The Raven
12 Leon and Lola
Notas iniciais
Finalmente consegui postar o////////////
Fiquei vasculhando armas pelo google, kkkkkk. Achei umas bem interessantes. xD
Boa leitura o/
Miku Hatsune não sabia muito bem como chegara até eles. O ódio a guiou pela floresta. Fora a primeira a chegar, e tinha quase certeza que seria a única.
Era dois contra um, como de usual.
Ela ia matar os dois.
Seu arco tinha um peso tremendo, mas Miku estava acostumada. Ela tinha só três flechas. Eram as suas melhores flechas. Meiko escolhera com ela.
Meiko...
Miku grunhiu de raiva. Aquela idiota. Fora idiota até a morte. Não percebera que eles estavam em um jogo cujo principal objetivo é matar sem ser morto. Ela perdera, mas Miku não a imitaria.
O casal parado a alguns metros de distância era muito bonito. O homem era loiro, e tinha um ar sedutor, como um galã pronto para despertar paixões em garotas inocentes e ingênuas. A mulher era morena, e a lembrava Meiko. Tinha cabelos curtos e pretos, e possuía um jeito rebelde e agressivo.
Eles se vestiam como pessoas normais. Leon com calça jeans, blusa azul e um casaco. Lola com uma calça jeans rasgada e uma blusa preta deixando parte da barriga de fora. Seus olhos brilhavam enquanto ela segurava a imensa faca.
Sedenta por sangue.
A arma de Leon era um simples machado. Miku se lembrou de sua experiência com machados. Fora ridícula.
- Ora, ora... Alguém nos encontrou Leon. – disse Lola. Sua voz exibia deboche.
- Eu percebi Lola. – Ele suspirou, entediado. – Alguém nos encontraria logo, você sabe. Ainda mais que matamos um deles.
Lola riu.
- É verdade. Aquela garota lá. Meiko... Eu conhecia Meiko. Era uma bêbada incorrigível. – Lola recuou um pouco. – Quer jogar um jogo, Yui Ota?
Miku fez uma careta.
- Sem jogos, Lola. Eu quero ir embora logo. – Leon reclamou.
- Shh! Calado Leon! Eu disse que íamos nos divertir, não disse? Nós ganharemos dela. Afinal, ela é só uma. Tudo o que ela tem é ódio. Nós temos amor.
Lola sorriu para Leon, que a retribui. Aquilo enojava Miku. Ela tirou o arco das costas e colocou uma flecha. Mirou.
Leon tirou uma arma. Miku só sabia que era pequena. E que ele conseguia manusear o machado e a arma.
- Abaixe a arma, querido. – pediu Lola. – Nós vamos jogar, Ota. Se você se precipitar, acabará morrendo antes que eu dê início.
- Quais as regras? – perguntou Miku, mas não abaixou o arco.
- Dupla contra dupla. Nós vamos nos espalhar até que um mate o outro, ok? – Lola sussurrou. – Eu vou acabar com você.
Miku se arrepiou.
- Eu estou sozinha. – argumentou.
- Isso é problema seu. – Lola deu de ombros. – Já.
Ela e Leon começaram a correr em direções opostas. Miku decidiu correr atrás de Lola. Era um alvo mais fácil e só possui uma faca.
Miku passou pelas árvores e tropeçou algumas vezes nas raízes. Seus pés a denunciavam. Ela sabia que Lola conseguia andar, e até correr, por entre as folhas sem fazer barulho, afinal, só conseguia escutar os barulhos que ela mesma fazia.
Miku colocou o arco nas costas e começou a escalar uma árvore imensa. Iria por cima, e quem sabe, teria certa vantagem.
Ela pulou de galho em galho, árvore para árvore, e não conseguia ver ninguém. Já escurecera e ela estava sem nada. Como acharia um dos dois sem que a achassem primeiro. Miku parou em um galho e ficou aguardando. Precisava de um plano.
