Notas iniciais
Estavam ansiosos para saberem o que vai acontecer? Então... Boa leitura!

Pensei que demoraria um pouco para isso acontecer novamente, ou melhor, pensei que demoraria muito tempo, já que Georgia havia nos dito que o anúncio do cancelamento das casta iria amenizar os ataques. Estava tudo tão confuso, e o que restava era ir para o esconderijo antes que algo de ruim acontecesse. Não bastava Celeste, rainha Amberly e rei Clarkson serem mortos no último ataque, queriam mais vítimas?

Tínhamos três esconderijos: um para a rainha e o rei, outro para as princesas em época de seleção e o último, das criadas. Mas Maxon e eu decidimos que todos iriam ficar juntos, em um só esconderijo. Percorremos o longo corredor que dava até a porta branca. Quando todos entraram, o soldado Avery disse para nós não sairmos de lá até que ele voltasse. Ele fechou a porta e ficamos lá, apreensivos. Sempre que eu ficava no esconderijo, tinha medo de algum rebelde encontrar o local e matar todos. Aquelas portas não tinham tranca, o que era absurdamente ridículo. Do que adianta ir para lá? Qualquer pessoa que encontrasse aquele lugar, sendo rebelde ou não, poderia entrar sem ao menos bater na porta. Iria providenciar trancas assim que tudo acabasse. E se acabasse bem.

Mamãe, May e Gerad nunca tinham passado por essa situação antes. Previ que estarião nervosos e com muito medo, assim que fiquei pela primeira, e em todas as outras vezes. Bem, não tem como ficar calmo nessas situações.

Outro tiro foi disparado. Meu coração pulsou.

''Aspen, você está armado?'' Maxon perguntou.

''Sim, estou.'' Aspen colocou a mão perto da cintura onde a arma estava para se certificar.

Puxei Maxon para o canto do cômodo e sussurrei:

''Já fiquei por aqui várias vezes e nunca ouvi nem sequer um tiro de lá de cima. Você acha que eles estão por perto? Por isso perguntou para Aspen se ele estava...'' outro tiro. ''... armado?'' Maxon pôs as mãos em meus ombros.

''America...'' ele me deu um beijo. ''Fique tranquila!'' disse em seguida.

...

Depois de quase meia hora, batem na porta três vezes. Todos estavam conversando, calmos por ter passado tanto tempo. Mas ficaram em silêncio assim que alguém bateu na porta.

''Aqui é o soldado Avery.'' anunciou. ''Estou entrando.'' os soldados costumavam avisar antes de entrar para ninguém entrar em pânico. ''Está tudo bem agora, já podem voltar. E vossa Alteza, um dos rebeldes mirou a arma para mim, provavelmente para me assustar, já que a minha arma acidentalmente caiu no chão, pediu que eu lhe entregasse esse bilhete.'' ele entregou o bilhete para Maxon que agradeceu, e pediu que da próxima vez, tomasse mais cuidado. ''Pode deixar, Majestade.''

Maxon leu o bilhete. Releu. E releu novamente, desta vez com uma cara de Quem você pensa que é? Ele olhou para mim, e depois voltou os olhos para o bilhete. Queria que ele me mostrasse logo o recadinho do rebelde, pois estava muito curiosa.

Me aproximei de Maxon, esperando que ele me contasse o que estava acontecendo. Ele me olhou novamente, e voltou os olhos para o bilhete. De novo.

''Pare com isso!'' pedi.

''O que foi?'' perguntou.

''Olhar para mim e depois para o bilhete. Me conte logo!'' cruzei os braços.

''Antes, quero dizer que você fica muito sexy quando está brava.'' ele só podia estar de brincadeira. Gritei seu nome e ele continuou. ''Tudo bem, tudo bem... Mas precisamos ir para o escritório.''

Todos voltaram para a parte de cima do palácio. Enquanto eu e Maxon seguíamos para o seu escritório. Aspen vinha logo atrás de nós, provavelmente querendo saber o que estava se passando também.

Chegamos a porta do escritório, Maxon pegou sua chave dentro do bolso do paletó, destrancou a porta e pediu que eu entrasse. Aspen tentou entrar, mas Maxon o barrou.

''Desculpe, Aspen, mas é melhor você ficar sabendo depois.''

''Maxon, seja lá o que for, eu posso ajudar. Confie em mim.'' Aspen sempre quer ajudar, então Maxon o deixou entrar.

''Tudo bem... Sentem-se.'' pediu, e logo depois se sentou também. ''Bom, parece que demos a mão para os rebeldes, e agora, eles querem o braço inteiro.'' eu e Aspen nos entreolhamos. ''Eles assistiram o Jornal Oficial e ficaram felizes com a nossa decisão. Porém, eles querem mais.''

''O que eles querem dessa vez?'' Aspen perguntou.

''Além do cancelamento de castas, eles querem que soltem os prisioneiros que roubavam comida, roupas e essas coisas. Não podemos fazer isso.''

''Mas por que não?'' Aspen perguntou novamente.

''Bem, eles podem fazer coisas piores quando estiverem livres.'' Maxon olhou para mim. ''O que acha, Meri?''

''Não sei'' eu realmente não sabia.

''Essas pessoas apenas roubavam esse tipo de coisa pois passavam necessidade. Naquela época, ainda havia o sistema de castas.'' Aspen explicou sua posição. ''America, você concorda?''

