The Shadows

11 Capitulo - 10 Só diga adeus ao seu príncipe sombrio !


Notas iniciais
Hello People demorei eu sei!! Podem me bater !!! Mais enfim sem muita enrolação e por favor aguenta coração, pois esse capitulo é do babado !! Vão sorrir mais chorar um pouco !! Boa leitura !!

Waking up I see that everything is OK

The first time in my life and now it's so great

Slowing down, I look around and I'm so amazed

I think about the little things that make life great

I wouldn't change a thing about it

This is the best feeling

This innocence is brilliant

I hope that it will stay

This moment is perfect

Please don't go away

I need you now

And I'll hold on to it

Don't you let it pass you by?

Avril Lavigne — Innocence

Dias depois.

Felicity Smoak Pov:

— Marric solta – esbravejo irritada. – Solta homem.

— Não. Não. – resmunga puxando a espada de volta fazendo-me cair no chão sentada. – Mestre Al Sah Him ordenou para que você treinasse só em sua presença. – reviro os olhos bufando longamente.

— Não vou me matar. – rosno impaciente ainda no chão. – Não sou uma bonequinha de porcelana Marric.

— Não, é apenas a rainha. – sorrir sarcástico, o que me dá uma ideia de imediato.

— Marric. – aceno com uma falsa ordem. – Me devolva à espada agora, sou sua rainha e isso é uma ordem.

— Isso não vai funcionar comigo. – gargalha com a mão no peito tomando fôlego. – Al Sah Him avisou que você usaria isso a seu favor. – acena com desdém.

— Dois idiotas. – esbravejo. – Como posso levar o titulo de rainha dessa forma?

— Não me leve a mal Felicity. – sorrir se apoiando na espada. – Mas por hora é para sua segurança.

— Certo. Certo – aceno para que ele saia da minha frente e procure algo para fazer que não seja torrar o resto de paciência que ainda tenho. – Onde está Al Sah Him?

— Com a liga em outro ponto da floresta, estão discutindo a invasão ao palácio amanhã. – murmura dando de ombros mudando de posição, porem se afasta para pegar algo. – Tome. – joga uma bolsa velha no chão ao meu lado.

— O que é isso? – questiono curiosa abrindo a bolsa.

— É um uniforme da liga caso precise se disfarçar na missão. – sorrir. – Também é seu por direito, já que era da sua mãe. – informa um pouco triste. Sorrio torto e me mantenho em silencio. – Fique aqui e não saia por nada. – ordena. – Preciso pegar umas coisas com a Lucy.

— Deixe a espada. – argumento sorrindo.

— Suas adagas estão na bolsa. – revira os olhos saindo em direção à trilha. – Só elas bastam para você. – finaliza cantarolando.

— Posso me matar com elas. – bufo aos oitavos com sarcasmo. Observo o uniforme da liga à minha frente, as lembranças tornando a minha memória.

Flashback on.

— Felicity não tenha medo é só uma aranha, que por acaso não é venenosa muito menos perigosa para você. – meu pai sorriu apontando para aranha gigante a nossa frente. – Ela só irá lhe atacar caso você invada o espaço dela, tudo se trata de defesa, o ataque vem a partir de suas decisões.

— Ela é feia. – resmungo com uma careta observando aquele bicho se mover lentamente pela a parede. – Mas não sinto vontade de matá-la. – tenho apenas nove anos mais nem tudo me causa medo.

— Isso. – sorri para mim tirando os fios soltos do meu cabelo preto que caem sobre meu rosto. – Você tem um grande coração, o mais puro de todo esse universo, ele é seu maior aliado na sua escolha de qual caminho deve seguir.

— Papai eu quero sair daqui para um lugar bonito. – murmuro com os olhos marejados. – Eles são maus. – aponto para os homens vestidos com roupas negras e espadas em punhos.

— Você vai ser muito feliz lá fora Felicity. – afirma olhando em meus olhos refletindo o mesmo azul que o meu. – Acredite.

