The Secret Behind Your Eyes
41 Eu e você apenas.
Notas iniciais
Quanto a esse cap... Olha eu nem sei o que dizer dele, mas acho que é a melhor reconciliação deles até agora.
Se é que você me entendem...
Agradecimentos a Maurício-kun por ter revisado o cap.
Minha consciência ainda permanecia meio nublada enquanto a percepção das coisas ao meu redor voltava vagarosamente . Senti primeiramente algo quente e familiar encostado na lateral do meu corpo segurando umas das minhas mãos.
Sinto que eu vou escutar, e muito, quando eu acordar.
Droga.
Acariciei levemente sua bochecha com a mão que ele mantinha próxima ao rosto, fazendo o pirralho dar um pulo.
– K-Kanda...?- Sua voz soou fraca e preocupada, quebrando na metade.
Aposto que andou chorando.
Merda.
– Tch, e quem mais seria? Papai Noel? – Respondi abrindo um pouco os olhos a tempo de ver o pequeno pulando em cima de mim.
– BaKanda... – Murmurou enfiando o rosto no meu pescoço. – Eu pensei que você fosse morrer... – Continuou com aquela vozinha de quem vai começar a chorar.
Eu? Morrer? Olhas as idéias da criatura...
– Oe, não sou tão fraco assim. – Tentei, mas ele continuava com cara de choro. – E se eu morresse o diabo me mandava de volta. – Continua com cara de choro, o que eu faço?! – Nem foi tão ruim assim... – Continuei, sem resultado.
É serio, eu realmente queria saber como consolar uma pessoa. Acho que quando me criaram esqueceram de adicionar essa função.
– M-Mas eu ouvi s-seu coração... – Tentou falar, mas eu o interrompi.
– Eu estou vivo, não tô? Esqueça o resto. – Falei me sentando com um certo esforço e aninhando-o no meu colo como se fosse um filhotinho de cachorro.
– Você é definitivamente a pessoa mais louca que eu conheço. – Comentou com um risinho, esfregando os olhos marejados com as costas da mão.
– Vou tentar não encarar isso como uma ofensa. – Respondi lembrando da quantidade de maníacos completamente insanos que o pirralho conhecia.
Eu sou tão sem juízo assim?
... Não. Têm piores.
Acho.
– É só que... Primeiro tenta me matar, e depois quase se mata por minha causa. Você não faz nenhum sentido, sabia? – Explicou parecendo confuso.
É o pior é que dessa vez eu tinha que admitir que ele tinha razão. Se eu fosse ele também não estaria me entendendo.
Mas como porra eu iria explicar essa coisa toda?
“ Ah Moyashi, eu vi você sendo comido pelo Cross, mas na verdade você não era você, e o puto maior não era o puto maior, por que na verdade...”
Não.
“Moyashi, acontece que eu peguei o Usagi por engano. Ah, eu nem sei por que eu tive justamente a idéia de pegar o Usagi, mas é que eu pensei que você e o puto maior estava se comendo, só que...”
Não, nem fodendo.
– Kanda, você tá com uma cara... Parece até que seu último neurônio pediu pra sair.
O Moyashi falou alguma coisa que eu não escutei, mas também não dei importância.
Minha mente tava virada de ponta a cabeça desde que eu conheci aquela coisa branca, e parecia que a cada dia fica pior.
Eu estava enlouquecendo gradativamente... E ainda estava gostando disso.
– Oe Moyashi, sobre aquilo... Eu... – Tentei começar a explicar o que tinha sido toda aquela confusão, mas ele me interrompeu pondo o indicador sobre meus lábios.
– Não podemos esquecer isso pelo menos enquanto estamos aqui? – Sugeriu com aquele clássico “sorriso derretedor” que superava até a carinha de cão sem dono.
Pela primeira (e espero que única) vez na minha vida eu sentia uma necessidade incontrolável de me desculpar. Eu havia falhado horrivelmente, eu havia prometido nunca machucá-lo. Havia prometido a ele a mim mesmo. E estava falhando mais uma vez. Mesmo que essa necessidade me corroesse, as palavras não se formavam na minha boca, e mesmo que se formassem, o mínimo que eu poderia fazer era respeitar a sua decisão de não tocar no assunto.
