Notas iniciais
Fala aê, pessoa, beleza? Quero agradecer pelos comentários no último capítulo. Como eu disse anteriormente: Os primeiros capítulos serem só pra explicar as coisas. Boa leitura!

O barulho do despertador é realmente algo irritante. Annabeth não podia acreditar que ele estava tocando a tanto tempo. E o pior é que simplesmente não parava.

Espera, despertador tocando a bastante tempo? Aquilo significava que ela estava atrasada. Não que ela se importasse com isso, é claro. Por isso estava a tanto tempo ignorando o maldito aparelho eletrônico. Depois de um tempo, ele finalmente parou de tocar. Annabeth sorriu de lado e voltou a dormir tranquilamente. Ou pelo menos tentou.

–Vamos, loira, acorda! -gritou Piper. -Não ouviu o despertador tocar, não?

–Hum... -respondeu Annabeth. -Piper, se você não sair daqui agora, eu juro que te jogo da janela.

–Ora vamos, tenha disposição, garota. -disse Piper enquanto levantava o rosto enfiado de Annabeth do travesseiro e lhe dirigia um sorriso radiante. -Cidade nova, temos que sair pra explorar. E alias pelo o que me lembro, você tem uma reunião muito importante hoje no centro de pesquisas do Brooklyn. E se não me engano, a reunião já começou faz meia hora.

–Droga! -gritou Annabeth enquanto corria para o banheiro, no corredor.

Piper gargalhou e logo se dirigiu a sala. Annabeth tinha que se lembrar de xingá-la mais tarde. Não que ela não gostasse de Piper, na verdade muito pelo contrário, elas tinha uma amizade muito forte. Elas tinham se conhecido no trabalho, quando o local de treinamento de Annabeth ainda era em Chicago. Desde então elas tinham ingressado na mesma unidade e dividiam um apartamento juntas em toda cidade que iam morar.

Elas estavam em Nova York. Sempre mudavam constantemente de cidade, até porque, trabalhar no serviço secreto, tem que ser secreto. E isso também incluía esconder dos pais, familiares e amigos mais próximos que era um agente; e principalmente estar constantemente mudando de cidade.
Annabeth terminou seu banho e foi para o seu quarto. Vestiu a roupa numa velocidade tão grande que deixaria Usain Bolt com inveja, penteou e secou os cabelos loiros com a mesma rapidez. Passou uma leve maquiagem para realçar os belos olhos cinza e vestiu a sua habitual roupa de reunião no trabalho: blazer, saia e sapatos de salto sociais. Todos da cor preta. Colocou o broche com a águia — animal símbolo da central de inteligência americana — e saiu do quarto.

Quando chegou à sala, Piper perguntou:

–Não vai tomar café?

–Não, não vou. Não tenho tempo. -respondeu Annabeth enquanto ajeitava o coque no seu cabelo.

Piper estava escorada na bancada da cozinha. O apartamento era grande, com dois andares — mesmo que no de cima ficasse apenas o quarto de Piper — A sala era enorme e dividia espaço com uma cozinha à direita, que tinha uma bancada que a separada da sala. As duas amigas não gostavam muito disso, sempre que fritava algo no fogão era um inferno pra sair o cheiro de gordura da casa inteira. Mas era um lugar aconchegante e além de ser o único desocupado ali, no coração de Nova York, era o mais barato também.

–Você não vai à reunião? -perguntou a Piper.

–Não, você sabe, eu sou apenas do departamento de coletiva de provas: trabalho apenas com documentos e pistas. Nós somos os paradões, não fazemos parte de reuniões importante que revelam informações que podem mudar ou destruir o mundo. -respondeu Piper em um tom dramático que, consequentemente, fez Annabeth revirar os olhos.

–O.k., Eu já vou indo. — disse ela abrindo a porta do apartamento.

–Annie? -chamou Piper, andando até a porta para lhe dirigir um sorriso nada inocente.

–O que foi?