— Quero vocês dois comigo. – deixo as lagrimas escorrem pelo o meu rosto. – São as duas pessoas que mais amo no mundo.

— Nós amamos muito você também. – suspira se erguendo ficando alto o bastante para cobrir meu corpo com sua sombra. – Nunca se esqueça disso. – bagunça meus cabelos.

— Senhor, precisamos ir. – chama um membro da liga. Meu pai acena e se vai a passos longos e objetivos.

— A vida é preciosa. – pisca para mim alisando meu queixo com um toque leve. – Não tenha medo de vivê-la. – sorriu uma última vez cobrindo o rosto com o manto negro, a luz iluminando seus olhos azuis. Ele acena antes de partir, observo ele sumir entre as sombras me deixando um vazio.

Flashback off.

— Você tinha razão papai, a vida que busco está aqui me fazendo forte. – enxugo as lagrimas. – Ela tem nome. Oliver.

(...)

Oliver Queen Pov:

— Amanhã ao amanhecer quero todos em linha de frente, não bebam e nem tentem seguir sem mim, esses são riscos mortais para se cometer. – finalizo o discurso para os que sobram da liga – Amanhã acaba essa guerra. – afirmo.

— Sim mestre. – assentem em uníssono. Vejo que está perto do anoitecer, o que me faz adiantar.

— Descansem. – ordeno para ambos.

— Onde está Al Sah Her ? – pergunto para um membro da liga.

— Ela foi para o ponto de encontro com Al Z’aird. – responde se referindo ao idiota do Ray, pelo menos deve me servir em algo nessa guerra. Assinto e sigo para a trilha onde o Arqueiro Negro me aguarda e começa a me seguir assim que passo por ele um pouco distante.

— Você sabe que jamais vou lhe pedir desculpas. – suspiro olhando para frente – Mas não precisamos ser inimigos.

— Não preciso de suas desculpas, preciso que apenas siga em frente. – diz atrás de mim.

— Aonde quer chegar Tommy? – paro abruptamente de andar pela a primeira vez em todos esses anos pronunciando seu verdadeiro nome. Ele me contorna e me olha nos olhos.

— Não quero vê-lo morrer aqui. – sorrir torto. – Você é tudo que me restou.

— E se não conseguirmos amanhã? – pergunto.

— Vamos conseguir. – afirma. – Juntos.

— Só eu e você como nos velhos tempos. – confesso calmamente.

— O que quer dizer? – ergue uma sobrancelha, confuso. – Todos estão ao nosso lado, Al Sah Him. – aperta os lábios com desdém.

— Nem todos vão estar. – suspiro longamente tentando passar por ele que impede com a mão sobre meu peito.

— Não estou entendendo aonde você quer chegar. – busca nos meus olhos uma explicação lógica.

— Sara levará Felicity para longe daqui ao amanhecer, fiz ela me prometer. – confesso. – Ela não vai para o combate conosco.

— Não pode tirar isso dela. – nega com a cabeça, incrédulo. – Todo esse tempo ela esteve ao seu lado, isso é injusto.

— Não. Não é, acredite. – aperto os lábios frustrado. – Não posso correr o risco de perdê-la, eu a amo o bastante para deixa-la ir, não me julgue, como ninguém você sabe que perdi tudo que amava. Ela é a luz na minha escuridão, mas para vencer isso. – gesticulo para os lados. – Eu preciso ser o mestre das sombras.

— Ela não vai aceitar isso. – fecha os olhos, mas assente.

— Ela não tem escolha. – respondo seguindo de volta para onde ela está, com ele me seguindo em silêncio. Como eu disse; a amo o bastante para deixa-la partir, mesmo que meu coração se quebre em mil pedaços e a dor me consuma por dentro, prefiro que ela siga sua vida feliz ao invés de ficar aqui correndo perigo. O único jeito de sobreviver a tudo isso é ela longe e segura.

Com alguns minutos chegamos ao acampamento, a noite já se fazendo presente para ambos, noto a fogueira apagada e nem sinal de Marric ou de Felicity pelo o vasto local o que me deixa alarmado.

