The Shamy from behind the scenes
16 The Contractual Obligation Implementation – A princesa e o gênio.
Notas iniciais
–Sheldon, tudo o que a branca de neve precisa é de um beijinho para acordar.. – Amy disse com sua voz cantante, vestida como a princesa de contos de fada, ela repousava no sofá a espera de seu príncipe..que não estava realmente olhando para ela.
–Eu sei, ouvi da primeira vez. – Ele resmungou um pouco cantante também, ainda absorvendo a ideia de alguém como ela deitada em seu sofá.
–A branca de neve acordou. – Depois de uns segundos Amy vocalizou sua desistência e se sentou. Sheldon ergueu as sobrancelhas ainda sem se virar.
–Ela foi beijada pelo sapo? – Ele sorriu ao perceber sua frustração.
–Stuart seria mais eficiente. – Resmungando, Amy quase deu um pulo quando Sheldon se virou brutalmente.
–Você sabe que ele não é pra você, Amy. – Ele deixou bem claro seu nervosismo em dizer aquilo, Amy riu.
–E você é? Oh príncipe!
–Sou melhor que Stuart e para de me comparar ao príncipe de branca de neve, você sabe que na historia real ele não a beija não sabe? – Sheldon estava totalmente irritado com sua ironia, só restava mudar de assunto antes que ele corresse até Stuart para fazê-la parar de duvidar do relacionamento.
–Sei, mas eu estou vestida como a princesa da Disney, não como a princesa da historia real. – Ela baixou o tom se lembrando da doce princesa da qual ouvira historias quando ainda era menor.
–Obvio, na historia real ela era uma criança e você definitivamente não é isso.
–É ótimo em acabar com esperanças.
–Sou ótimo em muitas coisas. – O sorriso de satisfação no rosto de Sheldon dava a combinação perfeita a carranca no rosto de Amy.
–Menos em ser um príncipe.
–Nem sequer tem um príncipe na historia da branca de neve Amy. – Ele continuava a sorrir, sabendo de seu ganho, e alias realmente não tinha nenhum príncipe na historia real.
–Eu estou falando da Disney. – Oh céus, ela continuava a retrucar?
–Historias infantis e sem sentido, não posso me comparar a nenhum conto de fada.
–Mesmo? Nenhum conto de fada? – Amy não parecia surpresa, seu tom de voz era mais... Desafiador.
–Eles são muito bobos Amy, estou surpreso que você duvide disso.
–Eu vou te contar um conto de fadas. – Ela disse rapidamente, quase cortando a fala de Sheldon com uma expressão indecifrável no rosto, Sheldon baixou o rosto pronto para negar. – Sente-se aqui.
–Mas eu.. – Ele não continuou, sem saber o que dizer, uma parte vergonhosa de sua cabeça ficou mesmo tentada a sentar do lado dela, principalmente porque ela estava usando aquele vestido...
–Pronto? – Ela cruzou os braços e esperou.
–Vai mesmo fazer isso? – Ele perguntou se direcionando aos poucos para o lugar no sofá.
–Vou, agora fique quieto e escute. – Ele jogou sua cabeça para a parte de trás do sofá enquanto Amy se sentava como uma dama pronta para falar.
–Há muito tempo atrás existia um príncipe com um diferencial dos outros, esse príncipe era um gênio. Vidrado em livros e teorias desde que nasceu o príncipe completou a maior idade certo de que passaria o resto de sua vida desvendando todos os mistérios do universo. – Amy começou com um sorriso sonhador, olhando para frente enquanto Sheldon ainda revirava os olhos para seus gestos.
–Esse príncipe tinha um pai maldoso, que não pensava como o filho, tudo o que ele queria era poder e alianças com os outros países e não se preocupava em ler e nem em saber como o filho estava.
O sorriso desafiador no rosto de Sheldon não passou despercebido, a ligação obvia do príncipe com ele mesmo o deixou rindo, ao mesmo tempo em que o entristecia pela lembrança de seu pai.
