The Shadows
2 Capitulo - 1 As sombras esteja com você irmão !
Notas iniciais
I run from hate
I run from prejudice
I run from pessimists
But I run too late
I run my life
Or is it running me
Run from my past
I run too fast
Or too slow it seems
When lies become the truth
That's when I run to you
This world keeps spinning faster
Into a new disaster so I run to you
I run to you baby
And when it all starts coming undone
Baby you're the only one I run to
I run to you
Lady antebellum — I run to you
Felicity Smoak Pov
– Não. Não pode ser – praguejo nervosa pulando da cama rapidamente, corro até o banheiro tomando um banho rápido, volto e visto uma calça jeans com uma blusa rosa com mangas longas, amarro o cabelo em um rabo de cavalo. Pego a mochila do sofá dando passos receosos até a porta a abrindo em curto prazo, só para ter uma visão dele encostado à parede fitando o nada com os braços cruzados sobre o peito. Volto a fechar a porta olhando envolta procurando uma solução, vou até a janela e vejo da sacada outros membros das sombras logo abaixo numa conversa displicente, aperto os lábios frustrada e me vejo sem saída. Volto para o banheiro notando uma janela, subo na pia tendo uma visão mais ampla da cidade, como sou pequena posso passar pela a janela sem muita dificuldade, então sem muito esforço escorrego por sua brecha, puxo o ar tomando coragem e saio pelas beiradas do prédio olhando a rua muito pequena abaixo de mim. Consigo chegar até a escada de incêndio do outro lado e desço por ela rapidamente, olho para trás verificando que não tem ninguém a me seguir, sorrio vitoriosa até esbarra em alguém e quase cair para trás.
– Nossa – resmungo arregalando os olhos ao ver o arqueiro negro parado a minha frente com um sorriso malicioso todo de preto. – Droga – bufo.
– Você até nos ofende com essas fugas mal elaboradas –revira os olhos e segura meu antebraço com um aperto firme. – Vamos logo não temos muito tempo.
– Por acaso você já amou alguém na vida? – questionei seca.
– Não vejo sentido na sua pergunta – desdenhou me arrastando com brutalidade.
– Se eu fosse a mulher que você ama, por exemplo, seria justo me entrega para o príncipe das sombras só para ele satisfazer seus desejos sórdidos? – pergunto nervosa olhando os outros membros se aproximarem de nós.
– Não amo ninguém a não ser eu mesmo – aponta para ele e faz sinal para o outros nos siga. – Você foi prometida a Al Sah Him.
– Você precisa me ajudar eu não quero voltar para aquele lugar – suplico com as lágrimas escorrendo pelo o meu rosto tentando me soltar de suas garras, ele volta a atenção para mim e aperta meu braço com uma força maior, o que me faz soltar um gemido.
– Você não tem escolha – rosna.
– Solte-a Arqueiro – disse Al Sah Him atrás de mim – Agora – sua voz era cortante. Ele me encara uma última vez e solta meu braço.
– Como desejar mestre – disse irônico.
– Comece a andar loirinha – ordena com a voz seca atrás de mim.
– Desgraçados – resmungo baixo começando a andar com passos lentos, ele não passa a minha frente, escuto seus passos receosos atrás de mim e nada mais. Entro em um carro onde Al mistic aguarda sem paciência, o observo ocupar o acento ao meu lado. – E lá vamos nós para o inferno de novo – sussurro triste – Eu prefiro comer todas as folhas de venenos do palácio ou cortar minha garganta com sua adaga a ter que me torna sua, mestre Al Sah Him – rosno apontando o dedo para ele que não muda de expressão fita o nada massageando o maxilar – Idiota! – cruzo os braço e doou as costas para ele.
Chegamos ao aeroporto privado e seguimos rumo ao covil das sombras em Nanda Parbat, cada minuto que se passa dentro do avião faz o medo me dominar, dessa noite não passa. Minha consciência grita em pânico, ele irá executar a celebração de união e me tornar sua esposa não tenho mais como fugir dessa, tive minha chance e não soube como usa-la. Ao chegar à terra firme meu corpo trava, ele perde o resto de sua paciência e me joga sobre os ombros como um homem das cavernas, grito alto socando suas costas mais ele continua a andar em silencio.