''Estou dividida. Concordo com Aspen, mas alguns prisioneiros roubavam por pura vontade. Podem fazer coisas piores se forem soltos como Maxon disse. Aposto que a maioria não vai querer saber de trabalhar se forem libertados, e vão continuar roubando e tumultuando.'' dei minha opinião.

''Já que America está dividida, eu dou o veredito. Não iremos dar o que eles querem. Desculpe, Aspen.''

''Por mim, tudo bem. Mas deixe-me ver o bilhete.'' ele pegou o bilhete em cima da mesa de Maxon e leu o final. ''Se não fizerem isso, continuaremos com os ataques. E cada vez piores.''

''Vamos pensar em algo em breve.'' tentei ajudar.

Maxon ficou extremamente irritado com o que estava acontecendo. Ele não queria minha ajuda, mas também não encontrava soluções. Ele e Aspen permaneceram no escritório conversando sobre o assunto, enquanto eu subi para o quarto e pedi para Lucy preparar um banho para mim.

Deixei Lucy fazer seu trabalho, e fui até o quarto de minha mãe ver como ela estava depois do ocorrido. Torci para que ela já estivesse dormindo, assim ela poderia esquecer de tudo. Mas para meu azar, ela ainda estava acordada.

''Mamãe, estou interrompendo?''

''America, entre!'' ela sorriu ao me ver. ''Deite-se aqui comigo um pouco.''

''Você está bem?'' dei um beijo em sua testa.

''Agora estou melhor. Mas não sei como você aguentou a pressão por tanto tempo. É mesmo uma menina guerreira.'' eu ri.

Ficamos em silêncio por alguns minutos. Minha mãe costumava não parar de falar, e quando fui ver se ela ainda estava acordada, ela já tinha ido dormir. Desci da cama com cuidado, ajeitei seu travesseiro e escorei sua cabeça ali. Por fim, terminei-a de cobrir por completo. Dei outro beijo em sua testa e sai.

Voltei para o meu quarto, agradecendo aos céus por minha mãe não estar surtando. Quando cheguei, meu banho já estava pronto.

''Obrigada, Lucy.'' agradeci.

''É um prazer servi-la, Meri.'' ela sorriu. ''Por acaso você sabe onde está Aspen?''

''Ah sim, ele está com Maxon no escritório. Pelo menos eu acho que eles ainda estão lá. Espero que daqui em diante eles se tornem amigos.''

''Seria muito bom, Meri. Ah, seu banho lhe espera.'' assenti e entrei no banheiro. Lucy tinha caprichado, havia até pétalas de rosas dentro da banheira. Não era a favor de toda aquela luxuria, mas fiquei tanto tempo no palácio que acabei me acostumando. E ainda bem, pois passaria o resto da minha vida aqui.

Depois do banho, fui para a cama dormir. Eu ia esperar Maxon, mas eu estava exausta e parecia que ele iria demorar. Então me deitei e adormeci rapidamente. Eu estava mesmo muito cansada.

...

Meus olhos não estavam completamente fechados e um vulto se mexia perto do meu rosto. Acordei e vi que era Maxon me dando vários beijos continuamente. Pendurei meus braços sobre seu pescoço, sorri e o beijei. Finalizamos com cinco selinhos.

''Bom dia!'' ele deu aquele sorriso que meu coração mais amava, pois começava a saltar.

''Como você está?'' perguntei.

Me referia sobre trabalho, o bilhete do rebelde, se ele tinha encontrado alguma solução... Não queria perturba-lo com isso, mas eu estava nervosa quanto aquilo. Se não fizéssemos o que estavam pedindo, eles iriam atacar. E de acordo com eles, cada vez mais piores, e logo pensei em morte.

''Bem... Mas não quero falar sobre o que você quer falar.'' ele me conhecia. ''Só queria dizer que eu te amo, que você é a mulher mais incrível que já conheci e que quero mesmo passar o resto da minha vida ao seu lado.'' deitei sobre as coxas de Maxon, ele estava com as pernas esticadas e estava escorado na cabeceira da cama.

''Eu também te amo, Maxon. A prova do nosso amor foram todos esses obstáculos que tentaram nos separar, mas conseguimos permanecer juntos. Só de pensar que algo desse errado e eu não estivesse aqui com você agora, os pelos dos meus braços se arrepiam todinhos.'' nós dois rimos.

''Prometa que se houver outro ataque rebelde, independente se você estiver sozinha ou não, você vai correr para o esconderijo junto de um soldado sem querer ajudar ninguém. Prometa.''

''Maxon, eu...'' ele pediu por favor mais uma vez, então cedi. ''Tudo bem, eu prometo.''

Levantei das coxas de Maxon e me escorei na cabeceira da cama ao seu lado. Começamos nos beijar de novo. Era estranho porque o beijo ficava cada vez mais forte, parecia que estávamos brigando com as bocas. Ele me deitou na cama e começou a tirar minha roupa, assim como fizemos depois da comemoração do nosso casamento.

Maxon estava prestes a tirar meu sutiã, íamos com certeza ter outra noite quente, mas ao baterem na porta, nós paramos de nos beijar e eu segurei meu sutiã para que ele não caísse.

''Droga!'' murmurou.

Notas finais
Comentem, favoritem, acompanhem e recomendem se tiverem gostado, assim, ficarei cada vez mais motivada a escrever os próximos capítulos. :)