Notas iniciais
Yoo, gente...
Demorou MUIIIITO, mas o cap chegou! Sinto muito mesmo pela demora para postar o cap. Ficou difícil fazer sozinha a manutenção de várias fanfics. Minha co-autora me abandonou, e eu acabei sozinha D:
Bem, sem contar que recebi um review que não me animou nadinha. Na verdade, fiquei muito triste. Sei que demorei muito, e que vcs estavam se cansando. Mas não precisava de tanta ignorância em um só review. E, bem, como sou esquentada, eu revidei, né... Mas estou aqui, postando um cap novinho em folha, recém saído do forno. E prometo que vou tentar postar mais rápido ( mas pelo amor de Deus, prometo que não passarei mais um ano sem postar!)
Bem, lá vamos nós com o cap. Espero que gostem ( e que não tenham me abandonado :/ )!
P.s. Minhas sinceras desculpas, Mad (Allan)

Liverpool, Subterrâneo, 16:46 P.M.


– Tem certeza de que são eles? — O jovem de cabelos loiros e pele clara soltou.


– Tenho, Dankan. São eles. São exatamente como você os descreveu. — A mulher soltou, já impaciente.


– Você sabe o que tem que fazer, não sabe, Jasmine?


– Eu sei. Eu me recordo bem de todas as ordens que me foram dadas. Não sou nenhuma iniciante, Dankan Blade.


Ela andou até a mesa onde jaziam demasiadas armas, em diversos tamanhos, para diversas casualidades.


– Ora, ora. Mantenha a calma, Jas. Estou apenas averiguando. Esse é o meu trabalho. Você sabe muito bem disso.


– Sei. E bem melhor do que gostaria. — Ela falou com os olhos faiscando de ódio. Ódio puro.


Jasmine pegou uma das facas que jaziam em cima da mesa e observou-a atentamente, analisando o quanto era afiada. Dankan chegou por trás, jogou os cabelos castanhos da garota para a frente e beijou levemente seu pescoço, até chegar na sua orelha.


Já faziam algumas semanas que não se viam, e Dankan queria matar a saudade que sentia daquela mulher. Mas ela era resistente demais. Não tornaria nada fácil para ele. Mal se lembrava da última vez que pudera, realmente, tocá-la. Dankan sabia que o sobrenome Pepper, não era à toa — Obs: Pra quem não sabe, Pepper quer dizer pimenta. Ela era irresistível, linda, com curvas acentuadas, pele branca, olhar forte... Aquela garota era o sonho de qualquer homem como ele. Ela era inabalável e sempre o entendera como ninguém antes. Eles dois podiam ser tanto como água e óleo, como água e açúcar. Eram como peças de um quebra-cabeça: juntos, eram imbatíveis... Mas separados já não eram a mesma coisa. Ele queria voltar tudo e recomeçar do zero. Ele queria poder vê-la todo dia, ao amanhecer, deitada em uma mesma cama que ele. Dankan queria poder abraçá-la, beijá-la, sentí-la de novo. Mas não poderia fazer nada ali — na base, rodeado de pessoas o tempo inteiro. E era estritamente o único lugar em que viam-se. Ela sumia tão rápido quanto aparecia. E não podia simplesmente convidá-la para um café, ela nunca aceitaria. Não até que ela o perdoasse. Não até que ele provasse que, dessa vez, ele a valorizaria.


– Calminha. Você não precisa ficar tão nervosa. Logo, logo as coisas vão se ajeitar, Jas. — Ele sussurrou no ouvido dela, enquanto pegava a faca de sua mão.


– Você me enoja. — Ela falou, puxando a faca rapidamente, pronta para causar-lhe um ferimento e tanto. Mas este, deviou rapidamente e tudo o que Jasmine conseguiu, foi arranhar o rosto que cinco segundos antes, estivera quase colado ao seu.


Dankan riu, limpando os sangue que começara a escorrer por sua bochecha.


– Feroz, como sempre. Adoro isso em você, Jasmine. Ou devo dizer Sarah? — Ele falou puxando-a pelos cabelos, um tanto forte demais, e virando-a em sua direção.


