Notas iniciais
Lá vou eu com meus capitulos XIGANTES....'-' Também é para compensar o tempo que estou sumdia daqui T_T #apredejada A culpa é da minha seme por eu estar postando XD Ela me obrigou, disse q faria greve de sexo se nao postasse u-u #MENTIRANAOMEMATABIA Entao, sem mais enrolaões, deixarei vocês com o uke mais abusado ever /3gackt 8D Kisu Kisu~

- Eu não vou levá-lo àquele antro de predadores. – Kamijo esbravejou pela décima vez, enquanto eu terminava de abotoar o clássico casaco azul marinho.

Como se eu ligasse se ele queria ou não me levar.

Devem estar se perguntando onde meu adorado mestre não quer me levar, certo? Pois bem, vou lhes contar.

A discussão desse assunto foi bem curta. Ele entrara em meu quarto, mais uma vez, procurando meu carinho. Eu o ignorei solenemente, continuando minha leitura.

Kamijo se aproximou de mim, abraçando-me pelas costas, tentando me seduzir, mas meu controle é algo de que tenho muito orgulho. E então lhe propus:

- Se você me levar até o Príncipe, eu posso ser um bom aluno hoje, mestre. – Murmurei em seu ouvido e isso era algo que funcionava sempre.

Após ele ter negado três vezes, lhe dei um simples beijo e um ronronar contra sua orelha e ele concordara.

Viu, simples assim.

Mas agora, enquanto eu me arrumava impecavelmente para um evento tão importante, ele continuava negando. Tão infantil esse meu mestre.

Deixe-me explicar o quão importante é esse evento. Todo vampiro, após receber o abraço, deve ser apresentado à sociedade vampírica, pelo seu mestre, e ser apresentado ao Príncipe, que é a autoridade máxima entre os vampiros – isso eu aprendi, com as minhas leituras, pois Kamijo não me conta nada.

Mas, como todos notaram, meu mestre tem uma pequena obsessão por mim. Então, a possibilidade de eu estar com outros vampiros é praticamente um absurdo tão grande quanto beber sangue de ratos. Porém, absurdo maior, era eu viver na obscuridade como um vampiro não-reconhecido pelos demais.

Peguei sua capa e sua cartola. Aproximei-me dele, passando a capa por suas costas, puxando as fitas para amarrá-la, roçando meu corpo propositalmente no seu. Notava seus olhos claros em mim, famintos, como sempre.

Peguei em sua mão fria, pousando a cartola ali.

- Vamos indo, mestre, o Príncipe não deve gostar de atrasos. – Sussurrei sorrindo em seu ouvido, ouvindo o esbravejar e repetir que não me levaria.

Ele não desistia de sua teimosia.

- Pois bem, vou pedir para Yuki me levar. – Saí do quarto, fechando a porta calmamente atrás de mim, esboçando um sorriso puramente falso.

Desci tranqüilamente as escadas de minha mansão. Alias, era um fato bem engraçado ainda estarmos morando em minha casa.

Fora uma discussão muito curta também. Eu falei que não sairia de minha casa e ele falara que não sairia de perto de mim. E desde então, ele se convidara pra morar em minha mansão.

Simples assim.

Desci a longa escadaria de mármore, encontrando Yuki na sala de estar. Aquele fatídico lugar onde tudo acontecera.

Esbocei um sorriso, quando as lembranças daquela noite me vieram à mente. Eu tenho uma grande mania de sorrir, notaram?

A perda de meus pais não era mais uma lembrança dramática e dolorosa. Acho que logo após eu ser Abraçado, eu já não me importava mais com aqueles dois corpos frios na tapeçaria cara da sala.

Aproximei-me de Yuki, com passos calmos, pronto para abraçá-lo. Mas Yuki era incrivelmente sensitível.

- Deseja algo, Teru-bocchan? – Perguntou com seu tom de voz baixo e calmo, ainda de costas.

- Atento como sempre, Yuki. – Falei sorrindo para o vampiro mais velho.

Yuki era empregado da casa de Kamijo, que viera morar conosco após a mudança de meu mestre. Ele era possuidor dos olhos dourados mais atentos e observadores do mundo. Bastava um olhar dele e eu podia sentir ele lendo minha alma linha por linha, desvendando tudo que se passava pela minha mente.

Ele era o único empregado da casa, mas valia por cinqüenta. Afinal, Kamijo matara todos os meus ex-empregados e jogara para os cães comerem – sim, fora mais ou menos isso.

