[Capítulo 5: O Primeiro grande Ato Heróico de The Shark – parte 2]

O Tubarão estava ali ainda escondido. O Bandido que estava com o detonador do explosivo falou em voz alta para os reféns

Bandido: comecem a rezar. Se a polícia não nos deixar ir, nós vamos forçar nossa saída, e, quando estivermos longe daqui, boom!! Tudo pelos ares! Hey, você! – o Bandido chama um capanga que O Tubarão ainda não tinha percebido que estava por lá – vá fazer negócios com os policiais. Diga-lhes que é a última chance.

O Capanga sai. O Tubarão também sai de seu esconderijo, silenciosamente. Entretanto...

Bandido: Parado! – Ele se vira para O Tubarão com a arma em punho – quem é você, um palhaço?

O Tubarão: Palhaço? Nah... sou O Tubarão! – o herói avança contra o bandido, entretanto, este ergue o braço com o dispositivo –

Bandido: mais um passo e tudo vai pelos ares!

Tubarão: você não vai explodir isso... – o herói começa a andar lentamente em direção ao bandido –

Bandido: ora, seu, você duvida?? – ele ergue ainda mais ameaçadoramente o braço.

Tubarão: não, não vai. Você não se importa com os outros, entretanto, faria qualquer coisa por você. Você mataria qualquer um para salvar sua pele. E, portanto, não vai explodir isso enquanto estiver aqui, seu rato! – O Tubarão volta a correra. O Bandido começa a atirar no Tubarão, mas esse desvia com facilidade. Chegando bem perto, um só golpe com a solidus, e o Bandido ficou no chão.

???: hum... então, temos um herói por aqui, hein?

Tubarão: quem é você?

???: meu nome... hihihi... sabe, costumamos nos apresentar primeiro... – O vulto aparece. Ele tinha os cabelos um tanto longos, mas totalmente desarrumados, de cor levemente loira pendendo para o castanho. Vestia uma camisa Amarelo-Berrante junto de uma calça da mesma cor. Trazia um sorriso maníaco e, de certa forma, assustador, no rosto. – antes de perguntar o nome dos outros... hahahaha...

Tubarão: pode me chamar de O Tubarão. Você seria...?

Jeff: me chame de Jeff, OK?HAHAHAHA...

Tubarão: qual é, você nunca para de sorrir e dar risada?

Jeff: HIHIHIH... a vida é boa, filho, temos que vive-la com um sorriso, hahaha!! Agora... – Jeff coloca a mão no bolso da calça e retirava quatro facas pequenas, cada uma encaixada no vão entre os dedos. Parecia até que ele tinha 9 dedos – HAHAHA, se prepare, nimguém meche com minha gangue, HAHAHA!!!

Tubarão: hump... – mantém a sharkblade em sua frente – ...

Jeff arremessa a primeira faca com perícia, mantendo quatro nos dedos. O Tubarão desvia para o lado, a faca bate na parede e cai no chão um pouco atrás do herói. Jeff arremessa as facas restantes, com intervalo de 3 segundos entre cada. O Tubarão desvia facilmente de todas, elas sempre batiam na parede e voltavam. Jeff pegou mais 4 e arremessou, sem dificuldades para o Tubarão. Por fim, haviam 8 facas no chão, formando um perfeito caminho entre O Tubarão e Jeff, de 7 facas, sendo que uma estava atrás do Tubarão. Cada faca tinha um intervalo de 1 metros e meio entre elas. Tubarão estava a 2 metros da parede, e uma faca a 1 metro da mesma. Tubarão e Jeff tinham uns 11 metros entre eles.

Jeff: muito bom, muito bom mesmo... – Pegou mais 10 facas –

O Tubarão se preparou para desviar, pensando “ uma hora as facas acabam...” mas, surpreendentemente, Jeff arremessou ela para o lado. 1,5 metro para a esquerda dele. Arremessou a outra mais um metro e meio a frente dessa faca, e assim sucessivamente. Só então O Tubarão reparou: ele estava arremessando as facas fazendo um caminho até a bomba! A última pelo visto ia ser arremessada NA BOMBA!! Oh não! O Tubarão correu até Jeff, mas esse arremessou antes. Entretanto, não foi na bomba, foi bem no pé dela, a uns 10 cm da bomba. O Tubarão, que já estava de frente para Jeff, atacou, mas esse, surpreendentemente, desviouse agachando e enfiou a faca no ombro do herói. Enquanto O tubarão se contorcia, Jeff tirou uma garrafinha do ombro em sua camisa, dizendo “um pouquinho de álcool... lararilarara...” e espalhou o conteúdo da parede até a bomba.