– Eu NUNCA mais vou ser sua, Dankan. Nunca mais! — Ela falou, com o ódio mais que perceptível em seu olhar — e em sua voz.


– É o que veremos, querida. É o que veremos... — Dankan falou, roçando sua bochecha ensanguentada na dela.


Então, ele olhou bem naqueles olhos raivosos e a beijou.


Jasmine queria impedí-lo, queria matá-lo. Mas não estava em posição de levantar um dedo contra ele. Por mais que quissesse odiá-lo, em algum lugar dentro de seu peito, um coração batia, ainda apaixonado. E ela sabia que Dankan também sentia o mesmo. Mas não deixaria que ele pensasse que seria fácil torná-la dele, de novo. Porque dessa vez, de fato, não seria fácil. Apesar de reconhecer a si mesma, que ainda o amava, o ódio ainda conseguia falar mais alto. Jasmine o faria pagar por tudo que lhe fez. Por todas as dores que a causou. Por todas as vezes que simplesmente a usou. E pelo restante de vezes, que a tratou como se não passasse de lixo... Ou sucata velha. Ela fora mesmo, um dia, totalmente submissa a ele. Mas esse dia havia passado. Coisas demais haviam acontecido... E com o passar dos anos tudo tinha mudado.



Dessa vez, eu não serei dele. ELE será meu!,Jasmine pensou, enquanto retribuía o beijo feroz do garoto por quem sempre sentira algo tremendamente forte, muito além de um simples amor.



~*~


Liverpool, Palace Hotel, 19:50 P.M.


– Claire, preparada? — Leon perguntou, enquanto tentava ajeitar a gravata do paletó preto.



– Tudo sob controle. Só falta o vestido. — Disse ela, arrumando o corcelete preto que já jazia em seu corpo.


– Claire andou até Leon e o ajudou com a gravata.


– Deixa que eu faço isso. — Ela disse.


Leon babava literalmente, notando as curvas acentuadas de Claire.


– Tudo bem, terminei.


Leon nem sequer conseguiu sorrir para agradecer, simplesmente a seguiu-a, involuntariamente, com os olhos.


Claire começou a pôr o vestido justo e curto. Logo depois de ajustá-lo, pôs um revólver na cinta liga da coxa direita e uma faca na esquerda.


– Leon, ajude-me a fechar aqui atrás. — Ela disse andando até ele.


Leon pegou o flash do vestido vermelho e subiu-o, segurando-se para não fazer nada do que estava a imaginar. Claire percebeu o auto-controle que ele exigia de si mesmo e notou a boca que já estava quase escancarada.


– Quer um guardanapo? — Claire zombou enquanto ia averiguar se o bay liss que havia feito nas pontas de seus cabelos ainda mantinham-se estáveis, no lugar.


– O.. O quê? — Perguntou Leon.


– Tem razão. Acho que uma babador seria mais eficiente. — Claire soltou, rindo baixinho.


– Muito engraçado, Claire. Não mandei você se trocar na minha frente. — Ele falou, recuperando-se.


– O quarto também é meu, sabe? — Ela disse sorrindo.


– Você sabe do meu fraco por mulheres. — Ele sussurrou, meio constrangido. — E piora tudo quando uma está quase nua na minha frente.


Claire riu.


– Você fala como se eu tivesse feito de propósito, só pra te ver louquinho. — Ela falou fazendo carinha de anjo — o que não era difícil, vamos combinar.


– E não foi?


– Claro que não. — Ela disse, soprando um beijinho e piscando um olho pra ele.


– Sei. — Ele disse afrouxando a gravata.


Ela andou até ele e segurou seu queixo, pondo seu rosto em direção ao dela, deixando suas bocas à poucos centímetros uma da outra.


– É hora do jogo. — Claire falou, divertindo-se por notar a respiração de Leon mais pesada e a pulsação mais acelerada.


Ela se afastou e sorriu.


– É, eu que o diga. — Disse ele, depois de um pigarreio.