–Se tiver algum gato lá, trate de dizer que você uma amiga que adora homens bonitos. -e com esse último sorriso, Piper foi se sentar no sofá com um Iogurte nas mãos e uma colher pendurada no canto da boca.

Annabeth sorriu daquele comentário. Logo depois, praticamente correu até o elevador. Quando já estava na rua, acenou para o primeiro táxi que viu.

–Centro de pesquisas do Brooklyn, por favor. -disse ao taxista.

–Sim, senhora. -respondeu o homem.

Ela chegou os emails no seu BlackBerry. Seu chefe, Phillip, tinha lhe mandado o roteiro da reunião. Mas o que deixou Annabeth curiosa era que era apenas o roteiro mesmo, não falava nada do assunto em pauta. No final da mensagem se lia algo que a deixou particularmente preocupada: "Rebeldes aprontando de novo." Era um código secreto — não tão secreto assim — que significava que terroristas estavam mais uma vez investindo contra forças americanas.

A crise na Ucrânia, pensou Annabeth. Deve ser isso, nada demais.

Mas ela duvidava que não fosse algo serio, afinal, a crise na Ucrânia era uma questão de política mundial, não do serviço secreto. Tudo isso a deixava preocupada. Até porque, sua última experiência com terroristas desse tipo, não fora lá muito boa. Ela estava tão envolvida nos seus pensamentos que quase não se deu conta de que já tinha chegado ao local.

–Senhorita, chegamos. -anunciou o taxista.

–Ah, sim claro. Muito obrigada. -Annabeth entregou o dinheiro ao homem.
Era um lugar simples, mas quando ela entrou quase não pode conter o arquejo de surpresa. Por fora parecia apenas um laboratório ou uma biblioteca com velharias, e completamente abandonada. Por dentro era quase que um quartel general super moderno com plataformas, cientistas, arquivistas e agentes em cada andar. No centro do local pendia um estandarte.

"Central Intelligence Agency", leu Annabeth. A famosa CIA.

–Senhorita Chase? -perguntou um rapaz, que parecia ser o guia do local.

–Sim, sou eu. -ela respondeu.

–Venha comigo, por favor. Estão te esperando na sala A1, por este corredor. -O rapaz fez um gesto para que ela o seguisse.

E assim ela fez, continuou seguindo-o por um corredor estreito onde tinha uma única porta no final. O rapaz colocou as mãos em um dispositivo que lia digitais, depois o seu olho direito em um leitor ocular. Annabeth sempre achou toda aquela segurança ultra-secreta desnecessária. Mas decidiu não comentar. Até porque estava preocupada demais olhando para todos aqueles rostos virados para ela quando a porta se abriu.

Ela respirou fundo, precisava demonstrar confiança e sabedoria diante do fato de estar atrasada uma hora para uma reunião que envolvia o destino do mundo, por exemplo.Tinha um grupo de pessoas muito bem separados, com duas arquibancadas em uma sala fria e pequena. Na esquerda, cientistas e na direita políticos representando cada um o seu próprio estado americano. Não eram muitos, apenas o necessário para discutir aquelas questões.

No púlpito no centro da sala se encontrava Phillip Manson, o chefe de Annabeth, que no momento exibia uma expressão carrancuda no rosto. Ele fez um gesto e Annabeth se aproximou dele, sabendo que estava sendo observada por todas aquelas pessoas.

–Está atrasada, senhorita Chase. -sussurrou Phllip para ela.

–Eu sempre estou. Você já deveria estar acostumado. -retrucou ela com um sorriso brincando em seus lábios.

–Estar atrasada num dia normal de trabalho é perfeitamente aceitável. Não posso dizer o mesmo para uma reunião de extrema importância como essa. -Phillip tentou parecer bravo, mas tanto ele quanto ela sabiam que era impossível ele ficar chateado ela por muito tempo. -Vamos começar? Só estávamos esperando você para explicar a situação.

