Notas iniciais
Essa fic, de capítulo único, é um presente LOL para todos aqueles que são loucos por uma zona de conforto daquelas rsrsrs, ok, zuando ... fic para minha amiga Anna Gentil que teve a amabilidade de me mostrar o fan art que vcs encontrarão mais a baixo ilustrando o texto.

Essa é também uma fic que recorre à letra de uma música, neste caso, podem ouvir e ver a tradução aqui:

http://letras.mus.br/yadi/guillotine/traducao.html

E já agora, vcs já devem ter visto, mas um fã tb fez um video com essa música perfeita para a nossa Rainha:

http://www.youtube.com/watch?v=05SXI-AyXlo

Desejo a todos uma ótima leitura! =)

As mechas loiras caíam-lhe pelos ombros e olhos. Uma dor de cabeça intensa latejava desde as suas têmporas até à sua nuca dolorida e … ensanguentada? Não conseguiu se aperceber se era sangue, água, ou outro líquido qualquer, apesar de apertar mais os olhos buscando enxergar em meio à escuridão do lugar. Só sabia que estava doendo. Encostou-se à parede e se arrepiou com a sensação gélida que lhe percorreu pela coluna ao sentir as pedras geladas nas suas costas. Os seus pulsos estavam pesados, e vagarosamente, a loira foi tateando com as mãos tentando perceber a razão daquilo. Algemas de ferro? Não era possível! Onde estava? Se esforçou para tentar se lembrar de como tinha ido parar ali, mas nada lhe ocorria.

Havia uma pequena janela por onde entrava alguma claridade, nada que fosse suficiente para enxergar de fato na penumbra daquela … cela? O desespero e o medo tomaram conta da mulher de cachos loiros. Mas felizmente, ou infelizmente, a mulher não tivera muito tempo para mergulhar naquelas sensações, porque repentinamente o vulto de duas figuras adentrou a pequena cela em que a loira estava.

– Quem .. – ela tentou falar, mas na realidade o que saiu foi um gaguejar mesclado em rouquidão. Parecia que não usava a voz há dezenas de anos e que esta estava enferrujada, as cordas vocais se negando a cooperar. Ela tentou novamente, sem forças para se debater contra os dois homens que a arrastavam agora contra a vontade para fora daquela escuridão. – Quem são – ela teve de fechar os olhos com força por causa da intensidade da luz que vinha de fora da cela, ameaçando cegá-la — … vocês? – ela por fim conseguiu perguntar, embora uma vez fora daquela prisão, outras mais questões lhe assaltassem subitamente o cérebro desnorteado.

Estava no que parecia ser um castelo. E por mais estranho que parecesse não era um local tenebroso ou arrepiante. Era o típico castelo que ilustra as páginas de um livro de contos de fada. Ela se recordava de ter visto um desenho no livro do seu filho de dez anos que lembrava e muito aquele lugar. De qualquer forma, aquela não era definitivamente uma visita turística. A não ser que no Reino Encantado tratassem os turistas iguais a uma praga que não merece viver e os surrassem quase até à morte. Se bem que ela não tinha a certeza de ter sido surrada. Apenas todo o seu corpo lhe doía.

“Apenas, Emma. Porque isso por si só é ótimo.”, ela dizia a si própria com ironia, travando um diálogo interno cheio de questionamentos à medida que os dois brutos que a puxavam sem qualquer delicadeza se dirigiam para … um quarto?

– Lave-se e vista isso. – um deles ordenou, atirando-lhe algumas peças de roupa, e libertando-a das algemas – Estaremos aqui esperando para levá-la à Rainha. – e dizendo isto, ele praticamente empurrou a loira, fechando-lhe a porta daquele quarto na cara sem lhe dar hipótese de resposta.

“À Rainha?”, ela se questionou sem entender nada da conversa, enquanto massageava os pulsos doloridos. Só aí ela olhou para as roupas que o brutamontes lhe jogara na cara.