Os dois dirigiram-se para a porta. Leon abriu a porta para Claire, e depois de passar, trancou-a e guardou a chave dentro do bolso da calça. Entraçou sua mão à de Claire, e começaram a andar. Quando estavam perto do elevador, puderam ouvir ao longe, a voz de Sarah:


– Greg, espere!


Claire virou-se e a fuzilou com seus olhos claros.


– Você não tem vergonha na cara, não é?! — Claire perguntou, começando a ficar alterada.


– Se eu tivesse, nada teria graça. — Sarah falou, sorrindo maliciosamente.


– Pan... — Leon tentou falar, mas Claire tapou sua boca.


– É claro. Se você tivesse, não estaria correndo atrás do MEU marido.


– Marido há um dia, grande coisa!


– O que está insinuando?!


– Eu?! Nada! — Sarah se fez de santa.


– Você não passa de uma vadiazinha barata!


– Olha quem fala... — Falou Sarah, apontando para o vestido curtíssimo de Claire.


Claire tirou a mão da boca de Leon, — sem querer — deixando-o livre para falar qualquer coisa — ou, no caso, qualquer besteira.


– Eu gosto dela assim... Sexy... — Leon falou, em um momento de insanidade.


Mas logo se tocou do que disse e sussurrou baixinho, pondo a mão sobre o rosto, discretamente:


– Puta que pariu...


Claire sorriu maliciosamente.



Vou usar isso contra ele a noite inteira!,



– Tá vendo? Você perde feio pra mim! — Claire falou, alizando o rosto de Leon.


– Tenho certeza que se ele me conhecer, vai preferir a mim. — Sarah disse, se insinuando.


– Com certeza prefiro a Pan. Nenhuma mulher se iguala a ela. — leon interferiu, com cara de debilóide.


Claire estava adorando aquilo, seu sorriso ia de orelha a orelha.


Ele está lou-qui-nho!, ela pensou, feliz da vida.

ela pensou.

Fudeu! Entreguei o jogo. Ela percebeu. DROGA. DROGA. DROGAA!! Claire vai saber usar isso contra mim. E como vai!, Leon pensou desesperado.


Claire virou-se na direção de Leon, lançou-lhe um sorriso malicioso e depois começou a andar na direção de Sarah. Parou bem na frente dela e olhou para o seu vestido, depois para o de Sarah — um vestido branco puríssimo, de mangas compridas, longo até os pés, que cobria todo o pescoço dela.


Claire riu.


– Você pretende mesmo ganhar de mim com isso? — Ela soltou.


– O que...? — Sarah gaguejou.


– Esqueça. — Falou, virando-se para Leon. — Vamos, querido.


Ela puxou-o e seguiu até a recepção.


– Reservei uma limousine para esta noite, senhor... — ela olhou para o crachá discretamente, não recordava o nome do recepcinista. — ... Senhor Prime. Ela já chegou? — Ela finalizou com um sorriso de matar.


Senhor Prime — o pobre recepcionista careca, de paletó branco e olhar sem emoção — olhou o relógio em seu pulso e disse, sem olhá-los:


– Sim, ela chegou à sete minutos. Já os espera.


– Eu também pedi uma. No mesmo horário. — Sarah guinchou, pondo-se ao lado de Claire. — Já chegou?


O senhor Prime, olhou-a, intediado, e sussurrou:


– A limousine é a mesma. Para os trÊs.


– O quê?! — Claire e Leon guincharam ao mesmo tempo.


Sam Prime olhou-os, atentamente.


– As outras limousines foram alugadas, e ainda não encontram-se no hotel. Portanto, ou usam a mesma limousine, ou não usam nenhuma. — Ele esclareceu rapidamente.


– Simpático, o senhor. — Claire sussurrou, com um sorriso amarelo.


Se ela for, não poderemos revisar os planos para a missão! Droga., Claire pensou.


– Me responda uma coisa, senhor Prime. — Leon recuperou-se mais rápido. — Existe uma divisória na parte traseira da limousine, não existe?


