The Rocker, The Perky And The Nerd

15 Capitulo 15 - Você não é meu pai | Hero, Nickelback


Notas iniciais
Hey girls. I'm back. Gostaria de agradecer e dedicar o capitulo a linda e diva da Duda Jackson, que recomendou a fic. E a voces também, que deixaram milhares de comentários maravilhosos que eu vou responder ainda hoje. E se tiver alguma palavra desconexa no texto é culpa do corretor dos infernos do meu celular.

Capitulo 15

POV Damon

Hero — Nickelback ( Clique aqui)

–Vira! Vira! Vira! -A boate inteira gritava em coro.

Virei mais uma vez a dose de tequila que estava na minha mão e logo Katherine encheu meu copo novamente.
Eu já tinha perdido as contas de quantas doses eu havia tomado. E não me sentia nem um pouco bêbado.

Katherine me puxou do banco em que eu estava sentado e me pôs de pé.

–Vamos dançar! -Ela falou me puxando para a pista de dança já lotada de gente.

Tocava uma música com uma pegada anos 70 ou 80 e uma batida alucinante.

Katherine rebolou na minha frente rindo e pulando animada. Coloquei minhas mãos em sua cintura e entrei no ritmo da música. Colei nossos corpos e continuamos dançando loucamente até a música acabar e uma outra eletrônica começar e então voltamos para o bar.

–Vai dizer que não é bem melhor do que ficar em casa? -Ela falou sentando em um dos bancos altos do bar.

–Tem razão, eu acho que nunca me diverti tanto na minha vida! -Falei em seu ouvido por causa da música alta.

Ela sorriu lindamente e passou os dedos levemente em meu pescoço.

–Você é lindo. -Ela falou se aproximando.

–Você também é. -Falei.

Ela olhou nos meus olhos com um olhar de predador.

–Posso? -Perguntou olhando para minha boca.

''I am so high, I can hear heaven
I am so high, I can hear heaven
Whoa, but heaven, no, heaven don't hear me

And they say
That a hero could save us
I'm not gonna stand here and wait
I'll hold on to the wings of the eagles
Watch as we all fly away''

(Estou tão alto, eu posso ouvir o céu
Estou tão alto, eu posso ouvir o céu
Oh, mas o céu...não, o céu não me ouve

E eles dizem
Que um herói poderá nos salvar
Não ficarei aqui e esperar
Vou me agarrar nas asas da aguia
Assistindo enquanto voamos para longe)

Eu assenti meio receoso e ela se aproximou, passando os dedos por meus lábios entreabertos.

Era como se eu estivesse enfeitiçado, eu não conseguia me mexer, não conseguia resistir, eu não sabia se realmente queria aquilo mas não tinha outra opção a não ser deixar, Katherine sabia enfeitiçar qualquer garoto que quisesse com a sua beleza e sua sensualidade.

Ela roçou nossos lábios lentamente para aos poucos colocar as mãos em meu pescoço e aprofundar o beijo. Eu fiquei surpreso e com uma sensação de deja vu quando senti algo metálico em sua língua. Um piercing.

Da onde eu me lembrava da sensação de beijar alguém com um piercing na língua?

Retribui o beijo, me deixando levar pela sensação. Eu conhecia aquele beijo.

A garota que me beijou na festa de Sam e Dean tinha um piercing na língua.

Cessamos o beijo quando o ar faltou e eu olhei nos olhos castanhos ardentes da garota em minha frente.

–Você tem um piercing. -Falei.

–Sim. -Ela falou dando de ombros.

–Que estranho, na festa dos Winchester's quando a luz acabou uma garota me beijou e ela também tinha um piercing. -Falei confuso.

–É claro que tinha. Era eu. -Ela falou passando a língua nos lábios avermelhados.

Minha boca se abriu em um perfeito "O" e eu a encarei.

–Porque não me contou que era você? -Perguntei.

–Você não perguntou, se tivesse perguntado eu teria contado sem problemas.

–Como eu iria adivinhar?

–Você já viu meu piercing várias vezes. -Ela falou tomando um gole de uma bebida azul.

Sim, eu tinha visto mas nunca tinha nem sequer pensado na idéia. Na verdade, eu nem lembrava da garota da festa até agora.

–Se eu tivesse perguntado você teria dito mesmo ou teria mentido? -Perguntei.

–Eu teria dito a verdade. Não devo nada a ninguém e não tenho namorado, não preciso esconder isso de ninguém.