– Mas que merda é esta? – Emma soltou desta vez em voz alta, completamente chocada com aquilo que lhe tinha sido entregue para vestir: uma calcinha vermelha rendada com detalhes em branco e o que parecia ser mais um trapo do que propriamente alguma peça de roupa. Era suposto ela cobrir a sua nudez com aquele trapo velho, mais se assemelhando a uma túnica escarnecida de mendigo?

Mil milhões de perguntas lhe assaltaram o cérebro, fazendo a dor de cabeça aumentar. Mas o que ela poderia fazer? Analisando a sua situação, grande alternativa ela não tinha, a não ser cumprir as ordens que lhe tinham dado. Vejamos: estava num quarto, sendo que dois capangas da Rainha a vigiavam, esperando levá-la até a uma Rainha que ela com certeza não fazia mais puta ideia de quem era. Como se não bastasse, essa tal mulher, era maluca demais ao ponto de lhe entregar para vestir uma calcinha, ao que tudo indicava, bastante cara e chique, e por outro lado, verdadeiramente mão de vaca por ter poupado na vestimenta que lhe enviara para vestir. “Porque é que eu tenho a sensação que estou fodida?”, ela desabafou consigo mais uma vez.

Com receios, vergonhas, duvidosa e cheia de dores ou não, a loira se enfiou no banheiro para se lavar, e logo se trocar.

– Rápido! A Rainha não tem o dia todo. – Emma escutou o homem resmungar do outro lado da porta. – Se não sair dentro de um minuto, eu mesmo a tiro daí.

Não fora como se Emma não estivesse já pronta, aliás, até porque para vestir aquelas “roupas” não era preciso muito tempo, mas o pudor de sair daquele quarto naqueles preparos a estava fazendo se sentir como uma menina a quem a primeira menstruação vem precocemente. A túnica mal lhe tapava a bunda, e cada vez que ela se voltava para encarar novamente o espelho, o cenário era mais constrangedor. As bochechas do seu traseiro, devidamente enfeitadas pelas rendas da calcinha demasiado cavada para o gosto dela, tanto à frente como atrás, a estavam deixando mal. Nunca na sua vida sentira tanta vergonha de encarar quem quer que fosse. Mas não podia permanecer mais naquela agonia, até porque caso contrário, seria arrancada à força de lá.

Enchendo o peito de ar, fingindo ter a coragem que a abandonara sem dar sinais de regressar, ela abriu a porta. O guarda mal olhou para ela, já a loira estava sendo novamente arrastada para fora dali. Desceu uma data de degraus, tentando a todo o custo não tropeçar nos próprios pés, e quando achou que tudo ficaria melhor, eis que um dos homens a empurrou de novo, desta vez, fazendo-a entrar para o salão enorme e cair com a cara redonda no chão.

– Não a machuquem! – uma voz grave, em tom de reprovação, soou vinda do trono, lá ao fundo do salão.

Emma estava encarando ainda o chão, mas alguma coisa naquela voz lhe parecera familiar. Mas apesar disso, algo no tom dessa mesma voz estava camuflado por uma distância e estranheza que a fazia não conseguir reconhecer a quem ela pertenceria.

– Estão dispensados. – a voz, agora se revelando sem sombra de dúvida como sendo feminina, tornou a falar. – Deixem-nos a sós.

– Sim Majestade. – a loira escutou por trás dela os dois guardas respondendo e batendo em retirada.

Um misto de curiosidade e medo tomava conta de Emma. Estava de joelhos, a cabeça cabisbaixa, como se esforçasse para decorar cada detalhe do desenho das pedras que compunham o piso gelado. Seguindo com os olhos as várias linhas que separavam cada quadrado de pedra do piso, ela foi subindo o olhar até se concentrar na extremidade da passadeira vermelha que através da sua visão periférica ela percebeu que se estendia provavelmente até ao lugar em que a mulher da voz estava sentada, no trono.

– Levante-se. – a mulher do trono, a Rainha, vociferou de forma autoritária. Emma sentiu um arrepio lhe percorrendo a espinha, mas como se ela tivesse deixado de ser dona das suas vontades, e neste caso, isso abrangia as suas pernas, a loira se viu levantando do chão sem poder lutar contra isso.

