The Secret Behind Your Eyes

6 A REVANCHE: Minha Vingança será Maligna...


Notas iniciais
Yo galera!!!
quem tava ansioso? hm? hm? hm???????? *leva sapatada*
Bem já avisando, esse cap foi dividido em dois, A Primeira Parte foca na vingança do Allen e do Lavi e a segunda na missão que eles deveriam estar concluindo (já que só bagunçaram desde que chegaram) e no Yullen (teremos um "acidente" de percurso no prox cap...).
Por enquanto... ai está a tão esperada vingança do moyashi... MUAHAHAHAHAHAAAA...
Capítulo dedicado a Yuu, e obrigada por recomendar a fic.
Espero que gostem.

Assim como previsto, o nosso alvo pegou sua porção de sobá e foi se sentar na ultima cadeira da última mesa do final do refeitório. Agora todas as condições estavam cumpridas, hora de agir.

Mandei uma mensagem por Timcappy, avisando a Lavi para começar os preparativos e fui em direção a encarnação do mal arrumando a primeira parte do plano dentro da minha manga. Encontrei Lavi no meio do trajeto e nos sentamos ao mesmo tempo na frente da criatura.

– Yu... nos estivemos pensando em uma coisa...

Lavi começou.

– E chegamos a uma conclusão.

Kanda tirou o olho do sobá e fez uma cara de: "Vocês são retardados ou o quê?" que eu preferi ignorar, afinal, vingança é um prato que se come frio... E não valia a pena estragar tudo agora que a minha tava quase no ponto.

– Yu... Allen... Nos precisamos discutir a relação.

Com essa ele quase engasgou.

– Mas que porra...?

– Precisamos melhorar nossa convivência Yu... Assim a nossa relação não dará frutos e tudo vai terminar em briga.

Lavi falava de maneira manhosa se aproximando de Kanda. Ele só faltava e esfregar até sair faísca em cima do baKanda e depois ainda quer que eu acredite que tá com raiva dele...

– Nossa relação não vai acabar por que eu não tenho nem nunca tive alguma relação com você.

Kanda deu uma resposta a altura. Tá se irritando... Hora de começar a primeira parte.

Lavi chegou desnecessariamente perto do ouvido do baKanda e sussurrou:

– Sério? E cadê aquele Kanda que tentou me fazer de passivo hoje de manhã...?

Quatro veias estouraram simultâneamente na testa dele. 1..2..3...

– ORA SEU USAG... — Passei, quase me deitando, por cima da mesa e tampei sua boca com a mão, aproximando meu rosto do seu o máximo possível para que seu olhar não se desviasse do meu e ele não percebesse que com a minha outra mão eu despejava o açúcar que estava escondido na minha manga no seu sobá.

– shhhh... Não vai querer arrumar um escândalo aqui, vai?

Ele somente estreitou os olhos pra mim com uma cara de "que se dane!" e ameaçou sacar a mugen.

Tirei minha mão do seu rosto deixando apenas o indicador apoiado nos seus lábios.

– Por que, por pelo menos uma vez, você não ouve o que a gente tem a dizer?

Ele afastou minha mão com um tapa e fechou a cara.

– Tch. Que seja.

Voltei para o meu lugar e pisquei pra Lavi que tinha seu único olho esmeralda do tamanho de um prato de tão arregalado. Vamos dar início a primeira parte do show.

Lavi ainda olhava pra mim não acreditando que eu tinha conseguido. Um allen com sede de vingança é capaz de tudo meu caro...

Nós olhavamos com um brilho demoníaco no olhar o Kanda levar uma porção de sobá a boca. MUAHAHAHAHAHAHAHAha...ha...ha...ha??! Como assim ele não comeu??????

Aquele ser parou a porção de sobá no meio do caminho até a boca e ficou encarando a gente.

– É pra hoje?

Eu e Lavi nos entreolhamos. Mas que desgraçado...

– Err... Então — começou o Lavi disfarçando — Yu, eu já disse que você é lindo?

MAS O QUE DIABO FOI ISSO?? Me engasguei com essa e quase morro sem ar.

– arf...La-Lavi?

– Ora Allen, o primeiro passo para uma boa convivência é a sinceridade. Então agora você vai falar pro Yu o que acha dele e ele o que acha da gente.

Ele apoiou os cotovelos na mesa e ficou nos observando esperando alguma ação.

– Acho que os cérebros de vocês foram danificados pelas experiências passadas naquele quarto.

O baKanda comentou enquanto mexia no sofá. COME LOGO ISSO DROGA!!