E com isso eu pensei em Elena. No porque dela ter mentido sobre nosso beijo na festa, ela tinha um namorado, e ele não podia descobrir, é claro. Ainda mais sendo meu irmão.

Como elas podem ser tão diferentes? Uma admite e a outra não, uma esconde e a outra não.

–Damon. -Katherine me chamou e eu olhei para cima.

–Sim?

–Você está bravo por eu não ter contado? -Perguntou.

–Não. Pelo menos você disse a verdade e não mentiu para mim. -Falei.

–Então porque está com essa cara? -Ela perguntou.

–Katherine, se eu te contar uma coisa, promete não contar a ninguém? -perguntei receoso.

Eu precisava dividir isso com alguém.

''Someone told me
Love would all save us
But, how can that be
Look what love gave us''
(Alguém me disse
Que o amor nos salvaria
Mas como isso pode
Olhe o que o amor nos trouxe)

–Claro. -Ela falou sorrindo.

–Elena me beijou na festa dos Winchester's. Ela achou que eu não ia lembrar porque estava chapado mas eu lembrei. E depois quando eu a vi ela agiu como se nada tivesse acontecido.

Agora foi a vez da boca de Katherine formar um "O".

–O que mais me incomoda é que ela traiu meu irmão comigo. Eu não queria participar disso. -Falei nervoso.

Ela não me pareceu muito surpresa com a irmã trair Stefan o que me pareceu um pouco suspeito.

–Você não me parece muito surpresa por ela trair Stefan. -Falei. -Você sabe de alguma coisa?

Ela mordeu o lábio inferior em um sinal de nervosismo.

–Elena já traiu o Stefan com quase todo o time de futebol da escola. E com meus ex-namorados. -Ela falou.

–Meu deus! -Exclamei. -Ela tá fazendo meu irmão corno a quando tempo?

–Uns três anos.

Entornei a bebida do meu copo com raiva.

–E agora? O que eu faço? Conto pra Stefan e deixo ele triste ou deixo ele ser enganado por ela? -Falei irritado.

–Deixe que ele descubra sozinho. Porque se não Elena vai fazer ele se virar contra você. Ela pode dizer que foi você que a beijou na festa. E ele vai acreditar. -Katherine disse me abraçando de lado.

Eu assenti fracamente e fiquei a observando beber.

***
Katherine estava podre de bêbada e eu tive que tirá-la a força da pista de dança quando um garoto tentou se aproveitar dela. E foi nesse momento que eu dei a noite por encerrada. Sai da boate com Katherine nos braços e antes que eu chegasse ao carro ela já dormia tranquilamente. Coloquei ela com cuidado no banco traseiro e dirigi até minha casa. Já passava das 4 da manhã e como eu não iria bater na casa dos Pierce essa hora para deixá-la em casa eu decidi que ela dormiria em minha casa.

Parei o carro na garagem, peguei Katherine nos braços com cuidado para não acorda-la e abri a porta devagar para não fazer barulho e meus pais não nos perceberem. Mas assim que eu fechei a porta minha mãe apareceu no topo da escada.

–Damon! Isso é hora de chegar? E o que aconteceu com ela?

–Desculpa mãe, ela dormiu no carro e como está tarde para deixar ela em casa eu achei melhor traze-la para cá. -Falei.

–E onde ela vai dormir? Não temos quarto de hóspedes!

''A world full of killing
And blood spilling
That world never came''
(Um mundo cheio de mortes
E sangue jorrando
Aquele mundo nunca virá)
–No meu quarto, oras. -Falei dando de ombros.

–Uma garota não pode dormir no mesmo quarto que um rapaz. -Ela falou brava.

–Mãe, você me ensinou ser um cavalheiro com as mulheres, acha mesmo que eu iria me aproveitar dela? Tenha mais fé na sua criação. -Falei fingindo indignação.

Ela pareceu ponderar a idéia.

–Tudo bem. -Ela falou indicando que eu subisse as escadas.

Dei um beijo na bochecha dela quando passei por ela e me dirigi até meu quarto e coloquei Katherine na minha cama de casal.

Olhei para as roupas dela. Elas não pareciam confortáveis. Será que eu devo troca-las? Mas para isso eu teria de vê-la em trajes íntimos.

E agora?

Fui até me closet e peguei uma camisa do Kiss que eu tinha que ficava larga e grande em mim. Ficaria um vestido comprido em Katherine.