- Kamijo não quer lhe levar ao Príncipe certo? – Constatou ao se virar para mim. – Sabe que não posso levá-lo, Teru.

- Nossa, e você nem piscou pra entender tudo. – Comentei com um sorriso infantil. – O meu “amado” mestre não quer me levar, Yuki... – Abracei-me ao seu corpo mais alto, enlaçando seu pescoço. – Você não poderia me fazer essa gentileza? – Sussurrei mansamente, minha boca próxima a sua.

- YUKI, SAIA DE PERTO DELE! – A voz furiosa de Kamijo soou como um trovão pela sala, enquanto ele descia como um relâmpago pelas escadas.

Yuki desfez o abraço que lhe dera, afastando-se de mim. Aquela maldita Voz de Loucura que fazia qualquer um obedecer Kamijo. Sorri, vendo o estado alterado daquele vampiro que sempre pareceu tão elegante e ter tanta classe.

Patético o que uma demência fazia com um vampiro.

Ele virou-se para mim, o rosto tomado pela fúria, possivelmente irritado pelo meu semblante calmo e inocente. Afinal, eu não fizera nada demais, certo?

Kamijo desviou o olhar para Yuki, que continuava com a expressão inalterada. Yuki saiu da sala com passos calmos, entendendo que era hora de sua saída. Sorri para ele, acenando educadamente, vendo-o sair da sala.

- Como você ousa...? – Vociferou, já perdendo a pouca razão que tinha.

- Resolveu me levar? – Alfinetei, pegando minha cartola sobre a mesa da sala de estar. Sim, eu adorava brincar com fogo. – Fico muito feliz, mestre. – Com grande agilidade, me coloquei atrás dele, colando minha boca em sua orelha.

Coloquei minha cartola, andando em direção a porta da frente, sentindo sua presença ao meu lado, quando cruzei a porta em direção à noite fria.

XxX Depois de eu tanto insistir e lhe dar um ofegante beijo, Kamijo concordou em yuki nos levar de carruagem. Nós tínhamos status, chegar a pé, mesmo com nossa admirável velocidade, seria por demais constrangedor.

Yuki parou a carruagem diante de uma grande mansão, que parecia mais um palácio. Gentilmente, Yuki abriu a porta da carruagem para mim, oferecendo sua mão, me ajudando a sair. Lindamente educado, ao meu ver.

Mas o fato de Kamijo bufar com aquilo, me fez sorrir mais ainda. Tão infantil.

Meu mestre abraçou-me pelos ombros, ao ver os demais vampiros olharem curiosamente para mim. Eu, muito educado, sorria para todos, recebendo alguns sorrisos de volta.

O problema de Kamijo era sua falta de cortesia. Não o levaria a nada.

Chegando ao salão principal, fiquei maravilhado com a riqueza do local. Mesmo sendo muito escuro, a arquitetura era belíssima, as esculturas, os afrescos, tudo divino. Os demais vampiros trajando roupas formais, vestidos pomposos, ternos impecáveis. E todos tão bonitos.

- Kamijo? O que faz aqui? – Uma voz melodiosa se aproximou de nós e meu “mestre” não gostara nem um pouco de quem via.

Eu via o que pensava ser uma mulher, mas a voz era levemente rouca demais para se tratar de uma dama. O vestido vermelho com bordados dourados arrastava elegantemente pelo chão, acompanhando os passos elegantes daquele belo ser. Os cabelos cacheados tão loiros quanto os de Kamijo davam realmente um ar de mulher ao vampiro que se aproximava.

- Nunca esperaria ver você aqui! – Exclamou animadamente, estendendo a mão para Kamijo, que rudemente a ignorou. – Qual o motivo que lhe traz aqui? – Indagou, ignorando o ato de grosseria por parte de meu mestre, abrindo o leque que trazia consigo.

- Temo que o responsável por essa proeza seja eu, milady. – Comentei, atraindo a atenção dos olhos castanhos do recém-chegado. – Teru Di Laci, mademoiselle. – Apresentei-me educadamente, beijando sua mão por cima da luva de renda.

- Ora ora, quem seria esse elegante rapaz, Kamijo? – Comentou com um sorriso curioso nos lábios róseos. – Será possível que seja seu...?

- Meu pupilo, Hizaki. Mantenha-se longe. – Meu mestre, como sempre muito educado, esbravejou.

- Não seja mal educado com uma dama! Onde estão seus modos, Kamijo? – Hizaki perguntou levemente irritado, colocando o leque sobre o rosto.