– Obviamente. Uma divisão entre os dois bancos traseiros, feita por um vidro manuseável.


– Então podemos fechar esse vidro, não podemos? — Leon perguntou.


– Claramente.


Leon virou-se para Claire, puxou-a e disse tanto para ela, como para o senhor Prime:


– Por mim tudo bem. Não haverá problemas, já que existe uma divisão.


Leon piscou para Claire discretamente, e ela assentiu.


– Sem problemas. — Ela sorriu.


– Ótimo. Então podem se dirigir até a porta de entrada. O motorista os aguarda. — Ele disse, por fim, voltando sua atenção para o computador à sua frente.


Logo, Claire, Leon e Sarah estavam adentrando a limousine.


Leon e Claire escolheram o banco mais distante do motorista, e Sarah sentou-se no banco do carona, ao lado do motorista, tinindo de raiva.


Claire fechou o vidro, e entao começou a revisar o plano.


– Discrição é o primeiro ponto. Temos que nos manter ocultos o máximo possível, Leon. Só usaremos nossas armas, se formos atacados abertamente. Nossa prioridade é chegar até o cofre. Temos que descobrir se estão desenvolvendo um novo tipo de vírus.


– Bom, a pergunta que não quer calar é: como vamos achar o cofre?


Claire sorriu.


– Somos espiões veteranos, não principiantes. Nós damos conta, certo?


– Certo. — Leon disse, sorrindo de volta.


Os dois conferiram as armas que traziam consigo, e esperaram até que chegassem na festa de inauguração. Quando chegaram na esquina, puderam notar a multidão de carros, e os grandes outdoors com o símbolo da Umbrella.


– Chegou a hora. — Leon sussurrou, enquanto passava pela porta, que o mostorista havia aberto, logo depois de Claire.


– Preparado, querido? — Ela disse, sorrindo.


– Não. — Ele soltou. Meio nervoso, já que não tinha idéia do que lhe aguardava lá dentro.


Claire riu.


– Adoro isso em você. — Ela falou, tentando irritar Sarah, que estava do seu lado, ajeitando o vestido.


Os três dirigiram-se até a porta, mostraram seus convites e adentraram o recinto. Logo que entrou, Sarah achou uma amiga, e se dispersou em meio aos convidados. Leon e Claire, dirigiram-se até uma mesa, e observaram o lugar, cuidadosamente.


– Uma mansão, três andares, sem elevador, apenas escadarias. Provavelmemte existe um sótão.


– Um porão também não está fora de questão. — Claire completou. — Geralmente é no segundo que encontram-se os quartos, com cofres. Mas não está interditado. O que quer dizer, que a parte realmente importante deve estar no terceiro andar. O cofre deve estar lá.


– Ou pode ser isso que eles querem que pensemos. O cofre pode estar no térreo também. Em algum lugar perto da cozinha, ou em algum banheiro. — Leon disse, analisando as várias portas além do Hall, onde a recepção estava a ser feita.


– Não. O térreo está fora de questão. Qualquer pessoa poderia encontrar o cofre, mesmo que sem querer. Seria muito fácil. — Claire disse.


– Tem razão. — Leon soltou. — O térreo está descartado, agora nos restam dos enormes andares.


– A menos que... — Claire começou, mas parou antes de completar o que ia dizer.


– O que houve, Claire?


Claire olhou bem nos olhos de Leon, e sussurrou:


– Cerca de 30° à Nordeste. Olhe.


Leon assentiu, e começou a vasculhar o ponto que Claire havia indicado. Então sua respiração parou.


– Ada Wong. — Ele sussurrou.


– O que ela faz aqui? — Claire falou, em meio a vários pensamentos. — Será que está atrás de nós?


– Duvido muito. — Leon soltou. — Ela está atrás do cofre também, pode apostar.


– Vamos logo, enquanto ela está entretida. — Claire sussurrou. — Vamos aproveitar enquanto ela ainda não nos notou.


Leon assentiu.