Eu entendia o porquê de tê-la tomado.
Era como dar um tempo a si mesmo, um tempo para curar as próprias feridas para então voltar à batalha.
Mesmo já tendo começado a me habituar com sua personalidade (por mais irritante que fosse), algo em mim me enlouquecia para que eu o chacoalhasse e o mandasse resolver essa droga logo de uma vez. Mas acontece que simplesmente não era o momento.
Nossa, nem sabia que meu bom senso ainda existia.
– Onde é exatamente “aqui”? – Mudei de assunto, olhando em volta sem reconhecer minimamente o local.
– É bem no coração da floresta, em uma capela abandonada que eu achei no meio de umas ruínas. – Explicou enquanto eu dava uma olhada nos vitrais e nos lustres intactos, ao contrário de algumas outras partes como o altar, que nada mais era que uma pilha de pedras.
– Me arrastou até aqui? – Indaguei verdadeiramente surpreso com o quão isolado aquele lugar parecia ser.
– Não, foi o Timcamppy que te carregou. – Retrucou sarcástico.
Ah, é assim?
– Considerando a sua altura milimétrica, bem que poderia ter sido. – Devolvi sentindo um olhar furioso na minha direção.
– Por que, não importa como, a gente sempre termina brigando? – Murmurou frustrado.
– Por que é assim que nos somos. É da nossa natureza. – Respondi o óbvio e ele ficou me olhando com cara de quem não entendeu. Moyashi tapado. – O mundo não seria mundo se eu não tivesse vontade de partir seus ossos de vez em quando. – Expliquei vendo uma insinuação de sorriso aparecer e sumir tão rápido do seu rosto do que eu fiquei em dúvida se foi real.
– É da nossa natureza também sempre machucar um ao outro? – Sussurrou com um tom amargurado, passando os dedos suavemente pelo meu ombro onde sua inocência tinha atravessado.
– Você está misturando as coisas. – Argumentei erguendo seu rosto para sondar seus olhos, mas ele desviou o olhar.
– Mas da ultima vez... Ah, esquece. — Fugiu do assunto. Ah como isso me dava raiva...
– Da última vez foi diferente. Acontece que... – Tentei insistir, mas ele me calou com breve tocar de lábios, me deixando sem entender nada.
– Yuu, da última vez eu te vi abdicar do próprio orgulho, que não é nada pequeno diga-se de passagem, e depois quase morrer por minha causa. Não acho que tenha mais nada de importante que eu tenha que saber de imediato. – Falou em um tom decidido.
– Mas e... – Eu bem que ia falar, mas ele voltou a me calar da mesma forma.
– Não quero perder meu tempo discutindo quando nos temos tão poucos momentos assim, só eu e você. Como exorcistas, nos podemos morrer a qualquer momento e eu não quero levar para o túmulo o arrependimento de não ter dito e feito tudo o que eu queria da última vez em que estive com você.
– Eu também não.
Por que as coisas nunca podiam ser simples e fáceis quando tinham o Moyashi no meio?
Desde a primeira vez que eu vi aquela coisa branca, algo dentro de mim formigava e a minha intuição praticamente berrava para ficar longe dele. No início foi bem fácil, já que o moleque é uma praga, mas depois as coisas começaram a ficar confusas na minha cabeça, eu tentava convencer a mim mesmo de que não tinha problema me aproximar um pouco mais, de que talvez pudéssemos ser apenas amigos (nem acredito que já pensei nessa merda) e quando dei por mim até mesmo aquela pessoa estava em segundo plano.
Quando o pirralho se tornou tão indispensável assim?
Se ela estivesse aqui provavelmente ficaria feliz por mim, e depois me lembraria que isso era um erro. Meu passado inteiro gritava que estar com o Moyashi era um erro e que a única pessoa na minha vida deveria ser ela. Mas...
Eu queria persistir nesse erro de qualquer forma.