– Emma Swan. – a voz, adquirindo uma textura aveludada, voltou a falar. A Rainha sorria maliciosamente, encarando os olhos verdes a alguns metros de distância de si. Isso aconteceu quando a loira finalmente mergulhou naquele olhar, e gelou, dos pés à cabeça. Não era possível!

A Rainha soltou uma gargalhada divertida, daquelas sonoras e dignas de uma verdadeira bruxa má dos Contos de Fada. E Emma tornou a ficar na dúvida se aquela mulher era a mesma que ela estava pensando.

– Re – Re Gina? – ela gaguejou pateticamente. Aquilo fez a mulher do trono sorrir ainda mais, e atirar a cabeça pra trás em êxtase. E Emma só poderia estar louca, porque em vez de se sentir arrepiada de medo com aquele gesto de Regina (Era mesmo Regina?), a loira sentiu um arrepio interno que ao que tudo indicava no seu corpo, tinha outro motivo.

Por momentos o silêncio prevaleceu naquele recinto. As duas se encararam intensamente, um sorriso hipnotizante sempre dançando nas feições da Rainha. Emma não conseguia desviar o olhar daquela mulher, estranhamente familiar, mas nem tanto. As feições da mulher de tez morena à sua frente eram as mesmas da Mayor de Storybrooke, mas a composição daquele quadro não fazia parte da realidade que a loira conhecia.

Esta Regina – Rainha – estava trajando negro, um vestido extremamente elegante, “e sexy … o quê Emma?”, a loira abanou-se internamente com aquele pensamento. Mas a verdade é que o vestido negro, voluptuosamente delicioso, principalmente no decote sinuoso que fazia os dois seios da morena se sobressaírem, estava deixando Emma tonta.

– Se aproxime. – a Rainha voltou a falar tirando a loira dos seus devaneios mentais pelas curvas do corpo da morena.

Como se novamente as suas pernas não fossem suas, e o seu cérebro estivesse em curto-circuito, a loira se viu avançar, conforme ordem da Rainha. Chegando até junto da morena, elas se fitaram de novo. Emma não sabia se era mais seguro olhar para aqueles dois lagos negros que eram os olhos da mulher, ou desviar o olhar para cada curva daquele corpo tão bem torneado e apetitoso. Mas desde quando a loira tinha pensamentos daqueles? Emma recriminou-se mentalmente.

– Muito bem Swan. – a Rainha disse satisfeita. – Vejo que está começando a gostar do seu castigo.

Emma franziu o cenho confusa. O que Regina, ou fosse aquela mulher quem fosse, estava dizendo? Castigo? Ela iria ser torturada? O motivo do seu corpo estar dorido era as sessões de tortura, as quais ela nem sequer se lembrava?

Um turbilhão de questionamentos atiçavam-lhe na língua, mas sem saber porquê, a loira não conseguia forçá-los para fora, dando-lhes voz. Em vez disso ela se viu cumprindo ordens daquela mulher tão provocante e sensual, e desejando que o tal castigo envolvesse a língua daquela mulher com pose de Rainha.

E como se o seu desejo íntimo e silencioso tivesse sido ouvido, Regina levantou-se do trono em que estava sentada, o vestido colado à sua pele revelando cada curva do seu corpo, e uma capa também negra caindo-lhe pelos ombros até ao chão. E a língua dela exigindo passagem na sua boca, literalmente, boquiaberta. Emma recuperou a capacidade mental, ou perdeu-a por completo, mas naquele momento ela só queria sentir aquela língua travando uma batalha languida e sofrida com a dela. E foi o que aconteceu.

As duas, à beira do trono, beijavam-se com vontade. Mas mais que isso, beijavam-se com violência, com a morena exigindo controlo, e com a loira se negando a dar-lhe. Então a Rainha de negro cravou as suas unhas de esmalte igualmente negro na coxa desnuda de Emma, no mesmo momento que os seus dentes fincaram com força a textura macia do lábio inferior da loira. Isso fez Emma afastar-se momentaneamente da outra, olhando-a com descrença, num misto de agrado e repulsa. Não repulsa pela mulher à sua frente, mas pelo fato dela – Emma Swan – se encontrar naquela situação inusitada e tão … excitante?