Sériooo... por que acha isso...?

Ironizou Lavi.

– Um moyashi da cara inchada e um Usagi mal maquiado me enchendo o saco com um papo estranho logo de manhã cedo.- ele parou e deu uma olhada na gente — Mas até que vocês parecem bem... mal.

Eu trinquei o maxilar pra não gritar: OBRA SUA DEMÔNIO!! Mas deixa quieto... Agora só falta um baKanda pra completar o time.

Depois de terminar de zoar a gente, ele preparou uma generosa porção de sobá nos hashis e comeu. Lavi olhou pra mim suando frio e eu apenas dei um sorrisinho maligno. Primeira parte: Concluída.

Sabe quando alguém que nunca viu o oceano, pula no mar feliz da vida, de boca aberta e tudo... E descobre que a água é salgada? Imagine então a expressão desiludida dessa pessoa e adicione um pouco de confusão, muito nojo, uma raiva extrema, e terá a cara do Kanda nesse momento.

A propósito, já mencionei que o Kanda odeia açúcar? Hehehe...

Ele cuspiu o sobá de volta e tentou se levantar pra correr pro banheiro. Tentou, por que ele estava colado na cadeira. A cara do Kanda mudou de verde pra vermelho. Segunda parte iniciada.

– Ia a algum lugar, baKanda?

Me aproximei por cima da mesa e dei um peteleco na testa dele. Quase queimei o dedo, o baKanda tava ferveendo.

O QUE PORRA VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO?!!

Ele tentou se levantar de novo, mas sem sucesso.

– Allen, imobiliza ele.

Eu usei o Crow Belt e prendi os braços do Kanda aos da cadeira e o corpo ao encosto.

– Chupa essa agora Yu. Vai me pagar por ter me chamado de traveca.

Sério, eu nunca pensei que o Lavi se ofenderia justo com isso.

– Ah! Vai se foder! Ainda ta parecendo uma!

– Hmmm... então é assim que vai ser... Yu no patsu.

– SEU FILHO DA...- Antes que ele terminasse de gritar eu tapei a boca dele com o Crow Belt.

Lavi deu um sorriso assustador e tirou um lacinho rosa choque do bolso (não me pergunte onde ou como ele conseguiu isso), soltou o cabelo do Kanda e prendeu o laço no cabelo dele como uma tiara.

– Owwnnn, que baKanda bonitinho....

Apertei a bochecha dele e ele me lanço um olhar mortal.

– Yu, você tá uma gata!

Lavi comentou enquanto ria desesperadamente.

Imaginem, o Kanda de cabelo solto, amarrado e amordaçado parecendo uma múmia e com uma tiarinha rosa... Caramba! Eu nunca tinha rido tanto na mina vida.

A essa altura a confusão já tinha chamado a atenção do restaurante inteiro... Mas quem liga? Nesse momento eu e o Lavi estávamos muito ocupados no chão morrendo de rir.

– Vocês são desprezíveis!!! Isso é coisa que se faça com uma moça tão linda?

O dono do restaurante chegou e... P-Perai, moça? Eu e Lavi nos entreolhamos, demos mais uma olhadinha no Kanda e voltamos a chorar de rir.

E então quando menos esperávamos... Algo realmente surpreendente, impossível e inesperado acontece.

O Kanda faz uma carinha de gatinho do shrek (tão kawaii que faz a carinha meiga da Lenalee parecer uma mocréia deformada facinho) pro dono do restaurante.

– Owwwn minha alma gêmea! Minha deusa! Eu vou libertá-la desses lixos inúteis princesa.

Eu e o Lavi assistíamos a cena atônitos.

– Ei, onde o Yu aprendeu a trapacear desse jeito?

Então eu me lembrei de uma coisa:

–------------- flashback on –----------------------------------------

– hmm... ai depende. Se você é do tipo que aprecia ruivos semi-nus rabiscados insanamente...

Ele falou aquilo de um jeito tão natural que eu não pude deixar de ficar vermelho.

– k-kanda. Isso foi pervertido.

– Tch, maldita convivência.

Se o problema era convivência... Era bom ele passar um tempo longe do Lavi pelo bem da humanidade...

–------------------- flashback off ----------------------------------------

Será que foi o mesmo comigo???

– Lavi, acho que criei um monstro.

O dono do restaurante tirou um facão sabe-se lá da onde e... cortou o crow belt.

... Um compatível?

– Minha rainha, agora nos podemos...

PRAFT.

O baKanda deu um chute na mesa a fazendo virar e cair com tudo em cima do coitado.