– Vamos nos encontrar no segundo andar, no corredor à direita. Vamos nos misturar à multidão. — Ele disse.


– Encontro você lá. — Ela falou, virando-se.


– Cuidado. — Leon advertiu-a. — Não estamos seguros em lugar algum desta casa. Lembre-se disso, Claire.


Ela olhou-o de esguelha, e sorriu.


– Quem você acha que eu sou? Eu não brinco em serviço, Leon. — Ela falou, voltando a andar.


– Eu sei disso. E como sei. — Ele falou consigo mesmo, enquanto andava para a direção oposta.


Os dois dispersaram-se em meio a multidão, e logo não havia sinal de ambos.


~*~


Quando Leon ia chegando na escada oposta à de Claire, uma voz o paralisou.


– Os anos passam, e você não envelhece sequer um segundo, não é, Leon? — A voz sedutora o acertou em cheio.


– Ada. — Ele falou virando-se para encará-la. — Os anos passam e você não larga essa cara-de-pau.


Ada riu.


– Você nunca perde o senso de humor. — Falou rindo.


– Virou hobby, me importunar? — Leon perguntou, rude.


Ada parou de rir.


– Tenho coisas mais importantes pra fazer, do que ficar atrás de você, como se fosse cachorrinho, Kennedy. — Ela falou, arrogante.


– Então porque não vai fazer o que tem pra fazer, e me erra?


Ela olhou-o odiando ele, e a si mesma.


– Nos vemos depois, Leon. — Ela sussurrou no ouvido dele, e então sumiu, como num passe de mágica.


Leon resmungou algumas coisas insignificantes, e continuou o caminho que seguia, antes de Ada chegar para causar o estardalhaço de sempre.


– Inferno! — Ele sussurrou, enquanto subia as escadas.


~*~


Enquanto isso, Claire não perdeu tempo. Foi logo vasculhando os dois corredores, e notou que as portas estavam destrancadas. Quando ia girando a maçaneta, ouviu vozes, por trás da porta, e paralizou:


– Dankan, eu tenho que ir! Me solta! Não atrapalha o meu trabalho!


– Vamos lá, Jasmine. Esquece o trabalho um pouquinho. Você vai ter a noite toda pra pegar esses espiões de meia-tigela! — Um homem sussurrou.


– Tira esse bafo de bebida da minha cara, Dankan! — A mulher gritou. — Eu tô falando sério!


– Me perdoa, Jas. Me perdoa! — Dankan gritou.


– Se você acha que vou te perdoar assim, está muito enganado. Se você me prejudicar, eu NUNCA vou te perdoar, Dankan! — Jasmine gritou enfezada. — Agora me larga!


Os gritos pararam, e Dankan sussurrou.


– Eu vou te soltar. Mas depois a gente vai conversar, tá?


– Tá, Dankan. Mas só quando você estiver sóbrio. Vai lavar essa cara, vai.


– Tá bom. Eu vou, mas eu volto. — Dankan riu, uma risada de debilóide.


– Humf, era só o que me faltava.


Claire ouviu passos se aproximando da porta, e então entrou na outra porta que ficava de frente para a outra. Mas na hora de fechar a porta, Claire pôs força demais. E Jasmine ouviu o barulho.


Jasmine abriu a porta e se deparou, com a arma de Claire, apontada bem para o seu rosto.


– Me mostre onde fica o cofre, agora, Sarah.


Sarah riu.


– Então você descobriu?


– Graças ao bebum do quarto ao lado. — Claire zombou. — Devia resolver seus problemas em casa, Jasmine. Não é tão diplomático resolver problemas pessoais enquanto trabalha.


Jasmine riu.


– Diplomático? O que você sabe sobre diplomacia, Claire Redfield?


Claire alargou um sorriso colgate.


– Você estava mesmo nos espionando. Eu sabia. — Ela falou.


– Menos mal. Você não é tão burra quanto parece. — Jasmine falou.


E então, em um piscar de olhos, Jasmine puxou a arma de Claire e jogou-a no chão.


Claire riu.