- Você não é uma dama, Hizaki! – Kamijo falou entre dentes, irritando a “dama” de verdade desta vez.

- Ignore a grosseria de meu “mestre”, Hizaki-sama. – Coloquei-me na frente de Kamijo, antes que um escândalo começasse. – Os modos foram deixados em casa.

- Pelo menos Kamijo arrumou um pupilo que sabe ser educado com uma dama. – Comentou sorrindo para mim. – Você é adorável, Teru-chan. Deve me fazer uma visita qualquer dia desses. – Piscou discretamente para mim, voltando a esconder o rosto atrás do leque. – Aliás, sou Hizaki Laurent, foi um prazer, jovem Teru. – Disse, fazendo uma leve reverência com o vestido.

- O prazer foi todo meu, Hizaki-sama. – Respondi-lhe sorrindo, imitando seu gesto.

Hizaki se afastara andando elegantemente, virando o rosto ao passar por Kamijo.

- Não haverá visitas a Hizaki, entendeu? – Kamijo sussurrou em meu ouvido.

- Por que será que não estou surpreso? – Questionei ironicamente, andando até uma das arquibancadas da grande sala.

Sentamos lado a lado, Kamijo novamente com sua mão ao redor de minha cintura. E uma idéia me passou pela cabeça.

Enlacei seu pescoço com meus braços, sentando confortavelmente em seu colo. Colando minha boca em sua orelha, comecei o meu joguinho de perguntas e respostas.

- Aquele tal de Hizaki é seu amigo? – Perguntei, beijando sua orelha calmamente. – Achei-o muito interessante.

- Afaste-se dele, ele é uma cobra. – Avisou, fechando os olhos, apreciando meus toques. – Aquele louco pensa que é mulher e adora um vampirinho novo. – Senti suas mãos subindo por minhas costas, acariciando cada parte que tocavam.

Não podia negar que aqueles toques gelados mexiam comigo. Kamijo era um vampiro atraente, infantil, mas atraente. Eu poderia me sentir honrado de ter um ser tão lindo aos meus pés, certo?

- Você é muito são para falar que alguém é louco, não é? – Murmurei cinicamente, mordendo sua orelha, ouvindo ronronar. Tão submisso tão carente.

- Você me deixa louco, Teru. – Sussurrou contra meu pescoço, roçando as presas em minha pele fria.

Ri, distribuindo beijos por seu pescoço, ouvindo seus suspiros satisfeitos. Afundei meus dedos em seus cabelos, minha boca buscando a sua com sensualidade. Eu podia ser novinho, mas sabia ser sensual quando me fosse conveniente.

- Suponho que agora eu precise descer, certo? – Sussurrei, ainda perigosamente perto de seus lábios. – A cerimônia irá começar logo.

- Você precisa ficar comigo, somente. – Falou sério, me fazendo rir. – Não precisa descer lá e deixar todos esses depravados loucos lhe cobiçarem com os olhos.

- Estou indo, meu senhor louco e depravado. – Saí de seu colo, andando com passos calmos em direção ao centro do salão de cerimônias.

O salão lembrava um grande teatro circular, com acentos somente nas laterais superiores. O centro do salão estava vazio, revelando o chão de mármore negro impecavelmente limpo. Diante de mim, havia uma grande sacada coberta por cortinas vermelhas de veludo.

Era onde o Príncipe iria aparecer.

Aos poucos os murmurinhos dos demais vampiros foram cessando. Mas seus olhares curiosos ainda pairavam sobre mim. Olhei singelamente para Kamijo, que me encarava como se eu lhe tivesse apunhalado uma estaca de madeira no peito. Claro que podia senti-lo amaldiçoando cada vampiro que me olhava...diferente.

Virei meu rosto para analisar o outro lado do salão, enquanto esperava pacientemente o Príncipe chegar. Hizaki acenou gentilmente para mim, sorrindo. Acenei-lhe com a cabeça, esboçando meu falso sorriso de bom menino.

Era fácil conquistar a simpatia de qualquer um com um rosto bonito e um sorriso gentil. Modesto, eu? Ao lado do loiro, estava uma figura um tanto...exótica, entre tantas figuras peculiares naquele salão. De onde eu estava, não conseguia distinguir o sexo daquele ser. Tinha cabelos castanhos, com muitas flores o enfeitando. Lembrava-me as coroas dos reis Maias que via em meus livros.