– Ai gata... Bate que eu gamo...

Outro chute na mesa e o cara ficou inconsciente. Será que ele morreu?

Eu nem tive tempo de dizer nada, o Kanda se levantou, com cadeira e tudo e sacou a mugen.

– Lavi!!! A terceira parte. AGORA!

– Não me apressa senão vai fuder tudo aqui!

– Ah, ok então. Sem pressão, a gente vai morrer!

– Ah, perai, tô quase!

O Kanda ativou a inocência.

Vocês... profanaram meu sobá... me amarraram, e ainda aviadaram meu cabelo... — Ele puxou o laço de fita da cabeça e amassou com uma mão antes de jogar no chão e pisar em cima. Ele estava fazendo o máximo pra não surtar — Então...querem saber como é a morte?

Ele falou com uma voz sinistra.

– ANDA LAVI EU TÔ COM MEDO DA SAMARA!!!

– Acabei!

Olhamos para o Kanda que tinha o rosto coberto pelo cabelo e sussurava alguma coisa pra espada. Muito sinistro.

– Lavi... tem algo errado.

Sempre que o Kanda tá quieto assim tem algo errado. Fato.

Então ele levantou o rosto e olhou para algo que estava atrás da gente, o espelho que tinha por trás do balcão da recepção.

– Primeira ilusão, destravar nível dois: KAICHU ICHIGEN!!!

– Lavi! Agoraaa!!

Insetos infernais saíram tanto da lâmina original da mugen como do reflexo no espelho, nos deixando cercados. Começei a lutar com os insetos que vinham de todos os lados e pareciam mais resistentes do que o normal.

– ESTENDER!!!

Haviam cabos prendendo as pernas da cadeira do baKanda à ponta do martelo, então quando Lavi estendeu o martelo pra fora, mal se passaram três segundos e o Kanda foi voando junto, estilhaçando o vidro da janela. Parte três: Concluída.

– Olha só... não sabia que baKandas voavam...

– Alleeeeen, cala a boca e luta que esses troços tão tentando me comer.

Como o Kanda já deveria estar longe a essa altura, os insetos ficaram mais fáceis de derrotar.

– Agora vamos correr antes que ele volte, puxa o martelo.

– Tem certeza? E se ele estiver preso?

Aquele bastardo...?

– Há, duvido.

Lavi recolheu o martelo ao tamanho normal e... Só tinha metade do cabo.

– Allen... ELE CORTOU MINHA INOCÊNCIAA!!

O Lavi choramingou.

– Será que ele ainda está por perto?

– hmmmm... snif... meu martelinho... snif...snif.

– Calma Lavi, é só a gente pedir por Komui...

– LARGUEM AS ARMAS! VOCÊS ESTÃO PRESOS!

– C-como ééé????

Me desesperei, olhei em volta e vi que o restaurante estava cercado. Do lado do chefe de polícia estava uma garota loira apontando pro Lavi.

– Foi ele papai, que se aproveitou de mim!!!

Agora o Lavi surta...

– OQUE?? Essa vadia que deu em cima de mim!! Foi ela que me deu aquele laço de lembrança depois da gente transar na escada de incêndio e...

– LAVI! Isso é jeito de falar?!

A garota começou a fingir que estava chorando e agarrou o pai dela.

– Caralho, nunca pensei que comer a filha do delegado fosse dar tanto B.O.

Ai meu Deus... Desisto, esse pervo não tem jeito nem se nascer de novo...

– Seu vagabundo! Se você não se casar com a minha filha eu te mando em cana por assédio!

– Droga Lavi! Agora ferrou!!

– Allen... — Ele me puxou pela cintura e colou a boca no meu ouvido — Se segura!

Nem discuti, ignorei o fato de ele estar se aproveitando de mim e segurei no seu pescoço enquanto ele estendia o martelo e nos tirava dali pela clarabóia do teto.

Descemos por trás dos policiais, que logo notaram a nossa presença e começaram a nos perseguir, mas não por muito tempo, já que não se passaram nem vinte minutos de correria desenfreada e demos de cara com o Kanda.

– POLÍCIA SOCORRO!! SERIAL KILLER!

Quando o Lavi e virou pra pedir ajuda aos policiais só encontrou as pegadas.

– Ué? Eles não tavam atrás da gente?

Ele me perguntou confuso.

– Correram depois que viram o Kanda.

E por falar na criatura... Sério, tirando o detalhe da cadeira grudada no traseiro, ele fazia o Jason e o Freddy Krueger parecerem dois bichinhos de pelúcia.