– Ingênua. — Ela falou puxando a faca da cinta liga, e batendo de frente, com a faca de Jasmine.


E então começou.


Claire empurrou Jasmine na parede, e chutou sua canela. Jasmine ignorou a dor, e empurrou Claire com toda a sua força. Esta caiu de bunda no chão, e chutou o tornozelo de Jasmine, fazendo-a desequilibrar, e também cair. Claire levantou num salto, e pegou um jarro de flores sob a mesinha de cabeceira que estava do seu lado. Jogou em Jasmine, mas esta desviou facilmente. Jasmine sorriu, ainda um pouco tonta.


– Você não vai me pegar tão facilmente, Claire.


Assim que terminou de falar aquilo, foi acertada em cheio no rosto, por um soco muito bem dado de Claire. Com o impulso, Jasmine foi de encontro à parede. Mas esta não desistiu tão facil assim. Pegou a arma na cinta liga por baixo de seu vestido,- que agora estava rasgado na altura dos joelhos — e começou a atirar sem ter uma noção de pra onde mirava, por conta do soco. Claire, àquela altura, já havia recuperado a arma que havia sido jogada no chão, e mirou a perna de Jasmine, que por sua vez, havia gastado todas as balas, na tentiva de acertar ao menos uma em Claire. Claire chutou-a mais uma vez, fazendo-a desmaiar.


– Você vai definitivamente sair do meu caminho. — Ela falou, prestes a atirar definitivamente na perna da desgraçada.


Antes que pudesse apertar o gatilho, alguém jogou uma faca na arma, fazendo Claire soltá-la, instintivamente, no chão.


– Você não vai encostar um dedo sequer nela. — Um jovem de cabelos loiros e olhos azuis disse, com certa arrogância na voz.


– É você quem vai me impedir? — Claire perguntou, pondo a mecha de cabelo — que vinha atrapalhando-a — atrás da orelha.


O homem olhou sugestivamente para um lado e para o outro.


– Acho que somos só eu e você. — Ele falou, sugestivamente.


Claire suspirou.


– Ao que parece.


Então ela empunhou a faca e atacou. O jovem sacou uma adaga, e revidou o ataque.


– Então... Você é Claire Redfield? — Ele falou, enquanto duelava com ela.


– Vejo que até insetos como você me conhecem. Mas eu não sei quem você é. — Claire falou, dando uma de superior.


– Como não conhecer uma das pessoas que se safou do incidente de Raccon City? Ah, a próposito, meu nome é Dankan.


– Bom, parece que o imbecil fez o dever de casa. — Claire falou, desviando da investida dele.


– Não, o negócio é que o imbecil esteve por lá. — Ele falou.



– Bom saber.



– Mesmo? — Ele perguntou, jogando a faca dela no chão.




– Bem, talvez não tão bom assim. — Ela falou, parecendo indefesa.



– Você até que é bonita, Claire.


Era disso que eu precisava, Claire pensou.


– Sério? — Ela falou, se insinuando. — Sou muito mais bonita sem isso. — Ela completou, apontando para o vestido.


Ele assentiu.


– Talvez seja mesmo. — Dankan falou se aproximando.


Quando ele estava em uma distância menor que 30cm, ela chutou-o entre as pernas, fazendo-o cair no chão.


– Bem, Dankan. Você precisa mesmo fazer o dever de casa, deve aprender a não se distrair com o inimigo. Além de ter que descobrir que tipo de pessoa eu sou. — Ela falou chutando suas costas. — Eu já descobri qual é o seu.


Dessa forma, Claire pegou sua arma, sua faca, a adaga de Dankan, e saiu do quarto, à procura de Leon. Quando estava quase na escada, viu Leon numa disputa acirrada com Ada. Começou a correr, para ajudá-lo, mas antes que chegasse até a metade do caminho, dois brutamontes saíram do quarto, e a interceptaram.


Claire olhou-os atentamente, depois olhou para o térreo. Lá embaixo as pessoas corriam desesperadas, sem saber para onde ir. Uma multidão revestia a porta, e cerca de cinquenta seguranças adentraram o Hall.


