The Scientist

19 Paris III - "Sonhos"


Notas iniciais
Oi, galera. Desculpem eu não ter postado ontem, foi um dia meio corrido pra mim. Mas tô aqui de novo. Gente, eu quero elogiar uma das minhas leitoras preferida. Desde meus rascunhos em Blind ela me acompanha. e eu recebi uma recomendação dela, então tô, tipo, so happy. Lua stoll, eu amei cada palavras da sua simples recomendação que distribuiu elogios a minha escrita e a minha pessoa. Eu fiquei meio emocionada até, sério! Mas vamos pro capítulo que hoje tem um momento Percabeth bonitinho e fofinho do jeito que eu sei que vocês gostam rs

08 e 09 de março.

Catedral de Notre Dame.

Pallace de Parisiense, Paris, França.

–Mais que droga! –Annabeth gritou. Uma de suas mãos trêmulas acionou o comunicador em seu ouvido e ela praticamente gritou a mensagem: — Phill, mande cinco agentes e um carro. Traga o Joey também!

Joey era apenas um colega de trabalho de Annabeth, cara caladão, na dele. Mas tinha uma pegada nos gatilhos das armas que o fez o mais famoso atirador de elite da CIA. Uma lágrima passou raspando pelo rosto de Annabeth. Ela não podia fracassar, não mais uma vez, não com a única pessoa que ela chegou a amar de verdade e a única pessoa que lhe deu valor como ninguém.

Em menos de alguns minutos uma van parecida com a que fora usada pelos rebeldes, parou ao lado dela. Ela limpou as outras lágrimas que ainda estavam se formando em seus olhos. Amaldiçoou o final do seu maldito período menstrual por estar deixando-a tão chorosa e com os nervos a flor da pele.

–Você vem, loira? –perguntou uma voz grave de dentro da van.

–E aí, Joey? Pronto pra atirar em algumas cabeças hoje à noite? –Annabeth tentou dar seu sorriso mais confiante.

Joey sorriu. Ele era um cara alto e magro, não tinha nem mesmo músculos nos braços. O cabelo curto era negro como a noite e os olhos eram de um azul leitoso, como se ele estivesse cego ou possuído por algum espírito demoníaco. As pessoas tinham medo dele, Annabeth não. Era um cara que viu os pais morrerem reféns de uns islamitas em Israel. Seus pais eram os melhores militares do exercito americano. Annabeth apenas entendia o porquê dele gostar de explodir os miolos de todas as pessoas metidas a terroristas.

O caminho a Catedral de Notre Dame foi silencioso. Percy era muito simpático com todos, não era um cara de muitos sorrisos abertos, mas era tão agradável e gentil com as pessoas que todos os agente que chegaram a conhecê-lo, nutriram um sentimento de respeito por ele. Sequestrá-lo foi um golpe imbecil da parte dos vermelhos. Todos os agentes naquele carro queriam sangue.

Quando chegaram lá, Annabeth pulou da van ainda em movimento. Ela havia trocado de roupa no trajeto de apenas 8 minutos até ali. Havia vestido um casaco preto apertado no corpo e calças camufladas, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto e havia colocado tantas armas no seu corpo que ele parecia mais um arsenal. Joey gesticulou para ela em direção ao alto e somente quando ela passou por umas das fendas para dentro do local que ela viu a imensidão do teto da antiga Igreja. Joey transitava como uma sombra pelas vigas e parou ao lado do sino enorme que tinha lá.

Annabeth escutou gemidos vindos de algum lugar. Gemidos de dor, completamente perturbadores. Ela se esgueirou pelas pilastras e os outros agentes fazeram o mesmo. Ela chegou a pensar que os vermelhos eram muito burros por não os terem percebido.

Percy estava amarrado em uma cadeira jogada no chão. Seu corpo tremia e estava respingado de suor. Uma venda negra tampava os seus olhos. E ele gritava no momento.

–Podemos te dar o remédio e acabar com a sua dor, Jackson. –A voz quase esquizofrênica de Sofia o provocava.

–Eu não sei de nada. –a voz sôfrega de Percy balbuciou. –E se soubesse também não te contaria, sua puta de merda!

Um dos homens que estavam por lá soltou uma gargalhada baixa e logos os outros grandalhões também esboçaram um sorriso debochado no rosto.

