The Rose Color Snow
52 Epilogue or It would be a prologue?
Notas iniciais
Capitulo Cinquenta: Epílogo ou Prólogo?
❄️Alguns anos depois❄️
❄️ P.O.V Will❄️
— Willllllllllllllllllllllll — Escutei a voz da pirralha da minha irmã antes dela entrar no quarto enquanto eu terminava de abotoar a camiseta do colégio.
— Você já pensou o que aconteceria se eu estivesse pelado? – Resmunguei. Luh se sentou na cama balançando os pés sobre a saia preta do colégio com duas listras brancas na bainha.
— Já vi fotos de quando você era pequeno e você estava p.e.l.a.d.o – Ela soletrou a última palavra como se achasse graça. — Mamãe mandou você ir tomar café. Senão vai se atrasar.
— Já estou indo – Respondi. Esperei para ver se Luna ia sair do quarto, mas continuou abanando as pernas enquanto me olhava com os olhos azuis iguais os da minha mãe e por sinal, iguais aos meus.
— Vamos – Baguncei seus cabelos platinados depois que ela pulou da cama e saiu saltitando enquanto falava algo sobre unicórnios voadores.
Desci as escadas tomando cuidado com os degraus congelados que minha irmã deixava para trás. Ela com certeza fazia de propósito. Luna estava com 11 anos e consequentemente fazia de tudo para aprontar alguma. Passei pela sala perfeitamente arrumada graças a minha mãe e me encaminhei até a cozinha. Sentei-me na cadeira da mesa.
—Bom dia! Mamãe!!! – Luna pulou animada no pescoço da nossa mãe que riu animada beijando o topo da sua cabeça.
— Bom dia floco — Minha mãe respondeu terminando de colocar uma jarra de suco na mesa. Ela usava um avental azul florido e por baixo mais um de seus vestidos.
— E o pai? — Perguntei fazendo uma torrada.
— Teve que sair. Norte precisou de sua ajuda — Minha mãe se sentou na cadeira da ponta enquanto Luh sentou-se a minha frente com seu pote de cereal, todo decorado de pequenos unicórnios.
— Mais nem é Natal? — Luh resmungou. — Estou com saudade do primo Holdy.
— Quer que eu peça pra Tooth se Holdy pode vir brincar nesse fim de semana? – Minha mãe perguntou tirando uma mecha do cabelo de Luna.
— Quelo — Ela tentou falar mastigando o cereal colorido.
— Luh... —Minha mãe repreendeu-a, mas sua voz não era tão ameaçadora. Entretanto, quem sempre nos dava castigos foi ela. Nosso pai era mais conhecido pela diversão e sempre aprontava junto conosco e o melhor de tudo: Nossa família era imortal.
Assim que terminamos o café da manhã nossa mãe nos mandou pegar as mochilas. Subi as escadas, mas no meio caminho fui atropelado por uma pirralha. Quando entrava no meu quarto escutei os passos da minha irmã atrás de mim e sorri sabendo que ela estaria me seguindo.
— Anda!! Pega a mochila! Quero ver a Nicolly!!! — Luna pulava apressadamente.
— Pegar as mochilas não vai faze-la chegar mais rápido — Falei e peguei a mochila ao lado da cama. Em seguida recebi um empurrão.
— Ei — Xinguei.
— Isso foi por ter falado aquilo — Luh resmungou e saiu correndo. Balancei a cabeça, entretido em minha irmã e em como era fácil aborrece-la.
— Luna é melhor você correr porque vai ter volta — Gritei e escutei ela soltar um gritinho de felicidade no primeiro andar. Sai do quarto e fui até as escadas vendo-a parada na porta.
— Lunaaaa — Chamei seu nome com um falsete assustador. Desci as escadas apressadamente com a mochila batendo sobre minhas omoplatas.
— Nyyyaaaaa — Luh gritou correndo para fora de casa.
— Não usem os poderes no colégio! — Escutei minha mãe gritar antes de fechar a porta e responder um “Tá”.
Corri atrás de Luna que balançava os braços e ria, mas suas pernas não ganhavam das minhas. Quando finalmente a encurralei usei as mãos para fazer cosquinha. Sorri escutando ela gritar, rir e chorar antes de cair na grama. Agachei-me e continuei o trabalho. Vi um flash de luz e virei o rosto. Minha mãe segurava uma câmera e sorria.
—“Manhêeee” — Gritei. Escutei o barulho de cavalos e virei o rosto. Uma carruagem se aproximava da nossa casa.
— Nicolly — Luna gritou se levantando. Limpei a grama de sua cabeça enquanto também levantava.
— Boa escola — Nossa mãe anunciou entrando. Lembre-me de excluir aquela foto.
