The Reason
21 Capítulo 22 - O sonho agora realidade
Notas iniciais
POV’S ANGIE
Ao observar Violetta ali na minha frente, se inteirando de toda verdade, senti uma fraqueza muito grande, ao que não sei como explicar. Ver o semblante dela tão confuso e sem conseguir entender o que estava passando, foi muito dolorido. Eu a observava dando pequenos passos sem direção, olhava para mim, olhava para o pai dela, e aos poucos seu rosto confuso foi se convertendo em choro. Me levantei para conter a emoção, tentei me aproximar, mas ela hesitou dando um passo para trás, ela balançava a cabeça negativamente. Não posso ser rejeitada pela minha filha agora, ela precisa de mim... o que fazer?
– PAPAI QUE HISTÓRIA É ESSA?? – Perguntou ela indo para o outro lado do quarto. Angie estava de pé observando a situação sem ao menos conseguir expressa nenhuma palavra.
– Filha, essa é história de como você veio ao mundo. Eu sei que você está assustada, mas ... – Germán estava em pé ao lado de Angie.
– Mas? Mas o que? Isso quer dizer que eu sou filha da Angie! Da Angie! Como assim? Sou filha da minha tia? – ela chorava com as mãos no rosto.
– Violetta, não esqueça que você saiu de dentro de sua mãe Maria – respondeu Germán tentando manter a calma.
– Claro! Eu sei, mas foi por isso que a Angie doou sangue pra mim, porque eu e ela temos o mesmo sangue... – ela soltou o ar que estava dentro dela – eu não sei o que pensar – ela tentava engolir o choro.
– Violetta – Angie engoliu a saliva olhou para cima para evitar alguma lágrima e deu dois passos a frente se aproximando da menina. Vilu a olhava assustada. – Violetta, as coisas podem continuar como estavam, você não tem que mudar nada por causa disso. Sua mãe é a Maria, e por mim você nunca mais precisa lembrar dessa história, porque não quero te ver sofrer.
– Angie! Acabo de saber... de tudo isso e como você quer que eu me sinta? Quer que esqueça de tudo assim como um passe de mágica? – a menina abaixou a cabeça, suspirou fundo e a olhou novamente – A minha mãe MORREU! – disse ela dando ênfase – E foi tão difícil crescer com isso, e agora? – Ela colocou as mãos na cabeça. – Agora eu não sei o que pensar disso tudo?
– Vilu, calma! – disse Germán se aproximando – Podemos conversar melhor e esclarecer mais a situação.
– Eu não quero! – disse ela falando alto e saindo do quarto, batendo a porta.
Angie começou a chorar com mais intensidade. Germán foi até ela e por traz a envolveu em seus braços, ela apoiou sua cabeça em seu peitoral e desatou a chorar.
– Eu sabia que seria assim – disse ela com a voz embargada.
– Meu amor, precisávamos esclarecer tudo isso, acabar de vez com tanto mistério – disse ele falando ao pé do ouvido dela e dando beijos e sua cabeça.
– Germán – ela se virou de frente a ele – Tenho tanto medo de perder o amor da minha menina.
– Psiu! Isso nunca vai acontecer eu tenho certeza – disse Germán olhando em seus olhos – Ela só está confusa e nervosa. Precisa de tempo pra digerir tudo isso.
Ela concordou com a cabeça – Tudo bem, preciso me acalmar – ela passava as mãos pelo rosto limpando as lágrimas.
– Ela vai para o quarto dela e amanhã será outro dia. Agora você precisa relaxar – disse ele a abraçando.
– Relaxar? Como? – Ela deitou sua cabeça em seu ombro.
Ele segurou seu rosto e deu um selinho demorado. – Eu sei como – e deu um risada tranquila. Ele voltou a beija-la e desta vez com mais intensidade alisando suas costas.
– Germán... acho que não deveríamos – disse ela, olhando em seus olhos enquanto ele beijava seus ombros.
– Confia em mim não é? – perguntou ele com um olhar sedutor.
– Plenamente – respondeu ela alisando a nuca dele.
Germán lentamente colou seus lábios no dela. E aos poucos aumentaram a intensidade do beijo, e num misto de prazer e desejo foram se despindo. Ao deitarem na cama, o amor que fluía entre ambos era tão grande como da primeira vez em que ficaram juntos. O desejo também era o mesmo, e a vontade era ainda maior.
XXX
Violetta estava sentada na mesa, ela mexia lentamente o cereal, com o olhar fixado na tigela ainda intacta. Germán e Angie chegaram juntos para o café da manhã, davam pequenos passos até a mesa. Angie tinha um olhar um tanto questionador para Violetta que permanecia de cabeça baixa.
