The Song of the sun - A canção do sol
2 Capítulo 2
Ficamos algumas horas no carro, atravessamos a ponto acima do mar que soava tranquilo, o vento era forte e o cheiro de maresia preenchia todos os cantos, era possível ver toda a imensidão azul do alto, as ondas batendo umas nas outras de vez quando alguns golfinhos pulando, os pescadores em seus barquinhos pequenos e lanchas levando os ricos para as casas de praia fechadas, havia um porto um pouco mais distante mas levava cerca de meia hora para chegar lá.
Cruzamos a cidade velha -onde continha todo acervo histórico da cidade que era separada entre antiga e nova e seguimos- Tairseach era uma cidade velha, praticamente esquecida por conta das belezas das praias, não atraia nenhum turista para ganhar dinheiro, tinha só um hotel e o povo da cidade ou se mudava para o litoral ou ficava ali mesmo trabalhando na agricultura, o nome já lhe era estranho e poucos mapas exibiam seu nome estampado, para resumir a população se tratava de idosos que cresceram ali e se alegaram ao ambiente ou não gostavam de viver a agitação no litoral. As casas erguidas na cidade eram bem simples, em sua maioria com tons escuros, a cidade abrigava um castelo de pedras e uma colina bem verde onde se encontravam as pedras “sagradas", alguns idosos caminhavam pelas ruas e o som mais barulhento era dos pássaros, um homem batia de porta em porta montado num cavalo levando bugigangas do litoral -golfinhos de cerâmica, pequeno espelhos de concha, búzios – A cidade parecia parada no ano de 1840, embora as roupas ainda fossem da nossa época, uma igrejinha católica pousava descreta num canto junto às casas.Estacionei em frente ao hotel, era pequeno, dois andares, recepção em baixo, dormitórios em cima e uma pequena biblioteca, alguns quadros na parede de mulheres aladas voando, homens segurando espadas, um grupo de quadros acima de um sofá me chamou atenção: O primeiro quadro havia uma mulher e um homem, ambos com cabelos grandes e voando ao vento, as roupas com detalhes dourados como se pagassem fogo e um grande sol acima de suas cabeças, o outro a mulher pousava de costas sentada – ramos de flores cresciam ao redor, o sol e a lua se envolviam com um beijo acima de sua cabeça, o mar estava ao longe e algumas folhas laranjas caiam sobre o chão, o terceiro quadro a mulher estava com uma longa espada dourada junto com mais uma mulher que estava totalmente vestida de branco, um homem que usava um manto com rosas vermelhas e folhas verdes pintando-o, e outro homem com cabelo cor de ferrugem totalmente longo usando roupas escuras com um capuz – Nenhum deles podia se ver o rosto, mas eram belas pinturas bem elaboradas e bem feitas, provavelmente de um artista local que se levará por algum devaneio ou filme. Kaden e eu com os atendidas por uma senhora baixinha que se chamava Sra° Geables com bochechas salientes e rugas de expressão, fios brancos já enfeitavam os cabelos castanhas claros e cacheados, suas mãos eram macias e ela sorria de orelha a orelha -creio que por nós estávamos ali sendo hóspedes – —Temos uma biblioteca – disse – Vocês vão amar!Kaden era muito estudiosa, porém lia por obrigação, eu era o oposto, sortuda mas não muito estudiosa que lia por prazer e me imaginar em outro mundo. Depois de deixar as coisas no quarto, saímos para olhar a cidade, bom a tirando a colina e a floresta, a cidade era cerca de dois quarteirões, foi em frente à uma loja que eu parei e olhei para a vitrine, um letreiro enorme pintava o nome da loja – uma joalheria – Encarei um colar, um colar onde a joia principal era um sol, um sol cheio de raios, alegre, flamejante-nunca fui de ser tão obcecada por joias, nem de parar para observa-las, mas naquele dia eu decidi que queria uma, decidi que precisava de uma e que seria minha -como eu a olhava como se já fosse e parecia que ela brilhava e clamava por mim- entrei na loja, sem muita noção do que eu estava fazendo, pedi a vendedora, que embrulhou em uma caixa. Só me lembro de ter saído de lá, e chegado ao hotel e entrado no quarto, Kaden havia voltado horas antes e eu tinha esquecido, abri a caixa nas mãos, era de madeira, madeira bem feita, bem polida, forte, coloquei a joia no meu pescoço e decidi que ela era perfeita para mim -com o pensamento o brilho dela se intensificou aos meus olhos.
Notas finais
Vontade de entrar em uma loja quando vejo uma jóia também (Só não tenho dinheiro pra pagar ) e vocês?
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