The Secret Behind Your Eyes
9 O sumiço. Agora sim a coisa tá preta...
Notas iniciais
Esse cap eu vou dedicar a Bell-chan e flavia-chan, que recomendaram minha fic.
Eu queria ter postado de tarde, mas como eu demorei uma hora pra digitar já que as minhas unhas estão gigantes eu só estou postando agora. Gomen.
Enfim, eu sei que prometi a aparição do reptil sinistro para esse cap, mas eu acho que ficaria mais interessante no próx. vocês vão entender por que.
Espero que gostem! Boa leitura.
ESSE CAP COMEÇA NA POV DO KANDA
Hoje eu ia matar a minha vontade de matar. Fora de brincadeira, tinha akuma saindo até pelo ralo naquela bagaça. Finalmente um desafio a minha altura.
– NINGENTOU!!!!
Quando eu estava prestes a saltar no meio daqueles monstros...
– CROW BELT
...O miserável do moyashi me imobiliza com aquele troço branco.
– Tá querendo se matar??? – Ele gritou pra mim.
– Que se dane! – Eu num ia morrer mesmo... — Me solta imbecil.
– SERÁ QUE VOCÊ NÃO OUVIU NADA DO QUE EU FALEI?!!
Na verdade, sim.
– Não, tava pensando em te socar o tempo todo.
Respondi seco. O quê? Acharam mesmo que eu ia admitir que levei a sério o papinho meloso do moyashi?
– BaKanda Bastardo!
– Ah! Cala a boca e me larga porra de moyashi imbecil!
Ele me soltou relutante e me puxou pelo braço pra me encarar olho no olho.
– Kanda, você não pensa não??
– A vida é curta demais pra ser perdida pensando.
Com essa resposta ele soltou meu braço e assumiu uma pose séria.
– Então eu deveria dizer que...
– ESTÃO NOS CERCANDO!
O usagi interrompeu gritando que nem um possuído. Eu avaliei a situação e... A coisa estava fudidamente fudida.
– Vamos nos separar – Concluí.
– Pirou, baKanda?! – O moyashi gritou puto.
– Eu tenho mais experiência em batalha do que vocês dois juntos. Então cale a boca.
– Ora seu bastar... – O moyashi já estava ficando vermelho de raiva.
– Allen, o Yu tá certo. Se ficarmos juntos, eles vão mirar todos num lugar só e seremos aniquilados.
Olha só, quem diria que o usagi tem cérebro...
– Exato.
O moyashi ainda me olhava atravessado.
– Esse idiota não explica as coisas...
– Quieto, moyashi.
Me virei para o norte, o usagi para o oeste e o moyashi para o leste.
– Vamos nos encontrar na árvore onde o moyashi ficou preso – Anunciei.
– É A-L-L-E-N!
– Ah... Onde vocês se pegaram... – O tarado falou pensativo.
– SE FERRA USAGI! – Eu e o moyashi gritamos ao mesmo tempo, e o coelho em questão apenas riu.
Então já que todos concordaram, cada um do seu jeito torto, mas concordaram, o ponto de encontro estava decidido; assim o usagi foi o primeiro a se jogar na luta.
Eu estava com um péssimo pressentimento em relação ao moyashi. Não só porque ele podia ver as almas dos akumas, mas sim por sua mania de humanizar monstros.
Puxei seu corpo trêmulo e aproximei minha boca do seu ouvido.
– Pare de se martirizar. Não se preocupe com quem não merece nem ao menos o seu perdão.
– Kanda... – Ele sussurrou meu nome encostando sua cabeça no meu ombro, me fazendo ter menos vontade ainda de terminar a frase.
– Isso inclui a mim. – Concluí.
– Kanda eu...
Antes que ele terminasse de falar eu saltei para a batalha. Moyashi... Se você morrer... EU JURO QUE TE MATO!
–------------------------------ POV do Lavi -----------------------------------
Nesse momento eu não conseguia fazer nada a não ser gemer. E olha que eu nem tava comendo ninguém, nem de ressaca depois de ter puxado umas; eu tava era quebrado de matar akuma até limpar a paisagem. E olha que ainda tinha fugido um bocado.
Abro um pouco o olho e vejo que alguém estava me carregando o resto do caminho até a árvore, já que eu tinha desmaiado na metade dele, e pelo peito sarado não podia ser outra pessoa.
– Yuuuuu......
Ele apenas bufou.
– Quantas vezes tenho que dizer pra não me chamar mais assim?
Tentei fazer um biquinho irresistível, mas meu maxilar tava doendo.
– Antes você deixava...
– Quieto.
Ele me colocou sentado apoiando as minhas costas na árvore e se sentou ao meu lado com a mão no peito. Aquela tatuagem negra dele parecia maior.
– Yu... Você tá bem?
Ele se endireitou e virou a cara cruzando os braços.
– É óbvio que sim – Ele me respondeu emburrado.
– Yuuuu... Já disse que você não sabe mentir?
Falei cutucando o ombro dele
– Me erra! – Ele afastou minha mão com um tapa meu pulso estralar.
– Ai!
– Machucou?