A Rainha voltou-se de novo para o seu trono e se tornou a sentar. O seu semblante era indecifrável e sério, alheio a qualquer tipo de emoção.

– Estou a ver que ainda não aprendeu. – a voz era gélida agora, sem emoção a envolvendo – Isso vai mudar. Ajoelhe-se!


Lay down your swords,

Lay down your pistols.

Call off your dogs,
Show no resistance.



E ela ajoelhou. Emma ajoelhou sem colocar qualquer tipo de oposição. Ela simplesmente ajoelhou perante a Rainha, caindo como uma pesada guilhotina de joelhos no chão, executando a sentença que lhe tinha sido atribuída.


You'll fall like a guillotine,
Kneel before the queen.
You'll fall like a guillotine,
And I will rise.


Regina abriu um sorriso satisfeito pela ação obedecida, mas sem perder mais tempo, ela afastou a racha do vestido, abrindo as pernas diante da loira. Ver Emma Swan naquela posição de submissão à sua frente era tão excitante. Fazia a sentir-se poderosa, imponente, e molhada. E ver o olhar de puro desejo e medo no olhar esmeralda se tornar nublado e quase negro a excitava cada vez mais. Isso, e ela ali, de joelhos, vestida apenas com uma camisola esbranquiçada que mal lhe cobria as coxas grossas.


– Você sabe o que fazer. – a morena disse por fim, fazendo Emma estremecer com a voz de comando da Rainha.

Ainda assim, a loira permaneceu paralisada, breves segundos que pareceram horas, ela se deteve naquele olhar escuro e penetrante, desviou o olhar percorrendo com os olhos a linha do maxilar da morena, descendo para o pescoço, e se afundando mentalmente no colo daqueles seios que conforme a respiração da mulher iam e vinham na sua direção.


Raise up your walls,
Tighten your blindfold.
Pacing at dawn,
Hide in a foxhole.



– Swan! – a Rainha gritou, perdendo a paciência, retirando algo brilhante e avermelhado da capa negra. Um coração! Pulsante e vivo e … Emma arregalou os olhos levando a mão ao próprio peito, procurando sentir as batidas cardíacas, e ela sentia! Aceleradas demais até. Regina riu de forma debochada para ela e voltou a ordenar:


– Me faça gozar.


You'll fall like a guillotine,
Kneel before the queen.
You'll fall like a guillotine,
And I will rise.



E a loira não precisou de um segundo comando, porque sem saber o porquê daquilo tudo, a razão de estar ali, qualquer pergunta ou dúvida que lhe restasse sumiu como por magia. E Emma se posicionou entre as pernas da morena, a ausência de alguma peça íntima a fazendo salivar, segundos antes de mergulhar com a boca no sexo húmido da Rainha. E ela sentiu Regina estremecer com o contato dos seus lábios no seu centro molhado, do mesmo modo que a loira sentiu um ardor no sítio que a morena lhe havia mordido, não precisando levar o dedo ao lábio para saber que sangrava. Em vez disso, esse dedo tomou outro caminho, se propôs a cumprir outra tarefa mais necessária e urgente, assim que pressionou o nervo pulsante da Rainha, o massageando, em simultâneo que a sua língua penetrava o mais fundo que conseguia a vagina da morena.


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E a Rainha sorria, Emma não podia ver, porque tinha a nuca prensada contra o centro encharcado de Regina, mas ela sentia um sorriso de deleite dançar nos lábios sensuais da mulher imponente de negro. E ela gemia, e o gemido de Regina – a Rainha – era melodia para os seus ouvidos, à medida que a incentivava a acelerar o ritmo de vai e vem de dentro dela. À medida que exigia dedos, mãos, língua, no sua vagina que engolia três dedos agora, mas ela queria mais. Ela queria arranhar as costas daquela loira faminta, puxar-lhe os cabelos com toda a força da nuca e mordê-la até que ela ficasse irremediavelmente marcada com o seu nome na pele.


