The Reason

2 Capítulo 02- Reecontro


Notas iniciais
Olá novamente minhas queridas! O 1º Cap da fic, espero que gostem! COMENTEM por favor! Ele ficou um pouquinho grande... BEIJOS

As cortinas do quarto balançavam com o vento que adentrava pela janela, a temperatura estava mais baixa naquela manhã. O sol aparecia timidamente, parecia ser mais um dia frio na cidade de Buenos Aires. Não passava das 06:30 da manhã, quando um vento mais forte soprou fazendo com que o porta retrato da mesa caísse no chão fazendo um barulho, momento em que automaticamente Angie pulou da cama com a mão no coração, respirou aliviada logo que viu o que realmente ocasionou o barulho. Levantou-se da cama e foi em direção ao porta retrato caído no chão, abaixou e pego-o na mão. Era uma fato de sua família, sua mãe, seu pai, sua irmã Maria e ela, deslizou levemente os dedos sobre a foto e esboçou um sorriso.

– Maria... minha irmã quanta falta você me faz – Ela olhava fixamente a foto. – Hoje finalmente vou reencontrar nossa menina, deve estar tão linda... – Ela respirou fundo e colocou o porta retrato sobre a mesa novamente.

POV’S ANGIE

Hoje vou encontrar a minha Violetta. Depois de 12 anos, vou poder vê-la cara a cara, olhar nos olhinhos dela e ver o que temos em comum, será que ela se parece comigo? Não posso me esquecer que também vou olhar para cara daquele cínico do Germán, de certa forma vou tentar esquecer a mágoa ele nos causou, sei que é impossível.

Angie estava na cozinha de seu apartamento fazendo café, quando a campainha toca, quando ela abre a porta.

– Oi mãe – Diz ela para Angélica

– Oi querida – Angélica dá um beijo na filha

– Vem cá, acabei de passar o café – Disse Angie pegando um xícara e colocando na mesa

– Angeles, você tem certeza do que está fazendo? Tem certeza de que quer continuar com essa loucura de se infiltrar na casa do Germán sem ele saber quem você é realmente?

– Mamãe, já está tudo certo... não vou desistir! Já entrei em contato com ele dizendo que sou professora e tudo mais, e ele se interessou muito para eu ser a professora da Violetta, e hoje é a entrevista, ou melhor daqui há algumas horas... – Disse Angie colocando café na xícara.

– Acho que se fossemos conversar com ele, seria a melhor opção – Disse Angelica dando algumas goladas do café.

– Não mamãe... nada disso – Ela balançava negativamente a cabeça – Eu quero ficar próxima da Violetta, e quero saber de verdade o que sinto por ela, afinal ela é minha filha né.

– Não Angeles, ela é sua sobrinha! A mãe dela, que é sua irmã morreu! – Disse Angélica num tom firme.

– Eu sei! Eu sei que a Maria é a mãe da Violetta, nunca que vou tomar esse lugar! Minha irmã desejou essa menina mais do que qualquer outra coisa, ela amou a filha a cada segundo de sua vida. Acho que pelo fato dela não poder engravidar, fez com que o desejo de ter um filho era enorme... – Ela olhava fixamente a xicara de café.

– Apesar de tudo, apesar de ter sido você que doou o óvulo para ela, a mãe da Violetta é a Maria e ponto! – Disse Angélica colocando a xícara dentro da pia.

– Mas você não pode negar que o sangue que corre nas veias dela é o meu! O DNA dela é meu! A nossa ligação é muito maior do que tia e sobrinha, você sabe disso muito bem não adianta negar... – Disse Angie com um tom de firmeza.

– Eu sei Angeles, mas você não pode invadir a vida dela e do Germán assim, por se sentir dona da verdade. – Angélica olhava para a filha

– Eu não vou invadir a vida de ninguém mamãe, só quero me aproximar da Violetta...saber se ela é parecida comigo, se ela tem meus olhos, se ela gosta de cantar como eu e a Maria... essas coisas. A Violetta não vai saber nunca dessa história... – Ela disse num tom de desapontamento.

– Espero que assim seja dona Angeles. Boa sorte! – Angélica olhava para filha, e saiu batendo a porta.

Ela saiu de seu apartamento, entrou em seu carro e foi rumo a casa de Germán, seu coração batia forte e seus sentimentos estavam misturados. Não sabia o que pensar, não sabia se estava certa ou errada. A única coisa que seu coração pedia, é que ela fosse até aquela mansão.

Ao chegar, bateu na porta e foi recepcionada por Olga, a secretária do lar que sempre acompanhou Maria, em suas turnês e depois do nascimento de Violetta, ela praticamente havia criado a menina.