— Oiee Nilly — Minha irmã gritou estourando meus tímpanos enquanto corria até a porta da carruagem. Onde saia nossa prima.
Seus cabelos eram quase iguais ao da tia Anna, tirando que havia mechas loiras se misturando ao ruivo. Ela usava o mesmo uniforme que o nosso. A saia preta e a camiseta branca com um colete preto. Nicolly tinha 14 anos e era como uma irmã mais velha para a Luna. Não que ela não tivesse irmãos mais velhos. Contudo, parece que garotas têm assuntos que nunca vou entender. Os olhos de Nicolly eram castanhos e nesse momento ela estava com o cabelo preso por um rabicó branco e o cabelo todo jogado no ombro. Algumas mechas caiam sobre seu rosto.
— Oi Nicolly! — Acenei caminhando até ali. Entrei na carruagem, seguido por Luh e Nilly. Preciso urgentemente de amigos homens.
— Tudo bem com vocês? — Ela sorriu sentada na outra ponta.
— Sim — Respondemos.
—E com você? — Luh perguntou — Como vai seu irmão?
— Chora toda noite — Nilly balançou a cabeça em decepção.
— Coitado, Nilly. É só um bebê — Luna falou.
— Tenha paciência. Eliot ainda é um bebê. Imagine eu que tive que aturar uma irmã que só sabia gritar e correr — Expliquei antes de Nilly cair na gargalhada e Luh inflar as bochechas.
— Também te amo, maninho — Lu resmungou antes da carruagem dar uma balançada e parar em frente a um prédio todo branco com janelas e portas de madeira amarelada.
— Colégioooo! — Luna gritou quase nos atropelando para sair. — Vou ver minhas colegas.
— Não se descontrole muito — Gritei enquanto seguia ao lado da prima Nilly. Observei o segurança ao lado da porta meio emburrado, mas parecia já estar acostumado por ver tanta criança e tanta gritaria. Afinal era a volta das aulas após o verão. Bem que as férias poderiam ser no inverno.
— Will — Escutei alguém chamar meu nome. Virei-me encontrando David meu amigo desde o jardim de infância. Seus cabelos eram castanhos e os olhos cinza escuro também usava o uniforme.
—E aí! — Sorri fazendo o nosso cumprimento cheio de socos e apertos que terminava com o punho fechado junto com o David.
—Pronto para mais um ano? —David brincou.
— Espero que mudem a professora de física — Reclamei.
— Aquela velha! —David estremeceu.
—Nem me fala. Lembra quando ela confundiu o perfume com spray pra garganta? — Comentei antes de cairmos na gargalhada com a lembrança. Escutamos o sinal tocar e nos olhamos.
— Vamos. Não quero chegar atrasado ao primeiro dia. — David anunciou antes de arrumar a mochila e seguirmos para dentro do colégio.
Observei as garotas que riam e acenavam para nós. Meu cabelo branco fazia um charme! Não que eu me ache nem nada, mas às vezes tinha suas vantagens. Sorri e pisquei para as mais bonitas. Entramos na sala pouco antes do professor de geografia entrar. Sentamos mais ou menos no meio da sala na fileira da parede.
❄️ P.O.V Luna❄️
Ouvi o sinal do fim da terceira aula e guardei as coisas rapidamente. Combinei de almoçar com as minhas amigas no pátio. Sai alegremente acenando para todos conhecidos que sorriam e acenavam novamente.
— Não sei como você consegue ser tão alegre de manhã Luna — Ouvi alguém gritar e rir.
— Qual a graça de ficar triste? — Respondi.
Caminhei mais alguns corredores antes de sair pelo fundo da escola onde ficava o pátio cheio de mesas com guarda-sóis e um chafariz no centro com água espirrando de um cavalo entre duas patas como se estivesse relinchando. Estava pronta para ir até minhas amigas quando alguém esbarrou em mim. Virei-me para desculpar-me, mas quando olhei não havia ninguém. Franzi a testa e procurei por algum movimento suspeito. Então vi uma cabeleira escura dobrar pelas paredes do colégio e adentrar onde seria a lateral do colégio.
Ignorei minhas amigas gritando para me juntar a mesa e fui em direção à cabeleira escura. Pousei a mão na parede antes de dobrar. Havia um garoto com cabelos pretos espetados e bagunçados. Ele parecia estar concentrando na grama enquanto estava sentado no chão. Aproximei-me devagar, mas meus pés fazia barulho ao passar pela folhagem. O garoto virou o rosto em minha direção.
Por um momento senti meu corpo estremecer e os pelos do meu corpo eriçarem. Seus olhos eram amarelados e parecia ter olheiras sob eles, mas não era isso que me assustou e sim o seu olhar sem um pingo de expressão. Por incrível que parece ele usava o uniforme.