Tubarão: AAARRGH.....

Jeff: hehehehahahahuhuh... você é rápido... enfim, adeus amigo. Ah, você tem 30 segundos... – Jeff começou a sair. Então, ele arremessou uma última faca que cravou bem na parede. Então, ele estalou os dedos e pulou da janela. O Tubarão se levantou e tirou a faca de seu ombro. Não tinha tempo para dor. Tinham reféns amarrados na bomba e em volta dela! Entretanto, ele ouviu um BOOM! Vindo da parede. Ele olhou. Uma faca tinha explodido. –

Tubarão: mas o que?

Então, o tubarão entendeu. Entendeu por que viu. Uma labareda caiu da faca que tinha acabado de explodir. E caiu bem no caminho de álcool. Se alastrou em pouquíssimos segundos para a segunda faca, e essa explodiu, aumentando o fogo.

Tubarão: — pensando – entendi! Cada faca tem um explosivo... em 30 segundos, o fogo estará na bomba!!!

O tubarão correu até a bomba. O fogo já estava à pouco mais de 20 metros. Os reféns gritavam com medo do que poderia acontecer. O Tubarão, então, lembrou das palavras de Céu “ a keyblade pode abrir qualquer fechadura.” Reagindo à um impulso – o mesmo de quando lutou com boss, como se seu corpo agisse sozinho – ele apontou a keyblade para um cadeado que fechava as correntes e impediam os reféns de saírem. Ele se abriu.

Tubarão: venham comigo... err... PUMP UP!!! – O Tubarão ativou sua mais nova habilidade – venham todos aqui!! – os reféns se aglomeraram em volta dele. O fogo estava a 5 metros da bomba... O Tubarão, num movimento só, pegou todos, colocou-os nas costas e pulou da janela! Sim, da janela do quarto andar, uns 10 metros até o chão. E caiu, de pé, com todos os reféns em suas costas. ele desceu todos eles de volta ao chão, quase que em um bolo só, e desativou o pump-up. Ele não sentia suas pernas direito, mas conseguia ficar de pé. Estava com uma aparência deplorável: seu impecável uniforme azul estava cheio de manchas de sangue, arranhões, cortes e sujeiras.

Os reféns corriam para abraçar as pessoas que amavam, que estavam aflitas por eles. Os repórteres, todos, ficavam filmando e tirando fotos daquele ser. Entretanto, ninguém ousava se aproximar.

BOOM!!! A bomba lá dentro explodiu. Todos saíram de perto, pois o banco desmoronava. O tubarão mal podia se mover, mas se virou. Uma parede inteira caia contra ele, e contra a multidão. Uma parede de dezenas de andares...

Tubarão: eu tenho que... arranjar forças... – se movendo lentamente, ele foi dando passos para trás, até estar bem no meio da parede que ia cair. – PUMP UP!!! – usando seu último suspiro de energia nessa habilidade, ele ergueu as mãos ao céu. A parede caiu bem em cima dele. Teria matado 2/3 da multidão, que havia fechado os olhos e gritado. Ao constatarem que estavam vivos, abriram os olhos. E viram o herói segurando a parede.- saiam logo daí!!! – obedeceram a ordem e saíram debaixo da parede enorme que caia. Essa foi a única parede que caiu, pois era a parede do lado contrário da bomba. O resto simplesmente desmoronou. Quando todos saíram de baixo, com um esforço milagroso, O Tubarão empurrou a parede. E ela ficou de pé novamente. Entretanto, ia cair novamente. Antes disso, BAM!! O tubarão deu um soco nela. Voaram tijolos, e ela simplesmente desmoronou como as outras.

Carolina Prist: olá, estamos aqui ao vivo de frente com aquele vulto que entrou pela janela do banco a meia-hora atrás. Ele voltou com todos os reféns que estavam lá, sobreviveu a uma queda de 10 metros com eles nos ombros, e ainda segurou uma parede do banco que estava caindo em cima de todos nós, levantou ela novamente e, com um só soco, a destruiu!!! Isso é incrível!! Mas quem é ele? Um super-herói? Um alienígena? Não sabemos, mas ele aparentemente tem limites. Acabou de desmaiar. Vamos nos aproximar... – a repórter e seu câmera se aproximam e tentam espaço na multidão que observava o Tubarão ali, caído, desmaiado. Antes que alguém tente algo, entretanto, um portal de chamas brancas aparece e envolve O Tubarão. No instante seguinte, ele havia sumido...