Fechei os olhos respirando fundo, me isolando de todos os sons ao meu redor, me concentrando apenas no tato e no olfato. Eu sentia as mãos do pequeno traçando padrões imaginários no meu braço, o calor aconchegante que seu corpo emitia, o modo inquieto como se mexia no meu colo, seu cheiro familiar e atrativo...
Me movi em uma lentidão anormal, abrindo os olhos devagar e me aproximando do seu pescoço, observando os hematomas arroxeados que meu dedos haviam deixado e então deslizando suavemente a ponta do nariz sobre eles, aproveitando para sentir um pouco mais da sua fragrância viciante, e então beijando cada um deles.
Sorri involuntariamente ao sentir sua pele sensível se arrepiando contra meus lábios, me sentindo tentado a tocá-lo mais e mais.
– K-Kanda... — Ofegou quando continuei deslizando meus lábios sobre sua pele, chagando a outro hematoma, beijando-o carinhosamente e voltando a subir até o seu pescoço.
– hm? — Respondi simplesmente, apoiando minha testa em seu ombro, evitando propositalmente encarar seus olhos.
– Tá doendo aqui também... — Sussurrou levando minha mão até seu coração que batia acelerado como o de um passarinho.
– Posso fazer algo pra parar? — Perguntei acariciando a ponta da sua orelha com meu nariz.
– Me ame. — Respondeu enigmaticamente me fazendo levantar a cabeça para fitar seus olhos. — Me ame de corpo, alma e coração. Me marque como seu e seja meu em troca... — Continuou me fazendo estremecer com a intensidade das suas palavras. O Pirralho estava realmente sério com aquilo.
– Moyashi... – Comecei, mas ele pôs o indicador em meus lábios, me interrompendo.
– Eu só quero ter certeza de que quando eu acordar no dia seguinte você vai estar ao meu lado. Não quero ter medo do amanhã, não ter medo de que alguém te tome de mim... Pelo menos se eu for completamente seu eu posso... — Continuou falando e oscilando entre uma calma doentia e um desespero abrasador.
– Moyashi...
– Quando se trata de você tudo é sempre imprevisível ou complicado demais, e me assusta nunca saber o que está pensando...
– Moyashi...
– Alem do mais tem muito de você que eu não sei, não vou te obrigar a confiar em mim, mas tem ideia do que é gostar de alguém e não saber nada dessa pessoa?! Se pelo menos eu te conhecesse um pouco mais eu me livraria dessa sensação de que você vai escapar por en...
– Cala. Essa. Boca. — Falei pausadamente, articulando o peso de cada palavra. A sentença soou tão séria que ele ficou atordoado olhando para mim com cara de bobo por alguns segundos, se perdendo no seu discurso quilométrico.
– Eu não acredito que eu estou aqui botando todas as minhas inseguranças pra fora e você me mandou calar a boca, seu bastardo! – Exclamou revoltado.
Ele ficava realmente adorável assim.
Antes de qualquer outra reação apenas puxei-o para um abraço, aconchegando-o contra mim da melhor maneira possível, deixando minha boca colada em seu ouvido.
– Aishiteru, baka moyashi. — Sussurrei baixinho e... Foi extremamente mais fácil do que parecia.
Ao contrário das outras vezes em que tentei dizer, as palavras simplesmente saíram sem que eu sequer me desse conta de tê-las proferido. Era como se elas tivesse simplesmente fugido do meu controle... Fluindo de uma maneira tão natural e prática que era como se eu tivesse apenas comentando o óbvio.
Porém isso não fazia nenhuma das sílabas proferidas perderem sua importância.
– O que... Você disse? — Murmurou parecendo surpreso, me encarando com uma expressão pasma.
– O que você ouviu. — Respondi desviando o olhar rapidamente. Simplesmente não dá pra encara a pessoa depois de admitir uma coisa dessas. — Por isso você tem que parar de se preocupar com essas coisas estúpid...
Sem me deixar concluir a sentença, seus lábios sedentos tomaram os meus em um beijo apaixonado.
Apenas me deixei levar, apreciando a carícia das suas mãos na minha nuca, enquanto agarrava sua cintura com força, o puxando contra mim, colando seu corpo no meu, sentindo o calor da sua pele...
