The Reason
20 Capítulo 21 - A verdade
Notas iniciais
POVS ANGIE
Duas semanas se passaram desde o acidente da Violetta. Ela está se recuperando bem, se alimentando bem e está cada dia mais disposta, cuidar da minha menina é tão gratificante, é tão maravilhoso, meu amor por ela cresce a cada minuto. Nossa relação está cada vez mais materna, por isso que estou aqui, estou aqui para ela, pra dar todo meu amor e todo carinho que tenho dentro de mim. Eu e Germán... bom, estamos nos respeitando e conversando normalmente, claro ainda existe uma linha que nos separa por conta do nosso passado, as vezes acho que essa linha nunca será quebrada, mas esperança é algo que eu nunca perdi.
XXX
Ainda era cedo, quando Angie estava sentada no sofá analisando alguns papeis, com uma caneta na mão fazendo alguns rabiscos.
– Bom dia Tia linda! – disse Violetta descendo as escadas.
– Bom dia minha princesa – Angie largou os papeis em cima da mesinha e sorria ao ver Violetta descer, ela fez sinais com as mãos chamando a menina para perto dela. Vilu sentou em seu colo e deu um longo abraço. – Mas que delícia de abraço hein?! Como passou a noite?– Angie deu um beijo no rosto dela.
– Angie, quando eu volto pra escola e para o estúdio? – disse Vilu com a carinha triste.
– Vilu você está de atestado médico, sofreu um acidente um pouco grave. – Ela olhou carinhosamente para ela.
– Tô com saudades dos meus amigos.
– Eu sei... mas e eu? Não conta? – brincou Angie. Ela sorriu
– Claro que conta, e muito. Não imagino se você não estivesse aqui comigo, você salvou a minha vida Angie e eu nem sei como agradecer – Violetta disse emocionada.
– Não precisa agradecer, por você eu faria quantas vezes fosse preciso. Por você é minha... – ela engoliu seco – minha alegria, minha menininha que eu quero proteger. – Angie passava as mãos pelo rosto dela.
– Eu te amo – disse Vilu
– Te amo muito mais – Angie a abraçou e encostou suas costas no sofá, aninhando a menina em seu colo.
XXX
Eram por volta das 22:00 horas, Angie estava sentada na sala com a TV ligada, seus pensamentos estavam longe, fora daquele lugar, fora de qualquer notícia que passava naquele canal. Germán entrou na sala sem saber que ela estava ali, mas hesitou ao vê-la.
– Desculpa Angie, não sabia que estava aqui – respondeu ele parado.
– Que isso Germán, você está em sua casa... Pode assistir o que quiser eu não estou acompanhando nada –respondeu ela olhando para ele e se levantando do sofá.
– Estou preocupado, isso sim – respondeu Germán passando a mão pelo rosto e sentando se a beira do sofá.
– Porque? – perguntou ela sentando no sofá, um pouco afastada.
– O que vai acontecer com a gente? – ele a encarou
Ela engoliu seco, alisou os cabelos involuntariamente – Não sei Germán. Vou ir para o meu apartamento, continuar no estúdio e ficar perto da Vilu, é isso...
– Não estou perguntando da Vilu e muito menos sobre o estúdio. Estou perguntando da gente! – disse ele sentando-se mais perto dela. Angie o olhou desconfiada, e tirou rapidamente os olhos dele.
– Acho que não funciona mais não é? Sempre terá essa pequena linha que vai nos separar. Essa mentira que acabou com tudo e destruiu nossos sentimentos. – Ela disse olhando nos olhos dele, como se todas aquelas palavras estivessem doendo dentro dela.
– Porque você tem tanta certa de que não vai funcionar? Angie – ele respirou, olhou para o chão – Eu não esqueci de você por nenhum momento – ele voltou a olha-la. – Já tentei de todas as formas tentar te esquecer, mas é em vão...
– Eu também tentei te esquecer... tive até um namorado na França, mas por mais que eu me esforçasse eu não podia ama-lo, porque tudo que ele fazia, todas as palavras que ele me dizia eu deseja com todas as minhas forças que fosse você. – Ela suspirou e olhava para baixo.
– Mas sabe de uma coisa? Eu me dei conta que eu não preciso esquecer você, eu não preciso negar tudo que sinto, sabe porquê? – Ele tinha um pequeno sorriso e seu rosto transparecia paz e serenidade.