E foi isso que ela fez, mesmo antes de concluir o pensamento, ela já estava arrancando o trapo branco do torso da mulher que a comia como uma esfomeada sem abrigo, usando mãos, dedos e boca. Regina não conseguiu tirar aquela peça, ela teve de rasgá-la, porque ela não queria que a loira …

– Não pare!

(…) parasse.

Emma não parou, pelo contrário, ela chupou. A Rainha aprovou, porque naquele momento ela arranhou profundamente as omoplatas da loira, fazendo uma linha vermelha percorrer aquelas costas brancas e macias à medida que a morena urrava de prazer.


I don't need blue blood,
Running through my veins,
Because like a queen, like a queen,
I can make you say you love me.



– Fale. – a mulher gritou, os tremores tomando conta do seu corpo, mas ela precisava escutar primeiro. Ela puxou algumas mechas loiras da cabeça de Emma com brusquidão, a forçando a afastar a boca por alguns segundos, e acrescentou ofegando – Continue com os dedos me fodendo. Agora diga!


Emma não conseguia retomar o foco, o sabor da Rainha na sua boca estava entorpecendo a sua habilidade para falar, e ela só conseguia franzir o semblante confusa. Regina fuzilou-a com o olhar, movimentando o quadril de encontro aos dedos da loira que por instantes haviam ficado estáticos. Emma percebendo, deu uma estocada forte, fazendo a morena revirar os olhos até ao alto da cabeça, e recomeçar o movimento de vai e vem, acompanhando a entrada e saída dos dedos melados na lubrificação do sexo da Rainha.

– Emma. – a morena sussurrou afundando a sua vagina mais nos dedos da loira. Os seus lábios estavam entreabertos e ressequidos, ela tentando buscar o ar, e retardar o clímax que sentia se aproximar.


I don't need blue blood,
Running through my veins,
Because like a queen, like a queen,
I can make you love me.



Os calcanhares da morena repousavam, exercendo alguma força, na lateral do quadril da loira, e esta aproveitando o momento de descontrolo da Rainha, deixou que uma mão subisse até a um dos seios apertando-o com força.


– É assim que quer Princesa? – a morena perguntou com ironia, puxando a loira pelos cabelos fazendo-a ficar ao mesmo nível que ela, se levantando. Sem largar o seio da morena ou parar as estocadas no sexo quente e molhado dela, Emma sustentou o olhar de desafio da Rainha, fazendo esta arquear a sobrancelha divertida – Eu quero que fale. – Regina exigiu e puxou-a pela nuca, mordendo-lhe o lóbulo da orelha, no mesmo momento que lhe arrancou um gemido pelo beliscão que deu num dos mamilos duros da loira. – AGORA.

Emma arqueou as costas ardidas com a dor, desta vez, provocada pelo que a Rainha lhe fazia noutra zona do corpo. O bico do seu seio sendo torcido num ângulo dolorosamente estranho e logo depois lambido pela língua esponjosa e quente de Regina a estava deixando cambaleante, mas mesmo assim, ela não parou de penetrá-la, tentando ainda balbuciar um baixo “te amo.”


(Woah, oh, woah, oh)
(I can make you love me)



– Mais … – a morena arfou, gotas de suor escorrendo pelo colo dos seus seios e sendo logo recolhidas pela língua da loira – Alto!


Emma subiu vagarosamente até junto do rosto da outra, tomando-lhe os lábios nos seus e os beijando, sentindo que a Rainha estava perto de atingir o orgasmo. Mas a mulher à beira de ser arrebatada pelas ondas de prazer que se expandiam pelo seu ventre e se espalhavam por cada pedaço do seu corpo, não se ia deixar ir assim, sem levar a melhor. Afinal, ela era a Rainha.


(Woah, oh, woah, oh)
(I can make you love me)



Num ato tresloucado de ira, a morena empurrou a loira para cima do trono, e sem deixá-la reagir, sentou-se em cima dela, forçando o seu sexo contra a mão que continuava dentro da sua vagina.