–Um dia, o rei recebeu uma oferta interessante de um reino ainda não aliado, ele queria seu filho para se casar com a princesa deles. Diziam que ela se recusava a se casar e que, se o príncipe conseguisse conquistar o seu amor o reino teria ganhado um dos mais fortes aliados, além de varias fortunas.
Amy sabia o que estava falando, se ele não gostara certamente iria a mandar parar, mas aquilo era uma espécie de desafio não era? Uma boa historia precisa de romance.
–O rei então ordenou ao príncipe que conquistasse aquela princesa, caso não ocorresse, ele teria o prazer de largar o filho em um reino qualquer por uma quantia que valeria muito mais. E chamar um plebeu forte para governar em seu lugar, certo de que seria melhor do que o filho.
O suspiro de Sheldon deixou uma margem de silencio na sala, Amy estava entretida pensando em continuar a historia enquanto queria saber o que se passava na cabeça do namorado.
–Desolado por não poder fazer nada que o impedisse do terrível destino, o príncipe seguiu caminho a princesa, tendo em mente que não iria conquista-la, até porque o príncipe não acreditava no amor, ele só esperava que no reino em que o pai o deixaria teria o mínimo de livros para continuasse com seu projeto. – Ele olhava para ela pensativo, se perguntando qual rumo a historia tomaria e porque ela continuava com aquilo. -A princesa, que já havia sofrido demais e não queria casamento, passava o dia lamentando por mais um pretendente que fora obrigada a ter, era mais um que ela teria que rejeitar para o próprio bem.
–Andando pelas salas do castelo, quando finalmente decidira falar com o pretendente que parecia sequer tentar conquista-la a princesa observou vários livros abertos sobre uma mesa, todos com o titulo de “matemática” sem ter ideia do que era aquilo, ela passou a olhar os números dentro os livros e não percebeu que o dono se aproximava.
Seu olhar foi curto na direção de Sheldon enquanto se dispôs a continuar.
–Com a voz calma o príncipe perguntou a princesa o que fazia naquela sala e ainda mais com seus livros. A princesa curiosa fez questão de pedir que ele a explicasse o que era aquilo, tantos números juntos e letras misturadas, como desconhecidas era para ela. – Amy deu uma pequena risada, ainda olhando para frente com seu ar de sonhadora. – Sem excitar, ele, o príncipe, a contou de seus pequenos atos de descobrimento do universo, suas pequenas e grandes teorias do nascimento de terra. Ele a contou sobre as estrelas.
“Não é a sua historia.” Uma voz gritante atrapalhava a mente de Sheldon, é claro que não era a historia dele, ele não se comparava com nenhum príncipe. Então porque o pensamento de tê-la ensinado algo o fazia tão feliz?
–O brilho inconfundível no olhar dos dois se formava, a princesa estava encantada com as palavras do príncipe, ela se permitiu mergulhar naquele mundo tão encantador que ele a mostrava. Por sua vez, o príncipe nunca imaginou que alguém mostraria tanto interesse em um mundo que muitos consideravam caótico, um mundo que ele teve o prazer de dividir com ela.
–E em varias noites que seguiriam de conversas, a princesa se viu apaixonada por ele...Então ela o beijou.
A mente de Sheldon vagou em conjunto com a de Amy para o primeiro beijo do casal, os suspiros conjuntos fizeram o ar ficar ainda mais encantado.
–O que ela só percebeu que foi errado quando o príncipe se afastou, dizendo que não queria iludi-la, que não acreditava em amor. A magoa da princesa foi domada, enquanto ela sabia que estava apaixonada, ela também sabia que não podia perdê-lo e depois de tanta magoa em seu coração ela pode guardar mais uma.
–Conforme o tempo foi passando, as atitudes da princesa se tornaram cada vez mais relaxadas quanto ao príncipe, ela sempre vidrada nos mesmos livros que ele e ele sempre a ensinando e explicando tudo de novo que encontrava pelo simples prazer de ver o brilho em seus olhos quando descobria algo novo.