–Veja, Sofia. –o homem que havia dado a gargalhada inicial, falou. –Ele já descobriu o seu apelido.

–Calado, Bernardo. –Sofia sibilou. –Ou eu te mando de volta para os subúrbios da Itália.

Annabeth reconhecia aquele homem. Ele estava com o cara que Percy havia matado em Madrid. Annabeth gostou dele, gostou tanto que o escolheu como o primeiro do recinto que iria morrer. Os olhos cinza dela vasculharam se Joey estava no seu ponto ao lado do sino. Ele estava deitado e com a AK 47 em punho. Havia um silenciador no cano da arma. Os vermelhos nem saberiam de onde viera o tiro.

Ela fez o sinal positivo com o polegar e Bernardo caiu no chão com uma poça de sangue envolta da sua cabeça. Os outros vermelhos sacaram as armas e procuravam atônitos pelo remetente do tiro. Annabeth apenas sorriu e se esgueirou para a outra pilastra, a que estava ao lado de Sofia.

Outro tiro. Outro homem morto. Mais pânico dos restantes.

E com essa deixa, Annabeth puxou Sofia pelo braço para trás da pilastra. Os olhos da terrorista russa se encontraram com o da agente loira furiosa. Annabeth não pensou duas vezes, desferiu um golpe no rosto da mulher que acabou quebrando o seu nariz. Sofia a chutou nas costelas e Annabeth abaixou a guarda por um instante, o que, infelizmente, resultou em um soco no maxilar.

Annabeth ouviu mais dois tiros baixos. E aquilo significava que era apenas ela e Sofia. Sofia deu um giro com o corpo a 180° graus e sua perna estava preparada para um chute perfeito na cabeça de Annabeth, mas ela pegou o chute no ar, a poucos centímetros de sua cabeça. Logo depois ela derrubou a russa no chão.

Sofia se levantou. O nariz quebrado sangrando e um sorriso demoníaco no rosto. Ela se colocou em posição de ataque e Annabeth continuou na mesma posição, sorrindo debochada para ela.

–Deixa de ser idiota. –Annabeth sussurrou. –Para de fazer essa pose de ninja, porque você não passa de uma mal comida tentando bancar a amazona.

Como se fosse uma confirmação do que Annabeth tivesse dito, ela avançou em Sofia que respondeu com socos, todos desviados por ela. Se Sofia atacava pela direita, ela desviava pela esquerda, se Sofia tentava um jab de esquerda, Annabeth desviava pela direita. Se era um chute, ela pulava e não era atingida. E depois de cansada, os golpes de Sofia foram ficando lentos e a mente e o corpo de Annabeth mais rápidos. A loira de um chute com força na barriga da morena, que se inclinou segurando com as mãos no local. Outro chute nas costelas da russa foi dado, o que ocasionou em um grito de dor. Annabeth finalizou tudo com o seu famoso “matador de direita” que nocauteava todos os agentes homens que insistiam em treinar pesado com ela quando ainda estava na academia de formação da CIA.

Sofia caiu no chão com os braços estendidos e o sangue escorrendo do seu nariz para o rosto. Ela tossia muito, o que era um efeito de uma pancada tão forte na boca do estômago. Annabeth era fria ao sofrimento de terroristas e rebeldes alheios. Seus olhos pareciam geleiras da antártica.

–Deixa eu te ensinar algumas coisas, querida. –Annabeth disse a ela. – A Primeira delas: nunca mexer com um cara pelo qual eu estou apaixonada e bancar a piranha pra cima dele. –Annabeth levantou o pé direito e abaixou a bota pesada sobre o braço esquerdo de Sofia, o quebrando. –Segundo: nunca queira estar do lado oposto ao meu. Você pode até me odiar, mas tenho certeza de que não vai querer ser minha inimiga. E terceiro: toda essa trama de vocês vai cair. Por que não são a CIA, a ONU ou até mesmo os EUA que estão dizendo. –E com o mesmo pé que Annabeth havia quebrado o braço de Sofia, mexeu no rosto dela fazendo-a olhar bem nos olhos. –Sou eu.