Nossos lábios foram se separando gradativamente, até que apenas nossas testas estivessem coladas. Recuperei o fôlego por um momento e depois abri os olhos vagarosamente, me deparando com as suas orbes prateadas que refletiam um desejo denso e arrebatador, além de várias outras coisas que eu preferi não decifrar no momento, me focando apenas nesse que se sobressaia. Não era apenas um simples desejo carnal e vulgar, era algo intenso e complexo, um sentimento que fora construído através de fragmentos de vários outros dirigidos a mesma pessoa.
Sem estragar esse momento com palavras, guiando meus atos através de suas reações, suguei lentamente seu lábio inferior, sem desgrudar meu olhar do seu em nenhum momento, entrelaçando meus dedos em sua nuca e começando a descer meus lábios pelo seu rosto, contornando calmamente seu maxilar até chegar ao seu pescoço, começando a beijá-lo de forma mais intensa, saboreando a sua pele e me deliciando com a sua respiração descompassada no meu ombro.
– Yuu... — Sussurrou baixinho, inclinando a cabeça expondo ainda mais seu pescoço em um sinal mudo para que eu continuasse, se acomodando melhor no meu colo enquanto subia as mãos pelo meu peito.
Comecei a acariciar o lado menos marcado do seu pescoço, fazendo um leve cafuné na sua nuca, descendo até seu ombro dessa vez, explorando pouco a pouco seu peito nu, sentindo com meus lábios os calafrios que percorriam seu corpo e ouvindo-o arfar adoravelmente enquanto entrelaçava as mãos no meu cabelo. Acho que nunca iria dizer em voz alta, mas amo quando ele faz isso.
Deitei-o suavemente no chão, começando a beijar agora seu abdômen, iniciando apenas com um roçar de lábios até terminar marcando possessivamente a pele pálida, fazendo seus músculos se contraírem e relaxaram em sucessivos arrepios, que se intensificaram quando agarrei suas coxas, arranhando por cima do tecido da calça, enquanto suas mãos desciam pelos meus ombros deixando longas e finas linhas pelo caminho que suas unhas percorriam.
Me chame de masoquista, mas acabo de descobrir que gosto mais do que deveria de ser arranhado.
Continuei atacando cada ponto sensível de seu corpo, mordiscando de leve sua orelha, em seguida beijando abaixo desta e assim descendo até seu mamilo e o sugando enquanto ouço sua respiração descompassar e suaves gemidos escaparem pelos seus lábios avermelhados. Sorri internamente ao observar a sua expressão deliciada e acanhada quando passei levemente a ponta da língua pelo seu baixo ventre, começando a desabotoar a sua calça e a puxá-la com os dentes.
Acho que eu morreria se alguém pudesse ler meus pensamentos agora. Até por que eu não conseguia pensar em nada mais além das várias coisas que eu queria fazer com o Moyashi. Desde aquelas bem idiotas até outras mais digamos... Interessantes.
Acho que pela primeira vez, me pego desejando um final feliz para essa guerra.
Mal terminei de me livrar da peça, ele me surpreendeu ao me empurrar pra trás, subindo no meu colo e me roubando um beijo deliciosamente quente, arranhando minhas costas e mordendo meu lábio inferior, me arrepiando daquela maneira única enquanto minhas mãos se espalmavam em seu traseiro, lhe arrancando um gemido surpreso.
– Seu pervertido. — Murmurou com um risinho divertido, rebolando sensualmente no meu colo, roçando tortuosamente nossas ereções, me fazendo agarrá-lo com mais força e praticamente enlouquecer de vontade de me livrar daquela sua última peça de roupa.
Ah maldito...
– Nunca neguei que fosse. — Respondi ofegante ao sentir sua língua no meu pescoço em conjunto com a pressão deliciosamente enlouquecedora em uma certa parte do meu corpo que já andava mais do que desperta.
– Você quer mesmo que eu perca a cabeça, não é? — Sussurrou mordiscando minha orelha enquanto eu o puxava com força pela cintura, me arrepiando ao sentir sua pele contra a minha.
– Tch, e quando foi que você esteve com ela no lugar? — Comentei e ele apenas sorriu docemente, me lançando um olhar brincalhão.
