The Reason

10 Capítulo 10 - Uma noite estrelada


Notas iniciais
OBRIGADA pelos comentários! + um capitulo, espero que gostem,... continuem comentando :) Beijos amores

Fazia um dia lindo lá fora, ainda era cedo mas o sol brilhava forte, com poucas nuvens no céu, era uma bela manhã. Angie foi até o quarto de Violetta como fazia toda a manhã, ao entrar a menina estava sentada em sua cama, com alguns cadernos do lado. Ao entrar Angie percebeu o rostinho triste de Violetta.

– Bom dia minha princesa – Angie se aproximava e beijava a testa dela.

– Bom dia – Respondeu Violetta sem muito ânimo.

– Olha que dia lindo que está fazendo – Angie dizia abrindo as cortinas e a janela do quarto.

– Angie, você contou para o papai sobre ontem? – Ela perguntou intrigada.

Angie deu um sorriso – Contei sim, e ele ficou muito emocionado. Mas além disso eu contei outra coisa pra ele, e acho que isso vai te deixar muito feliz.

Vilu arregalou os olhos curiosa – O que?

– Contei para seu pai sobre o estúdio, sobre mim, eu sei que arrisquei – Angie ficou séria e colocou as mãos na cintura.

– E ai? O que ele disse? Ele não deixou... – A menina abaixou a cabeça

– Ele aceitou Vilu... – Angie deu um sorriso – Aceitou você ficar no estúdio

Violetta estava literalmente de boca aberta – AHHHHH! – correu e abraçou forte a Angie- Obrigada Angie!

– Mas não é a mim que você tem que agradecer, é seu pai – Angie respondeu ainda abraçada a menina.

– Mas é graças a você que ele aceitou. Você chegou aqui nessa casa e mudou tudo, tudo para melhor, eu te amo – Violetta estava com os olhos cheio de lágrimas e voltou a abraçar Angie.

Angie ficou emocionada coma declaração da filha e a abraçou forte – Você que mudou minha vida Vilu, te amo mais do que imagina. Mas agora você precisa ir agradecer seu pai... vai lá seja dar um mega abraço nele, vai!

Germán estava em seu escritório concentrado, e não percebeu a porta se abrindo, apenas se deu conta quando sua filha vinha correndo em sua direção com os braços abertos, ele abriu um sorriso e foi ao encontro do abraço de sua filha.

– Papai, muito obrigada! Você é o melhor do mundo, estou muito feliz – Disse ela abraçada a Germán.

– Que bom que está feliz minha filha – Eles estavam abraços e Germán a pegou no colo. – Esses olhinhos brilhando desse jeito só faz eu ter certeza dessa decisão.

Angie estava na porta e olhava para eles com um sorriso aliviado.

– Angie venha cá, também quero abraçar você – Disse Violetta acenando com a mão. Angie se aproximou e abraçou a menina que estava no colo de Germán, ambos automaticamente se olharam já com um sorriso bobo no rosto.

POV’S ANGIE.

Estar ali ao lado da Vilu e de Germán, me senti tão amada, me senti parte daquela família. Tudo que eu mais deseja era que nada dessa mentira existisse, que tudo virasse fumaça, tudo acabasse num estalar de dedos, queria que fossemos só nós três. Mas minha realidade é outra, não posso viver um conto de fadas, uma história que não pode existir!

Apesar do dia ensolarado, a noite veio com um brisa gélida, Angie estava ao lado de fora da casa, deitada em uma das cadeiras perto da piscina, ela olhava para o céu, e cantarolava alguma canção que inventou naquele momento.

– Assim vai ficar doente – Disse Germán se aproximando dela, e sentando se na cadeira que havia do lado.

Ela riu – Nada... gosto de ficar a noite olhando as estrelas, elas me inspiram... sabia que a maioria das minha canções eu compus olhando as estrelas... estranho né? – Dizia ela ainda olhando para cima.

– É, existem certas coisas que não precisam de explicação, elas apenas existem... e é só. – Ele também olhava para o céu.

– Germán, acho que no fundo você é um compositor e não sabe – Ela deu uma risada, olhando para ele. Ele também sorriu – Às vezes você diz tantas coisas lindas, e eu sinto que vêm do seu coração.

Ele deu uma risada, olhou para o chão e logo a encarou – Digo coisas assim quando realmente sinto, ninguém consegue se abrir quando o coração está vazio não é? Os lábios dizem do que está cheio o coração... – ele a olhou e deu um pequeno sorriso.