Annabeth esperava qualquer coisa da infeliz toda quebrada sob os seus pés. Tudo mesmo, menos que a mulher tivesse uma crise de risos. Sofia jogou um frasco, que Annabeth nem ao menos tinha percebido estar em sua mão, na pilastra.

–Você pode estar toda feliz pela sua vitória na Batalha, Chase. –Sofia disse com a voz esganiçada pela dor. –Mas a essa altura já perdeu a guerra. Eu acabei de destruir o único antídoto para o veneno que dei ao seu querido cientista. Agora, querida, ele vai morrer.

Annabeth arregalou os olhos e se lembrou que tinha se esquecido do mais importante. Ela foi correndo até onde Percy estava. Desamarrou as mãos dele e os pés. O corpo esbelto e jovial estava morno, o que ela esperava que significasse que ele ainda estava vivo. O terno havia sido retirado e apenas a sua camisa social branca e a perfeita gravata borboleta estavam lá. Sua camisa branca estava suja de sangue e com as mãos trêmulas, Annabeth retirou a venda dos olhos dele.

Estavam vermelhos e agitados. Annabeth abraçou a cabeça dele e beijou-lhe a testa. Ela o abraçou de corpo inteiro e ele uivou de dor.

–Desculpa. –ela pediu com a voz frágil -Vou te tirar dessa, está bem?

Ela gritou por socorro e minutos depois agentes e para médicos estavam no local. Annabeth ficou ali abraçada ao corpo dele no chão enquanto esperava a ajuda.

[...]

Percy estava sonhando, só pode. Ele não estava mais com 27 anos, estava com 17. Ele se olhava no espelho do que era o seu quarto. Sua mãe seu padrasto não estavam em casa. Ele não tinha noção de como sabia disso, mas apenas sabia.

A imagem no espelho era quase ridícula. Ele vestia calças do pijama e uma blusa regata, que apenas realçada os músculos em falta. O que era engraçado, por que depois que terminara o colegial ele não tinha feito academia, mas adquirira um corpo definido e esbelto. Mas não, com 17 anos ele era alto, magro e tinha uma miopia do cão. Parecia um boneco de posto com óculos.

A campanhia tocou e ele desceu as escadas para atender. Quando abriu a porta lá estava ela: Annabeth Chase, amor não correspondido, imagem de estímulo para suas aliviadas no banheiro e principalmente sua melhor amiga. Ela tinha aquele sorriso irônico nos lábios e uma garrafa de Heineken em uma das mãos. Ela não estava bêbada, pelo visto, pois quando estava seus olhos ficavam cheios daquela alegria vazia causada pela bebida alcoólica. Mas eles estavam tristes e imploravam para entrar.

–Hã, meus pais não estão em casa. –fora a única coisa que o cérebro em pânico de Percy conseguira pensar.

–Eu sei, seu bobo. –ela retrucou.

–V-você quer entrar?

–Seria bom. –respondeu ela dando de ombros.

Ele abriu mais um pouco a porta e ela entrou. Percy não costumava ficar nervoso perto dela, mas era quase uma da manhã, ele estava sozinho em casa e eles estavam naquela fase de ficarem se beijando por aí. Será que ele deveria ter comprado camisinha?

Annabeth nem pediu permissão para nada, foi entrando em seu quarto – cheio de pôsteres de guerras nas estrelas e heróis da Marvel – sem nem pedir permissão. Ela se deitou em sua cama e ele fechou a porta do quarto, ficando em pé logo em seguida e sem saber o que fazer. Até que ela sorriu daquele jeito doce que era um sorriso somente dele, somente direcionado para ele. Ela deu tapinhas ao seu lado na cama e Percy se deitou lá.

–O que foi dessa vez, Annie? –ele perguntou.

–Por que acha que fiz alguma coisa? –ela sorriu de lado olhando para ele.

–Você só me procuraria sem meus pais em casa e a uma da manhã, apenas se houve acontecido algo.

Ela gargalhou. E ele sorriu também. O que era algo raro, já que o Percy de 27 anos não sorriu abertamente daquele jeito, se limitava apenas a dar um sorriso discreto, sem mostrar os dentes. Ela tirou os óculos do rosto dele e colocou-os em si.

–Sabe, dessa vez não é nada. –ela disse. –Eu só estava na casa do Ethan, naquela festa tosca que ele estava dando e percebi que às vezes a gente não precisa estar com um monte de gente, só com quem de fato importa.