– Antes me apaixonar insanamente por você eu costumava ser alguém bem sensato. — Sussurrou mordiscando meu lábio inferior.
– Então vou te fazer ter saudades de um pouquinho de juízo. — Respondi invertendo as posições e voltando a atacar seus lábios, sentindo-o se remexer em baixo de mim a medida em que minhas mãos desciam pelas laterais do seu corpo.
Eu sempre me sentia estranhamente calmo nesses momentos com o Moyashi. Era como se nada além dele importasse e um peso considerável saísse das minhas costas. Sinceramente eu queria esquecer de tudo, esquecer aquela pessoa, esquecer o meu passado, esquecer o que eu fiz e me focar apenas no pequeno em meus braços.
É realmente uma pena que nem tudo seja como a gente quer.
Mas se ao menos por alguns momentos isso pudesse se tornar realidade, eu estaria bem com isso.
Sua pele, seu cheiro, seus suspiros, tudo isso me enlouquecia, me viciava. E agora parecia impossível tirar minhas mãos do Moyashi por um segundo que fosse. Um sentimento fervente me consumia por dentro, e só piorava a medida que meus lábios exploravam sua pele, que suas mãos puxavam meu cabelo...
– K-Kanda... – Sussurrou meu nome sem fôlego quando dei uma mordida excepcionalmente forte na sua coxa. Mas não era como se eu pudesse controlar mais nada.
Eu não queria me controlar. Eu queria me perder nele por completo.
Se eu achava que aquela pequena loucura de antes era perder o juízo, agora eu poderia dizer com toda a certeza que estava sendo tomado pelo meu lado mais insano.
O puxei contra mim, entrelaçando uma das mãos no seu cabelo e segurando sua cintura com força o suficiente para marcá-la enquanto o prendia em um beijo selvagem que era igualmente correspondido e suas mãos me puxavam para si de maneira igualmente necessitada.
Me arrepiei dos pés a cabeça ao sentir uma da mãos do pequeno descendo pela minha barriga e invadindo a minha calça, começando a tirá-la em um lentidão tortuosa, arrancando um gemido grave do fundo da minha garganta. Sua boca brincava com o lóbulo da minha orelha, fazendo sua respiração bater na minha nuca, me enlouquecendo gradativamente enquanto suas unhas passavam lentamente pelas minhas pernas e eu me livrava de toda aquela roupa incômoda.
Sem conseguir mais suportar me livrei da sua última peça de roupa, podendo observá-lo sem restrições agora. Deslizando meus dedos suavemente por toda a extensão da sua pele macia, contornando cada marca, reparando em algumas veias que apareciam pela sua tez pálida, sentindo cada arrepio que percorria seu corpo. Acho que eu nunca cansaria de simplesmente observá-lo assim.
A luz do sol que entrava pelos vitrais das janelas refletia em seu corpo, dando um efeito realmente fascinante a cena, fazendo reflexos coloridos dançarem pelo corpo do pequeno, se dividindo em reflexos de luz ainda menores devido as gotículas de suor que cobriam sua pele.
Por Deus...
Subi meus dedos até seu rosto corado, encontrando em seu olhar que era um misto de loucura e timidez.
– D-Dá pra para de me encarar desse jeito? – Murmurou virando o rosto para o lado e ficando mais vermelho ainda.
Não, não dava. Simplesmente por que não havia nada mais lindo de se apreciar do que um Moyashi sem absolutamente nada e com as maçãs do rosto rosadas daquela maneira.
– Desse jeito como? – Sussurrei roçando os lábios em seu ouvido, deslizando até seu pescoço, sentindo o gosto viciante da sua pele.
– Desse jeito. – Sussurrou de volta, me pegando de surpresa e invertendo as posições, sentando no meu colo e mordiscando meu lábio inferior sem desviar seus olhos dos meus e me encarando com a expressão mais matadora de juízo que eu já vi no rosto daquele garoto.
Putamerda, se ele continuar fazendo essa cara eu não respondo pelas minhas próximas ações.