– Bom dia – disse Germán puxando a cadeira e se sentando olhando se Violetta teria alguma reação. Angie sentou-se ao lado, sem dizer nada, e a menina continuava calada.
– Quer café querida? – perguntou Germán se referindo a Angie.
– Quero – respondeu ela, sem conseguir tirar os olhos de Vilu. Germán a serviu e depois a ele.
– Vou pra escola – respondeu Violetta se levantando da mesa.
– Não não, você ainda tem muito tempo, sente-se ai minha filha – disse ele calmamente.
A menina bufou, mas obedeceu a ordem do pai, voltando a se sentar.
– Violetta você não precisa ficar assim... – Germán começou a falar, mas foi interrompido.
– Assim como? Você tá querendo dizer que isso não é nada, mas pelo que eu saiba você ficou 2 anos sem falar com a Angie por conta de tudo isso. – Exclamou ela. Angie engoliu seco, não sabia o que fazer.
– Tudo isso já foi resolvido meu amor- Disse Germán
– Resolvido pra você né, que teve 2 anos para entender tudo. Agora você quer que de um dia para o outro eu me acostume com a situação? – A menina se levantou rapidamente e saiu da mesa
–Violetta! Violetta! – Chamava German, mas ela continuou a subir as escadas.
Angie apoiou a cabeça sobre seus braços – Deixa ela Germán... Eu me sinto tão impotente, sem poder fazer nada, e o que mais me dói é saber que ela está sofrendo.
– Tenta falar com ela meu amor – disse Germán segurando em uma das mãos dela. – Talvez vocês duas se entendam. – Angie balançou positivamente com a cabeça, se levantou da cadeira, deu um selinho em Germán e foi até o quarto de Vilu.
Ela bateu levemente na porta, mas a menina não respondeu – Vilu, por favor me escuta. Você só vai entender se conversar, desse jeito só piora tudo. – Ela bateu mais uma vez – Por favor meu amor abra.
Sem esperar nada, a porta se abriu lentamente, e ali logo em sua frente estava Vilu com os olhos vermelhos e o semblante caído. Ao olhar para Angie uma lágrima percorreu em seu rosto, Angie sentiu uma fraqueza por não poder fazer nada, apenas deu um passo para dentro do quarto, respirou fundo.
– Vamos conversar? – perguntou ela tentando demonstrar controle emocional. Violetta apenas concordou com a cabeça e sentou-se em sua cama. Angie sentou ao lado dela, aos poucos tocou em seu rosto, limpando algumas lagrimas, colocou o cabelo dela atrás das orelhas.
– Eu sei que você está confundida e nervosa, mas eu estou aqui apenas para te ajudar. Vilu, meu amor não quero te ver chorando, foi por isso que nunca te contei nada, por que você era ainda muito nova e achei que não fosse compreender. E o outro motivo era que não queria te ver sofrendo, isso me dói muito – respondeu ela segurando aos mãos na menina.
– Ninguém pode esconder uma verdade, para evitar que alguém sofra – disse a menina com a voz trêmula e olhando para o chão.
– você está certa. Eu imagino como deve ser difícil pra você, mas eu peço por favor que me escute – Disse Angie olhando para a garota
– Não Angie, você não imagina... Eu tô confusa – a menina começou a chorar – Eu não sei mais quem é quem, o o qu que você é minha? Não me venha dizer que você é apenas minha tia – Violetta pela primeira vez olhou nos olhos de Angie.
– Eu sou sua mãe biológica! – Disse Angie expressando um pequeno sorriso – Temos nosso DNA parecido, é como se você tivesse saído de mim, mas pela barriga da Maria. Sua mãe, a mãe que você sempre conheceu é a Maria, e não quero nunca tomar o lugar dela, entende?
– Mais ou menos, isso é complicado – respondeu ela olhando para Angie.
– Eu sei. É complicado pra mim também, mas olha... se você preferir, a gente não fala mais sobre isso, e tudo continua perfeitamente como estava. Eu vou ser sua tia sempre e vou te amar da mesma forma. — Angie tinha um pouco de lágrimas nos olhos, mas sorria ao olhar para sua menina que estava com o rosto tão confuso.
– Mas se eu fizer isso, não vou conseguir esquecer e sempre terá um ponto de interrogação na minha cabeça. – ela passou as mãos pelo rosto.
– Eu serei pra você aquilo que você quiser. Não vou forçar nada, porque nossa relação surgiu naturalmente. Se você quiser que seja sua tia, eu serei apenas sua tia. Se você quiser que eu seja... mais o do que isso, eu vou ser exatamente aquilo que você escolher. Eu te amo demais minha filha, o que eu sinto por você é um amor tão grande que não pode ser outra coisa a não ser amor de mãe. – Angie já chorava ao dizer.
