The Reason
12 Capítulo 13 - Insegurança do amanhã
Notas iniciais
Ambos pararam com o beijo e se olharam, e assim permaneceram com os olhos fixos sem conseguir se virar para saber quem estava ali. Não conseguiram falar nem muito menos se mexerem. Angie fechou os olhos desejando que não fosse Violetta, e o coração de Germán acelerava a cada segundo.
Angie, desviou seu olhar e procurou pela sala, até seus olhos avistarem Violetta, que estava com cara de sono, o cabelo bagunçado e olhando fixamente para os dois. Angie se levantou do colo de Germán rapidamente, e ele a acompanhou na velocidade.
– Minha filha... – Disse Germán, sem conseguir terminar a frase e olhando rapidamente para Angie.
– Vilu... não é nada disso que você está pensando – Angie tentava contornar a situação. Mas Violetta permanecia com o mesmo olhar. Não era um olhar de reprovação e nem de aprovação, ela estava indiferente, estava muito sonolenta, abria e fechava os olhos lentamente.
– Tive um pesadelo – Respondeu ela esfregando os olhinhos. Angie e Germán se olhavam sem entender nada.
– Não foi nada minha filha, já passou – respondeu Germán indo em sua direção, deu um beijo em sua cabeça e a pegou no colo, a menina entrelaçou suas pernas em sua cintura e deitou a cabeça em seu ombro.
– Foi horrível papai – ela tinha voz manhosa. Angie se aproximou um pouco retraída, por conta do que a menina tinha visto.
– O que foi que você sonhou? Conta para o papai... Foi de algum monstro ou vampiro? – Perguntou Germán enquanto olhava para Angie. A menina permanecia com a cabeça em seus ombros.
– Não, foi pior. Sonhei que a gente tinha ido embora pra muito longe, eu tinha ficado sozinha de novo – Respondeu ela levantando a cabeça e olhando para Germán, que naquele momento se preocupou com os sentimentos da filha. Ele alisou seu rostinho e a beijou na bochecha.
– Não se preocupe com isso minha pequena, não vamos embora, e você nunca vai ficar sozinha- Ele dava vários beijos na filha.
– Nunca Vilu – Disse Angie se aproximando, alisando os cabelos da garotinha – Você nunca vai ficar sozinha, seu pai e eu estamos aqui com você e nada vai acontecer – Disse ela olhando nos olhos da menina e dando um leve sorriso. Violetta a olhava com ternura, um olhar que dizia muitas coisas, um olhar de dependência e de amor.
– Não quero dormir sozinha – Disse ela olhando para Angie, que deu um leve sorriso.
– Vamos, eu vou dormir com você bem abraçadinha – disse Angie indo até a menina e a abraçando, por fim ela deu um pequeno sorriso. Gemán olhava para as duas admirando o sentimento mais puro entre elas.
Violetta desceu do colo de Germán, Angie pegou em sua mão – Boa noite para as duas então – Disse Germán acompanhando as duas pelo olhar enquanto ela iam em direção a escadas. Sem Violetta perceber, Angie deu uma piscada para ele e deu uma leve mordida nos lábios inferiores, ele por sua vez retribuiu a piscada e deu um sorriso petulante.
Ao chegar no quarto, Violetta parecia temer algo, tinha o semblante confuso, logo Angie desconfiou que seria devido a cena que ela acabara de presenciar.
– Quer falar alguma coisa querida? – Perguntou ela a Violetta enquanto a mesma deitava na cama. Angie se estremeceu toda pela possibilidade de Vilu se pronunciar qualquer coisa sobre o beijo.
– Não... Você vai deitar comigo? – Perguntou Violetta enquanto Angie a cobria.
– Claro docinho – Angie deitou ao lado dela. Vilu se virou para ela e a envolve com um de seus braços e logo fechou os olhos. Angie ficou admirando a pequena dando leves beijos em sua testa, e fazendo carinho em seus cabelos como ela adorava.
As duas estavam juntas, como mãe e filha, o amor que uma sentia pela outra era algo sublime, algo que não havia explicação. Violetta se sentia segura e amada com o simples fato de Angie estar ao lado dela, dando todo amor que ela havia em seu coração. E Angie, amava aquela criaturinha mais do que qualquer coisa da vida, ela era sua força maior, sua vontade de se tornar melhor a cada dia.
POV'S ANGIE.
Quando vi a Violetta parada olhanda para mim e Germán, com aqueles olhinhos confusos, tive a vontade de correr sem olhar para trás. Tudo que mais queria era não envolve-la nessa história. Não queria machuca-la e nem muito menos dar esperança de um relacionamento que não podia existir. Queria preserva-la de toda essa mentira e confusão, ela não merecia sofrer, ela apenas merecia amor e cuidado. E na verdade tudo isso que sinto em relação a ela, essa proteção e cuidado se chama amor materno, amor incondicional, só queria tira-la dessa desilusão.