– Porque? – Ela estava emocionada.
– Porque sou um homem livre e você também, nos amamos, temos em comum um amor enorme por nossa menina e ... – ainda assentados, ele se aproximou ainda mais dela, colocou lentamente sua mão em seu rosto, fazendo pequenos movimentos com as costas da mão, ela fechou os olhos e desejou que aquele momento se eternizasse. Ele foi lentamente colocando a mão em sua nuca, alisando seus cabelos e a puxou para perto dele com delicadeza. Ficaram com os rostos frente a frente olhando um para o outro, ele foi próximo ao ouvi dela. – Aquela noite nunca saiu da minha cabeça – ela fechou os olhos como se estivera recordando.
Ela deu um pequeno sorriso e concordou com a cabeça – Eu jamais poderia esquecer.
Com o polegar esquerdo ele alisou carinhosamente seu rosto, não disseram mais nada e de repente encostou levemente seus lábios no dela. Fecharam os olhos. Ao iniciar o beijo, Angie hesitou.
– Germán, você tem certeza disso? – perguntou ela, cara a cara.
Ele nada respondeu, apenas encarou em seus lábios e a trouxe para perto dele. Iniciaram um beijo tranquilo, um beijo cheio de saudades, cheio de desejo, cheio de paixão. Estavam ali sentindo o gosto um do outro, sentindo a respiração e assim suas línguas se entrelaçavam muito lentamente. Ela estava tão fora de si, era como estivesse flutuando nas nuvens, com uma mão segurou o ombro dele, e a outra permaneceu no ar, quase encostando em sua nuca. Germán segurava em sua cintura e outra em em volta do seu rosto. O beijo permanecia tranquilo, até começarem a fazer barulhos com suas salivas se encontrando.
– Como pude suportar ficar tanto tempo sem o seu beijo? – disse ele ainda com os lábios encostados no dela.
Ela deu um sorriso e fechou os olhos – É como eu estivesse sonhando – ainda estava com os lábios unidos.
– Vou te provar agora que é realidade – Assim começaram a se beijar de novo, com mais intensidade, com movimentos e ainda mais desejo. E assim ficaram por algum minutos, como se aquele tempo fosse o mais desejado de suas vidas.
– Acho que por hoje está mais do bom, não? – disse Angie sorrindo, enquanto ele beijava seu pescoço
Ele parou, olhou em seus olhos – Acho que já foi um grande passo não? – eles riram.
– Boa noite – ela disse sorrindo
– Boa noite – deram um selinho demorado – ela se levantou do sofá e foi para o quarto.
POV’S ANGIE
Isso foi um sonho! Sim, foi um sonho! Estou nas nuvens, posso sentir um renovo dentro de mim, como se eu pudesse estar começando agora... Aqueles sentimentos horríveis, haviam desaparecido como fumaça, senti como tudo aquilo tivesse passado há séculos! Finalmente o beijo, o beijo que eu tanto sonhava em receber novamente, o melhor beijo do mundo, o beijo do homem da minha vida.
XXX
Duas semanas se passaram desde que se beijaram naquela noite. Eles mantinham o relacionamento a sete chaves, depois disso vários beijos aconteceram, mas preferiram deixar tudo acontecer naturalmente. Tanto Germán quando Angie, tinham largos sorrisos no rosto, estavam bem dispostos e alegres.
Era hora do café da manhã, Violetta estava sentada na mesa mexendo no cereal com o queixo apoiado em uma das mãos, tinha o a expressa de séria.
– Bom dia princesa – disse Germán sentando se a mesa com um lindo sorriso.
– Bom dia — bufou ela. Germán a olhou espantado mas nada disse. Pouco tempo depois chegou Angie.
– Bom dia – disse ela alegremente, olhou para Germán e deu um lindo sorriso, foi até Vilu e deu um beijo na cabeça, antes de se sentar ao lado dela.
– Dormiu bem linda?- respondeu ela colocando suco no copo.
– Como todo dia – respondeu Violetta em meias palavras. Angie também estranhou, olhou para Germán como se estivesse perguntando, ele apenas mexeu os ombros sem saber a resposta.