– Sua última oportunidade. – a Rainha ameaçou, e espremeu o órgão brilhante através da capa onde o tinha guardado anteriormente. – Fala de uma vez, se não quer morrer!


Lay down your swords,
Lay down your pistols.
(I can make you love me)
I'll hit your heart,
From any distance.
(I can make you love me)



Emma comprimiu os olhos com a dor repentina no peito. O oxigénio parecia-lhe abandonar os pulmões, e as pernas tremerem de fraqueza, mas apenas durou alguns instantes até Regina voltar a afrouxar o aperto no coração. Aí, Emma realmente percebeu que não tinha alternativa a não ser obedecer.


– Eu te amo – Emma cuspiu, e numa última estocada no centro da Rainha, ela acrescentou de forma debochada – SUA — Majestade!

E a Rainha gozou finalmente, se permitindo desabar por cima do corpo da outra enquanto os espasmos de prazer tomavam conta de si.

You'll fall like a guillotine,
Kneel before the queen.
(I can make you love me)
You'll fall like a guillotine,
And I will rise.


E nesse momento, Emma deveria empurrá-la de cima de si, chutá-la daquele trono e deixá-la ali sozinha, quase desfalecida pelo orgasmo que a loira lhe havia proporcionado. Deveria, mas não foi isso que ela fez. Em vez disso, Emma envolveu a morena com os braços, percorrendo as costas suaves e quentes dela com as mãos. Encostou a boca num ombro, e trilhou um caminho de suaves beijos por todo a zona que ela conseguia alcançar da pele morena na posição em que se encontravam.


Ao fazer isso, se perdendo naqueles carinhos que dedicava à outra, a chama por debaixo do seu ventre se acendia, ao mesmo tempo que esperava, e temia, ser de novo castigada pela Rainha. Mas a mulher sobre ela estava tão tranquila agora, quase aninhada no seu colo, se ela quisesse ornamentar aquele quadro com enfeites de Romantismo, com certeza seria uma cena meiga entre duas amantes apaixonadas.

– O que está fazendo Miss Swan? – a voz abafada no seu pescoço murmurou. Emma sabia que não deveria estar acariciando a Rainha sem ser comandada para isso, mas foi inevitável.

E naquele momento, em vez de obedecer por medo da morte ou do sofrimento, ela se recusou. Emma não tinha feitio para isso, ser uma mera escrava sexual, servindo ao seu bel-prazer a Rainha nas suas vontades e desejos. Não quando, acima de tudo, ela tinha vontade de fazer muito mais do que isso.

– Eu … — Emma começou, fazendo a morena encará-la com certa curiosidade. Elas se encararam, e Emma fixou as íris castanhas escuras profundamente numa busca desenfreada pela familiaridade. – eu acho … — ela recomeçou, ainda buscando, navegando à deriva naquele olhar que sempre a confundia.

– O seu único neurónio explodiu junto com o meu orgasmo foi? – a morena perguntou perdendo a paciência, se mostrando pronta para se levantar de cima da loira. Emma agarrou-a pela mão, fazendo a mulher, completamente vestida, a não ser pela falta da calcinha, permanecer sentada sobre ela.

Porque aquela mulher, Mayor, Regina, Rainha Má, quem quer que fosse… tinha de ser sempre assim? Emma não se deixaria irritar tão facilmente agora. Ela suspirou tristemente, mas respondeu firme desta vez:

– Eu acho que realmente amo você.


I don't need blue blood,
Running through my veins,
Because like a queen, like a queen,
I can make you say you love me.



A primeira reação da Rainha foi o silêncio, enquanto ela parecia analisar o que fora dito pela loira. A segunda reação, foi mais fácil e espontânea, o deboche.


– Nesse momento, eu tenho a certeza que você me ama Emma Swan. – Regina respondeu, levando o olhar numa fresta de segundo ao coração dentro da capa pendurada no trono, e trazendo esse mesmo olhar novamente para a loira que a encarava confusa. Emma vislumbrou uma ponta de tristeza nesse olhar escuro, mas assim como uma leve e momentânea neblina, essa emoção desvaneceu completamente no piscar de olhos seguinte.