— Não tem sinais de luta. – Tommy murmura alarmado ao meu lado.

— Felicity. – grito olhando envolta – Felicity.

Observo alguém sair das sombras vestido com o uniforme da liga segurando duas adagas apontando para mim e olhando sobre elas. O manto cobre seu rosto onde dificulta minha visão de olhar em seus olhos.

— Onde está Felicity? – rosno. – Se fez algo contra sua rainha eu juro arrancar seu coração. O indivíduo apenas gesticula com as adagas e não diz nada o que me deixa mais furioso. – Não vou perguntar de novo!

— Diga-nos agora o que você fez. – Tommy puxa a flecha mirando sobre o arco em direção ao mesmo que ainda se matem em silencio.

— O que diabos está acontecendo aqui? – Marric esbraveja parando abruptamente ao meu lado. – Meu Deus! – arregala os olhos surpreso. Volto a encarar o indivíduo que me chama com o indicador para uma luta se posicionando em forma de combate onde ele sabe que vai perder no primeiro golpe. Dou passos objetivos até ele que não se movimenta só aguarda. – Al Sah Him não faça isso... – grita Marric com uma risada. O que me faz parar abruptamente próximo ao indivíduo. Sem preconceitos aqui, mas nunca vi um membro da liga com essa estatura. Próximo consigo sentir o perfume de rosas exalar de seu corpo e invadir minhas narinas.

— Felicity? – esbravejo irritado.

— Você disse que isso seria um ótimo disfarce. – resmunga para Marric revirando os olhos.

— Você ficou louca! – exclamo aos oitavos abismado com sua atitude inconsequente de tentar me provar algo. – Poderíamos ter matado você.

— Calma amor – acena com a voz abafada pelo o manto. – Antes que você me atacasse eu diria algo.

— Como o que, por exemplo? Não quero morrer? – sugiro impaciente. – Não me teste Felicity. – urro irritado.

— Pare de tentar me intimidar, você sabe que isso não funciona comigo. – resmunga tirando o manto balançando os cabelos para os lados. – Qual seu problema? Até algumas horas atrás você não estava assim: raivoso.

— Será por que amanhã estaremos todos em guerra e você hoje resolveu me testar? – fecho as mãos em punhos, irritado.

— Tudo bem foi só uma brincadeira de mau gosto. – acena em defesa. Respiro profundamente ainda irradiando ódio. Amanhã vou vê-la parti sem saber se vou voltar a vê-la novamente um dia. Isso me corrói por dentro, toda a frustração que tento esconder se extravasa em uma simples briga.

— Preciso tomar um ar. – olho dentro dos seus olhos indo em direção ao rio.

Ando lentamente pelo caminho com apenas a luz da lua guiando meus passos. Sinto um impacto nas minhas costas, seus pequenos braços envolvem meu pescoço segurando firme em mim cruzando as pernas envolta do meu corpo. Continuo a andar segurando suas pernas.

— Desculpa não quis irritar você. – pediu baixo beijando meu pescoço inalando meu cheiro. – Não fiz para chateá-lo.

— Só tive medo de machuca-la. – suspiro cansado. – Essas roupas não combinam com você. – murmuro sério contendo uma risada por dentro.

— Você fica muito mais bonito quando irritado. – balbucia deitando em meu ombro com sorriso olho de canto de olho ela fita meu rosto. – Como posso viver sem você?

Ela parece ler meus pensamentos. O que me estremece, injusto esconder isso dela, mas sei exatamente que seria dito, não tem mais volta. Perder aqueles que eu tanto amava me fez ver as coisas de outra forma, quase tudo se torna perigoso para ela o que me aflige por dentro. Só quero ama-la como se não existisse nada além de nós dois. Por hora desejo esquecer o que me fere por dentro.

— Entre na água comigo. – solto ela que contorna ficando a minha frente.

— Preciso que... – sussurra segurando minhas mãos – prometa-me que não vai me deixar. – olha nos meus olhos com aflição. – Amanhã teremos uma batalha, foi assim que meus pais se foram. – aperta os lábios, triste. – Não posso perder mais ninguém, você entende?