– Mas essa escolha pode esperar algum tempo? – perguntou Violetta um pouco confusa. Em meio as lágrimas Angie deu uma risada e segurou o rosto da filha.
– Claro minha querida, você tem todo o tempo. E quando você sentir em seu coração nós vamos conversar, ok? – Ela deu um beijo no rosto da menina, que alisou o rosto da loira carinhosamente.
– Eu vou respeitar qualquer decisão sua, mas eu só te peço uma coisa... por favor não se afaste de mim... Me deixa cuidar de você, te dar todo o amor que tenho guardado aqui dentro – Angie chorava, mas era um choro de emoção.
– Angie, como eu posso me afastar de você? Isso é impossível, por mais que eu quisesse eu nunca conseguiria ficar longe de você. Quando entrou nessa casa, veio pra ficar e tem um lugar insubstituível na minha vida. E agora que você e o papai estão juntos, estou feliz demais! – Violetta alisava o rosto dela.
– Venha cá minha princesa, preciso te abraçar – Angie puxou a menina para seu colo e se abraçaram.
XXX
4 MESES DEPOIS
Germán e Angie se casaram. Uma cerimônia simples e íntima, mas muito marcante e verdadeira, apenas o que queriam era estar juntos sem nenhuma condição ou mentira, agora estava tudo limpo, puro, sem mentiras ou dúvidas. Eles haviam ido para Lua de Mel nos EUA, mas resolveram chegar antes do esperado.
Violetta estava sentada na cozinha conversando com Olga enquanto ela preparava um bolo.
– Ai Olguinha, ainda faltam alguns dias para o papai e Angie chegarem – respondeu ela com o queixo apoiado na mão.
– Vai passar rapidinho, pensa nos presentes que eles vão te trazer – respondeu Olga colocando os ingredientes numa tigela.
– Nem tô pensando em presentes... tô é mesmo com saudades – respondeu ela
– Nossa!!!! – Olga se espantou e deu uma risada.
Assim, sem ao menos esperarem a porta dos fundos da cozinha se abre. Germán entra por ela sorrindo. Violetta rapidamente desce da cadeira que estava sentada e corre em direção a ele.
– Papai! – disse ela abrindo os braços e sendo abraçada por ele.
– Que saudades minha princesa – disse ele dando beijos em sua bochecha.
– Mas cadê a Angie? – Perguntou ela olhando para frente.
Germán dá uma piscada de olhos para Olga – Filha, infelizmente a Angie não vai poder entrar por essa porta – ele fez cara de triste.
– Porque? O QUE ACONTECEU??? – perguntou ela assustada olhando para fora.
– Porque eu entrei pela porta da frente – Responde Angie atrás de Violetta encostada na parede, com o sorriso mais contagiante do mundo.
Violetta a olhou rapidamente e deu um largo sorriso, seus olhos brilharam ao ver Angie ali em sua frente, o fato de imaginar ficar longe dela por algum tempo por menor que seja parecia ser um pesadelo. Ela correu até a loira e lhe deu um longo abraço. Angie apertou a em seus braços.
– Que saudades linda! – disse Angie ainda abraçada
– também estava com muitas saudades, mãe! – respondeu Vilu, dando ênfase a última palavra.
Angie ficou em choque, não conseguia acreditar no que acabara de escutar. Ainda estavam abraçadas, mas Angie não conteve a emoção seus olhos encheram de lágrimas e um sorriso invadiu o seu rosto. Germán fez sinal para Olga para que eles saíssem da cozinha e deixassem as duas sozinhas. Desfizeram o abraço, Angie segurava no rosto de Vilu.
– Minha filhinha linda! – disse Angie emocionada, abraçando novamente Violetta – Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida, escutar você me chamando de mãe não tem preço. – Ela deu um beijo na testa da garota.
Ainda tímida, Violetta sorriu – Acho que vou me acostumar aos pouquinhos.
– Claro, nós temos todo tempo do mundo para construir essa relação
POVS ANGIE
Ouviu Violetta me chamar de mãe pela primeira vez foi a melhor coisa que já me aconteceu. É a palavra mais linda do mundo, mais emocionante, a felicidade tomou conta do meu coração. Estou com o homem que amo, casada, feliz, me sentindo desejada a todo instante e por fim tenho o amor da minha filha, isso é tudo que sempre sonhei. Tudo que mais desejo agora é curtir essa vida linda e feliz.
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