Usava maquiagem muito forte e trajava roupas indescritíveis. Seu olhar também caía sobre mim, mas de um jeito indecifrável. Dei-lhe um sorriso sereno, não ganhando nenhuma reação em troca.

E então, o silêncio pairou e senti uma presença poderosa vindo da grande sacada acima de mim.

Encarei as cortinas rubras se abrindo, mas nada vi surgir. Mas a forte presença estava lá em cima, tinha certeza.

- Ora, estou surpreso com o que temos aqui em nossa reunião esta noite. – Uma voz forte e grave ecoou por todo o recinto, fazendo os vampiros erguerem-se de seus acentos.

Olhei em volta brevemente, vendo Kamijo levantado, ainda zelando por mim de longe. Mas sua expressão estava mais séria.

- Fazia eras que Kamijo não nos trazia um pupilo para ser apresentado. – O tom de provocação era eminente, e me permiti rir, imaginando a expressão de raiva na face de meu mestre. – Diga, criança, qual teu nome?

- Teru di Laci, alteza. – Apresentei-me, reverenciando educadamente diante da sacada, esboçando um pequeno sorriso vazio de sentimentos.

- Conte-me criança, como conseguiu a proeza de fazer teu senhor vir lhe apresentar? – Disse num tom de deboche.

- Creio que posso confiar no meu poder de persuasão, alteza. – Falei calmamente, ainda com o sorriso no rosto.

Algumas risadas foram ouvidas, incluindo a de Hizaki. A imagem do rosto de meu mestre irritadíssimo veio em minha mente, fazendo meu sorriso aumentar discretamente.

- Um talento notável, meu jovem. – Elogiou, soltando uma risada seca. – Devo confessar que já é uma grande prova de seu valor, sua presença aqui. – Comentou tranqüilamente. – uma criança tão jovem, conseguiu resistir aos poderes de dominação de seu senhor...Que constrangedor, não é Kamijo?

Meus olhos seguiram até a figura de Kamijo, que se encontrava de braços cruzados, com a aparência de quem havia tomado sangue morto.

- Você foi tomado pela maldição de Cain há pouco tempo, certo criança?

- Isso mesmo. Três meses e quatorze dias, mais precisamente. – Informei tranqüilamente.

- E já conseguiu se acostumar com sua nova condição de não-vida, meu jovem? – Indagou com um certo tom de divertimento pela expressão usada.

- Perfeitamente, alteza. Aprendi a caçar, alimentar-me e preservar e respeitar as tradições. – Ouvi alguns murmúrios a meu respeito. Talvez meu jeito estivesse encantando a multidão.

- Hum...Kamijo lhe ensinou isso tudo? – Seu tom era meio descrente que isso fosse verdade.

- Meu mestre me ensinou como me alimentar e como me defender, as demais coisas, aprendi com minhas leituras. – Pude ouvir a risada seca ecoar novamente pelo salão.

- Entendo. – Disse por fim. — Encantador o jeito como fala, criança. Agora entendo porque Kamijo o preza tanto.

- Posso encarar como um elogio, alteza? – Indaguei num tom educado, medindo minhas palavras ao Príncipe.

- Deve, meu jovem vampiro. – Comentou. – Muitos aqui queriam ter a sorte de seu mestre... Muitos aqui o cobiçam, Teru.

Não posso negar que algo em mim se abalou quando meu nome foi dito por aquela voz grave. Olhei ao redor e vi alguns vampiros sorrindo para mim, expondo seus caninos brancos. Kamijo devia estar uma fera.

E autocontrole é uma coisa que meu senhor não possuí.

Sorri internamente, prevendo um possível escândalo que Kamijo poderia fazer. Mentalmente eu pedia para que ele esperasse o Príncipe me reconhecer, para depois sair voando para cima dos pescoços dos demais vampiros.

- Não pedirei para você matar um lobisomem, nem nada divertido desse tipo. – Seu comentário fez todos os vampiros rirem, assim como eu.

Éramos loucos, tínhamos nossas perturbações, mas ainda tínhamos algum amor a nossa não-vida.

- Por você ter me agradado tanto, criança, eu lhe considero o mais novo vampiro dessa cidade. – Revelou com certo orgulho na voz. – Teru Di Laci, é o novo filho de Cain de Paris. – Anunciou-me a todos.

A platéia ergueu-se, presenteando-me com palmas calorosas. Reverenciei-me novamente diante da grande sacada, em seguida para as demais direções da multidão.