Puxei-o contra mim colando nossos corpos de uma maneira enlouquecedora, sentindo sua pele quente contra a minha sem absolutamente nada entre nos, nossas respirações igualmente descompassadas se chocando, seu coração batendo acelerado contra meu peito e uma onda de excitação assustadora nos percorrendo simultaneamente.
Era delirante.
Como se não bastasse, ele passou as pernas em torno da minha cintura, unindo ainda mais nossos corpos, roçando nossas ereções e nos fazendo gemer longamente juntos. Nossos rostos se mantinham tão próximos que nossos lábios se encostavam, mas faltava fôlego para iniciar um beijo. Nossas mãos percorriam os corpos um do outro, descobrindo novas maneiras de causar arrepios. Nossos olhares permaneciam fixos um no outro, como uma espécie de hipnose.
Por isso antes que ele abrisse a boca para falar, eu já sabia exatamente o que ia dizer.
– Yuu... Eu quero você. – Sussurrou contra meus lábios, se mexendo no meu colo de uma maneira que me fez morder o lábio com força para não atacá-lo igual a um animal.
– Você me tem. – Respondi com um meio sorriso, capturando sua mão esquerda e lhe aplicando um beijo leve.
Oras, negar a verdade pra que?
– Não como eu quero agora. – Falou deslizando a língua sobre meu lábio inferior que eu estava mordendo e dando um selinho logo depois.
Levei a sua mão que eu estava segurando até a base do meu pescoço, aproveitando que as unhas da sua mão esquerda eram bastante duras, e fazendo um corte no local.
– Vai impedir que se machuque. – Falei sem mais explicações, sabia que tinha entendido o recado.
A única pessoa que sabia disso além de mim era o Marie, mas como segundo exorcista, meu sangue podia curar ferimentos, e assim eu não teria que me preocupar tanto em machucar o meu Moyashi.
Praticamente alucinei quando senti seus lábios sobre o meu corte enquanto ele se posicionava em cima do meu membro. Eu podia imaginar o quanto podia ser doloroso, então apenas deixei que ele fizesse isso ao seu próprio tempo. Mas foi realmente uma tortura ter que aguentar enquanto o pequeno descia vagarosamente sobre mim, mordendo meu ombro com toda a sua força e arranhando minha nuca.
Seu interior quente e apertado me envolvia pouco a pouco, acabando com qualquer traço de racionalidade que ainda existisse na minha mente, fazendo uma onda insana de prazer percorrer meu corpo violentamente. Era praticamente impossível se manter imóvel diante daquilo tudo, mas mesmo assim não ousei me mexer a não ser para abraçar seu corpo trêmulo e sussurrar em seu ouvido.
– Relaxe. – Murmurei baixo com a boca colada em seu ouvido, descendo meus lábios para o seu pescoço, depois pelo seu ombro, mordiscando suavemente seu mamilo e ouvindo-o suspirar pesadamente. – Confia em mim?
– S-Sim... – Respondeu com um pouco de dificuldade.
Ergui meu rosto para lhe roubar um breve beijo, deixando-o apoiar seu rosto no meu enquanto segurava seu quadril com uma mão e deslizava a outra pela sua coxa, até alcançar seu membro. O que fora uma ideia simplesmente brilhante.
Comecei com movimentos lentos, sentindo a tensão do seu corpo se diluir gradativamente, e depois comecei a acelerar ouvindo-o arfar e gemer baixinho no meu ouvido enquanto eu empurrava lentamente seu quadril para baixo, fazendo-o gemer de dor e prazer em alguns momentos.
Desnecessário explicar o quão enlouquecedor isso foi.
Quando o invadi quase até o final, puxei seu corpo para baixo indo mais fundo, sentindo-o se contrair violentamente contra mim e ao mesmo tempo soltar um gemido tão obscenamente prazeroso que mesmo naquela situação senti meu rosto esquentar.
– Yuu...D-De novo... – Murmurou arfando pesadamente e em um tom de voz que ia muito, mas muito alem do provocante.
Comecei a investir contra seu corpo em movimentos lentos e longos, fazendo-o subir e descer no meu colo, acertando-o no mesmo lugar e enlouquecendo a cada gemido do pequeno. Suas mãos se embaraçavam no meu cabelo, nossas testas estavam coladas e seu olhar preso no meu.