Da mesma forma, ela o olhava profundamente apaixonada, totalmente derretida. Naquele instante não havia mais nada no coração dela a não ser amor! Ela o amava de uma forma que não conseguia explicar, seu coração pulsava, era um sentimento antes desconhecido, mas agora era real.

– Conheço um lugar onde as estrelas brilharam mais forte, é o céu mais bonito que eu já vi- Disse ele enquanto se levantava e pegava em sua mão.

Ela deu uma risada – Germán, as estrelas brilham igualmente em todos os lugares – Ela deu a mão para ele, e sendo logo puxada em seguida. Estavam frente a frente, suas bocas estavam não muito distantes e eles se olhavam.

–Não, te juro que não. Vou te provar que lá você vai ver as estrelas mais bonitas da constelação. – Ele a beijou no rosto e logo foi puxando a pela mão até o carro. Ele abriu a porta para que ela pudesse entrar.

– German, vamos sair essa hora? – Ela disse perto da porta do carro.

– Todo mundo já está dormindo, principalmente a Vilu, anda entra logo – Respondeu ele dando um leve empurrão em suas costas. Eles entraram no carro e saíram.

Andaram por alguns minutos e assim chegaram ao cais da cidade, onde haviam vários bacos e iates ancorados. Ela caminharam pela pequena ponte que havia ali até chegarem a ultimo barco. Angie o observou e logo viu o nome “VIOLETTA” escrito nele, e logo desconfiou que o barco era de Germán, ela deu um breve sorriso para ele.

– É lindo não é? – Perguntou Germán se referindo ao barco.

– Nossa, muito! Não sabia que você tinha um

– É, já tem uns 2 anos que tenho, mas usei poucas vezes... – Ele se aproximou e estendeu a mão para que ela entrasse primeiro. Ambos entraram dentro do barco, Germán logo desancorou e o ligou.

– Que tal uma volta? – Perguntou ele mexendo em alguns botões.

– Germán, está tarde... não é perigoso? – perguntou ela com a mão em seu ombro.

– Não vamos longe, é só uma volta aqui perto – Ele já havia ligado o barco e saíram lentamente.

Enquanto Germán guiava, Angie o abraçou por traz e apoiou seu queixo em seu ombro – Estou te levando ao caminho até as estrelas – Disse ele a olhando de lado com um sorriso lindo no rosto.

– Será que essas “estrelas” tem um duplo sentindo? – Perguntou ela. Ambos sorriram.

Germán deu uma pequena volta e ancorou o barco próximo ao cais, o mar estava calmo e as luzes da cidade iluminava o ambiente. Estavam sozinhos, não havia ninguém por perto. Germán puxou a mão de Angie, e foram para a proa do barco, havia ali um espaço que dava de frente a tantas águas. Eles deitaram um ao lado do outro e olhavam para cima, o céu estava estrelado e o vento soprava um vento muito fresco.

– Realmente as estrelas vista daqui, são lindas! Você vem aqui sempre? – Perguntou ela enquanto seguravam a mão um do outro, mas ainda deitados olhando para a constelação.

– Às vezes, e todas as vezes SOZINHO – Ele frisou a palavra sozinho, ambos riram, ele entrelaçou os dedos com os dela. – Você é a primeira que eu trago aqui... – Ele deu uma pequena pausa, apoiou sua cabeça no cotovelo e a olhou – Angie, você está sendo muito especial pra mim... é a primeira vez depois de tantos anos...

Ela atrapalhou a conversa – Germán, o que sinto por você também é muito especial, mas tenho tanto medo como tudo isso pode terminar... – Ela o olhava com o semblante triste sua vontade naquele momento era contar toda a verdade, mas seu medo falava mais alto.

– Mas quem disse a você que precisa acabar? Isso é o início... apenas o início de muita coisa que quero viver ao seu lado –Ele fez um carinho no rosto dela. Ela fechou os olhos imaginando “quero ser amada por você pra sempre”. – A Violetta te ama muito, ela te vê como uma mãe, vejo isso nos olhos dela.

O coração dela acelerou quando ele falou na Violetta – Eu gostaria muito de ser a mãe dela – Ela dizia com um sorriso encantador.

Germán se aproximou de Angie, que estava deitada, ele estava meio que por cima dela, ele alisou seu rosto com o polegar, e olhava em seus olhos, lentamente a beijou. Um beijo delicado, que aos poucos foi tomando força e movimento. Germán a apertava contra ela e passava a mão pelo seu corpo.