- Chega de show, vamos embora, agora. – Kamijo já havia descido até o centro do salão e começara a me puxar pelo pulso.

Sorri, acenando para os que ainda aplaudiam. Já estávamos alcançando o grande portal da saída, quando Kamijo parou bruscamente, bufando de impaciência.

Meus olhos pousaram sobre as figuras a nossa frente. Uma era Hizaki, que sorria enigmaticamente para meu mestre. Era diferente do sorriso elegante que havia me esboçado quando nos conhecemos.

Ao lado dele, estava o vampiro de maquiagem forte e aparência exótica. Podia sentir que era um homem, mas sabia enganar tão fácil quanto Hizaki. Claro, que aos olhos de um mortal.

- O que quer agora, Hizaki? – Rosnou Kamijo, fazendo o loiro rir de leve, por trás do leque.

- Jasmine queria dar um olá ao doce Teru. – Comentou sorrindo para mim, que educadamente retribuí.

O tal Jasmine começou a caminhar em nossa direção com uma rosa em mãos e vi Kamijo ficar prontamente diante de mim, afastando-me do outro vampiro. O vampiro exótico parou diante de Kamijo, ainda com sua expressão imparcial e pousou seus olhos em mim.

Esbocei-lhe um sorriso, saindo de trás de meu mestre, reverenciando-me para ele. Ele estendeu a rosa tão rubra quanto sangue a mim. Peguei, achando meio diferente aquela ação, mas não deixaria de ser gentil.

- Ela é lindíssima, fico muito grato. – Falei sorrindo, enquanto o outro ainda me encarava.

- Jasmine You. – Murmurou com uma voz quase ilusória, como um cântico de magia. – Seja bem-vindo ao nosso clã, Teru. – Aquela voz arrastada e suave me deixou sem palavras por alguns segundos.

E isso era algo raro. Eu sempre tinha uma resposta para tudo.

- Vamos indo! – Kamijo vociferou, não gostando nada da situação.

Novidade. Choveria água benta no dia que ele não se irritasse com alguém que se dirigisse a palavra a mim.

- Até mais, Teru-chan! – Hizaki despediu-se, acenando com a mão enluvada.

- Até Hizaki-sama...Jasmine-sama. – Murmurei o último nome, ainda encantado com a beleza peculiar daquele vampiro que ainda me encarava.

Kamijo me jogou “gentilmente” na carruagem, mandando Yuki nos levar logo para casa. Em segundos a carruagem já estava se movimentando pelas ruas escuras.

Fiquei a observar a paisagem pela janela, vendo apenas prostitutas e bêbados jogados nos becos das ruas. Meus olhos atentos a tudo que se movia na noite, até as mãos de Kamijo em minha cintura desviarem minha atenção.

Virei-me sem reação para ele, deixando-o me puxar para seu colo.

- Estive a pronto de explodir esta noite. – Sussurrou, deixando sua língua resvalar por meu pescoço alvo.

- Você está sempre pronto para explodir, Kamijo. – Comentei sorrindo, deixando minhas mãos brincarem com seus fios loiros e bagunçados. – Aquele Jasmine, você o conhece? – Acho que minha pergunta o irritara.

Senti uma mordida em meu pescoço, sentindo um filete de sangue escorrer por minha pele.

- Não desperdice meu sangue, Kamijo. – Murmurei friamente, querendo sair de seu colo, mas suas mãos ainda me prendiam firmemente.

- Não quero você me questionando sobre outros vampiros. – Sussurrou perigosamente. – Já excedi meu limite lhe levando aquele ninho de cobras.

- Prefere que eu descubra sozinho então? – Indaguei desafiador.

- O único vampiro que você precisa sou eu, Teru. – Disse com a voz arrastada, colando os lábios no sangue que escorria por meu pescoço. – Entenda isso.

- Você foi muito deselegante esta noite, Kamijo. – Falei secamente. – Não tocará em mim esta noite. – Soltei suas mãos de minha cintura, saindo de cima de seu colo. – O que é uma pena, pois eu estava disposta a ser um aluno carinhoso esta noite.

A carruagem já havia parado. Yuki abrira a porta para mim, ajudando-me a sair novamente.

Com minha velocidade anormal, entrei na casa, ignorando os gritos e chamados de Kamijo.

Cães mal-educados não ganhavam agrados.

Simples assim.

Notas finais
Quem vai me dar rosas vermelhas? 8D

Mas prefiro reviews *-*~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.