Muito tempo depois...

Tubarão: onde estou?? – havia acabado de acordar, e olha ao redor. Estava na sala branca que sempre encontrava Céu, mas agora também tinha uma cama, que ele ocupava.

Céu: no nada. Oi Axel.

Axel: — tirando a máscara – nossa... o que aconteceu??

Céu: você foi um herói. Impediu que muita gente morresse. Mas garoto, cuidado. Você forçou demais seus limites.

Axel: ninguém morreu?

Céu: só os bandidos

Axel: hum...

Céu: não ligue, Axel. Pessoas tem que morrer para que outras sobrevivam. É sempre assim. Mas eu achei incrível o que você fez.

Axel: Céu... você está... diferente...

Céu: o que? – um leve brilho dourado emanava de Céu – ah, isso não é nada. É que eu tive que pedir a ajuda de alguns amigos para conseguir expandir minha magia, e fiquei assim, brilhando. Bem, você dormiu aqui por umas... 8 horas, mas, graças à esses amigos, no seu mundo se passaram 1 minuto apenas. Nunca conseguiria fazer você ficar aqui tanto tempo. Ah, e também, eu tratei de seus ferimentos. Nada mais em você sangra.

Axel: Obrigado, Céu.

Céu: vá receber sua glória. Mas, antes que eu me esqueça... cuidado com o tal Jeff.

Axel: ele sobreviveu?

Céu: sim. Ele pulou da janela e, de modo estranho, correu pela parede, cravou uma faca na mesma, do lado de fora, e caiu em segurança. Ele saiu pelo lado oposto ao dos repórteres. Ainda assim, algumas viaturas saíram atrás dele. Ele é perigoso, Axel, cuidado. Agora, vá! – Axel veste a máscara e é engolido pelo portal -.

No instante seguinte, O Tubarão estava em Twilight Town, no mesmo lugar, mas agora de pé. A multidão olhava pasma.

Tubarão: o.. olá!

Carolina Prist: — a repórter se adianta antes dos rivais – olá, sou Carolina Prist ao vivo com o mais novo herói da cidade!! Como se chama, amigo? Sharkman?

Tubarão: não, não... podem me chamar de O Tubarão. – O herói estava nervoso, mas falava sem preocupação.

Carolina: muito bem, senhor Tubarão, o que aconteceu lá dentro?

Tubarão: muitas coisas. E, sinceramente, não tenho tempo para conta-las. Até mais! – O herói pega o seu gancho e dá um tiro com ele, pegando uma borda de uma janela próxima, e sai pela cidade

Carolina: volte, senhor tubarão!! Senhor tubarão!!! Enfim, vocês viram, em primeira mão, o desfecho do banco. Sabe-se também que a polícia pegou um sujeito suspeito que pulou do quarto andar do banco. Enfim, até mais!!

Enquanto isso, na central da polícia de Twilight Town...

Policial: ande, vamos entrando. – ele empurra Jeff para dentro de uma sala. O bandido estava acompanhado por outros dois policiais.

Delegado: ora, ora... o que temos aqui?

Policial: senhor, ele pulou do quarto andar do banco pouco antes de sua explosão, cremos que ele tem algo haver com isso.

Delegado: certo... ficha do sujeito?

Policial: não sabemos, ficou calado.

Jeff: HAHAHAHEHEHEHEHAHA!! Olá, seu delegado. Sabe, por ser uma pessoa de tanto prestígio, resolvi me apresentar pessoalmente, sou Jeff Higharis, Maníaco profissional. Hehehsahaha

Delegado: hump, maluco. Teve algo haver com a explosão?

Jeff: eu? Logo eu? Mas claro que sim, HAHAHAAH!!

Delegado: seu doido, escute bem! – diz ele, segurando Jeff pelo cangote- sua risadinha está me irritando! Você vai passar um tempinho na solitária.

Jeff: e você também!! – discretamente deixa cair uma faca, sem ninguém perceber – na solitária da morte! HAHAHAHAHAHAHAHAHAH – estala os dedos.

A sala inteira explode, e pega fogo rapidamente. Então, do meio das chamas, Jeff sai da delegacia. Ele se vira para a “câmera” da fic e diz:

Jeff: huhuhuhuhehehahahhihodhaa!! Aquele Tubarão que se prepare. MWAHAHAHAHAHAHAH!!!!!

[FIM DO CAPÍTULO 5 – O PRIMEIRO GRANDE ATO HERÓICO DE THE SHARK]