The Rose Color Snow
38 37 - Springtime in New York
Notas iniciais

Capitulo Trinta e Sete: Primavera em N.Y
❄️ P.O.V Jack ❄️
– Então é só isso? – Falei olhando Norte que acabara de explicar, com ajuda de Coelhão, sobre os aliados que teríamos que conseguir. Observei o escritório de Norte vendo como nada mudara nesse tempo que fiquei sem visitá-lo. – Só temos que nos dividir e procurar.
– Não é tão fácil assim, Jack – Coelhão falou – Vai ser difícil convencer as Fadas.
– Fadas? Existem Fadas? Nunca vi em todos esses anos. Só as da Fada Do Dente. – Falei em tom de surpresa. Ninguém parecia surpreso além de mim. Por que nunca me contaram?!
– As duas Fadas que ajudam a Mãe Natureza. – Norte explicou.
– Não me surpreende que nunca tenha as visto, elas só são vistas se querem. – Coelhão falou dando a volta na mesa.
– Elas são muito inteligentes e bondosas até certo ponto, pois para elas o importante é a razão do porquê de estarem fazendo algo. – Fada falou, examinando um brinquedo de gelo.
– Mais você é uma Fada. – Falei confuso.
– É mais um apelido de Fada Do Dente, mas sou sim – Fada falou sorrindo.
– E o que elas fazem? – Perguntei.
Passei os olhos pela sala vendo Elsa dormindo em uma poltrona verde com detalhes dourados. Ela segurava o queixo, meio sentada e meio deitada. Já fazia um tempinho que discutíamos sobre isso.
– Elas ajudam a manter as estações, mesmo que o planeta faça isso sozinho, uma das poucas lógicas que os humanos acertaram. – Coelhão falou sentando em cima da mesa de Norte, que o olhou como se dissesse “Ei, cuidado com os brinquedos”.
– Tá, e os outros? – Perguntei. Sand, sobre sua nuvem dourada, fez uma flecha sendo lançada em um coração.
– O cupido. – Fada falou observando Sand e colocando o brinquedo delicadamente sobre uma prateleira.
– Cupido? – Falei meio espantado. – Achei que fosse um mito!
– Ele ajuda os humanos quando estão meio perdidos no amor. – Norte falou sorrindo. – Um ótimo cara de conversa.
– Hum... – Falei sem dar interesse a última parte – E...
– Tirando a Mãe Natureza, são esses aí. – Coelhão falou – Se acharmos a Mãe Natureza, podemos perguntar sobre As Fadas, e o Cupido não faço a mínima ideia. Só sei que não ficarei com a parte de convencê-lo.
– Eu posso falar com o Cupido. – Norte falou, sorridente, levantando da cadeira. – Tenho ótimas histórias para contar a ele.
– Eu e Elsa ficamos com as Fadas. – Fada fala alegremente. Encaro-a como se dissesse “ Quem lhe deu permissão para fazer grupo com a Elsa?”.
– Espera, eu que... – Não consegui terminar de argumentar, porque Coelhão pulou no meu pescoço.
– Eu e o papai aqui, a gente procura a Mamis Natureba. – Coelhão falou. Desvencilhei-me dele.
– Mais respeito aí, Coelho! – reclamou Norte.
– Esper... – Tentei falar de novo.
– Então está pronto. – Norte me cortou. Irritado, cruzei os braços e bufei. – Sand, você poderia avisar ao homem da Lua dos últimos acontecimentos e que iremos para lá assim que terminarmos aqui.
– Agora só temos que descobrir aonde ir... – Coelhão falou pensativo.
Sand acenou com a cabeça já saindo da sala, observei Coelhão abrir um buraco no chão e sumir também, Fada acenou voando pela janela e Norte me deu algumas batidas nas costas saindo em seguida. Caminhei até a Elsa e a peguei vendo que ela tinha ficado mais pesada, obvio Jack, assim que a peguei ela se aconchegou em meu peito em uma ação automática. Voei pela janela, já que não conseguiria abrir a porta do meu quarto, decidi entrar pela janela que sempre estava aberta.
Deitei Elsa na cama cuidadosamente e me deitei ao lado observando a sua barriga. Pousei a mão e acariciei por alguns minutos logo sentindo um pontapé do pequeno, sorri abobado.
– Ei, garotão. – Falei baixinho, Elsa se moveu um pouco. – Se você for um meninão vai ter que me ajudar a proteger sua mãe das coisas loucas que ela faz e se for menina... Bom, aí eu me ferrei... Porque vão ser duas descuidadas para eu proteger e torça para puxar a beleza da sua mãe... Não, espera!... Aí terei que manter os garotos longes... Ahhhh! Meninas dão trabalho!!!