–Foi a vez do príncipe se ver apaixonado... foi a vez dele a beijar.
O ato de beijar Amy ficou de alguma forma preso em sua cabeça, é claro que ele nunca a tinha beijado, mas aquilo pareceu tao...maravilhoso.
–E assim foram passando-se os dias, felizes com o amor que tinham um pelo outro, até o dia em que resolveram anunciar o noivado.
–O rei, surpreendido pela atitude e até feliz pelo novo aliado, foi até o comandante para pegar todas as fortunas que foram prometidas a ele. Para a surpresa dele e todos, não havia fortuna nenhuma, Era tudo um truque para roubar o que o príncipe tinha quando se tronasse rei.
–Abalado com a noticia, o rei logo mandou que trouxessem o filho dele de volta, desde que não poderia fica em um castelo de traidores.
–Mas o príncipe não queria sair do castelo, ele estava apaixonado pela princesa, ele iria se casar com ela custe o que custar.
O breve sorriso dado pelos dois levou a um minuto de vergonha, isso se a historia esta realmente os comparando.
–Ofendido pelas atitudes do filho, o rei mandou que invadissem o castelo e que destruíssem o reino traidor.
–Entre armas, terroristas e bandos de soldados invadindo o castelo e destruindo o reino, estava à princesa e o príncipe, escondidos em uma das torres se preparando para o destino terrível que seguia. Eles logo iriam achar, levar o príncipe e matar a princesa.
–Com medo, eles olharam nos fundos dos olhos um do outro, procurando a resposta para fazer aquilo parar.
–Um pouco que desviaram seu olhar, notaram um objeto no canto da torre. Isso era uma arma.
–Eles sabiam o que fazer, e era a única coisa que manteria seu amor, mesmo que em um espaço finito.
–Quando os guardas invadiram a torre, eles já haviam se matado.
–Não havia mais nada a ser feito.
–Esse é o fim? — Sheldon perguntou um pouco impressionado.
–Sim. – Ela observa seu olhar confuso sobre aquilo. – Tudo bem, pode ser algo melhor como “ E no fim, ele a havia ensinado sobre todos os pequenos mistérios do universo, e ela havia dado para ele o maior de todos. O amor.”
–Mas eles morrem, achei que fosse como os contos dos filmes da Disney. – A surpresa de Sheldon continuava a mesma.
–Não é.
–Eles morrem.
–Em Romeu e Julieta os personagens também morrem.
–É diferente, eles se matam porque acham que um deles esta morto e o outro acha que não vai sobreviver ficando longe do seu “amor verdadeiro”.
–Não sabia que conhecia essa historia. – Amy esbugalha os olhos um pouco assustada pelo conhecimento.
–Eu conheço tudo...e tenho uma irmã gêmea.
–De qualquer forma, enquanto Romeu e Julieta morrem por causa de um plano bobo de se fingir de morto, aqui os personagens morrem porque isso iria fazer com que eles passassem os últimos momentos juntos, eles iriam ser separados a força Sheldon, e eles se amavam.
–Eles eram muito inteligentes então. – Não era uma pergunta, mas Amy assentiu levemente com a cabeça como se respondendo. – Como é o nome dessa historia?
–Eu vou nomeá-la de A princesa e o gênio, o que acha? – A mente de Sheldon foi invadida com um turbilhão de pensamentos sobre a historia ter sido criada por Amy, ela sabia criar historias? Desde quando?
–Fascinante. – Ele disse um pouco baixo com a rouquidão em sua voz, que fez Amy sorrir enquanto se levantava. – Aonde vai?
–Para casa, já é tarde. – Ela disse com seu olhar doce cravando os olhos de Sheldon. – Até mais, príncipe encantado.
Ele teve que esperar até ela virar escada para falar.
–Até mais princesa. – E antes de entrar novamente no apartamento, uma frase foi jogada de sua garganta. – VOCÊ PODERIA FAZER UMA DESSAS HISTORIAS PARA STAR TREK???
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