POV’S ANGIE

Olga...Olguinha como era chamada. Confesso que tive medo de ser reconhecida, sei que mudei muito todos esses anos, mas a Olga sempre foi muito esperta, espero que ela não me reconheça.

– Bom dia – Disse ela olhando fixamente para Angie

– Bom dia, vou ter uma entrevista agora com o Germán... digo com o Senhor Germán- Disse ela desviando o olhar.

– Hum, sim... a nova professora e governanta da Violetta... pode entrar, fique a vontade – Disse Olga olhando atentamente par Angie.

– Obrigada – Angie entrou na sala, em questão de segundos reparou toda a sala, viu por ali várias fotos de sua irmã Maria e de Violetta.

– Quer sentar-se? O Sr. Germán já está vindo – Disse Olga indo em direção a cozinha

– Tudo bem – Disse ela se sentando no sofá.

POV’S ANGIE

Finalmente cheguei, ao olhar o aparador atrás do sofá, vi uma foto não muito recente de Germán com uma menininha de uns 10 anos, com certeza era ela, Violetta... Tinha os cabelos castanhos, pele branca, não deu para reparar muito bem a cor dos olhos, mas pareciam ser castanhos como o de Germán. Nossa! Ela era a parecida com ele! Tanto trabalho com inseminação para ela nascer a cara dele, não pode ser!

Nessa hora os pensamentos de Angie foi interrompido com um “Bom dia”.

– Bom dia! – Disse Germán se aproximando de Angie.

– Bom dia – Ela responde se levantando do sofá e o olhando diretamente

Ele estendeu a mão para cumprimenta-la e ela retribuiu o aperto de mão

– Germán, prazer

– Angie, muito prazer.

Ele a olhava fixamente, como se seu rosto não fosse estranho, mas logo seus pensamentos foram dispersos por um choro que vinha da cozinha em direção a sala. Era Violetta, chorando que veio em direção a sala com a mão no joelho, que estava sangrando.

– Papai – Disse ela com lágrimas escorrendo pelos olhos

– O que foi minha filha? – Disse German olhando para o joelho dela.

– Eu cai perto da piscina – Ela respondeu chorando, e olhou para Angie que estava ao lado observando o que havia acontecido.

– Olha só esse joelho, quanto sangue... cadê Olga pra fazer um curativo? – perguntou Germán, que havia sentado no sofá e Violetta se apoiou em uma das pernas.

– Ela foi no supermercado – Respondeu

– Então vou lá pegar as coisas e dar um jeito nisso. Por favor, Angie espera um minuto que tenho que cuidar dessa mocinha aqui – Disse Germán, se levantando e saíndo.

POV’S ANGIE

No momento em que vi Violetta entrando naquela sala, meu coração quase saiu pela boca de tão forte que batia. Ela era linda! Extremamente linda, e minha dúvida se confirmou, ela era parecida com ele, porém tinha algo que era muito familiar, o seu jeito de falar e de andar era igual ao meu. Ela era magra, com pernas longas e de estatura média, não tinha corpo de mocinha ainda, era toda uma menina, seus cabelos eram castanhos com algumas mexas claras, seus olhos eram esverdeados. Mesmo naquela situação, em que havia se machucado, me senti tão feliz, minha vontade era de correr e abraça-la, se senti-la... mas me contive e quis de qualquer forma ajuda-la com aquele simples machucado que para Violetta parecia ser a pior coisa do mundo.

– Tá doendo muito? – Perguntou Angie para Violetta

Ela concordou com a cabeça que sim, e continuou a chorar baixo, olhou novamente para Angie – Você é bonita

Angie esboçou um leve sorriso – Obrigada, você que é muito, mas muito linda... quer que eu te ajude com esse machucado? – Perguntou Angie a olhando nos olhos

– Quero – Ela respondeu, indo em direção a Angie que sentou no sofá. Violetta sentou-se no colo dela, Angie envolveu a menina em seus braços, e olhava fixamente para ela.

POV’S ANGIE

Quando Violetta sentou se no meu colo, sentir uma emoção inexplicável, era ela, a menina com que eu sonhava em conhecer, que eu pensava todos os dias, que senti uma falta absurda. Agora ela estava aqui em meu colo, olhei o rostinho dela, estava um pouco molhado de lágrimas, escorri meus dedos polegares em baixo dos seus olhos limpando o excesso de lágrimas que havia ali. Ela tinha um nariz tão pequeno e lindo, a boca desenhada.