Annabeth assentiu e ficou em pé ao lado dele, apenas esperando a sua deixa para falar. Phillip retomou seu discurso:

–Então, senhores. Como eu estava explicando, alguns grupos não identificados estão investindo mais uma vez contra nós, contra o nosso país e contra todo o sistema americano predominante no mundo. Já recebemos notícias de que as redes americanas em alguns países europeus receberam bilhetes e alertas de que estavam na mira de atentados terroristas, por exemplo. Simplesmente por fazerem parte do sistema capitalista. Não vinhemos aqui para discutir isso, nossa intenção não é retomar as questões capitalismo versus comunismo.

Aquela última frase causou um reboliço nas políticos da sala, até mesmo alguns agentes que estavam participando da reunião se encolheram, como se esperassem uma afirmação pior do que o mundo viver a beira da destruição, como ocorreu durante toda a guerra fria.

Annabeth não se importava com aqueles murmúrios ou comentários. Ela sabia do que tudo aquilo se tratava, esteve conversando com Phill a semana inteira. Ela sabia que o futuro do mundo estava ameaçado e principalmente por um fio. Ela sabia também todo o discurso que Phill daria depois.

–Os rebeldes, seja lá quem eles forem ou de qual nacionalidade, criaram uma bomba química -continuou Phill. — E antes que os senhores começam a subestimá-los, essa bomba é pior do que todas já criadas. Não destrói territórios, não reduz cidades a zero. Ela apenas está carregada de um conteúdo chamado AZN1, que desativa todas as defesas do corpo em questões de semanas e leva à pessoa a morte, ou seja, aquilo dentro da bomba é uma doença mortal. -ele suspirou e disse tudo de uma vez: -E eles pretendem lançá-la nos EUA em aproximadamente oito meses.

Aquele foi o estopim para as pessoas presentes. Para todo lugar que se olhava se via o pânico estampado nos rostos das pessoas. Phill teve que gritar algumas vezes para chamar a atenção dos demais.

Quando todos fizeram silêncio, ele continuou:

–Só existe um homem capaz de desarmar essa bomba. Um cientista prestigiado, que desde o começo de sua carreira tem mostrado o quanto é competente. Por favor, fique de pé para que todos possam vê-lo.

E assim, com essa ordem, um rapaz de aproximadamente vinte e poucos anos se levantou. Ele aparentava calmo, mas os seus olhos verdes estavam agitados. O coração de Annabeth palpitou quando o homem olhou diretamente pra ela. Ela conhecia aquele cara. Reconheceu os cabelos negros bagunçados, mas se surpreendeu com o fato de ele não está usando mais óculos de grau e nem ser mais o garoto magricela de alguns anos atrás. Ele estava alto, forte mas nada exagerado.

Annabeth sustentou o olhar dele e percebeu que ele também a tinha reconhecido. Ele deu um sorriso saudoso para ela e ela tentou retribuir, mas até os músculos de sua face estavam paralisados por conta daquela surpresa inesperada.

–Senhores, este é Percy Jackson, o homem que achará o antídoto para essa arma letal. -anunciou Phill. -O homem que trabalhará junto com a principal agente da CIA, Annabeth Chase, está moça que está do meu lado.

Naquele momento Annabeth soube que era a pessoa mais azarada do mundo. Ela iria evitar uma terceira guerra mundial, evitar que uma doença lançada por uma bomba matasse quase toda a população do seu país e iria fazer tudo isso ao lado de uma pessoa que provavelmente não iria querer está perto dela nem que ela estivesse pintada de ouro.

Ela iria trabalhar com o homem que um dia já foi seu melhor amigo, até o momento em que ela o magoou profundamente.

Notas finais
Perceberam uma coisa? Nessa história o Percy é o Nerd e a Annabeth é aquela pessoa despreocupada e que leva tudo de boa. Olhem só, comente aqui, valeu? E ah, nunca é cedo demais pra favoritar :D Posto na terça, se eu tiver bastante comentários posta até mesmo amanhã. Espera ... o que eu tô fazendo? Isso é chantagem! Não, não, não sou assim. Deletem essa parte kkk Beijos e até o próximo.