The Raven
5 Hunting
Notas iniciais
Boa leitura.
Meiko Haaigo* passou o batom vermelho sangue na boca com lentidão. Tinha feito suas pesquisas não tão coerentes como as de alguém com um QI maior que o seu, e era até fácil de achar, mas dava pro gasto. Pelo menos faria Kaito ficar quietinho por um tempo.
Por um curto tempo, porém já é alguma coisa.
Meiko colocou sua roupa vermelha. Colada, fazendo dar destaque as suas partes volumosas, Meiko gostava de seu uniforme. Era... Interessante. Fora ela que escolhera ele. À prova de fogo e de bala.
Pegou seu iPad e começou a digitar. Sempre quem fazia as pesquisas era Kaito. Meiko geralmente só aniquilava as testemunhas. Não era tão difícil quanto parecia.
A internet começara a carregar. Meiko ficou com raiva. Por que estava tudo funcionando lentamente?
Começou a dedilhar na mesa. Ele iria usar Yui Ota. Com toda a certeza, ela seria a peça mais valiosa na coleção do Shion. E sua cabeça também seria a melhor.
Meiko soltou um suspiro. Pobres ingênuos, todos caiam na lábia de Shion. Era simplesmente fascinante observar a facilidade que ele tinha em distorcer e contorcer os fatos, tornando os exatamente como quer. Meiko suspirou novamente. Era outra das inúmeras qualidades de Kaito.
Ainda estava carregando.
Em um ataque de fúria, Meiko quase atirou o iPad pela janela. Defenestraria o iPad, como Kaito diria com boas palavras.
Isso algumas vezes a irritava.
A campainha soou pelo apartamento. Meiko fechou o zíper do uniforme até metade dos seios, deixando-os a amostra. Se sentia bem assim.
Pegou o iPad e saiu. Já conhecia bem o método. Algum dos funcionários tocaria a campainha e sairia do prédio. Meiko então o seguiria e desviaria três ruas depois. Era prático.
Como sempre, fez o que lhe foi mandado. Seguiu o funcionário, desviou três ruas depois. E lá estava o carro da vez. Minúsculo, preto. Discreto. Ninguém imaginaria que ali dentro se localizaria um assassino profissional e um gênio.
Meiko entrou atrás. Kaito mexia em um celular.
- Espero que tenha se comportado e feito sua lição de casa. – dissera, sem tirar os olhos do aparelho.
Meiko estendeu o pen-drive e o balançou na frente de Kaito.
- Boa garota, já está pensando no que pedirá pro Papai Noel? – perguntou, conectando o pen-drive no próprio notebook.
- Não sei, preciso de lâminas novas. – Meiko começou a contar nos dedos. – E um salário melhor.
Kaito sorriu, sem olhar para ela.
- Por que não olha pra mim? – questionou, ao cruzar os braços.
- Por que deseja ser olhada? – Estava transferindo os dados.
- Ora, porque sim.
- Então se cubra direito. – Meiko fechou os olhos e respirou fundo.
- Você é um idiota. E parece meu pai. – Fechou o zíper.
Kaito a olhou. Seus olhos eram lindos e Meiko ficou sem agir.
- Estou tentando tê-la. – Anunciou Kaito.
- Quem? A Ota?
- Também, mas descobri uma garota com um cérebro melhor que o meu. – Kaito falou. Não tinha inveja. Sentia até uma admiração. – É uma hacker sem igual também. Ela vai atrás de Yui. Tenho certeza.
- Qual o nome dela? – Meiko sentiu uma pontada de ciúmes.
- Ninguém sabe. Desconfio que seja algo com Me e algo com ine. Só o seu segundo nome. – Kaito suspirou. Se dermos sorte ela estará lá atrás de Yui, ou de mim. Duvido muito que mate.
Meiko riu.
- Também duvido. Vamos começar a procurar por onde? – perguntou Meiko.
Kaito sorriu, sombrio e profundo.
- Não vamos começar. Vamos terminar. Pode arrancar, James. – ordenou Kaito, ao motorista, após abrir a divisória que os separava. Meiko observou até a divisória subir rapidamente.
- Como assim?
- Os gêmeos a rastrearam. – Kaito riu. – Estamos indo auxiliá-los. Não acredito que consigam derrota-la.
Para Meiko não era surpresa alguma que eles fizessem tal ato, mas... Não dariam conta? Os Kagamine?
- Como não? São os gêmeos Kagamine! – exclamou.
O carro se movia e Kaito ficou olhando pela janela.
- Só espere para ver que monstro estamos prestes a enfrentar.
Miku Hatsune percebera que estava sendo seguida desde que saiu de sua prisão. Porém ela deu de ombros. Daria um jeito mais tarde.
Agora, porém, estava irritando-a.
Miku encostou o carro e colocou duas armas na cintura. Gostava de matar pelas próprias mãos, mas sabe se lá o que a espera.
Ela desceu. Seu cabelo recém tingido dançava com o vento. Hatsune lançou o melhor olhar de desprezo que podia.
Idiotas. Só podiam ser idiotas.
O outro carro parou. Dele, dois loiros desceram. Eram idênticos. Um menino e uma menina. Baixos, mas deveriam ter a idade de Miku.
- Cansaram de me perseguir? — Miku perguntou.
- Olha só, L... Ela pintou o cabelo! — a menina sorriu, debochada.
- Eu percebi, R. Preferia você morena, Ota. — o garoto tirou um peso do pé e colocou no outro.
- O que vocês querem? — Miku perguntou.
R olhou para as unhas.
- Nós queremos você. — respondeu.
- Que pena, vou ter que cancelar o plano de vocês. — Miku pegou a arma. Eles sacaram também.
Um tiro.
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