Lavi olhou pra mim, eu olhei pra ele e nos olhamos pra kanda.

– NINGENTOU!!!!!

Eu é que não ia esperar ele chegar mais perto. Joguei os braços pra cima e sai correndo a toda velocidade.

– Manaaaa!! Socooorroo!!!

– Allen, acho que nos despertamos o demônio.

Olhei pra ele sério.

– Ainda acha?

Nos olhamos pra trás e vimos o Kanda correndo quase de quatro, por causa do encosto da cadeira e com um ódio capaz de assustar qualquer criatura num raio de quilômetros. Era hilário.

– Desista Yu, você nunca vai alcançar a gente com essa cadeira gurdada no rabo!

– Aguarde Usagi! — Ele cortou o encosto da cadeira, podendo ficar um pouco mais ereto agora. — Três ilusões proibidas!

Do nada apareceram umas marcas em volta dos seus olhos e a energia que cobria as mugens triplicou.

– LAVI! A COISATÁPRETA!

Ele me agarrou (de novo, tô começando a achar que ele já tinha isso em mente antes de colocarmos o plano em ação) e estendeu o martelo nos levando pro céu.

– Estamos salvos.

Ele sorriu pra mim, eu olhei pra trás e minha alegria acabou.

– Não estamos não.

Virei a cabeça dele pra trás e senti o Lavi gelar.

– Mais rápido!

O martelo começou a se estender em uma velocidade impressionante e em segundos nos já estavamos fora da cidade.

A situação era mais ou menos a seguinte:

Eu agarrado na cintura do Lavi enquanto gritavamos como se estivessemos em uma montanha russa e o baKanda vinha um pouco mais atrás com o traseiro colado no que sobrou de uma grande cadeira de madeira e gritando que nem um louco.

– EU VOU ESFOLAR VOCÊS SEUS FILHOS DA PUTA!!!!!

– Vai ter que nos pegar primeiro baKanda!!!

– Vai se arrepender de ter dito isso moyashi viaadooo!!

– Olha só quem fala Rapunzel!!

– MORRAAAA.!!!!

Ele veio com tudo pra cima de mim, me soltei do Lavi e me prendi ao cabo do martelo com o Crow Belt e ativei Crow Clown como espada bem a tempo de defender um golpe furioso.

Como é que eu consegui entrar em tantas brigas no mesmo dia pelo amor de Deus?

Entramos novamente em zona urbana e eu e Kanda nos matávamos cruzando o céu em cima do martelo do Lavi.

– Eu vou acabar com você!

– Venha tentar!

Até que do nada...

– Ah! Eu não aguento mais! DESATIVAR!

... O cabo embaixo da gente sumiu.

– LAVIIIIII!!!!

– USAGIIIIIII!!

– DESCULPAAHHH!!!!

Caímos de uma altura de aproximadamente uns vintes metros direto pro chão. Paramos em uma rua deserta, o Lavi no final da rua, eu por cima do baKanda e nossas espadas em um fim de mundo qualquer.

O Kanda virou por cima de mim me acertando um soco, eu agarrei seu cabelo e virei por cima dele.

– EU VOU TE SURRAR MOYASHI!!!

– NEM EM MIL ANOS BAKANDA!!!!

Saimos rolando no chão, brigando que nem dois cachorros até que ele parou por cima de mim me enforcando e o Lavi pulou nas costas dele prendendo as pernas na sua cintura e o enforcando com um braço.

– Oe, perai.

Kanda falou tão sério que todo mundo parou, estilo estátua.

– O que é agora? — perguntei

– Já prestaram atenção que nós não estamos mais na mesma cidade?

Todos olhamos em volta. Era uma cidade acabada e deserta, como aquelas de filme de terror. Ninguem falou nada até o Kanda quebrar o silêncio:

Onde caralho a gente tá?

–> Continua....

Notas finais
E ai? gostaram?
Que correria nesse cap heim? Agora todos sabemos por que o Allen come, come, come e não engorda...
Depois de uma vingança bem sucedida, um restaurante destruído, e problemas com a polícia o que eles vão aprontar dessa vez?
Como eu disse, esse ai é só o começo. Pode esperar MUITA perversão no prox. cap. ( teremos alguem levando espada no rabo, só não vou revelar quem é...)
#OBS: A parte do Kanda liberando o nível 2 fui eu que criei, já que no anime só o Lavi e a Lenalee destravam o nível 2 da inocência.
O prox. cap sai na QUINTA-FEIRA, então até lá... POR FAVOR COMENTEM, OK?
Kissus.