The Roxas Love

15 Capítulo 13 – Liberdade pra voar.


Notas iniciais
Para esse capítulo(que é considerado por mim um dos mais importantes)quero que escutem LISTEN TO THE STEREO, uma música que me inspirou pra esse capítulo. E para vocês: LISTEN TO THE STEREO!! http://www.youtube.com/watch?v=_zDj4NEmm2M (aconselho a começar a música somente quando roxas começar a correr)

Amanheceu. Era o sabádo mais lindo que vi. Os passáros cantando, as nuvens, bem, as nuvens não existiam, e o sol mostrava cada vez mais sua alegria.

-Uahhh!- Eu bocejei.

Agora que me lembrei, kisume e ventus estão dormindo, é melhor não acordá-los.

-LEVANTEM SEUS PREGUIÇOSOS!-Disse sora com um pijama de bolinhas verdes.

Riku apenas estava encostado na parede externa do meu quarto, esperando para ir tomar café.

No mesmo momento do grito de sora, os dois acordam.

-O que houve?-Disse kisume se espreguiçando.

-É DIA! VAMOS APROVEITAR O DIA!- Era oito da manhã, e ele estava gritando.

-Arn.... –Ventus estava desacordado.

-LEVANTA!

Todos levantamos de mau jeito. Nos trocamos, escovamos os dentes... enfim, tudo aquilo que se faz quando acorda. Seguimos para a cozinha, tomar café.

-Olá turma! Bom dia!- Disse minha mãe.

-Bom dia!- Todos dissemos em coro.

Tomamos café, que por sinal estava ótimo. Ficamos sentados um pouco na sala.

-Roxas, sabe, podemos conversar? –Riku me perguntou.

Todos se entreolharam. Era sobre axel, tinha certeza.

-Nós conversamos bem... –Disse kisume-

-E chegamos à uma conclusão: Vamos te ajudar. –Disse kairi.

-O quê? –Eu não havia entendido direito.

-Roxas, nós temos medo do que vai acontecer com você. Axel não vai voltar. –Disse kisume fazendo um circulo com os dedos no chão, não havia mais espaço no sofá.

-Não! Axel vai voltar! Vocês querem encher minha mente de besteiras, para eu me voltar contra axel! Vocês não sabem nada de mim! Não sabem nada de axel! Axel é meu amigo, sabiam? Ele me salvou, me protejeu! Ele me AMA!–O silêncio rompeu a sala depois do que eu disse.

Eu saí da sala. O dia não estava muito legal pra mim. O pessoal ficou jogando diversas coisas dentro de casa, enquanto eu, subi na árvore perto do quintal e cheguei ao telhado. E la eu fiquei o dia inteiro. Olhando o horizonte e as redondezas. Era assim que eu gostava de ficar. Era assim que eu era.

Eu estou errado? Porque eu estou errado por gostar de alguém? Por que sempre acham que eu é que estou errado? Fitei o sol procurando alguma resposta, mas seu brilho não permitia, estava intenso demais. Desviei o olhar e abraçei minhas pernas dobradas. O horizonte é muito longe? Onde será que você está....Axel?

-Vai demorar muito?- Senti uma lágrima escorrer de meus olhos.

O dia amanheceu. Eu dormi no telhado. E ninguém para me acordar ou avisar que já era noite. Afinal, não sabia se eles estavam informados de onde eu estava. Pelo menos não tomei um raio, isso poderia ser perigoso.

O dia estava lindo, o melhor dia que vi, não sei porque se era eu que estava bem próximo da bela imagem, ou se realmente era.

Desci pela árvore cambaleando um pouco até chegar à porta de casa. Estava trancada. Por sorte, eu tinha as chaves. Entrei em casa, tomando cuidado para não fazer barulho. Entrei na cozinha e me deparei com minha mãe me fitando diretamente nos olhos, com olhar de reprovação.

-Onde esteve?-Ela perguntava enquanto se deparava com as minhas roupas sujas.

-Aqui em cima. –Apontei para o telhado enquanto procurava alguns pães para comer.

-Porque? –Ela continuava a me fitar, e eu, fujia do olhar.

-Eu fiquei um pouco à tarde olhando o horizonte, mas... acabei adormecendo lá, e ninguém me avisou, ou me acordou.