A cada movimento, uma nova e mais forte onda prazer percorria meu corpo, me fazendo arfar pesadamente junto com o pequeno, me sentindo cada vez mais sedento por ele e mais obcecado por essa necessidade de tê-lo.
– Não se contenha... – Sussurrou contra meus lábios, me arrepiando até o ultimo fio de cabelo.
Moyashi... Acho que você não deveria ter feito isso.
Me virei deitando-o o no chão e atacando seus lábios em um beijo necessitado, investindo mais forte e mais rápido dentro si, ouvindo-o gemer realmente alto agora, enquanto suas unhas se aprofundavam nas minhas costas e suas coxas se apertavam em volta da minha cintura.
O som dos nossos corpos se chocando era simplesmente alucinante, nossas respirações descompassadas e gemidos insanos se misturavam e ecoavam pelo local, o suor ensopava nossa pele, fazendo nossos corpos colados deslizarem um no outro.
Aumentei a velocidade dos movimentos, sentindo meu corpo ferver como nunca havia imaginado que fosse possível, nossos lábios se encontravam em beijos rápidos e selvagens, assim como o modo que minhas mãos percorriam cada parte do seu corpo, sentindo-o tremer embaixo de mim.
O mundo a minha volta girou bruscamente e de repente o Moyashi estava de novo em cima de mim, praticamente cavalgando sobre o meu membro, e simplesmente me deixando ainda mais louco com aquela visão.
Ataquei seu pescoço sem dó nem piedade, segurando sua cintura com as mãos e auxiliando nos movimentos, até depois de um gemido particularmente alto que fez um arrepio fervente percorrer toda a minha espinha, o pequeno em meus braços alcançou ao seu limite, me levando junto quando seu interior se contraiu ainda mais, me fazendo perder a visão por um momento.
Cai para trás, trazendo o Moyashi junto comigo, e passei meus braços a sua volta, percebendo que ele ainda estava meio trêmulo e respirava com dificuldade assim como eu. Passamos um tempo recuperando o fôlego, enquanto eu mexia distraidamente no seu cabelo e ele enterrava o rosto no meu pescoço, me excitando de novo sem querer com sua respiração na minha nuca.
Desci meus dedos que estavam em seu cabelo pelas suas costas, sentindo-o se arrepiar adoravelmente.
– Yuu... – Ele foi o primeiro a se pronunciar, erguendo o rosto para me encarar.
Seus olhos prateados ainda estavam escuros de desejo.
– O que? – Perguntei sorrindo de canto quando ele começou a aproximar seu rosto do meu, deixando clara a sua intenção.
– Porque... – Adicione um Moyashi da cor de uma pimenta aqui – A gente não repete a dos...
Nem deixei ele terminar, ataquei seus lábios decidido a só largá-lo hoje depois de fazê-lo desmaiar de prazer.
–--------------- POV do Allen ---------------------------------------
O sol a muito já havia se posto, e agora era a luz prateada da lua cheia que atravessava os vitrais daquela capela, fazendo os reflexos dançarem pelo corpo de Kanda. A luz prateada destacava sua pele pálida, que agora estava repleta de marcas, e dava um brilho azulado aos seus longos cabelos escuros que se embrenhavam nas minhas mãos trêmulas.
– Ahhhnnn... Ka-Kanda! – Me sobressaltei quando ele investiu mais forte dentro de mim, fazendo um arrepio violento sacudir meu corpo e meu olhos revirarem nas orbitas.
Há quanto tempo estávamos nisso pelo amor de Deus?
Era algo que ia além do sentimental ou do carnal. Eu não sabia explicar ao certo.
Meu corpo, minha mente e meu coração gritavam um “eu preciso de você” a cada vez que eu mirava seus olhos. E esses gritos só ficavam cada vez mais fortes e desesperados a medida que seu corpo tocava o meu.
Era um desejo insano, que ao invés de ser aplacado só se tornava mais intenso a cada toque.