– Mestre – grita ofegante um de seus súditos com o uniforme rasgado e sem o manto cobrindo seu rosto, mesmo estando de cabeça para baixo posso ver seu pânico. Al Sah Him gira fazendo o assassino sair do meu campo de visão.
– Sim?! – pergunta seco.
– O palácio foi atacado Al Sah Her e a caçadora estão como prisioneiras, Nyssa sumiu e os outros membros da liga estão quase todos mortos – disse nervoso.
– Quem teria a audácia de invadir? – pergunta com fúria me colocando no chão e ficando a minha frente.
– Ainda não sabemos – suspira – Não se mostrou senhor, apenas seus súditos.
– O que faremos agora? – pergunta o arqueiro negro.
– Revidar – rosna fechando as mãos em punhos.
– Mestre.... – começa o assassino mais é interrompido com uma flecha atravessada no peito o que faz escorrer o líquido vermelho no canto de sua boca, caindo de joelhos e chegando a sua morte. Arregalo os olhos alarmada.
– Estamos sendo atacados – grita Al mistic para todos, Al Sah Him me puxa para trás de uma árvore grande e fica a minha frente em proteção puxando duas adagas de suas botas, o arqueiro negro se esconde também puxando as suas adagas. Respiro fundo com o tremor pelo o corpo, acho que meu sangue está começando a congelar.
– Consegue ver ele? – pergunta Al Sah Him para ambos.
– Sim – sussurra o Arqueiro negro – A oeste de você atrás de uma rocha gigantesca.
– Fique aqui – ordena voltando atenção para mim.
– Você me trouxe até aqui, não pode me deixar sozinha –digo nervosa, ele suspira deixando o maxilar rígido e gira contornando a árvore se perdendo de minha vista. O pânico faz meu corpo estremece e encolher até o chão, o arqueiro negro se aproxima desviando de uma flecha e me ergue do chão.
– Hora de correr princesa – suspira – Acha que consegue?
– Sim – respondo sem muita convicção num tom baixo.
– Ótimo. Agora – disse segurando minha mão e me puxando atrás de si. Começamos uma corrida entre as árvores e grandes pedras, meu coração dispara e a respiração falha fazendo meus pulmões queimarem, olho sobre os ombros, mas não vejo Al Sah Him.
– Não podemos deixa-lo – grito ofegante.
– Ele está bem – o arqueiro assegurou parando para respirar longamente. – Vamos e não olhe para trás. ̶ assinto e começamos uma nova corrida, ao chegar próximo a uma cachoeira imensa, ele para novamente e olha envolta buscando outra rota de fuga. Olho para baixo observando a água cair e se perder de vista. Escuto um zumbido alto e ao girar meu corpo para frente vejo o arqueiro segurar uma flecha a centímetros do meu coração, outra é disparada e ele desvia com uma adaga.
– Lute como homem – grita o arqueiro com fúria cravando a flecha no chão. Como desejado vários mascarados saem de trás das árvores, são muitos, o que me apavora, todos vestidos com um uniforme estilo militar de toucas e luvas cobrindo todo seu corpo. São em média dez homens e para minha defesa só dois. – Se esconda ali – disse me empurrando para trás de uma grande rocha – Fique com isso – ordena me entregando uma adaga afiada. A seguro firme e tento controlar as batidas do meu coração, não estou pronta para morrer ou para ser escrava de qualquer um deles. Olho para o lado e vejo o arqueiro lutar habilidosamente entre eles com apenas uma adaga ao seu lado Al mistic também faz seu trabalho, eles mostram fúria e nenhum remorso em tirar vidas. O arqueiro negro é atingido com uma flecha no ombro o que o deixa de joelhos olhando para um homem alto sem touca de cabelos loiros e olhos esverdeados, ele parece seu o líder deles. Al mistic grita uma última vez e cai no chão morto com a garganta dilacerada. Uma sombra me cobre o que me assusta, aponto a adaga rapidamente para o inimigo a minha frente que sorrir e aponta uma arma para mim.
– A adaga princesa – disse apontando em minha direção. Entrego para ele que guarda na cintura e me puxa com força para ficar em pé.
– Me solta – grito o socando.
