Depois de pegar as coisas com o taberneiro, resolvi saquear os corpos dos guardas e acabei achando 100 moedas de ouro, o que dava para descansar nas duas próximas cidades. Eu ficava imaginando como deveria ser a vida dos servos do imperador, pois para ser submetido a isso, eles devem ser bem idiotas ou têm uma vida pior. Andando com cuidado pelos corpos, saí da taberna e fui andando na cidade. As cabanas eram básicas, feitas de madeira. Algumas poucas tinham paredes de pedra, provavelmente de donos de loja. Apesar disso, a metade estava destruída por causa da grande guerra. Os destroços ainda estavam lá, como se ninguém se importasse mais com o lugar. Do alto de uma montanha, era possível ver uma bandeira preta e amarela com um grifo desenhado, era do Imperador. Me perguntava o porquê de um grifo, mas não me interessava tanto assim.

Era fácil achar os postos de comando, talvez o imperador se achasse muito confiante a ponto de não se esconder.

Fui andando até a montanha, provavelmente havia 500m de caminhada. No caminho, ficava olhando meu reflexo no sangue da minha espada.

No caminho, via várias donzelas, dava um sorriso mas era sempre ignorado. Talvez elas tivessem medo de mim, apesar de que eu era inofensivo fora de batalha.

Chegando na montanha, avistei quatro soldados, um tinha uma ombreira no ombro direito com uma faixa, provavelmente o general. Antes de avançar, eu resolvi olhar em volta. Havia quatro cabanas, o que me fez deduzir que só havia aqueles quatro guardas. Apesar disso, ainda estava desconfiado de que haveria mais um. Olhando por um tempo, eu vi uma sombra em uma das cabanas, provavelmente o último guarda. De repente vi a silhueta sem armadura e um cajado, com certeza era um amigo. Tive sorte de me preocupar antes, pois magos são um problema e podem acabar com você com poucos minutos sem se cansar.

Me aproximando sorrateiramente, acabei ouvindo uma parte da conversa, um dos guardas dizia “Essa é a situação atual do nosso posto, nessa carta está o nosso acordo assinado de parceria.” O cara com a faixa não era o general, era um mensageiro. Isso explicava o porquê de apenas quatro cabanas. Era estranho haver um mensageiro, já que os postos normalmente não se comunicavam, talvez fosse ordem do imperador? Ou os postos resolveram agir de forma única. Só sabia de uma coisa, que não deveria deixar eles descobrissem que os 3 soldados de antes foram mortos e que aquela carta fosse entregue ao outro posto.

Minha espada não era das mais tradicionais, era uma lâmina curvada, como um arco. Ao invés de uma corda, havia um cabo aonde se segurava no meio dela. Essa espada foi feito com minérios raros coletados por meu pai em uma caverna aonde dizem que nos tempos em que os dragões andavam em nosso mundo, vivia uma família lá. Talvez sejam suas escamas. Talvez seja coincidência, não sei. Decidi ir no mago primeiro, pois os guardas seriam mais fácil. Estava próximo a ele, sua silhueta já era quase de meu tamanho. Eu corri e dei uma estocada com minha espada para perfurar seu coração e, efetivamente, o arranquei. Os outros soldados me perceberam e vieram de uma só vez. Eu defendia seus golpes enquanto me afastava esperando o momento certo para contra ataque. Um dos soldados tinha um amassado em seu peitoral e dava pra perceber que seu cabelo era loiro. Ele deu um golpe horizontal em mim, mas eu dei um golpe tão forte na direção inversa que empurrei sua mão e abri sua guarda, o deixando atordoado. Eu peguei minha espada e o desmembrei, e rapidamente consegui acertar outro, mas apenas o deixando ferido. Sobravam três soldados para lutar, enquanto um se contorcia no chão. O com faixa no braço resolveu usar a espada como uma lança, atacando para frente. Eu desviei para o lado rapidamente, ficando nas costas dele virado para o lado contrário. Dei um golpe para trás que acabou decapitando-o. O ultimo soldado aproveitou isso e me golpeou nas costas, fazendo um corte leve, mas que poderia ser um problema se não cuidasse. Nós ficamos aparando os golpes por um tempo, esperando ver quem iria cometer o primeiro erro. Depois de um tempo, ficamos rodando em volta no sentido horário esperando o ataque.

Eu resolvi ir para o sentido inverso e dar um golpe vertical. Ele aparou meu golpe, mas ficou atordoado. Eu larguei a espada e dei um soco em seu rosto, o jogando no chão. Peguei sua espada e falei com o guarda: “De onde esse mensageiro vem? Mais alguém sabe desse tratado?” O guarda respondeu: “Por favor, não me mate. Ninguém mais sabe disso, ele era o primeiro que iria iniciar. Ele que teve a ideia da faixa e da união. O posto dele não sabe para onde ele foi. Não me mate, eu não queria isso. Eu era um escravo, era ser um soldado ou trabalhar para sempre ganhando nada.”

“Eu vou deixar você ir, mas você vai ter que me pagar com uma coisa”- eu disse – “Sua mão”. Peguei a espada do soldado e enfiei em seu pulso, enquanto ele estava deitado no chão. Eu saí de perto. Peguei a carta e saqueei o posto. Resolvi abrir a carta e ler, nela estava escrito:

“Olá caro soldado,

Deixo-vos esta carta para tratar de uma parceria entre nossos postos de comando. Garanto total privacidade neste acordo e que só eu conheço o mesmo. Entre os benefícios, estão inclusos uma ajuda financeira caso um dos postos não conseguisse o dinheiro necessário requerido pelo imperador, além de ajuda em expansão para próximas cidades.

É necessário um pagamento de 500 moedas de ouro para iniciar o acordo.

Atenciosamente,

Maik Vanguard”.

Parecia que o soldado dizia a verdade, mas de qualquer forma, eles mal tinham ouro o suficiente. Isso que dá não deixar nada para as pessoas e esperar que elas criem lucro do nada.

Era hora de ir ao taberneiro descansar e ir para a próxima cidade.