De repente ela caiu. Fora empurrada. Miku tentou se agarrar nos galhos, mas não conseguiu. Caiu em uma armadilha. Cordas imensas a prenderam. Como não reparara nelas antes?
Miku tentou se soltar, mas seus braços e suas pernas estavam muito bem amarrados. Miku começou a se remexer dentro da armadilha, tentando se soltar. Droga droga droga!
- Peguei! – riu Lola, saindo de trás de uma árvore. Miku ficou puxando os punhos, sem sucesso. Lola deu mais gargalhadas. – Você não conseguirá sair daí. Lembra o que eu disse? O primeiro que achar o outro, vence. E eu te achei primeiro.
- Cala a boca! – gritou Miku. Ela parou de se remexer.
Lola entortou um pouco a cabeça. Ela deu um sorriso maligno e maníaco. Tirou a faca do bolso e andou lentamente até Miku, cantarolando alguma coisa em uma língua incompreensível.
- Não está com medo? – perguntou Lola, a centímetros de Miku.
- Não. – respondeu ríspida.
Lola pegou a faca e passou no braço de Miku, afundando-a no corpo da garota. Miku mordeu os lábios para não gritar. Aquela dor era insuportável. Lola continuou cantarolando e desenhando no braço de Miku com a faca. Miku observou seu sangue pingar. Lola se assemelhava a uma criança pintando.
Lola retirou a faca e sorriu olhando sua obra de arte no braço de Miku. Ela havia praticamente fatiado-o.
- Dói, não dói? – sussurrou. Lola chegou mais perto e se se encostou à rede. Ela falou bem baixo no ouvido de Miku. – Você agora é minha tela, garota. Eu retalharei você até que escorra todo o seu sangue.
Com certeza, Miku não chegava nem aos pés de Lola. Aquela mulher era maluca, ainda mais do que Miku.
- Você não vai conseguir sobreviver. – sussurrou Lola.
Ela se afastou e começou a fazer o mesmo processo no outro braço de Miku. Dessa vez ela não aguentou e gritou. Lola gargalhou e se afastou um pouco.
Desabou.
Miku viu a seringa no pescoço de Lola. Ela começou a tremer e a rolar no chão. Coçou o pescoço e tirou a seringa. Jogou-a do lado.
Não adiantava mais. Estava vazia.
Alguém soltou as redes e Miku caiu. Kaito estendeu a mão para ela. Miku não aceitou. Ficou olhando seu braço. Kaito rasgou parte de sua camiseta e lhe deu.
- Tome. – murmurou. Miku enrolou o tecido em seu braço e se levantou, com a ajuda de Kaito.
Eles ficaram assistindo à Lola. Ela estava perdendo a consciência lentamente.
- Isso a matará? – perguntou Miku.
Kaito assentiu.
Um machado passou perto dos dois e ficou grudado em uma árvore. Leon surgiu. Seus olhos estavam exibindo um ódio inigualável.
Ele apontou uma arma para Miku.
- É um revólver Smith Wesson M1917. – sussurrou Kaito. – Muito usado na segunda guerra mundial.
- E o que isso tem a ver? – sussurrou Miku em resposta.
- Tem a ver que se a pessoa souber mirar bem, um tiro basta para matar. – respondeu.
- Então quer dizer que isso matou a Meiko? – perguntou Miku.
Kaito assentiu. A arma continuava apontada para Miku, mas Leon só olhava Lola se contorcendo no chão.
- Lola... – murmurou.
- Le... Leon... – disse Lola, fracamente.
- Ela não morreu ainda? – perguntou Miku. Kaito fez sinal para que Miku se calasse.
Leon se ajoelhou perto de Lola, que parara de se debater. Ele passou a mão nos cabelos dela.
- Me dê um beijo, ok? – pediu Lola. Seu peito subia e descia lentamente.
As lágrimas de Leon caiam pelo rosto de Lola. Ele assentiu e se abaixou. Assim que ele deu um beijo em Lola, ela parou de respirar e ele largou a arma.
Uma flecha atravessou sua cabeça.
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