Ele perguntou tentando ser indiferente, mas era idêntico demais a primeira vez pra ser ignorado.
– Não, vaso ruim não quebra – Sorri segurando meu braço e dando a mesma resposta que eu lhe dei a mesma pergunta naquela ocasião. – Yu, eu...
– Não me venha com mais desculpas sobre aquilo– Ele falou irritado, mas eu sabia que era apenas mágoa.
– Você nunca vai me perdoar, não é?
– Eu te odeio.
Era duro ouvir aquilo de alguém importante pra mim, e mais ainda quando eu sabia que merecia. Apenas sorri amargamente mirando o céu de maneira nostálgica.
– Ei, Yu. Lembra de quando a gente se conheceu?
– Quando eu fiz a imbecilidade de confiar em você? Mas é claro...
–------------------ flashback on–-----------------------------------------------
Eu só tinha 13 anos, mas como aprendiz de bookman eu tinha muito trabalho a fazer. E isso era um saco. Eu sempre dizia ao panda que não ia na biblioteca durante a manhã por que era muito barulhento, mas a verdade era que por mais que eu adorasse a idéia de um dia me tornar um bookman, eu sempre fui um vagabundo nato. E como a manhã era o melhor horário pra sair por ai e ficar espiando as enfermeiras gostosas... Eu sempre deixava para ir a biblioteca a noite.
Mas eu não era o único noturno dali, toda vez que eu voltava para o meu dormitório pelo corredor externo, eu passava por um certo espadachim, que aparentava ter a minha idade, e sempre estava treinando por ali naquela hora.
Kanda Yu, não era de hoje que o velhote me mandava ficar de olho nele, mas não era como se ele precisasse mandar, eu simplesmente... Ficava. Assim como eu sabia que ele também reparava em mim.
Em uma noite, depois de ter recebido um trabalho particularmente difícil daquele panda velho, eu estava só o bagaço. Não que eu não fosse capaz de executá-lo, era apenas algo que eu nunca pensei que fosse preciso fazer, e também que eu sabia que eu não iria me orgulhar.
Eu fazia meu caminho habitual da meia noite, só que dessa vez do dormitório para a biblioteca, e percebi que estava faltando alguém na paisagem. Put’s, cadê o Yu? Até onde eu sabia, ele não estava em missão hoje.
Não sei o que me deu na cabeça naquele momento, mas me desviei do meu caminho e entrei no bosque onde ele treinava a sua procura. Quando eu já estava começando a pensar que tinha realmente enlouquecido, eu ouço uma respiração pesada vindo de algum lugar próximo.
A medida que meus olhos se acostumavam com a escuridão, eu visualizava uma silhueta escura encolhida no chão próximo a uma árvore. Me aproximei e percebi que pelo jeito que seu corpo tremia e como ele segurava sua cabeça, desgrenhando seus longos cabelos que estavam soltos, ele deveria estar sentindo uma forte dor.
– Ei, você está b.. — No momento em que eu toquei seu ombro fui empurrado, com uma força monstruosa, batendo com o lado direito contra uma árvore — Ai!
Ele levantou a cabeça dos joelhos assustado como se tivesse acabado de se dar conta do que fez.
– M-machucou...? – ele perguntou receoso.
Eu nunca tinha ouvido sua voz antes, ela era... Não sei dizer, mas agradava meus ouvidos e combinava com o resto do conjunto, mesmo soando um pouco mórbida.
– Não – me levantei massageando o braço. Não quebrou, mas passou perto. Ele ainda observava meus movimentos como se avaliasse se eu estava realmente bem. – Relaxa, vaso ruim não quebra.
Ele ficou me olhando com cara de paisagem, e como a criatura não iria se pronunciar eu fui até ele e lhe ofereci a mão.
– Me chamo Lavi.
– Rabi... Rabbit? Hm, nunca conheci ninguém que se chamasse coelho. – Ele conseguiu acanhalhar a pronúncia do meu nome. Não tinha como não rir.
– É La-vi. – Repeti pausadamente e ele fechou a cara fazendo uma carinha fofa. – Vem, pega minha mão. Não vou morder. – Ainda... hehehe...
Ele se levantou recusando minha ajuda e apertou minha mão.
– Kanda. – Ele respondeu sério. Que bonitinho... Isso com cauda de chocolate deve ficar incrível...
– Prazer... Yu. – Eu tentei não ser pervertido, mas...
Assim que ouviu seu primeiro nome, ele tirou sua mão da minha como se tivesse levado um choque e se virou de costas cruzando os braços.
– É KANDA PORRA!
Preciso dizer que meu queixo caiu?
–---------------------- flashback off –------------------------------------
– USAGI ACORDA!!!! – Abri o olho e vi um Yu me chacoalhando de-ses-pe-ra-do da vida.
– O que foi? – Perguntei mais pra lá do que pra cá.
– Já anoiteceu!!
– E o que é que tem... Quer transar a luz da lua? – Ah, eu juro que se fosse isso eu podia morrer agora que eu ia feliz.
Mas ao invés de um “só se for agora”, o Yu me respondeu com um tapa na cara.