Minhas mãos se soltavam do seu cabelo e desciam pela sua nuca, apertando a pele com força, para depois deslizarem pelas suas costas arranhando enquanto me perdia no êxtase do momento.
Seus braços me prendiam com força contra seu corpo em brasa, seus lábios percorriam minha nuca, me arrepiando insanamente enquanto nossos corações batiam no mesmo ritmo, assim como nossos corpos se moviam numa sincronia perfeita.
– Meu Moyashi... – Sussurrou com a boca colada na minha orelha, deslizando os lábios pela minha bochecha.
– Nhhmm Yuu mais... – Eu praticamente nem pensava mais.
Só queria mais dele, mais do meu Kanda, mais intensamente.
Seus olhos encontraram os meus e o mundo pareceu parar por um momento. Nem mesmo o céu de uma noite sem lua conseguia ser mais escuro que os olhos de Kanda naquele momento. Mas ao mesmo tempo em que pareciam obscuros, seus olhos brilhavam, e algo dentro de mim vibrava por saber que era o único a quem esse brilho era dirigido.
Sorri bobamente sentindo seus lábios roçarem nos meus, e logo depois sua língua quente tocando a minha em um beijo intenso enquanto nossos movimentos se aceleravam, me fazendo delirar e minha visão ficar embaçada.
Subi minhas mãos pelas suas costas suadas, sentindo sua pele se arrepiar ao meu toque, arrepio esse que se intensificou quando minhas unhas deslizaram pela sua nuca e minha boca mordiscava sua orelha. Em respostas as minhas provocações, suas mãos subiram pelas minhas coxas, segurando minha cintura com aquela força e possessividade que faziam arfar de desejo, e logo em seguida assumindo uma leveza torturante enquanto desciam pelo meu abdômen vagarosamente fazendo uma onda aguda de prazer percorrer o meu corpo e minhas unhas se enterrarem nos seus ombros.
Colei mais os nossos corpos, enfiando meu rosto no seu pescoço, sentindo seu cheiro extasiante, me perdendo cada vez mais em si na medida que nossos movimentos se tornavam mais e mais acelerados.
Mais uma vez aquela onda de calor avassaladora se espalhou pelo meu corpo, não tão violentamente quanto da última vez, mas tão intensa quanto. Por um momento era como se eu não sentisse meu corpo, e quando começava a voltar a senti-lo pouco a pouco era dominado por uma sensação de prazer tão intensa a ponto de roubar todo o meu fôlego de uma vez só, arrancando um gemido do fundo do meu ser enquanto eu praticamente enlouquecia sentindo Kanda pulsar dentro de mim.
Cai completamente exausto sobre o peito do meu moreno, sentindo cada parte do meu corpo formigar e sem força para nem ao menos abrir os olhos.
– Vem cá... – Sussurrou carinhosamente no meu ouvido, me aninhando junto a si.
– Yuu me promete uma coisa? – Murmurei baixinho, sentindo o sono e o cansaço arrebatador caírem sobre mim com o peso de mil elefantes.
– O que? – Perguntou em tom manhoso, tão raro da sua personalidade, escondendo o rosto no meu pescoço enquanto deitava de conchinha comigo.
– Nunca mais eu quero que isso aconteça com a gente. – Respondi bocejando.
– Isso o que? – Indagou beijando a minha nuca.
– Essa quebra. Não quero sentir que estamos longe um do outro novamente. – Sussurrei quase cochilando.
– Se depender de mim... Eu prometo.
Sorri levemente antes de me render a uma noite de sonhos, onde eu reviveria nossos momentos de instantes atrás seguidas e seguidas vezes, e onde cada segundo em que estive ao lado de Kanda durava para sempre.
Notas finais
Demorou mas finalmente, nee?
Espero não ter decepcionado ninguém, esse foi o primeiro lemon que escrevi na versão do Kanda (acho que escrevi o lemon antes da fic inteira, é sério).
A má noticia: Esse ano tá foda para mim, então talvez eu demore.
A boa notícia: O próximo cap é Cross X Lavi.
FESTIVAL DE LIMONADA~~~~~~ YAAAAY
Vejo vocês por ai~
Kissus
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