-Realmente. Não sabíamos onde estava.-Ela se aproximou.- Nunca mais faça isso, ok?

Eu abaixei a cabeça. Então ela continuou:

-Sei o que se passa em sua cabeça. Agora surgem dúvidas, não é roxas? Deve ser triste saber que ele não...-Eu a interrompi.

-Ele vai voltar, mãe. Eu tenho certeza. Ele vai voltar. –Me soltei das mãos da minha mãe que me envolviam e fui tomar banho.

Passeu mais tempo no banho que o necessário, talvez uma meia hora. Comecei ouvindo gritos do sora novamente, que cansavam os meus tímpanos.

- Acordem, seus pivetes! Hoje é o último dia! –Dissera sora, eu reconhecia pela voz, álias, eu era muito bom nisso.

-Ontem nós não fizemos quase nada.... pra quê acordar cedo?-Disse kisume.

-Bom, isso é verdade, sora. –Questinou riku, com uma voz um tanto sonolenta.

-Acordem logo, não quero saber.. –Ele proseguiu.

Esperei todos saírem para retornar ao quarto e finalmente trocar de roupa. Quando terminei, desci para comer aqueles pães tão desejados por mim quando desci.

-Nham, nham... esses pães parecem muito gostosos! –Eu indaguei me aproximando de um.

-Roxas?!?!?-Todos disseram em coro, até riku.

-O que foi?

-Onde você esteve? –Dissera ventus me olhando assustado.

-Pois é... Eu estava no telhado, e ninguém me acordou... –Já estava sentado. A fome me perseguia pela forma de cansaço.

Todos tiraram o olhar sobre mim. Em um segundo todo o interesse sumiu.

Nós todos tomamos o glorioso café da manhã, e depois fomos para a rua de frente de casa.

-Roxas... Nós conversamos, e... –Ventus olhou para kisu.

Avistava sora e riku encostados na parede externa da casa, como se estivesse esperando algo.

-O que foi agora? –Minha face mudou.

-Calma roxas. Calma. –Ela dissera, diminuindo a voz.

-Sabe, aproveite o vento. Ouça o som, pegue a folha. Simples assim.

-Não estou entendendo. –Minha sombrancelha arqueou.

-Bom.... –Ele avistou algo em meu bolso, era meu amuleto. Era um pingente que axel havia me dado. Estava junto do caderno no qual havia a mensagem.

Logo ele arrancou o pingente de meu bolso, olhou me maliciosamente. Ele devería saber que aquilo era do axel. E fugiu. Disparou na corrida, como se estivesse fugindo da polícia.

Eu não podia deixar ele fugir. Não posso deixar que meu pingente vá embora, assim, do nada, como veio.

Assim como ele, eu disparei e corri. Como ele podia ter feito isso? Ele era meu amigo, não era? O que houve todos esses dias? Logo quando me toquei ele havia virado a esquina, e então, sem parar, eu virei, assim como um carro a cem quilômetros por hora. Meu pé arrastou no chão e meu corpo como um impulso se aproximou do chão, para que eu não perdesse o equilíbrio e voltasse à velocidade rapidamente. Dobrei a esquina, e via ventus correndo. Foi quando meu corpo mostrou ter mais energia, fazendo cada uma de minhas células produzirem energia anormalmente.Vi que na mesma velocidade que eu estava, kisume estava atrás, não com intuito de me perseguir, apenas acompanhar, e mais lá atrás, calmamente, mais ainda em disparada, estava riku e sora.

Eu corria ferozmente, quando notei que não estavamos mais no bairro de onde morava. Estavamos em ruas comercias, cheias de restaurantes com suas mesas e cadeiras na rua. Alí não passava carros. Percebi também que minhas pernas e braços estavam maiores, ou era eu inteiro. Eu estava cheio de energia. Talvez foi aquele pão. Ou não.

Eu me sentia livre, correndo, cheio de ar, e tão....feliz. Acho que ventus tinha planejado isso, e era justamente o que eu estava aproveitando. Eu somente ouvia uma música que não saía de meus ouvidos, apesar de não estar vindo de nenhum lugar.

“Listen to the stereo!! Tonight! Tonight! Tonight!”