– O moyashi ainda não apareceu. – O Yu ficava tão engraçado com aquela cara de quem acabou de acordar... O QUÊ??? Dei um pulo.
– Puta que pariu! Ele deve ter se perdido!
– Impossível, eu escolhi esse lugar justamente por ser visível de qualquer ponto da cidade – Ele explicou. Ui, pasmei.
– Nossa Yu, que Love.
– Morra usagi. – Ele sacou a mugen e começou a andar
– Ei, onde pensa que vai?
– Onde você acha?
Como eu sabia que aquilo ia dar merda, eu me agarrei na coxa do Yu, fazendo ele cair de cara na neve.
– Não vai não!
– Tá maluco?!
– Se o Allen realmente foi pego, você só vai pirar a situação dele indo puto desse jeito, é isso que você quer?
Ele nem me ouviu.
–Eu mato aqueles filhos da puta! Eu mato até a porra do capeta se for preciso!
Antes que ele se levantasse, eu montei nas suas costas tentando imobiliza-lo. Ai meu Deus... Como se não bastasse ter aquele monumento embaixo de mim, a criatura ainda ficava se debatendo no meio das minhas pernas... COMO É QUE ALGUEM CONSEGUE SE CONCENTRAR EM SALVAR O ALLEN ASSIM? UN?
– Tá querendo matar o Allen também? Eu acho lindo o amor de vocês, mas você tem que ser mais racional.
– COMO É? Fumou erva estragada de novo usagi? Que porra é essa? Eu ODEIO aquele moyashi!
Eu apenas aproximei minha boca do seu ouvido e sussurrei:
– Então, por que é que você tá assim, heim Yu?
Por um momento eu senti ele gelar embaixo de mim.
– Fui eu que dei a idéia da gente se separar e...
Eu afastei um pouco seu cabelo, me inclinando mais nas suas costas e mordisquei sua orelha.
– Você realmente não sabe mentir, Yu.
–------------------------------ POV do Allen -----------------------------------
Eu não queria fazer isso. Não que eu não quisesse lutar, longe disso, mas eu tinha uma péssima impressão sobre o que aconteceria às almas daqueles akumas quando os destruísse.
Algumas das almas me encaravam de maneira assustadora. Elas não pareciam estar simplesmente seguindo ordens, e muito menos sendo forçadas a algo. Elas queriam sangue de livre e espontânea vontade.
Aquelas almas não iriam para o céu...
Senti meu corpo tremer com o frio desse pensamento, mas antes que esse frio se espalhasse eu senti um braço quente me puxando pela cintura, mas sem encostar seu corpo no meu.
– Pare de se martirizar – Ele sussurrou no meu ouvido, perto o suficiente para minha pele sentir sua respiração e seus cabelos caírem sobre meus ombros – Não se preocupe com quem não merece nem ao menos o seu perdão.
Eu apoiei minha cabeça no seu ombro. Será que se eu pedisse um pouco da sua força emprestado ele aceitaria? É, eu sei. Idéia maluca.
– Kanda...
Senti seus músculos ficarem tensos e sua respiração parar.
– E isso inclui a mim.
Ele sussurrou mais pra si mesmo do que pra mim e se afastou.
– Kanda eu... – Antes que eu terminasse, ele saltou para a luta. Tch, baKanda... Não importa o que eu diga ou faça... – Eu lutarei por você esta noite.
–---------------- EXTRA: POV do Allen ---------------------------------
A batalha não parecia tão dura quando pensava naqueles que quero proteger. Sempre que o ânimo me faltava, eu via alguns insetos infernais pelo céu ou uma cobra de fogo pelo ar e me lembrava da razão de estar ali. Não apenas para salvar humanos e akumas, mas também para lutar por aqueles que amo.
Por um momento, quando o número de akumas começou a diminuir, eu cheguei a pensar que finalmente ficaria tudo bem , mas como alegria de pobre dura pouco... Mal tive tempo de ser otimista e senti uma trilha de agulhas perfurando minha coluna...
– Mas o que...
Antes que eu terminasse a frase, meu corpo começou a ficar mole... A minha visão escura... E eu não me lembro de mais nada.
Notas finais
Rolou POV de todo mundo nesse cap, coisa que vai se repetir no prox.
Agora a coisa vai começar a pegar fogo, já que como eu disse em algumas respostas aos reviews, o Kanda fica LOUCO quando alguem ousa pôr a mão no seu moyashi. Então aguarda que o bicho vai pegar.
Espero que tenham gostado e que não se decepcionem por a fic está parecendo mais séria, ela vai CONTINUAR sendo de COMÉDIA, mas como a propósta inicial dela era uma darkfic beeemm hard, vai rolar uns momentos dramáticos/tensos.
O prox cap sai SÁBADO OU DOMINGO, vai depender dos reviews, já que me baseio neles pra dividir os caps.
Bem, eu sei que já está ficando batido falar isso todo fim de cap. mas se gostaram, odiaram, tem sugestões ou querem apenas jogar macumba na autora: DEIXEM REVIEWS. Eles são fundamentais pra saber se eu mudo alguma coisa na história ou deixo como está. E se realmente gostaram: RECOMENDEM.
Até o prox cap. KISSSS
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