Na manhã seguinte, ainda era cedo quando Angie despertou. Por alguns minutos admirou sua menininha que dormia profundamente, com muito cuidado ela saiu da cama e foi até se quarto se arrumar. Despois de longo tempo, subiu novamente para acordar Violetta, quando entrou no quarto, ela já tinha despertado e saia do banheiro quando olhou para Angie que estava parada perto da porta.
– Bom dia princesa – Disse Angie se aproximando.
– Você beijou o papai – Disse Violetta diretamente, sem nenhuma véspera. O coração de Angie acelerou, ela abaixou lentamente a cabeça, mas logo fixou seu olhar na menina que ainda olhava pra ela de uma forma diferente.
– Vilu, desculpa... não queria fosse dessa maneira- Respondeu ela se aproximando de Violetta, que deu um passo para trás evitando que a loira chegasse perto. Angie sentiu uma dor imediata, várias coisas passaram por sua cabeça em questão de segundos, e um medo tomou conta de si. Ela parou no momento em que Violetta se afastou, ficou a olhando e aos poucos seus olhos iam se enchendo de lágrimas.
– Vocês estão namorando? – Ela perguntou séria.
– Não – Angie balançou a cabeça negativamente – Não estamos namorando. – Angie olhou para o chão.
– Porque você não me contou? Porque tenho certeza que aquele não foi o primeiro beijo de vocês – Disse Violetta num tom convincente. Ela tinha total certeza do que estava falando.
– Não, não foi o primeiro beijo... e não contei porque tudo foi acontecendo, e não quis te envolver nisso – Olhos de Angie estavam cheios de lágrimas, faltava pouco para se desmoronar.
– Você gosta dele? – Perguntou ela colocando os cabelos atrás da orelha.
– Gosto – disse brevemente a loira, com um curto sorriso no rosto e olhos cheios de emoção.
– Mas vocês vão namorar...casar? – Perguntou a menina curiosa, com os olhos arregalados.
– Violetta, tudo isso é muito difícil, e realmente não sei como tudo isso vai terminar – Uma lágrima escorreu pelo rosto de Angie, após lembrar de tudo que a envolvia e de todas as mentiras.
– Eu ia adorar se você fosse minha mãe- Disse Violetta olhando para o chão, e logo depois olhando para Angie, com um sorriso leve no rosto.
As lágrimas rolaram ainda mais pelo rosto de Angie, que abriu um sorriso ao escutar aquela linda declaração da menina, ela limpou as lágrimas porque queria parecer forte, mas por dentro estava frágil e vulnerável. Violetta foi andando em sua direção e deu uma forte abraço nela, as duas ficaram ali por algum tempo, sem dizerem nada uma para outro, porque aquele momento falava mais do mil palavras.
– Fiquei com tanto medo de você ficar chateada – Disse Angie ainda abraçada a menina.
– Claro que não Angie... ontem à noite eu estava meio dormindo e meio acordada, por isso que não dei muita importância, eu só fui lembrar mesmo do que eu tinha visto hoje de manhã – Respondeu Violetta rindo.
– Eu adorei sua reação ontem, foi tão... improvável – Angie deu uma risada, dando vários beijos na garotinha.
XXX
Eram por volta das 17:00, Angie estava na cozinha preparando o leite achocolatado para Violetta, que estava em seu quarto. Germán chegou olhando para todos os lados para checar se havia mais alguém por ali.
– Que tal outro passeio de barco hoje? – Disse ele com uma risada descarada no rosto.
Angie apenas riu, sem olhar para seu rosto, ela guarda algumas coisas na geladeira – Sem comentários para sua pergunta.
– A Violetta falou alguma coisa sobre ontem? – Perguntou Germán sentando no banco.
– Hoje de manhã, foi a primeira coisa que ela disparou. Na hora quase dei um infarto, mas ela aceitou sem problemas – Disse ela, sem mencionar o que tudo que a menina lhe dissera.
– Só isso? – Estranhou ele – Ela é sempre tão curiosa.
– Só, eu disse que estamos nos conhecendo, e acho que ela entendeu – Ela ainda não olhava para os olhos dele, e colocava o chocolate no copo.
– Porque você está assim? Aconteceu mais alguma coisa? – Perguntou German indo em direção a ela, e a virando de frente e segurando em seus ombros.
– Não, nada... – Ela tentava fingir que estava bem, mas na verdade toda mentira que estava vivendo ia e vinha a todo instante em sua cabeça. – Vou levar o leite para Violetta, que hoje ela não comeu quase nada.
Germán a segurou evitando dela sair, e a olhava nos olhos – Te amo viu – Ele tinha um sorriso lindo que transmitia paz e carinho para ela.
Angie sorriu e soltou o ar que estava em seu pulmão rapidamente – Eu também te amo de verdade.
Germán se aproximou colocou a mão em seu pescoço e a beijou, começou apenas com um selinho demorado, mas não demorou nada para que suas línguas se entrelaçassem e se movimentassem de forma rápida. Terminaram dando vários selinhos e assim Angie subiu as escadas. Quando estava para entrar no quarto de Violetta, escutou uma voz vindo de muito perto.
– ANGELES SARAMEGO!
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