– Posso saber o bicho que te mordeu? – perguntou Germán irônico.
– O bicho da mentira – respondeu ela olhando para o cereal.
– Como assim, bicho da mentira?? – Questionou Germán. Angie parou tudo e observava a cena.
– Você quer mesmo saber? Ou melhor, vocês querem mesmo saber? – disse ela aprumando seu corpo e olhando para os dois.
– Vilu, o que está acontecendo? – perguntou Angie preocupada.
– Aconteceu que eu não aguento mais ser enganada... Vocês acham mesmo que eu sou tão ingênua assim? – disse ela com a voz travada.
– Minha filha, não estou entendendo – disse Germán preocupado.
– Vocês acham que eu não sei que vocês estão juntos de novo? Ontem de noite eu vi vocês se beijando, no maior amasso, acharam que iam esconder de mim até quando? E eu já estava desconfiada a muito tempo!! – Ela disse furiosa com os olhos cheios de lágrimas.
– Calma Violetta, não assim como você está pensando – disse Germán calmo.
– Nós íamos te contar o mais depressa possível, só estávamos ... esperando para ver se era isso mesmo que queríamos, se dar certo. Não queríamos te confundir, é isso... – respondeu Angie.
– Já tenho 14 anos, eu não sou mais uma criança e não gosto quando me tratam como uma – respondeu ela ainda chateada.
– Filha, sabemos que você não é mais criança, mas você é a coisa mais importante de nossas vidas, por isso que estávamos esperando o momento ideal. – respondeu Germán esboçando um pequeno sorriso para “quebrar” o clima entre eles.
– É Vilu, o momento em que tivéssemos total certeza – disse Angie olhando para ela.
– Mas agora vocês tem certeza? – perguntou a menina olhando para os dois, que ficaram sem ação alguma.
– É... Vilu... – gaguejou Angie.
– SIM! Temos certeza Vilu, certeza que tudo vai dar perfeitamente certo! Nos amamos e é impossível negar o que sentimos. As coisas ruins ficaram no passado, vamos ter uma nova história agora- disse Germán olhando para Angie que estava profundamente emocionada, sem deixar de esconder o sorriso estampado.
–Eu sempre desejei isso, mas achei que nunca ia acontecer – disse a menina que tinha as pernas encolhidas em cima da cadeira e os braços apoiados nos joelhos, ela olhava para os dois com o rosto agora mais feliz.
– Eu sei minha linda e agradeço muito por sempre nos apoiar, e mesmo sabendo que sou irmã da sua mãe, nunca rejeitou que eu tivesse uma história com seu pai. Talvez isso te confundiu, mas saiba que nunca foi intencional e eu respeito muito a memória da sua mãe e respeito o lugar dela nessa casa, nessa família. Não quero Vilu, que fique nenhuma dúvida por menor que ela seja sobre tudo isso, se você tem alguma mágoa ou algum ressentimento, por favor me fala – Angie estava nervosa e ao mesmo tempo temia que a menina não aprovasse o relacionamento deles.
Vilu olhava atentamente tudo que Angie dizia – Angie, desde que você chegou aqui pela primeira vez eu senti que era muito especial, meu coração dizia que você tinha que ficar aqui... E saber que agora vamos ser uma família completa, isso me deixa muito feliz, como nunca estive antes.
– Ah não! Quer me fazer chorar é? – Angie sorriu, estava emocionada. E puxou Violetta da cadeira onde estava sentada e a guiou até seu colo, a abraçou forte e a beijava no rosto.
– Agora vamos ser sim, uma família muito feliz, no que depender de mim vou estar com você e com seu pai em todos os momentos. – Angie dizia ainda com Vilu no colo, olhando para Germán que estava sorrindo sem palavras.
– Agora... falta o beijo! Eu quero ver o beijo de vocês!! – disse Violetta sorrindo.
– Vilu... não – respondeu Angie sem graça.
– Venha Angie, vai ter que se acostumando com isso – respondeu Germán se levantando da cadeira e indo até ela.
– Nãaaao, German! – ela ria envergonhada, mas não teve outra alternativa do que se levantar. German a puxou para perto dele, e ela apoiou suas mãos em seus ombros e deu um breve sorriso olhando em seus olhos, Violetta assistia tudo ainda sentada com as mãos na boca segurando o riso. Germán se aproximou dela e deu um selinho demorado, depois de alguns segundos ainda se beijando começaram a rir, depois que Violetta começou a cantar a marcha nupcial “tanananan tananana”.