— Olá — Sorri tentando ser amigável. Dei alguns passos a frente. Ele se levantou repentinamente.
— Luna Frost.
— Como sabe meu nome? —Perguntei, confusa.
— Quem não conhece a filha de Elsa e Jack Frost? Todos devem adorar seus poderes! —Ele explicou.
— Não é tão simples assim ter poderes. —Respondi sentindo um pouco de inveja por Will ter mais controle.
— Imagino. Ter que controla-los, sem alterar os sentimentos.
— Você sabe quem eu sou, mas eu não sei quem você é? —Cruzei os braços numa maneira de demonstrar segurança e também porque comecei a ficar com frio. Isso raramente acontecia, pois mesmo tendo poderes tenho que me cuidar.
Não sou igual ao meu pai, pareço ter puxado mais a humanidade da minha mãe. Então sinto um pouco de frio quando não sou eu que estou criando a neve. Nunca perguntei se Will sentia o mesmo, mas se pensar ele também usava casaco no inverno.
— Hiro Hamada — Ele falou prolongando a voz como um sussurro.
— Você é novo aqui? Quer que eu te mostre o pessoal? Em que sala você está? — Tentei ser gentil.
— Na mesma que a sua. Você não me viu?
—Não. — Pensei imaginando a sala de aula. Como ainda sou nova só tenho uma sala de aula, diferente do meu irmão que tem várias professoras e muitas vezes tendo que trocar de sala.
— Não importa. Vou te ajudar a fazer amigos — Sorri tirando o cabelo que pinicava o meu braço.
—Não preciso de ajuda. Quem precisará de ajuda são vocês — Hiro explicou dando alguns passos para frente. Olhei para baixo onde seus pés estavam. A vegetação começava a secar e ficar escura. Dei um passo para trás assustada e percebi que tinha congelado o chão, pois quase cai.
— O-O que você quer dizer? — Perguntei tentando manter a voz estável, mas a única coisa que pensava era: “Quero minha mãe”.
— Não posso falar muito, mas vocês tem que tomar cuidado. Você e seu irmão e qualquer um que esteja por perto.
—E-Eu não entendo porque você está falando isso!? — Descruzei meus braços que quase adormeceram. Quando dei por mim Hiro já estava perto de mim.
— Não precisa entender. Só precisa saber que correm perigo — Hiro parecia já estar irritado com tudo.
— V-Você não pode falar isso do nada para uma p-pessoa — Tentei reclamar. Ele segurou meus ombros fazendo-me arregalar os olhos.
— Você quer parar de tremer enquanto estou tentando ajuda-los. —Fechei os olhos com medo e me encolhi.
— Mas você parece emanar algo sombrio. Não posso evitar ficar assim. — Pisquei para afugentar as lágrimas. Minhas palavras pareceram ter lhe dado um soco na cara, pois ele afrouxou as mãos e resmungou.
— Você que sabe então. Não diga que não avisei — Após terminar de falar senti um formigamento nos meus pés e olhei par abaixo. Fumaças escuras pareciam se enrolar em meus pés e subiam calmamente com agilidade e quanto notei já estavam em meus ombros e Hiro não me segurava mais apenas andava já de costas para mim.
— O que você...
— Só para ter certeza que não vai me seguir.
Arregalei os olhos sentindo tanto medo. Nunca senti tanto medo na minha vida. Fiquei apavorada e comecei a gritar e deixei as lágrimas escorrerem pelas minhas bochechas antes de ser completamente tapada pela escuridão. Meu corpo ficou mole e meus olhos se fecharam antes de eu tombar em direção ao chão.
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— LUNA! LUNA! ACORDE! — Escutei alguém me chamar e meu copo sacolejar. —MANA! VAMOS!
— Will... — Resmunguei antes de lembrar o que tinha acontecido. Meus olhos se abriram como em um estalo olhei em volta assustada, mas só estavam Will e Nilly me olhando preocupado. Não me controlei e fiz um bico de choro antes de abraçar meu irmão e começar a chorar.
— Está tudo bem! Nilly pode ir pegar a mochila da Luh? —Will afagava minhas costas. Ainda conseguia me lembrar da sensação fria como se toda a esperança fosse sugada para longe.
— Eu quero a mamãe! —Berrei.
— Calma. Logo você vai encontrar a mãe — Will parecia estar assustado. —Consegue andar?
—Não quero. —Resmuguei. Não quero andar! Ainda consigo sentir aquele troço sobre meus pés. Eles pareciam arder agora.
