que Damon também estava na minha lista. Johnny sorriu comigo e nós sentamos no mato, apenas apreciando as estrelas no céu negro.
Taylor Momsen;
Depois que Hayley foi embora, resolvi tomar um banho. Deixei o chuveiro bem quente por que essa noite estava sendo fria. Mesmo assim senti um vento vindo de algum lugar que eu não sabia. Olhei para cima e vi a janelinha do banheiro aberta. Quando fui fechá-la, vi que havia algum tipo de tecido de roupa pendurada nela e a janela havia sido quebrada, como se alguém estivesse tentando fugir desesperadamente. E eu reconheci o tecido, era da blusa de Hayley. Fiquei boquiaberta com o pedaço da blusa na mão, imóvel. Que porra havia acontecido aqui, afinal?
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