– Agora chega de enrolação e já pra escola porque seu atestado já acabou! – disse Germán batendo as mãos apressando a menina.
XXX
– Ufa! Quanto trabalho – disse Angie se jogando na cama e olhando para o teto – E olha que é um casamento super simples com pouquíssimas pessoas!
– Casamento dá trabalho por menor que ele seja – respondeu German deitando de bruços na cama ficando próximo ao rosto de Angie – Mas a recompensa é maravilhosa – disse ele rindo e dando um selinho nela.
– Parece que eu estou sonhando! – respondeu ela alisando o rosto dele. – Há um mês atrás estava tão perdida, tão longe dos meus sentimentos e hoje estou aqui planejando nosso casamento! Algo que NUNCA poderia imaginar, achei que fosse impossível.
– Também achei que nunca íamos ficar juntos... e veja só! Estamos como sempre sonhamos. – Eles se olhavam sem falarem mais nada, ela segurou o rosto dele e o trouxe para perto dela e começaram a se beijar. Um beijo intenso cheio de paixão, Germán colocou as mãos sobre sua barriga e foi subindo lentamente, ela começou a rir, e logo abaixou a mão que percorria pelo seu corpo. Ele foi subindo até seu pescoço com beijos carinhosos, deixando ali um pouco de sua saliva, ela alisava seus cabelos e suas costas.
– Te amo e te desejo por completo – disse ele ao pé do ouvido dela. Deu uma pequena mordida e ambos riram.
– Agora não Germán... A Violetta tá por ai. Já não chega o que aconteceu essa noite – ela deu uma gargalhada.
– Foi maravilhoso – respondeu ele sorrindo alisando seus cabelos.
– Foi sim, foi incrível como sempre. Mas temos que tomar cuidado, Violetta já é adolescente e já sabe dessas coisas, não quero que ela pense nada disso – respondeu Angie
– Você sempre pensando nela primeiro – respondeu ele dedilhando seu rosto.
– Já é automático – disse ela mordendo o lábio inferior.
Ele deu um breve sorriso no rosto – O que você acha de contar pra Vilu?
– Sobre a inseminação? – ela ficou espantada.
– Sim – respondeu ele dando um selinho nela.
– Isso é complicado – ela respirou fundo – tenho medo de estragar toda essa felicidade.
– Mas estamos mentindo, quer dizer omitindo né? Angie... vocês se parecem muito.
– NADA disso! –ela deu uma risada – Violetta é sua cara! Se eu tivesse carregado ela 9 meses na barriga diria que tinha trabalhado de bandida!
– Ah, mas a personalidade de vocês é idêntica! – respondeu ele com o queixo apoiado na mão.
– Como? – perguntou ela curiosa e apoiando a cabeça no cotovelo.
– Ela é meiga como você, doce, carinhosa, teimosa – eles começaram a rir – Hum... é sensível, talentosa, canta divinamente bem assim como você. Já reparou o jeito que ela mexe nos cabelos? É igual ao seu – Ela ria toda orgulhosa – Já viu o jeito que ela dorme, com os braços entre as pernas? Você é desse jeito!
– Nossa! Não sabia que tinha reparado todas essas coisas... – disse ela mexendo com a mão dele.
– Dois anos foram suficientes para ver como vocês são iguais, cada vez que eu via uma coisa, meu coração se apertava mais. E é por isso que acho que devemos falar com ela. Queria que ela soubesse que ela é sua filha, ou melhor NOSSA filha! – Ambos riram. Ela alisou o rosto dele, seus olhos brilhavam como as estrelas. – E é claro, que ela saiba diferenciar o lugar das duas mães que ela tem.
– Claro, a Maria será pra sempre a mãe dela, esse lugar é intocável. Isso eu faço questão de preservar sempre no coração dela. Mas tenho medo Germán, acho que é melhor quando ela estiver mais velha, não sei ... – ela estava confusa.
– Você acha que está certo esconder isso dela por mais um tempo? Vilu sempre quis uma mãe e agora que ela tem uma, não dizer nada? – questionou ele.