– Eles podem ser úteis, levem para o palácio – ordena o líder. Sinto meus pulsos serem amarrados para trás com um aperto firme o que faz arder minha pele, cadê o maldito príncipe das sombras que sumiu, será que morreu? O arqueiro negro também é erguido do chão e sai quase arrastado pelo os fantasmas, codinome horrível eu sei, mais tenho que diferenciar um assassino do outro aqui. Dando dois passos para frente o fantasma que me puxa é atingido com duas flechas no peito fazendo-o cair no chão sem vida. Procuro quem atirou, mas não vejo ninguém, o arqueiro negro acerta outro fantasma com uma cotovelada e o derruba no chão, tomando sua adaga e cravando em seu peito. Ele gira e joga a adaga em minha direção que passa a milímetros do meu rosto acertando outro fantasma que já corria até mim. Vejo Al Sah Him com arco e flechas saindo das sombras, seus olhos queimam em fúria, ele atira todas as flechas no líder que vai ao chão como uma folha sem vida.
– São muitos – rosna ofegante – E estão chegando rápido demais – suspira erguendo o arqueiro negro do chão – Temos que nos esconder por hora.
– E para onde vamos? – pergunto nervosa.
– Eu estou bem – disse o arqueiro negro ofegante com um aceno se soltando do apoio de Al Sah Him – Eu vou para o sul das montanhas encontrar com o sábio e os outros membros das sombras.
– Não podemos nos separar estamos em desvantagem – esbravejo.
– Ele tem razão. – disse Al Sah Him lhe entregando algumas armas – Nos encontraremos em breve na aldeia próxima ao palácio – suspira – Ao meu sinal.
– Certo – assente o arqueiro negro com gemidos e estancando o sangue que escorre pelo o ombro – Que as sombras estejam com você irmão. – sussurra indo em direção ao caminho entre as arvores.
– Deixo com você irmão – disse baixo voltando sua atenção para mim – Você vem comigo – resmunga me puxando pelo pulso e cortando a corda que me amarrava.
– Claro que vou, no momento você é minha única opção – digo irritada. Ele me puxa pelo o braço e para a frente da cachoeira.
– Vamos pular – disse sério.
– Você é maluco? – pergunto incrédula – Notou que tem pedras na água e que uma queda dessa altura pode nos matar?
– Nossa única opção e um jeito de encobrir os rastros – bufa me olhando nos olhos – Confie em mim eu já entrei no rio.
– Jura? – pergunto irônica. Escuto gritos se aproximando atrás de nós e flechas sendo atiradas em nossa direção, ele desvia de algumas, mas sinto minha pele ser perfurada por uma na perna.
– Vamos – disse segurando minha mão e correndo em direção ao precipício.
– Al Sah Him – grito alto com nossos corpos caindo em queda livre para uma morte fatal.
[.....]
Al Sah Him pov:
Abro os olhos e cuspo toda a água que posso para fora, sinto meus músculos pesados e rígidos, me levanto com dificuldade, respirando profundamente procurando por machucados mais não encontro nada. Olho envolta alarmado não a encontrando.
– Loirinha – chamo alto desviando das plantas na beirada do rio – Loirinha? – grito o mais alto que posso, mas não escuto nenhuma resposta – Maldição! – rosno olhando para o rio.
– Al Sah Him – chama erguendo a mão no ar metros à frente com parte do corpo ainda dentro da água. Corro até ela rapidamente, examinando seu corpo, vejo ela sangrar na perna esquerda.
– Você vai ficar bem – murmuro preocupado estancando o sangue que escorre para o rio, rasgo minha camisa e faço um torniquete no ferimento, ela balança a cabeça confusa, mas não responde. A seguro em meus braços com seus gemidos de dor, seu corpo trêmulo se enrosca em mim com a respiração falhando.
– Eu não quero morrer – sussurra com a voz fraca deixando o corpo amolecer.
– Você não vai – respondo firme procurando um local seguro envolta do rio – Eu prometo.
O sol já está se pondo o que irá dificultar muito as coisas para nós dois principalmente com ela ferida.
– Eu acredito – suspira desmaiando em meus braços.
– Não – chamo alarmado – acorda Felicity.
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