I don't need blue blood,
Running through my veins,
Because like a queen, like a queen,
I can make you love me.



Se Emma já estava confusa, a atitude seguinte da mulher em nada ajudou a desfazer essa confusão, pelo contrário. Regina beijou-a suavemente, distribuindo leves, mas carinhosas mordidas pelo seu queixo, lábios e pescoço. Foi inusitado, inesperável, mas muito agradável, principalmente quando a mão da morena percorreu a curvatura do seu seio esquerdo e afagou-o com delicadeza, massageando com a palma da mão toda a zona.


Embora a posição não fosse das mais confortáveis, ser da realeza tinha as suas vantagens, pelo menos tendo em conta o tamanho daquele trono que fazia com que as duas conseguissem se manter encaixadas uma na outra sem o perigo de aterrarem no piso duro. E ao escutar os gemidos de satisfação provindos de Emma, não havia mais qualquer dúvida que seria naquele trono que Regina teria aquela loira só para ela. Ela desceu a mão até ao quadril da mulher e pegando na calcinha rendada pela lateral ela deu um puxão, rasgando a peça elegante sem qualquer misericórdia.

Não perdendo muito mais tempo, a morena já havia chegado com a mão ao sexo encharcado, pronto para a receber, de Emma. Ela provocou-a, não adentrando a vagina da loira logo, se mantendo à entrada, acariciando e pressionando o clítoris com um dedo.

– Por favor. – a loira suplicou, e a Rainha sorriu, lambendo um seio cujo mamilo se encontrava arrebitado implorando para ser chupado. E a morena assim fez, abocanhou-o, e entrou com dois dedos dentro da mulher de mechas loiras, com algumas dessas mechas já coladas à testa pelo suor.


Envy and ire, darkness and light
Gods can have it all, so why can't I?
Love and desire, life after life,
The gods can keep it all, if you'll be mine.



Ela começou um movimento sincronizado com a mão, à medida que penetrava cada vez um pouco mais fundo o centro escorregadio da loira.


– Ree – gina. – Emma gemeu, agarrando-se à parte de cima do vestido da morena, que logo se apercebeu ser um género de corpete, e puxou-o, na tentativa falhada de o rasgar.

– Sabe o significado de Regina minha querida? – e aquela era uma mescla entre a voz da Rainha e da Mayor de Storybrooke. Emma balançou negativamente com a cabeça, tentando manter os olhos abertos, fixos nos da morena. – Rainha. – ela simplesmente respondeu, fazendo o vestido desaparecer do seu corpo no mesmo instante como por mágica.


And I will rise, and I will rise
(Woah, oh)
And I will rise, and I will rise



Emma fechou os olhos então e atirou a cabeça para trás mordendo o lábio inferior, tentando abafar o gemido que ela estrangulava na garganta, ao sentir os seios da Rainha se esfregando nos seus à medida que elas se movimentavam uma contra a outra.


– Rainha, Rainha … — a loira delirava de prazer, apertando a bunda da morena contra si, cada vez querendo mais aumentar a sensação de fricção entre os dois corpos. – Eu te amo.


I don't need blue blood,
Running through my veins,
Because like a queen, like a queen,
I can make you say you love me.



– Ohh Deus. – a loira urrou quase como uma fera descontrolada, ao sentir a língua quente da morena a lambendo. Primeiro na virilha, depois mordiscando o seu nervo engradecido, e depois se juntando aos dedos, que ela já havia perdido a conta de quantos eram. – Não para, por favor, não para agora.


E contrariando a tudo e a todos, e à previsibilidade da posição de dominadora e submissa, a Rainha obedeceu. Ela não parou, ela continuou lambendo e chupando com intensidade, e estocando o sexo pulsante da loira até sentir os primeiros espasmos de prazer atingindo Emma no seu âmago e percorrendo-a até à ponta aos dedos dos pés.