POVS ANGIE.

Eu sabia o que iria acontecer, mas tenho certeza do que quero, quero ir até o final com tudo isso, nunca tive tanta certeza. Meu corpo, meus desejos pedem ele aqui. Sentir seus braços fortes e musculosos me envolvendo era tudo que eu desejava. A respiração dele estava forte e ofegante e aos poucos ele beijava me pescoço, meus ombros. Nessa hora nenhum sentimento de culpa estava sobre mim, aquela noite seria nossa!

Germán percorria suas mãos por todo corpo dela, aos poucos foi levantando seu vestido e o tirou por completo. Ela estava de roupa íntima, ele observou seu corpo e olhou sorrindo – Você é maravilhosa! – E voltou a beija-la. Angie tirou sua camisa lentamente, a deixando em qualquer lugar, passou a mãos sobre seu abdômen malhado, seus peitos definidos, e rapidamente pensou “como ele é perfeito”. Foi aos pouco desabotoando sua calça, e retirando mais rápido possível.

Eles se beijavam o tempo todo e se alisavam por completo. Ela não estava tímida e muito menos acanhada, ela sentia como se pertencesse a ele há muito tempo, ela queria se entregar completamente. Germán, com uma cara de descarado o tempo todo, foi retirando suas partes intimas fazendo carinho por todo seu corpo, ela da mesma forma retirou sua box. Ficaram ali fazendo carícias e se beijando, já não aguentavam de tanto desejo e paixão, e aos poucos foram se entregando um para o outro. Por muito tempo ambos não sentiam tanto desejo. Ficaram ali se amando, tomados pelo prazer, tudo que se ouvia era o barulho do mar, o vento soprando e o amor dos dois que ecoavam pelo ambiente, e assim tudo acontecia ali, debaixo das estrelas.

POV’S ANGIE.

Que noite! Que momento! Nunca vivi isso antes... fiquei em êxtase, fui ao meu ápice, nenhum homem nunca tinha me deixado dessa forma, ele explorou todo meu corpo, me fez sentir coisas incríveis. A minha vontade é de repetir mais e mais vezes. Quero ser dele todos os dias, quero dormir e acordar ao lado dele... será possível tudo isso algum dia?

– Você está tremendo – disse ele a envolvendo mais pra perto de seu corpo.

– Estou com frio – ela deixou sua cabeça em seu peitoral.

– Nem parece que acabei de te esquentar – ele disse com uma voz sarcástica e ela deu uma risada.

Ela se virou, apoiando seu queixo em seu peito e olhando cara a cara – Eu vi cada estrela nesse lugar... – eles soltaram uma gargalhada – Agora eu descobrir as estrelas que você queria me mostrar.

– Não foi intencional – Respondeu ele alisando as costas dela.

– Ahan, imagino... – disse ela com olhar desconfiada- mas mesmo que não tenha sido intencional, foi muito especial- Ela beijou seu peitoral.

– Foi uma das melhores noites da minha vida, você me completou por inteiro – Ele a olhava nos olhos.

– Nunca me senti assim Germán, fiquei inerte, nunca senti tanto... – Ela pensava em alguma palavra para definir aquele momento.

– desejo? – Ele sorriu, e ela sorriu envergonhada

– Sím – Ela apenas respondeu, sentiu que estava vermelha. – Você foi maravilhoso, carinhoso e gentil!

– Queria ficar com você até amanhecer – disse ele enquanto a beijava e logo depois vários selinhos.

– Já é muito tarde, temos que ir para casa, pelo menos tentar dormir um pouco até de manhã, se não dia será muito cansativo, e para cuidar da Violetta, haja energia não é? – Ela respondeu enquanto se sentava.

– Às vezes acho vocês duas tão parecidas – Ela engoliu seco e seu coração voltou a acelerar, todo aquele sentimento voltou. Era como se fossem duas pessoas distintas.

– Parecidas como?

– O jeito de falar, são bem humoradas, não sei direito, tem alguma coisa parecida – disse ele naturalmente.

– Vamos embora? Acho que já é hora... – Disse ela desviando do assunto.

Ele a puxou para perto dele, e selou mais um beijo, um beijo de despedida, um beijo que pedia para ficarem ali. Angie segurou em sua nuca, sentir o seu cheiro e gosto do seu beijo era seu combustível para voltar a realidade.