(Ouça o som! Esta noite! Esta noite! Esta noite!)

“Hayaku, let’s the play again!”

(Rápido, vamos tocar novamente!)

Eu sentia meu coração. Aquilo era o fim? O fim?

“Listen to the stereo!! Tonight! Tonight! Tonight!”

(Ouça o som! Esta noite! Esta noite! Esta noite!)

“Itsumo kureyo brand the beat!”

(Sempre me dá uma nova batida!)

Eu corria, mais aquilo era realmente o fim? Ou só a liberdade? O que é a liberdade? O que é esse som? O que são essas belas batidas?

“Hey, beat wa good to tight ni”

(Ei! Essa batida é boa e firme!)

“Song writte wa choto irony”

(Escrever músicas é meio irônico.)

“Sabichatteru furui kaironi”

(Coloque o valioso óleo)

Era felicidade, a pura felicidade.

Eu não acreditara. Esse é o fim mesmo?

“Totteoki wo sashitte oil please”

(no circuito enferrujado, por favor)

“Madatane!”

(Não é bom o bastante!)

“Kawanne!”

(Não vai mudar!)

“Itsudatte!”

(A qualquer momento!)

A qualquer minuto, a qualquer momento...

“Te ni emotion!”

(Emoção nas mãos!)

As emoções, que me fizeram tudo isso...Será que podem chegar à esse ponto?

“Listen to the stereo!! Tonight! Tonight! Tonight!”

(Ouça o som! Esta noite! Esta noite! Esta noite!)

“Headphone nara sutechimatte mou!”

(Mesmo se você jogar fora seu fone de ouvido!)

“Listen to the stereo!! Around! Around! Around!”

(Ouça o som! Ao redor! Ao redor! Ao redor!)

“Hayaku, let’s the play again!”

(Rápido, vamos tocar novamente!)

Logo escutei um piano tocando, o que me fez sentir nostalgia. Uma leve nostalgia.

Minhas pernas correram como nunca antes, mas não com o mesmo objetivo de antes, com o objetivo de ser feliz.

Correr é ser feliz? Não. É surpreender-se com o que pode fazer, eu me sentia gigante! Não só de corpo, mas de coração. Me sentia mais leve, me deixei voar.

“Sabe, aproveite o vento. Ouça o som, pegue a folha. Simples assim.”

Ventus. Entendo o que disse. Entendo você agora.

Ser eu mesmo. Não me lamentar. Voar, correr, o que eu ainda estava fazendo.

As ruas comerciais começaram a desaparecer, e iam dando continuação à ruas de beira de praia.

-Praia?!?-Sussurrei comigo mesmo.

-Roxas!!!Bem-vindo à liberdade!!-Gritou kisume um pouco atrás de mim.

Aaahhhhh!! Minha energiaa!! Correr! Não ter pra onde ir! É isso!

Então eu corri com toda a minha força, que consegui ultrapassar ventus. Percebi que íamos parar na praia, então fixei meu pé no chão, e deslizei, com a mão perto do chão, como precausão. Eu estava de costas para frente, e vi que todos iam parando.

-Hahaha! Roxas!! –Ele estava muito feliz. Eu entendi o que ele quis dizer. Finalmente.- E aí, gostou??

-Obrigada ventus... –Eu já estava parando.

Logo em seguida, ele puxou o pingente que estava no bolso e me devolveu.

-Eu precisava fazer isso, me desculpe mesmo.-Olhou de baixo pra cima pra mim- Ei, você cresceu foi? Está quase maior que eu!

Olhei para os lados, os outros estavam chegando.

-Hehe...será a adolescência? –Eu continuei.

Kisume escutou, e logo respondeu:

-Não roxas. Viu? A liberdade te fez bem! Te faz muito bem ser livre pra voar!- Então ela pega seus fones de ouvidos caídos no pescoço e me entrega.- Isso é pra você. Ouça o som, roxas! Ouça o som!!

Olhei para meus amigos e agradeci novamente. Eu tenho amigos e axel também é um deles.

Ficamos deitados na areia até o entardecer... eu e sora contavamos nossas aventuras, e todos nós olhavamos o céu crepúsculo. Isso me lembrava uma certa cidade.

Notas finais
Obrigada a todos que escutaram a música junto da fic.