— Vou pegar você, Okay? —Will perguntei, acenei com a cabeça enterrada em seu ombro. Will me levantou em seu colo. A última vez que ele tinha me pegado no colo foi porque eu tinha machucado meu joelho, porque fora isso nós vivíamos brigando e quem sempre me pegava no colo era o papai. Papai...
— Eu quero o papai! Will — Solucei.
— Está bem.
— Will. Suas coisas e as da Luh — Virei um pouco o rosto para ver Nilly entregando as coisas para Will que colocava a mochila nas costas com a ajuda dela e pegava a minha com o braço que passava por minhas pernas.
—Vou levar Luh para casa. Desculpe não te acompanhar.
—Tudo bem. — Nicolly acenou antes de Will impulsionar e sair voando. Sim, ele puxou o papai nisso também. Descobriu esse feito quando tinha 12 anos.
Tentei manter as imagens de tudo que aconteceu longe da minha cabeça, mas elas pareciam voltar rapidamente como se estivessem grudadas com cola. Entretanto, por incrível que parece o medo que eu sentia era das sensações do ar a minha volta. Não senti tanto medo do Hiro, pelo contrário senti pena. Quando percebi que estávamos em terra firme Will começou a gritar.
—MÃE! PAI!
— Que gritaria é essa? — Meu pai apareceu pela porta com o cabelo branco bagunçado. Olhei para ele e percebi que não o via desde dê manhã. Mais Lágrimas começaram a escorrer dos meus olhos.
— PAPAIII — Chorei. Meu pai, Jack Frost, pareceu preocupado e me tirou dos braços de Will. Abracei-o.
— O que houve, floco? Você está tremendo! — Jack beijou minha testa antes de me levar para dentro de casa.
—ELSA! Pegue uma coberta — Meu pai gritou e minha mãe apareceu assustada. Era raro ver meu pai gritar.
— O que aconteceu? — Minha mãe se aproximou, mas meu pai voltou a pedir a coberta.
— Will pegue um copo de água para sua irmã.
Sentaram-me no sofá. Encolhi-me em uma bolinha e fiquei soluçando com meu pai me olhando preocupado e afagando minha cabeça. Will me entregou o copo de água. Bebi tudo sem perceber que estava com sede. Minha mãe trouxe uma coberta e me tapou.
— Filha o que aconteceu? — Minha mãe sentou ao meu lado, do lado contrário do pai.
— E-Eu vi algo esbarrar em mim então eu segui até a lateral do colégio. E-Era um garoto — Tentei contar os fatos.
— ELE MACHUCOU VOCÊ? QUEM? — Meu pai deu um grito e saltou do sofá.
— Jack! —Minha mãe xingou-o como sempre fazia.
— Ele tinha olhos amarelos, pai —Relembrei — Cabelos pretos e parecia que tudo era frio. Ele falou que era para eu tomar cuidado. Ele disse que estava NOS avisando.
— O que fez você desmaiar? —Will perguntou. Meu pai arregalou os olhos pronto para reclamar, mas então olhou para a mamãe que já lhe fulminava com o olhar.
— E-Eu não sei. T-Tinha algo preto nos meus pés.
—Sim. Seus pés estão vermelhos. — Will apontou para onde estavam meus pés.
— Deixe-me ver — Meu pai tirou a coberta e segurava um dos meus pés quase me fazendo cair.
— P-Pai. N-Não é tudo. A coisa preta se enroscava no meu corpo como fumaça e-então... —Balancei a cabeça e limpei as lágrimas. — F-Ficou tudo escuro. E-Eu estava com tanto medo, mãe!
— Vai ficar tudo bem, Floco — Elsa, minha mãe, beijou minha testa. Afagando minha bochecha. — Por que não tenta dormir um pouco. Vamos passar uma pomada nesses pés. Jack pare de cutucar vai machuca-la.
— Elsa — Levantei os olhos quando ouvi a voz séria do meu pai. —Temos que conversar a sós.
— É ele não é? —Will questionou.
—Ele quem, Will? —A voz da nossa mãe pareceu hesitar um pouco.
—O cara do mau que vocês lutaram antes de nós nascermos — Will explicou.
— Como você sabe disso? — Jack parecia assustado. — Não era para nenhum de vocês saberem da existência dele.
—Tem no livro, pai. No seu livro, não claramente, mas agora percebo. E quando era menor vocês falam com o vô sobre alguém que controlava a escuridão. Foi ele que atacou a Luna? — Wil começou a explicar tudo.
—Eu temo que não. Nós o matamos — Elsa respondeu.
— Só pode ser sua encarnação. — Pai parecia pensativo. — Agora chega de falar sobre isso.
— Pai, mas ele não era um adulto —Expliquei —Era uma criança. Da minha idade.
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