— Prometo que amanhã você estará segura. – sorrio contornando seus lábios com o polegar. – Tem minha palavra. – o que não é uma mentira, com ela longe e a salva consigo manter o foco.

— Eu sei que sim. – diz ficando na ponta dos pés para me beijar. Acaricio seus cabelos sentindo o gosto dos seus lábios nos meus. Com lentidão puxo o uniforme dela para cima assim como ela faz com o meu, observo a graciosidade do seu corpo perfeito, talvez ela não tenha noção do quão linda pode ser, mesmo com apenas a luz da lua iluminado sua pele macia. Depois de despidos a ergo no meu colo seguindo para dentro do lago. – Meu Deus. –gargalha estremecendo o corpo depois que cobre parte dele com a água fria.

— Quando eu conheci você eu percebi que tinha algo diferente. – procuro seu olhar enquanto ela joga a água para cima voltando sua atenção para mim. – Tudo em você sempre me fascinou como sua rejeição a mim. – sorrio torto. – Todos me viam como apenas mestre Al Sah Him aquele que matou Ra's e seria herdeiro do demônio.

— Você era alguém que estava ferido por dentro, nunca tive medo de você. – sorri acariciando meus braços. – Eu me apaixonei por alguém que me testava que me fazia questionar as coisas.

— Eu sou diferente dele. – murmuro me referindo ao babaca do Ray.

— O que faz de você único. – diz sincera beijando meus lábios. – Eu só preciso de você.

— Quando tudo acabar, eu prometo ir em frente com você. – confesso apertando mais contra mim o que lhe faz arfa.

— Eu vou para onde você for. – fecha os olhos voltando a me beijar com mais fervor.

Quero ama-la aqui e agora, como sempre vou fazer até que meu coração pare de bater, tendo ou não o mundo a nosso favor. Ela realmente conseguiu tocar meu coração em meio aos espinhos, talvez nunca tenha amado alguém assim como ela, o efeito de Felicity sobre mim me torna bom. Talvez seja um dos fatores que me faz ama-la incondicionalmente.

— Amanhã eu quero que saiba que... – solto seus lábios com uma carranca – Haja o que houver eu sempre vou cuidar de você Felicity.

— Só prometa que nunca vai acabar o que está crescendo entre nós dois. – sorri fitando meus olhos com um brilho intenso – O resto não importa.

— Tudo que tenho está aqui. – contorno seu rosto com o indicador – O resto não importa. – devolvo sua última frase com um sorriso torto.

— Eu sei. – sussurra soltando o ar voltando a me beijar com carinho, nossas línguas se acariciam em uma sincronia perfeita. Intenso e sublime começo a vagar seu corpo com as mãos tocando cada parte que antes eu ansiava em ter para mim. A água que antes estava fria começa a aquecer de acordo com nossos movimentos. Ela desliza uma mão sobre minha pele arranhando com as unhas causando um ardor maravilhoso. Solto um gemido rouco aprofundando o beijo abraçando seu pequeno corpo contra o meu. Ela corresponde de maneira intensa raspando nossas intimidades.

— Felicity. – sibilo seu nome em tom grave extremamente ofegante, o controle? Eu perdi no dia em que a conheci. Desço meus lábios para seu pescoço sentindo o gosto da sua pele à medida que deixo mordidas e beijos molhados. Ela geme mordendo o lóbulo da minha orelha o que me deixa mais excitado. Ergue-se um pouco ao sentir o que desejo se espalhando por nós. Seguro firme deslizando por suas paredes apertadas me anestesiando de estar dentro dela. Ela fecha os olhos com força absorvendo a sensação de preenchimento.

— Oliver. – ofega mordendo o lábio com tremor. O meu nome ainda me estremece mais estou acostumado ao ouvi-lo saindo de seus lábios ao longo desses dias. Sinto seu corpo desce e subir sobre mim, com movimentos rápidos deixando a sensação de prazer exalar entre nós dois e nos envolver completamente, o silêncio da escuridão é quebrado por nossos gemidos e o som da água ocasionado por nossos movimentos.