Bem, eu não chamaria isso de discrição, pensou ela.


– Bem. — Ela falou, olhando para os dois brutamontes. — Eu suponho que vocês não vieram me ajudar, certo?


O ogro da direita assentiu, e o da esquerda sorriu.


– Ela é minha. — A voz de Dankan soou atrás dela.


– Oh, droga! — Ela soltou.


E então ela fez a maior loucura do ano: Pulou da bancada, em direção as mesas.


Quando caiu, o impacto fez uma das mesas quebrarem. Ela olhou tonta, para os dois lados, e tentou se levantar. Quando olhou para seu braço esquerdo, notou que cacos de taça estavam encrustrados em seu braço, fazendo-a perder muito sangue.


– AI, MERDA! — Ela gritou. — Isso dói pra caralho!


Então, quando olhou para as escadas, notou que Dankan descia, seguido de seus brutamontes. Claire pegou uma das facas, e arremessou-a, nas esperança de que sua mira não falhasse naquele momento. A faca foi em diração da escada, e pairou na parede, bem ao lado do rosto de Dankan.


– Essa foi por pouco. — Claire pôde ouvir Dankan sussurrar.


– Claire! — Leon gritou, descendo as escadas o mais rápido que podia.


– Leon! — Claire gritou, enquanto chutava um dos seguranças que vieram na tentativa de segurá-la. — Eu preciso de ajuda aqui!


– Claire! Atrás você!


Claire virou-se rapidamente.


– Vadia. — Jasmine sussurrou, rasgando um pouco a bochecha de Claire com sua faca.


Claire começou a andar pra trás.


– Você não vai me dar folga não é? — Ela perguntou.


– Não mesmo! — Jasmine respondeu, com os olhos brilhando de raiva.


Jasmine investiu com a faca, e Claire desviou. Sua mão foi em direção ao vestido de Jasmine, e por uma lástima do destino, o destino caiu no chão, deixando apenas de lingerie. Mas esta, nem pareceu notar, a não ser pelo fato de ter puxado o vestido de Claire com tanta força, que este também se rasgou, deixando-a apenas de corpete e calcinha.


– Você não devia ter mexido comigo. — Jasmine rosnou.


Claire olhou para o vestido no chão, depois para si mesma e, por fim, para Jasmine.


– Eu que o diga. — Ela rosnou de volta.


Claire chutou a mão de jasmine, fazendo-a derrubar a faca no chão. Jasmine socou o braço esquerdo de Claire, fazendo-a grunhir de dor. Claire empurrrou-a, mais feroz que nunca e chutou-a outra vez, dessa vez na barriga, fazendo questão de enfiar o salto agulha bem ali. Jasmine caiu no chão, levantou-se, meio tonta, e investiu e novo.


– Claire! — Leon gritou atrás dela.


Claire virou-se a tempo de ver Leon pulando em Dankan, fazendo-o cair de cara no chão.


– Cuide dela! Eu dou um jeito nele, e no resto! — Leon disse.


– E a Ada? — Ela perguntou, desviando de um soco de Jasmine.


– Ela fugiu.


– Eu vou pegar aquela vadia. — Ela falou, socando a cara da desgraçada, fazendo-a cair por cima de uma mesa. — Só vou acabar com a raça dessa primeiro. — Ela completou, estralando os dedos.


– O negócio vai pegar fogo agora! — Claire gritou, pegando a adaga de Dankan do chão, e andando até Jasmine. — Você mecheu com a garota errada! Você mecheu com uma Redfield! — Ela completou, começando a atacar.


Você me paga, sua vaca!,pensou Claire.



CONTINUA...



Notas finais
Bem, aí está o cap!
Espero que tenham gostado (e entendido)!
Bom, eu prometo que tentarei postar o próximo cap o mais rápido o possível XD
Espero MUIIITOS reviews (:
Bgs:*
Lyvennie
P.S. Qualquer dúvida, mandem M.P.(: Estarei disposta a responder qualquer dúvida XD