– Tem razão, eu sou muito insegura, e quando se trata da Vilu sou muito mais. OK, vamos sim acabar de vez com todo esse mistério que tanto nos fez mal – respondeu ela. E rapidamente se beijaram carinhosamente.
Violetta estava em seu quarto mexia no seu laptop quando seu pai bateu na porta.
–Vilu, venha cá minha filha – disse ele fazendo sinal com a mão
– ixi – disse ela desconfiada de algo.
Ele envolveu seu braço em seu pescoço e foram juntos até o quarto de Germán. Angie estava sentada na cama com as pernas cruzadas apreensiva. Quando Vilu chegou ela esboçou um pequeno sorriso.
– Senta aqui bonitinha – disse Germán puxando uma cadeira que estava no canto do quarto. A menina se sentou um tanto desconfiada, colocou os cabelos atrás das orelhas e olhava para os dois.
– Olha eu não fiz nada na escola, aquela revolução foram os meninos que começaram – se explicava ela.
–Não não Vilu, não é nada disso. – respondeu Angie olhando para Germán apreensiva, ele sentiu que deveria iniciar a conversa.
– Violetta, vamos te contar algo que está por traz da sua história, do seu nascimento, de quem realmente você é.
–Hãn? – Perguntou ela sem entender.
– É preciso que você escute com muita calma. – disse Germán lentamente.
– Já vi que o papo é caverna – bufou ela.
– Nós te amamos demais, e agora você vai entender toda nossa ligação – falou Angie.
– Meu amor, sua mãe Maria tinha problemas para engravidar, ela chegou até perder um bebe antes de você nascer. Depois fomos em vários médicos e ele disse que seria muito difícil sua mãe engravidar, e ela queria muito ter um bebe. – dizia Germán olhando nos olhos da filha, que já estavam mais do que assustados.
– PERAI! Eu sou adotada? – Ele se assustou
– NÃO. De jeito nenhum, não é nada disso! – Explicou Germán tentando conduzir a situação.
Ela parou. E aos poucos foi se acalmando, mas continuou confusa e assustada.
– Nós resolvemos recorrer aos melhores médicos da cidade, todos disseram que sua mãe não teria filhos, apenas se ela fizesse uma inseminação artificial. – dizia Germán e sentou ao lado de Angie, ambos entrelaçavam as mãos, ele não pode deixar de sentir as mãos suadas dela. – Você sabe o que é uma inseminação? – perguntou ele.
–Claro que sei né papai – respondeu ela impaciente.
– Então foi isso que aconteceu, você veio de uma inseminação – disse Angie quebrando seu silêncio.
– O que tem isso? Não tem nada demais... Muitas crianças nasceram de inseminação. – disse ela mais calma.
– Então Vilu, você sabe que pra fazer uma inseminação precisa de um doador de óvulo ou um espermatozoide, no seu caso foi um óvulo – explicava ele. Angie fechou os olhos e apertou ainda mais a mão de Germán soltou um ar que estava dentro dela há tempos.
– Eu sei, já estudei sobre isso – respondeu ela roendo um canto da unha, como se não estivesse se importando. – Só que na maioria dos casos, o doador é anônimo né, existe um banco de dados... sei lá. – Ela colocou as mãos sobre a perna para se levantar- Então é isso né, agora tenho que estudar, amanhã tem prova – ela se levantou e logo foi interrompida por Germán.
– Vilu espera que ainda não acabou – disse Germán olhando para Angie, já tinha os olhos cheios de lágrimas – Você quer saber quem doou o óvulo?
Ela ficou séria e paralisou ainda de pé. Ela entortou a cabeça e os olhos – Não sei, isso vai mudar alguma coisa? – perguntou ela confusa.
– Vai sim Vilu, vai mudar. Isso só está acontecendo porque não queremos esconder nada de você. – Germán dizia firme, uma lágrima desceu pelo rosto de Angie e rapidamente ela tratou de enxuga-la.
– Quero sim pai, quero saber- ela disse séria. Seu coração estava acelerado.
– A doadora do óvulo foi a ... – ele hesitou – foi a Angie!- disse ele olhando para baixo.
Violetta ficou em choque. Fixou seus olhos no chão e balançou a cabeça negativamente – O QUE? A ANGIE?
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