Fui até ela e abaixei as alças do seu vestido vermelho com cuidado para não acordá-la e coloquei a camisa do Kiss ainda por cima do vestido e em seguida o puxei, retirando-o por completo dela sem vê-la de trajes íntimos. Desafivelei os saltos pretos dela e os tirei. Ajeitei ela em uma posição mais confortável e a cobri com o lençol preto de seda.

Peguei uma camisa e uma bermuda e em seguida fui ao banheiro, tomando um banho para tirar o suor e escovando os dentes. Por fim me vesti e deitei ao lado de Katherine na cama de casal.

–Boa noite, Kitty Kat. -Sussurrei para a garota apagada ao meu lado e fechei meus olhos, me deixando levar pelo cansaço.


''And they say
That a hero could save us
I'm not gonna stand here and wait
I'll hold on to the wings of the eagles
Watch as we all fly away

Now that the world isn't ending
It's love that I'm sending to you
It isn't the love of a hero
And that's why I fear it won't do''
(E eles dizem
Que um herói poderá salvará
Não ficarei aqui e esperar
Vou me agarrar nas asas da aguia
Assistindo enquanto voamos para longe

Agora que o mundo não está acabando
É amor que mando à você
Não é o amor de um herói
E, por isso, temo que não servirá)
***
Ponto de vista Katherine

Meus olhos se abriram lentamente e as duas coisas que eu percebi primeiro eram: minha cabeça parecia que ia explodir e meus olhos estavam focados em um teto com posters parcialmente colados.

Que diabos eu to fazendo no quarto do Damon?
Aí meus deuses, será que nós... Não, pelo o que eu conheço do Damon ele nunca faria isso com alguém bêbada.

Desviei os olhos do teto e olhei em volta. Eu estava deitada na cama de casal de Damon, meu corpo estava coberto por um lençol preto de seda o qual eu levantei um pouco para ver se eu estava vestida, e estava como uma camiseta do Kiss que batia na metade das minhas coxas e assim que me virei vi Damon dormindo calmamente ao meu lado, seu corpo estava virado para mim e ele sorria enquanto dormia.

Tão lindo! Como alguém pode ser tão bonito a essa hora da manhã?
A última coisa que eu esperava era acordar ao lado do garoto que eu amo hoje.

Eu sorri, me levantei devagar e abri minha bolsa que estava na escrivaninha e peguei minha escova de dentes reserva. Nunca se sabe quando vai amanhecer na casa de alguém.

Entrei no banheiro de Damon, escovei minuciosamente os dentes e penteei os cabelos que estavam uma bagunça e mais pareciam um ninho de pássaros do que um cabelo.

–Katherine? -Ouvi Damon sussurrando.

–To aqui. -Falei saindo do banheiro.

–Achei que tinha ido embora. -Ele falou sorrindo.

Eu sorri.

–E então, como saímos da boate? -Perguntei me sentando ao lado dele na cama.

–Um cara tentou se aproveitar de você e eu tirei você de lá e trouxe pra cá. -Ele falou. -Você dormiu quando eu te peguei no colo.

Eu ri.

–Desculpa. -Falei.

–Não precisa se desculpar, foi muito divertido ontem. -Ele falou.

–Sua mãe não vai ficar brava por eu ter dormido aqui? Talvez ela me proíba de vir aqui assim como Elena por eu estar de levando para o mal caminho. -Falei rindo.

–Ela deixou você ficar. Ela confia em mim, sabe que eu não iria né aproveitar de você.

–Eu também confio. -Falei sorrindo.

Ele se levantou sorrindo e foi pra banheiro fazer sua higiene e logo depois saiu.

–Vamos lá embaixo tomar café da manhã. -Ele falou tirando a camiseta que usava e caminhando até o closet para pegar outra.

Ele só pode estar me provocando né? Eu vou enlouquecer olhando esse tanquinho sarado. Ele pode não ser capaz de se aproveitar de mim mas eu sou capaz de me aproveitar dele.

–Não posso aparecer só com essa camiseta na frente dos seus pais. -Falei. -E não estou com a mínima vontade de colocar meu vestido.

Ele gargalhou colocando uma camiseta cinza.

–Meus pais saíram para trabalhar. Só tem eu, você e Stefan em casa.

Eu dei de ombros e me levantei o seguindo até a cozinha.

–Está com fome? -Ele perguntou indo até a geladeira e minha barriga roncou em resposta o que fez com que ele risse. -Pelo jeito, sim. Gosta de waffles e panquecas?