– Não chora mais viu, isso vai passar... – Disse Angie para a menina em seu colo.

Germán chegou com uma caixa com remédios e ataduras. Colocou em cima da mesinha que havia no centro da sala.

– Posso cuidar disso? – Perguntou Angie a Germán

– Pode sim, pra falar a verdade não sei lhe dar muito com machucados – Ele deu uma pequena risada e ela também.

Angie se levantou e pegou um remédio e outras coisas, aproximou de Violetta e abaixou ficando de frente a ela. Ela sorriu levemente para menina que retribuiu.

– Violetta, vai arder um pouquinho, mas nada que uma menina corajosa e forte como você não possa aguentar tudo bem? – Disse Angie olhando para ela.

– Tudo bem – respondeu Violetta com um pouco de medo – Posso segurar na sua mão? – Perguntou a menina?

Angie a olhou docemente e estendeu uma de suas mãos para ela – Claro que pode, quando arder você aperta forte a minha mão, que você não vai sentir quase nada – Disse Angie.

Violetta segurou a mão de Angie, e ela passou o remédio rapidamente, a menina apertou forte a sua mão, mas não reclamou de dor, Angie segurou entre o joelho dela e soprou levemente. Colocou o curativo bem devagar. Germán observava com atenção.

– Prontinho Violetta, nem doeu muito... doeu? – Ela perguntou

– Não, quase nada... você é melhor do que a Olga para fazer curativos – Ela disse num tom baixo para ninguém pudesse escutar.

Angie e Germán riram

– Que a Olga não escute isso, né Vilu? – Disse Germán ainda sorrindo

Violetta levantou-se do sofá e deu um abraço em Angie – Obrigada.

– De nada querida – Respondeu Angie que olhava carinhosamente para a menina.

– Filha, vai lá para o seu quarto que preciso conversar com a Angie agora – Disse Germán.

Violetta deu um sorriso lindo para Angie e disse – Você quer conhecer meu quarto? Se quiser depois de falar com o papai vai lá em cima – Disse a menina carinhosamente para Angie subindo as escadas.

– Eu adoraria – Respondeu Angie cheia de emoção.

Germán e Angie entraram no escritório.

– Bom Angie, primeiramente tenho que dizer que você já é uma forte candidata – Respondeu rindo Germán.

– Eu? Porque? – Perguntou Angie sem entender.

– Violetta, sempre faz o maior drama para tomar remédios, para fazer curativos, essas coisas. E com você foi muito tranquilo. Fiquei surpreso... – Ele disse

– Ah, eu só quis ajudar... – respondeu ela sem muitos argumentos.

– Bom, vou conversar com minha filha, mas vou adiantar logo que provavelmente será você a escolhida. Porque as outras duas candidatas, a Violetta achou que uma era muito “pré histórica” e a outra tinha “cara de dragão”.

Angie soltou uma risada juntamente com Germán

– Nossa! Tenho até medo do que ela vai achar de mim – Disse Angie

– Fique tranquila, você não terá nenhum apelido, afinal é uma bela moça e muito simpática – Respondeu ele a olhando

Angie ficou corada na hora e tentou disfarçar.

– Tudo certo Angie, eu ligo até a noite para te confirmar ok? – Disse ele levantando se da cadeira, estendeu a mão, e cumprimento-a.

– Ok, vou esperar – Respondeu ela, saindo da sala.

POV’S ANGIE

Violetta era incrível. Uma menina esperta e bem humorada, estou completamente apaixonada pela minha menina. Mas uma coisa me intrigou, Germán... por mais que eu tentasse repudiá-lo, não parecia ser um homem ruim, ele transmitia tranquilidade, mas havia uma sombra em seus olhos. Pensei mil e uma coisas sobre ele, achei que fosse rude, mas não, eu estava enganada. Como não sou cega não pude deixar de reparar o quanto era atraente e bonito. Mas isso é tão pequeno perto de tudo que ele já aprontou, que não significa nada!

Angie chegou em seu apartamento, se atirou no sofá, e ficou ali por muito tempo, relembrando seu encontro, e como seria sua vida de agora para frente. O dia passou e quando já estava escurecendo o telefone dela toca.

– Olô

– Angie?

– Sim, sou eu – Respondeu ela

– Sou eu Germán, estou ligando pra dizer que Violetta te adorou, e só quer se for você! – Ele dizia num tom de voz como se estivesse rindo.

– Nossa! Nem sei o que dizer – Disse ela

–Conquistou a minha filha – Ele riu – Já pode começar amanhã, como já havia dito é em tempo integral.

– Sim, claro, amanhã estarei ai – Disse ela