Terminei de pensar e me deitei vendo que tinha algo de errado... Estava muito vazio... Puxei Elsa contra meu peito. Agora sim... Tento imaginar como era quando eu nem a conhecia, mas esse pensamento estava muito longe do meu alcance. Minha vida se resume na sua felicidade e na do novo integrante. Não importa quem seja meu inimigo, se mexer com pessoas com quem me importo, eu irei protegê-las até o fim do mundo, nesse caso galáxia.
Espera aí... Proteger... Lembro-me de ter lido há muito tempo antes de conhecer Elsa um livro sobre o significado dos nomes, tinha algo com proteger e ser valente, mas por mais que eu force só consigo ver a página amarelada com vários borrões pretos.
❄️Alguns dias depois❄️ (Cinco meses de gravidez)
❄️ P.O.V Elsa ❄️
A primeira coisa que notei ao acordar foi um tecido xadrez, então levantei a cabeça e vi Jack dormindo, a coisa mais fofa... Ele babava... Senti um chute na barriga e sorri olhando para baixo.
– Espero que você não seja tão energético quanto seu pai. – Falei e ri baixinho. Levantei da cama e com cuidado abri a gaveta do guarda-roupa pegando uma calça jeans cinza, uma camiseta azul bebê que tinha uma faixa prateada apertada em baixo do busto deixando a barriga marcada pela gravidez e por último peguei uma bota preta cano longo.
Fui para o banheiro, tomei um banho rápido, vesti a roupa e os sapatos. Dei uma secada no cabelo com a toalha e o deixei solto saindo do banheiro. Jack já estava acordado com uma calça preta, uma camiseta cinza e uma jaqueta sem mangas de couro.
– Uou! Alguém mudou de visual. – Falei caminhando até ele.
– Posso mudar se eu quiser. – Jack falou em tom divertido. – Ou se eu for recompensado...
– Sabia... Você não faz nada sem razão. – Falo, passando o dedo indicador em seu lábio.
– Não é verdade. – Jack bufa, mas depois começa rir. – Talvez um pouco...
– Eu tive um sonho... – Falei, pensativa, mudando de assunto.
– Sonho? – Jack ergue uma das sobrancelhas.
– Sonhei que uma garotinha corria em minha direção e eu abria os braços para ela e falava... – Dei uma pausa tentando lembrar o nome – Meu floco... Minha Izzy.
– Izzy... É a contração de um nome – Jack falou pensativo.
– Sim, de Isabelle, o que você acha? – Perguntei segurando as mãos por cima da barriga.
– É lindo .– Jack fala e sorri – Eu pensei em um para garoto que significa proteger. No primeiro momento eu não me lembrava do nome, mas então procurei na biblioteca da Fábrica e achei.
– Proteger? – Pergunto claramente confusa.
– Sim, alguém que protege, porque se for menino vai ter que me ajudar a proteger a mamãe doida que ele tem. – Jack fala e sorri de lado.
– Não sou doida. – Falo cruzando os braços.
– Não, mas adora se meter em encrencas .– Jack fala e passa os braços por minha cintura sem me puxar para perto.
– E você adora me salvar se achando o galã da história. – Falo provocante. – Então, qual o nome?
– William. – Jack fala depressa.
– William? – Falo, não era o que imaginava.
– Não gostou? – Jack se preocupou.
– Não... É que... Pensei que seria algo parecido com seu nome. – Falo colocando a mão no rosto pensativa . – Já posso até ver, podemos chamá-lo de Will ou Liam. O que você gosta mais? — Perguntei sorridente, passando meus braços sobre seu pescoço.
Antes que Jack possa falar algo escuto minha barriga roncar e Jack ri.
– Acho que alguém está com fome. – Jack fala se referindo ao bebê. – Vem!
– Eu quero comer um bolo de laranja. – Falo subitamente, pensando num apetitoso bolo de laranja.
– Acho que não temos...
– Eu quero! – O repreendo manhosa puxando a manga da camisa.
– Elsa, mas...
– Eu quero um bolo de laranja, Jack! – Falo saindo do quarto, o puxando. – Vou pedir à Fada!
❄️P.O.V Jack❄️
– Está satisfeita agora? – Pergunto olhando para Elsa que está devorando um bolo de laranja. Tenho pena daquele bolo...
– Sim. – Ela fala se limpando com um guardanapo – Obrigada, Fada, estava muito bom
– É sempre um prazer te ajudar, Elsa. – Fada pegando o prato e colocando na pia.
– Jack! - Ouço alguém gritar meu nome, viro-me esperando a pessoa entrar pela porta da cozinha. — Já terminou de se arrumar, donzela? – Coelhão fala ironicamente.
– Não é culpa minha, alguém queria um bolo de laranja. – Falo olhando sugestivamente para Elsa.
– Não me importa, vamos logo – Coelhão falou já saindo da sala.
