The Royalty
25 Bônus: The Past
Notas iniciais
Enquanto andava, Eleanor sentia a pesada cauda do vestido branco arrastando-se pelo carpete vermelho da igreja. Os olhares dos convidados pesavam-lhe a cada passo, mas ela continuava firme rumo ao altar. Seus olhos azuis fixam-se nos do noivo e ela consegue relaxar um pouco.
Conforme aproximava-se, seu coração batia ainda mais rápido. Por fim Eleonor alcançou o altar e soltando a mão do pai posicionou-se em frente ao padre. Philip abriu um sorriso e Eleanor sentiu seu rosto corar por baixo de toda a maquiagem.
— Você realmente veio. – Ele disse em tom de brincadeira, mas no fundo pareceu verdadeiramente aliviado – Às vezes fico com medo de que tudo isso tenha sido um sonho.
— Mesmo que eu tentasse escapar desse casamento, minha mãe me traria pela orelha se fosse preciso – respondeu Eleonor olhando pelo canto do olho para a mãe que ostentava uma expressão severa.
Os dois soltam uma risada contida e logo voltam sua atenção para o padre que iniciou a cerimônia.
— Estamos aqui hoje para celebrar não apenas a união de dois jovens, mas também a união diplomática de dois países. — iniciou o padre.
Depois de um longo discuso sobre a união de duas almas e o casamento, os juramentos do noivo e da noiva e a entrega das alianças, chegou a hora da cerimônia de coroação.
— Juro solenemente governar o povo de Illéa, a monarquia e os seus territórios. Prometo fazer a lei e a justiça em meu governo. Executarei meu governo com misericórdia, sei benevolente e nobre em meus juízos de valores. Castigarei severamente aqueles que traírem a coroa. Prometo fazer tudo isso, então que Deus me ajude. — repetiu Eleonor.
— Então Deus abençoe a mais nova princesa de Illéa!
***
— Muito obrigada por vir – Eleonor agradeceu meio à contragosto.
A princesa italiana abriu um sorriso.
— Não poderia perder o casamento do ano, afinal, não é todo dia que o príncipe de Illéa se casa. – Respondeu a italiana – Você estava lindo durante a cerimônia.
Eleanor fuzilou Antonella com o olhar.
— Você também não estava nada mal, seu inglês melhorou muito, quase não dava para perceber o sotaque Norueco.
Mais uma vez a noiva abriu um sorriso forçado.
— Falando nisso, você não acha estranho que seu marido já tenha beijado sua irmã?
O príncipe abraçou-a por trás e cochichou em seu ouvido:
— Depois te recompenso por isso.
Eleonor revirou os olhos.
— Eu vou falar com a minha irmã. – ela disse virando-se de costas e afastando-se do marido e da princesa italiana.
Logo avistou a irmã sentada em uma mesa próxima a pista de dança.
— Está aproveitando a festa? – Perguntou Eleonor ao se aproximar de Lydia.
— Eu não acredito que você se casou com esse cafajeste Len, você podia achar coisa melhor. – disse Lydia tomando um gole em sua taça de champanhe. – Mas a festa está ótima.
— Eu amo o Philip e acredito que ele mudou de verdade. Você não pode julga-lo a vida inteira por algo que ele fez na adolescência. – Justificou Eleonor sentando-se ao lado da irmã.
— Ele fez aquilo só para te magoar e você sabe que não foi a única vez... Não sei porque a mamãe arrumou esse casamento. – Suspirou Lydia.
— Aquilo não foi nada comparado aos momentos felizes que passamos juntos. Ele amadureceu muito nesses últimos anos e está fazendo de tudo para que essa experiência seja mais fácil.
— Mas você ainda não superou a princesa italiana, vi vocês conversando e não parecia muito a vontade.
— Eu o perdoei, mas não significa que eu preciso gostar dela. Tecnicamente, o Philip a traiu comigo. Mesmo assim, é irritante como ela tenta me irritar, mas a culpa não é do Philip. – Explicou.
— Ainda não confio nele, mas se ele te deixa feliz é isso que importa.
Eleonor abre um sorriso.
— Mas e você e o Cortie? Estão prontos para governar a Noruécia?
— Acho que este dia ainda está longe. Se deixar, a mamãe vai governar até o fim de seus dias!
— Não duvido, vocês ainda são jovens, tem bastante tempo para se tornarem rei e rainha.
— Digo o mesmo de você Len. Como são seus sogros?
Eleanor para um pouco para pensar.
— São bem diferentes dos nossos pais, mais liberais e menos rígidos. – Conta.
— Então dá para entender porque o Philip é assim.
Eleanor inclina a cabeça.
— É, talvez...
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