–Solidão não é estar só, é estar entre mil pessoas e sentir falta só de uma. –Percy soltou as palavras.

–Hã?

–É uma frase de William Shakespeare. Você falou isso e eu me lembrei.

–É, eu acho que é bem isso mesmo que você falou.

Annabeth colocou os óculos na escrivania ao lado da cama dele. Ela suspirou e bebeu um pouco da cerveja.

–Eu só não quero ser como aquelas pessoas vazias. Eu percebi que mesmo se tendo poucos amigos, podemos ser felizes. Por que só precisamos do essencial. De pessoas essenciais. –ela disse com os olhos brilhando. –Só assim se pode conquistar o mundo.

–Adoro esses seus momentos filosóficos. –Percy retrucou. –Você fica tão linda.

Ela voltou a sorrir e dessa vez depositou um beijo nos lábios dele. Percy vendo tudo aquilo em seu sonho se perguntou como ele era tão gay ao ponto de ter uma gostosa o beijando na sua cama e nem ao menos ter começado um joguinho de mãos bobas.

–Posso dormir aqui, Percy? –ela perguntou depois que se separaram. –Acho que você é a pessoa essencial com que quero passar a noite.

–V-você está falando de fazer... Fazer aquela parada que namorados fazem? –Percy se embolou com as palavras.

–N-não, Percy. –Annabeth também gaguejou e ficou vermelha. –Não quis dizer isso.

–Ah sim. –Percy deu uma risada nervosa.

Ele deu um beijo carinho na testa dela e foi até o seu guarda roupas pegar um edredom. Ele cobriu Annabeth e lhe dirigiu mais um daqueles sorrisos que o Percy de agora jamais daria. Percy pegou outro edredom e colocou no chão para que ele se deitasse. Ele se cobriu com um lençol fino, não estava sentindo frio naquela noite. Annabeth logo dormiu e ele ficou observando-a do seu lugar no chão. O cabelo loiro esparramado sobre o travesseiro, a respiração leve e o semblante em paz.

A única sensação que Percy se lembrou de ter sentido era da dor nas costas no dia seguinte por ter dormido no chão e da felicidade incomum por ter a observado descansar em sua cama como um anjo.

[...]

Depois do sonho, Percy abriu os olhos instantaneamente. Uma dor no corpo incomum o atingiu. Ele se lembrou das suas horas de agonias sob o efeito do veneno dos vermelhos, na catedral de Notre Dame. Só para fazer um teste ele passou suas mãos pelo peito e abdômen que estavam desnudos. Ele sentiu tanta dor no ato que parou logo em seguida.

Percy reparou que estava no luxuoso Pallace de Paris. Uma cama enorme de casal estava sob si. Mas a visão que mexeu com ele foi a figura loira dormindo ao seu lado e vestindo apenas uma blusa social rosa claro dele e uma calçinha. Annabeth estava encolhida ao seu lado.

Ele percebeu com um pensamento reconfortante que os papeis agora estavam invertidos, ou seja, fora ela que havia passado a noite inteira em claro vendo-o dormir. Percy se virou, ignorando completamente a dor no corpo e a abraçou. Annabeth sorriu e, involuntariamente, lhe deu um beijo nos lábios.

“Que linda”, Percy pensou. “Mesmo dormindo pensa em me beijar.”

–Você acordou? –disse Annabeth com os olhos ainda fechados. Então, logo em seguida, ela os abriu e gritou: — Você acordou!

E então ela o abraçou, fazendo-o estremecer de dor. Logo depois ela começou a bater nele com o travesseiro, dizendo que ele fora um teimoso e idiota por ter ido com a vadia de meia tigela. Mas Percy achou que ela ficou com pena e parou de espancá-lo quando o ouviu resmungar de dor no corpo. Em seguida ela o abraçou novamente, com mais delicadeza dessa vez e o beijou apaixonadamente.

–Essa bipolaridade ainda é sua TPM? –ele perguntou enquanto recebia beijinhos no seu rosto.

–Não, seu bobo. –ela disse da mesma forma que falara em seu sonho. –Foi apenas medo de te perder.

–Então, foi muito medo mesmo. –ele disse fazendo-a rir. –Mas você ainda está na TPM?