– Nós já vamos ir também. – Fada falou antes que eu perguntasse algo. Caminhei até Elsa e segurei seu rosto.
– Me prometa que vai obedecer a Fada e não fará nenhuma bobagem. – Falo encostando minha testa com a dela.
– Não vou, tenho alguém para proteger aqui em baixo. – Elsa fala e ri pousando as mãos na barriga. – Logo estaremos de volta!
– Eu amo vocês. – Falo e completo: – Os dois.
– Nós também, papai. – Elsa fala sorrindo, a beijo antes de sair da sala e caminhar até a frente da Fábrica.
– Pronto? – Coelhão pergunta.
– Espera, como iremos? E onde é? – Pergunto me firmando no cajado.
– Central Park de Nova York, eu vou por baixo. – Coelhão fala e aponta para a terra.
– Central Park? Por quê? – Pergunto vendo Coelhão já abrir um buraco no chão com duas patadas no piso.
– Não sei. Norte disse que a Mãe Terra gosta de ficar por ali. – Coelhão falou e deu de ombros pulando no buraco.
Levanto voo deixando o vento me levar, passado algum tempo avisto o parque e percebo o porquê da Mãe Terra gostar do lugar, era imenso, bonito e muito bem cuidado. Parei perto do lago que tinha , fiquei observando o lugar até avistar Coelhão vir saltitando até mim.
– Onde acha que ela deve estar? – Ele perguntou parando ao meu lado.
– Não sei, vamos procurar por aí. – Falei já me virando para começar a procurar quando sinto uma rajada forte me jogar para trás, não chego a cair, mas me desequilibra um pouco.
– Acho que não será necessário me procurar, cavalheiros! – Uma voz doce e calma soa em volta de nós, vejo os ventos trazerem flores rosadas que começavam a se amontoar até dar a forma de uma bela mulher com um vestido feito de folhas e galhos, o cabelo preto e encaracolado presos por cipós e uma máscara no rosto do mesmo material do vestido.
– Como você soube que a procurávamos? – Questionei.
– Certo dia, Elsa me fez uma pergunta parecida e vou responder com as mesmas palavras: Eu sou o vento. – A mulher falou e sorriu graciosamente me fazendo perceber que seus lábios tinham uma coloração preta. Entretanto, Elsa nunca me contou que Já conhecia a Mãe Terra... Tenho que perguntar a ela sobre isso depois.
– Então você deve saber por que estamos aqui. – Coelhão falou, visivelmente querendo terminar a tarefa rapidamente.
– Querem saber se me aliarei a vocês, caso Pitch atacar a cidadela da Lua... – A Mãe Terra completou enquanto mexia as mãos fazendo flores surgirem na grama do parque. – Vocês têm noção de como é difícil achar algum lugar lindo como esse? Onde a fauna e a flora convivam junto com os humanos...
– Sim, sim... – Coelhão falou rudemente – Muito difícil, mas...
– A pressa é inimiga da perfeição, caro roedor. – Mãe terra o olhou dando ênfase ao roedor como se desse o troco pela rudeza que ele falou. – Jack... Jack Frost, como não conhecê-lo, certo?
– Ah... – Tento abrir a boca para falar, mas ela levanta o braço me impedindo.
– E não digo só por ser marido da minha afilhada, digo também pelo modo que agias antigamente. – Ela fala me encarando, não consigo identificar nenhum tipo de sentimento em sua voz. – Desrespeitando as leis da natureza...
– Eu sinceramente sinto muito por esse mal entendido. - Falo calmamente tentando concertar algo que nem mesmo eu sabia o que era.
– Entendo... – A mulher fala se virando em direção ao lago – Quanto o pedido...
– Aleluia. – Murmurou Coelhão ao meu lado. Dou uma cotovelada nele. – Ei!
– ... Eu o aceitarei, sabendo que se eu recusasse só veria a escuridão. – Ela fala calmamente ainda de costas levitando a água e observando os peixes. – Mas devo dizer que não há muita fauna na lua, então terei que usar os eventos climáticos ao meu favor, algum problema?
– Nenhum. – Coelhão respondeu rapidamente.
– Então se precisarem de mim novamente, peçam ao vento... – A mãe Terra falou suavemente e se virou, já se transformando em flores novamente. – Só mais uma coisa ao meu genro... Machuque a minha pequena e você se verá comigo...
Fico parado, um pouco assustado depois de suas palavras, engulo em seco antes de me virar e ver Coelhão bater no meu ombro.
– Cara, depois dessa eu tomaria cuidado com o que falar para a Elsa. – Coelhão falou antes de entrar em mais um de seus buracos e uma flor se formando onde ele desapareceu.
Virei meu rosto em direção ao lago deixando o vento bater em meus cabelos.
Peçam ao vento...
Como assim pedir ao vento?
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