— Continue. – sussurro ao seu ouvido com o êxtase me queimando o quão longe posso ir mais me envolvo por essa mulher – Loirinha. – mordo seu queixo abrindo os olhos para fita-la se perder em mim. Com mais algumas estocadas chegamos ao ápice juntos ela grita meu nome uma última vez abrindo olhos e olhando para mim deixando seu corpo amolecer com seus últimos gemidos. – Você é linda. – afirmo com a respiração ainda falha. Seu peito colado ao meu peito se conectam em batidas disparadas.

— Você me ama? – questiona baixo com olhar profundo com fina insegurança. Sua pergunta mexe comigo, tudo que fiz até agora? Fiz por que a amo ou por que fui obsessivo? – Vejo nos seus olhos o quão me deseja e sei que se não for amor é algo intenso. – suspira um pouco tremula – Fui algum desejo de posse para você?

— Você nunca foi como objeto de posse para mim. – resmungo desconfortável. – Eu não sei... Explicar. – gaguejo pela a primeira vez e ela sorri. – Só sinto que você sempre foi minha.

— Você ainda não está pronto. – solta uma risada beijando meus lábios acariciando meus ombros – Mas sei que você um dia dirá o que sente de verdade por mim. – sinto-me pronto, mas não sei como, as palavras simplesmente não saem da minha boca. – Precisamos voltar, amanhã será um longo dia. – murmura molhando meu rosto com água. Assinto e a solto dentro da água que se desequilibra afundando, ela volta para superfície e tenta me afundar na água irritada. Solto uma risada sarcástica jogando água nela que se irrita, mas volta a sorrir com os mesmos gestos. Tomamos um banho rápido nos vestimos e voltamos para os outros.

(...)

Felicity Smoak Pov:

Não o questionei por curiosidade, mas sim por que preciso saber, se ele deseja algo comigo futuramente, devemos nos abrir e ser sinceros um com outro, agora somos parceiros de verdade, devemos confiar um no outro.

— Al Sah Him isso é sua linha de frente? – questiona Marric incrédulo fazendo um mapa no chão com uma careta.

— Sim. – Oliver dá de ombros, entediado fitando o mapa que mais parece o desenho de uma pizza. – Qual o problema?

— O problema é que esses guerreiros são os mais jovens e inconsequentes da liga. – revira os olhos com sarcasmo. – Precisa pôr os mais experientes para o primeiro ataque.

— Os mais jovens são ágeis. – Tommy argumenta riscando o mapa com a ponta da espada. – Assim temos vantagem Marric. – resmunga com uma cotovelada.

— Sou experiente no campo de guerra e esse é um erro a ser cometido. – afirma se fazendo de ofendido.

— Você era um curandeiro serviu pouco na batalha. – Oliver acena jogando algo na fogueira. – Pare de desenhar, agora parece um elefante dormindo.

— Isso é uma roda gigante? – Tommy gargalha empurrando Marric para o lado. – Você é melhor em curar pessoas acredite.

— Engraçadinho. – rosna impaciente.

— Marric, não se irrite. – sorrio torto me aproximando de ambos.

— Como consegue ouvir esses dois? – bufa virando para o lado.

— Um é meu amigo. – chuto de leve suas costelas para chamar sua atenção apontando para Tommy que reverencia com uma risada. – E o outro é meu príncipe. – me jogo nos braços de Oliver que deixa um beijo em meu pescoço.

— Grande coisa. – resmunga emburrado. Reviro os olhos e solto uma risada.

— Vamos descansar. – acena Tommy caindo para o lado fechando os olhos.

— Vamos. – sussurra Oliver fitando o nada parecendo perdido em pensamentos, queria de alguma forma invadir seus pensamentos só para saber o que ele sente no momento.

— Você está bem? – me aninho a ele sentindo seus braços me aquecerem.

— Sim. – suspira deixando um beijo casto em meus lábios – Durma. – ordena.