–Tá brincando? Eu amo waffles e panquecas! Você sabe cozinhar? -Exclamei.

–Claro. Como não tenho muitos amigos eu dediquei meu tempo livre a cozinhar. -Ele falou.

–Mas agora você tem amigos. Você tem eu, o Matt, o Klaus, o Kol...

–Pois é. -Ele falou sorrindo e pegando a frigideira e começando a cozinhar.

Sentei em cima do balcão da cozinha, ao lado do fogão para observa-lo e fiquei balançando os pés na beirada, era uma sensação boa não alcançar o chão e sentir o vento fazendo cócegas nos meus pés nus.

Stefan entrou na cozinha arrumando o topete de seu cabelo e paralisou na porta, olhando confuso para mim.

–Bom dia, Stefan. -Falei meio a contragosto.

–Bom dia, Katherine. -Ele falou me analisando dos pés á cabeça. Seus olhos percorreram meu corpo e pararam em minhas coxas.

Que filho de uma... Não, com certeza Senhora Salvadore não merecia ser chamada disso.

–Perdeu alguma coisa aqui? -Falei rispida.

Ele desviou o olhar para Damon no fogão.

–O que ela está fazendo aqui? -Ele perguntou ao irmão.

–Ela dormiu aqui.

–Isso ficou bem claro, maninho. O fato de ela estar usando sua camiseta deixa tudo bem explícito. -Ele falou rindo.

Damon apenas deu de ombros e eu desci do balcão, parando ao lado dele e encostando meu queixo em seu ombro, e fiquei o observando cozinhar. Assim que ele terminou, o ajudei a colocar em pratos e nos sentamos na mesa, nos servindo e comendo em silêncio.

Eu sentia o clima estranho que estava no ambiente. Stefan e Damon estavam sentados um de frente para o outro na mesa e se encaravam enquanto comiam.
Stefan tinha um olhar divertido e Damon tinha um olhar culpado.

Era simplesmente ridículo Elena ter beijado ele. Ela sabia que ia deixar ele confuso e se sentindo culpado pelos chifres de Stefan.

Senti vontade de abraçar ele, e dizer que ele não tinha nada a ver com aquilo. Ele era tão inocente nessa história!

Quando terminei de comer esperei que Damon terminasse, lavei nossos pratos e os deixei na secadora e nós subimos para o quarto dele para que eu pegasse minhas coisas e fosse pra casa.

Peguei meu vestido, meu sapatos e minha bolsa, caminhando até o carro de Damon com ele ao meu lado, já que ele me obrigou a aceitar sua carona.

Fomos cantando uma música qualquer até chegar a minha casa.

–Bom, venho te buscar as oito. -Ele falou mostrando um sorriso com covinhas em ambos os lados das bochechas.

–Pra quê? -Perguntei confusa.

–Você prometeu que iria ver animes comigo hoje a noite. -Ele falou.

–Ah, okay. -Falei sorrindo.

–Isso quer dizer que você vai dormir de novo lá em casa então traga roupas confortáveis, nada de saltos, vestidos, saias e blusas apertadas. -Ele falou sorrindo.

–Eu sei. Posso levar alguns filmes também?

–Claro. Contanto que não seja romântico...

–Não vejo filmes românticos. Vamos ver Terror e depois uma comédia. -Falei dando um beijo em sua bochecha.

–Okay, até mais tarde, Kath.

–Até mais tarde, Damon.

Saí do carro e caminhei até a casa e em seguida entrei.

–Onde você estava, garota? -Meu pai perguntou. Ele, Elena e minha mãe estavam sentados no sofá vendo jornal na televisão.

Os olhos de Grayson pareciam que iam saltar fora da cara quando viram que eu usava uma camiseta cumprida como vestido e estava descalça.

–Estava na casa de uma amiga. -Falei.

Elena riu e me mandou um olhar de ódio.

–Só se Damon Salvatore virou garota agora. -Falou com sua voz irritante. Senti a vontade de estrangular ela correr por meu corpo e tive que me controlar para não saltar em cima dela.

–Foi numa festa, dormiu na casa de um garoto e volta a essa hora da manhã nesse estado para casa? Você é uma vagabunda! Quer manchar nosso nome com esses comportamentos deploráveis, sua inútil? -Grayson gritou, praticamente cuspindo as palavras em minha direção.

Eu o olhei incrédula.