–Não, Percy. –ela sorriu mais ainda. –Não precisa ficar mais com medo.

Percy fingiu estar fazendo uma prece de agradecimento e recebeu um tapa bem de leve e brincalhão no braço. Annabeth se aninhou nele de uma forma cuidadosa. Ele a deixou descansar a cabeça em seu peito e acariciou-lhe os cabelos que tanto amava.

–O que aconteceu quando eu apaguei? E por quanto tempo eu apaguei?

–Foram apenas cinco horas. Você já deve ter ouvido falar de remédios que cortam o efeito um do outro, não é? –Annabeth levantou um pouco o rosto para lhe olhar nos olhos. –O médico que fora responsável por você fez alguns exames e me perguntou se você tinha tomado algum medicamento antes de tomar o veneno.

–A aspirina.

–Sim, a aspirina. Por incrível que pareça um simples remédio popular cortou parte dos efeitos do veneno. Mas você vomitou muito e de comida a sangue. Você ainda vai sentir dor por dois dias e seu corpo ainda vai ficar vermelho e dormente até lá.

Percy olhou para o seu corpo, só naquele instante percebera que estava apenas de cueca. Havia manchas roxas distribuídas pela sua pele branca. Suas cordas vocais ardiam, tanto pelo veneno quanto pela crise de vômitos. Annabeth beijou carinhosamente as machinhas vermelhas sobre o seu peito.

Ele não queria admitir, mas estava gostando de todo aquele carinho. Até estava pensando em tomar veneno mais vezes para ser mimado daquele jeito.

–O que aconteceu com Sofia? –Percy indagou.

–Depois de eu ter quebrado a cara dela, Phill a levou para interrogá-la. Os outros vermelhos foram mortos por outro agente. –Annabeth respondeu.

–Acho que sei qual é o próximo passo da missão.

–Algo relacionado a uma casa em Versalhes? Com um cara chamado Jápeto?

–Sim, Annie. –Percy suspirou de olhos fechados e sentiu ela passar a mão sobre a sua barba, que por mais que ele odiasse, tinha se esquecido de fazer nos dias anteriores. –Acho que ele tem respostas. Principalmente por que já trabalhou comigo e por que é o melhor cientista que já conheci na vida.

–Quando os seus dois dias de repouso obrigatório acabar, nós vamos até Versalhes. –Annabeth finalizou.

Ela ficou fazendo desenhos imaginários no seu peito e ele sentiu uma sensação estranha por onde seus dedos passavam. Parecia que seus dedos eram milagrosos, pois onde eles tocavam a dor no local parecia sumir.

Percy contou isso a ela e sugeriu algo:

–Sabe, Annabeth, já que temos dois dias para ficarmos sozinhos nesse quarto, você pode ajudar a parar a minha dor deixando o seu corpo bem colado ao meu. –Ele fez bico e piscou os olhos suplicando.

–Você é impossível. –Annabeth falou sorrindo. –Mas já que é para a cura e o bem estar do meu cientista, acho que sou obrigada a dar o meu melhor.

Percy deu um sorriso idêntico ao do seu sonho, o que pareceu encantar Annabeth, já que ele não fazia isso quando estava com ela. Percy ignorou a dor latente em seu corpo e se virou ficando por cima dela. Ele distribuiu beijos pelo pescoço dela e roçou a sua barba ali, fazendo-a gargalhar pelas cócegas.

Era um momento perfeito para ele. Ele ouvia o som das risadas de Annabeth, distribuía beijos em sua pele, estavam com as mãos entrelaçadas acima da cabeça dela e seus olhos sorriam um para o outro.

Nem mesmo o peso da paz do mundo sobre os ombros pode impedi-lo de se sentir tão feliz.

Notas finais
Você deve estar se perguntando: Mas ele não morreu, pra que essa cena toda com o veneno? Simples, estou dando pistas soltas sobre o desfecho da história em quase todos os capítulos. Uma delas será revelada no próximo capítulo. E como dizia o perna longa no final de cada desenho: Por hoje é só, pessoal. Amanhã, se Deus quiser e nada que me atrapalhe acontecer, tem mais. E a maratona tá acabando. É a vida :/ Comente aqui em baixo e até o próximo. =D