— Durma. – ordeno de volta com a voz grossa. Ele fecha meus olhos e me aperta contra si escondendo uma risada. Inalo seu cheiro e deixo meu corpo ser vencido pelo o cansaço e em alguns minutos a escuridão me engole.

(...)

Abro os olhos escutando pisadas largas. Meu corpo balança um pouco então resolvo abrir os olhos para ver o que ocorre. O cansaço me fez apagar literalmente ontem. Ao abrir os olhos quase cego com a claridade, resmungo com um bocejo e foco olhando envolta.

— Bom dia. – sussurro para todos. Oliver me carrega nos braços olhando para frente com uma seriedade um pouco assustadora. Olho para o lado e Marric força um sorriso sem soltar nenhuma palavra, Tommy não mostra diferença, talvez esteja receoso pela a guerra, seus olhos azuis não mostram medo apenas algo que não consigo entender ou talvez descrever no momento. Volto a fitar Oliver, desconfiada. – Por que não vejo os outros? – questiono olhando sobre seus ombros notando que não tem membros da liga nos seguindo. – Para onde estamos indo?

— Para longe. – afirma distante sem me encarar apenas seguindo em frente.

— Desistiu de achar o intruso que invadiu o seu palácio? – sorrio sarcástica. Se matem sério o que volta a me incomodar. – Já pode me soltar. – resmungo tentando descer dos seus braços, mas ele me impede segurando meu corpo com firmeza. – Al Sah Him. – repreendo irritada. Ele continua a andar e quando chega a um ponto me coloca no chão. Vejo Ray logo à frente com Sara ao seu lado, ambos nos aguardam em expectativa. Ray parece inquieto olha para os lados com nervosismo em seus olhos, diferente de Sara que parece calma.

— Ray. – comprimento sem jeito.

— Olá Felicity. – responde com sorriso torto. Ele parece calmo demais para alguém que desejava matar Al Sah Him.

— Felicity. – Oliver chama atrás de mim, giro sobre os calcanhares olhando em seus olhos azuis. – Você vai com Ray e Sara para Star City. – informa o que me faz dar um passo para trás confusa.

— Não. – engulo em seco decifrando o que ele está me dizendo. – Não vou não.

— Vai sim. – afirma sério.

— Não pode me deixar. – corro até ele. – Não depois de tudo que aconteceu entre nós até agora, a Felicity de antes deixaria você sem nenhum remorso, mas a de agora não.

— Esse não é seu lugar, nunca foi. – respira fundo. – Essa guerra não é sua.

— Ela se tornou minha no dia em que voltei para esse maldito lugar. – esbravejo. – Não pode decidir isso por mim.

— Está feito. – me afasta com cuidado e sinto meus braços serem agarrados por Ray em um aperto leve. – Preciso que você fique segura Felicity, ao meu lado você nunca vai estar. Lá fora você vai conseguir seguir sem mim e ser feliz.

— Não. – imploro com os olhos marejados. – Meu lugar sempre foi ao seu lado.

— Eu te amo Felicity. – afirma apertando os lábios com a dor exalando por seus olhos – Eu te amo, minha loirinha, sinto muito. – cobre o rosto com o manto enquanto minhas lagrimas escorrem pelo o rosto, eu quero correr e me jogar em seus braços corresponder ao seu amor e dizer o mesmo.

— Eu também te amo. – grito em protesto por Ray não me largar e me manter longe dele. – Por favor.

— Adeus. – olha uma última vez em meus olhos e se vai seguido com Tommy e Marric ao seu lado.

— Ray. Ray, por favor, me solta. – suplico sacudindo-me em seus braços tentando me soltar, mas ele me impede.

— Sinto muito Felicity. – sussurra me arrastando mesmo sobre meus protestos para o caminho oposto de onde eu gostaria de ir. – Só diga adeus ao seu príncipe sombrio.

Notas finais
DEIXEM SEUS COMENTÁRIOS PLIS !!! AMO VOCÊS E ATÉ A PRÓXIMA !! BEIJOS