–Não fala assim comigo! Eu não fiz nada demais, eu não transei com ele, ele é só um amigo... -Falei.

Ele se levantou, veio em minha direção me pegando fortemente pelos braços, o que fez com que eu derrubasse minhas coisas no chão e me deu um tapa na cara com toda a sua força.

O lado esquerdo todo do meu rosto ardeu e meus olhos lacrimejaram.

''And they say
That a hero could save us
I'm not gonna stand here and wait
I'll hold on to the wings of the eagles
Watch as we all fly away''
(E eles dizem
Que um herói nos salvará
Eu não vou ficar aqui e esperar
Vou me agarrar nas asas da aguia
Vendo enquanto voamos para longe)

–Grayson! -Minha mãe gritou com ele mas ele a ignorou, puxando meus cabelos e me dando mais um tapa.

–V-A-D-I-A! -Ele gritou, acertando um tapa em meu rosto a cada letra soletrada.

Senti um pouco de sangue escorrer do canto da minha boca e fechei os olhos para controlar a raiva que sentia dele que estava prestes a explodir.


–Você não é meu pai. -Falei fracamente me afastando dele. -A partir de agora eu não tenho pai.

Mordi meu lábio inferior, sentindo o gosto de sangue e não pude impedir que uma lágrima caísse do meu rosto.

Minha mãe e Elena olhavam horrorizadas para Grayson.

Eu apenas juntei minhas coisas e corri para meu quarto, me jogando na cama e chorando.

Os soluços saíam da minha garganta sem que eu pudesse controlar e eu coloquei a mão aonde ele tinha me batido.

Tinha certeza que ambas minhas bochechas ficariam roxas e minha boca estava cortada e sangrava.

Elena entrou rápido no quarto, trancando a porta atrás de si e veio até mim se sentando na minha frente.

–Katherine. -Ela falou.

Eu não olhava para ela. Se ela não tivesse dito sobre Damon, Grayson não teria me batido.

–Katherine, desculpa. Eu sinto muito. -Ela falou com a voz embargada. E isso fez com que eu olhasse para ela. Os olhos dela também estavam repletos de lágrimas.

Era a primeira vez em muitos anos que Elena chegava perto de chorar.

–Eu nunca poderia imaginar que ele fosse te bater. Eu sinto muito mesmo. -Ela falou nervosa e me pareceu realmente arrependida.

–Eu também não imaginava. -Falei tendo outra crise de choro. -Só queria te pedir uma coisa.

–O quê? -Ela perguntou.

–Me ajuda a arrumar minhas malas? -Falei em meio ao choro.

–Mas pra onde você vai? -Ela perguntou surpresa.

–Pra casa da tia Jenna e do Tio Alaric. Tio Alaric sempre foi mais meu pai que Grayson. -Falei.

Ela assentiu e abriu os braços meio indecisa se devia ou não fazer o que iria fazer. Mas por fim colocou os braços desajeitadamente em minha volta e me abraçou sem jeito.

Me levantei e peguei as malas que estavam no closet, e eu e Elena colocamos rapidamente tudo que era meu dentro delas.

Minha mãe entrou no quarto chorando e quando viu o que estávamos fazendo chorou ainda mais.

–V-Você v-aai em-b-bora? -Perguntou para mim soluçando.

Eu assenti, guardando umas últimas coisas na mochila da escola.

–Por favor, filha... Não... -Ela me abraçou.

–Eu vou ficar bem, mãe. Provavelmente estarei melhor do que estava aqui.

–Você vai para a Jenna? Ela e o Alaric são as únicas pessoas que eu confio para cuidar de uma das minhas meninas.

–Sim, eu irei. -Falei dando um beijo na bochecha dela. -Não se preocupe.

Ela e Elena me ajudaram a colocar todas as malas no carro de Elena que as levaria até a casa dos Saltsman para mim já que eu iria com minha moto.

Me despedi mais uma vez de minha mãe e subi na moto, acelerando para bem longe dali.

''And they're watching us
They're watching us
As we all fly away

And they're watching us
They're watching us
As we all fly away

And they're watching us
They're watching us
As we all fly away''

(E eles estão nos assistindo
Nos assistindo
Enquanto todos nós voamos para longe

E eles estão nos assistindo
Nos assistindo
Enquanto todos nós voamos para longe

E eles estão nos assistindo
Nos assistindo
Enquanto todos nós voamos para longe)

Notas finais
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