– Nossa! – a loira estava extasiada, vendo estrelas. Ela sorria igual a uma boba, deixando o seu corpo relaxar no trono, mantendo a posição, com a morena sobre si. – Eu te amo! – ela confessou mais uma vez, desta vez, os seus olhos estavam marejados e ela olhava de uma forma estranhamente patética para a Rainha.

Regina não correspondeu ao sorriso, apenas tornou a olhar na direção da sua capa pendurada no encosto grandioso do trono. Ela estendeu a mão para pegar o coração no bolso secreto dela.

– Não, você apenas foi obrigada a sentir que me ama. – ela suspirou com o órgão vivo numa das mãos. Emma observou a morena chocada, se negando a aceitar que fora apenas um mero joguete, peão de um jogo de xadrez, naquilo que acabara de acontecer.

– Não, eu te amo de verdade. Eu provo! – a loira agarrou na mão da morena, a mesma que segurava o coração , tentando o arrancar. – Me deixe colocá-lo de volta e você vai ver que isso foi de verdade!

– Não! – a Rainha debateu-se, com ambas ainda coladas pelo suor e saliva dos momentos que antecederam. Mas ela não podia deixar que a verdade fosse revelada. – Pare Emma! Me solte! –a morena gritou, erguendo o coração no alto, impedindo a outra de alcançá-lo.

– Você não quer descobrir como é ser amada de verdade? – Emma segurou no pulso de Regina e puxou-o para si. A morena fuzilou-a com o olhar, a milímetros do seu, e abanou a cabeça.

– Não. Porque isso aqui foi uma mentira. E eu não terei forças para suportar vê-la me abandonando. – a Rainha parecia diminuir de tamanho tal era a insegurança e medo que lhe tomaram conta das feições perfeitamente delineadas.

Emma não se deixando vencer, continuou tentando tirar o coração da mão da outra. Mas a Rainha não perdeu tempo mais uma vez, ela espremeu …

– AHHHHH – a loira gritou com lágrimas de dor escorrendo pela palidez da sua face.

A Rainha não se permitiria ser largada, abandonada, rejeitada. Então, ela espremeu!

– Por favor … — a súplica era fraca, um sussurro quase inaudível.

Os olhos da Rainha se preencheram de lágrimas, estas toldando-lhe toda a visão. Mas era melhor assim, ela não teria de enxergar nunca mais. Ela espremeu e espremeu e espremeu …….

Mas já não havia nada para espremer, o coração havia virado pó. E o corpo ainda quente debaixo do seu começaria a arrefecer.

– Emma, Emmaaa, me perdoa! – Regina caiu sobre a loira num choro compulsivo. Ela estava morta. – Me perdoa meu amor!

Ela sentiu o seu corpo abanar, mas ela fechou com mais força os olhos, ela não queria vê-la morta. Ela se forçou a não abrir os olhos, mas ela continuava sendo abanada com cada vez mais força. Tudo parecia rodopiar na sua cabeça, apesar dela estar com os olhos forçosamente fechados.

“REGINA” – a voz doce de Emma ainda estava presente, mas ela estava morta, mas ela não conseguia parar de escutá-la. “REGINA”

“REGINAAA”

– Para!! – a morena gritou desesperada, não aguentava mais aquele sofrimento.

– Acorda Regina! – e a morena abriu os olhos abruptamente. Estava suando frio, todo o seu corpo tremia, mas ao virar-se para o lado ela a viu: Emma. A loira estava viva, deitada ao seu lado na sua cama, em Storybrooke.

– Você está aqui! – Regina exclamou aliviada, sem conseguir evitar que lágrimas escorressem pelo seu rosto ruborizado. – Você .. está …

– Shiuuu. – a loira abraçou-a, beijando-lhe a testa suada. – Eu estou aqui.

– Eu pensei que, eu … — e ela não conseguia completar. Era horrível demais.

– Está tudo bem agora. – a loira acariciou-lhe o rosto molhado, tentando secar as lágrimas que insistiam em verter. – Eu te amo.

Regina ficou estática, paralisada no lugar com aquelas palavras. E então ela desceu o olhar até ao peito da loira, e por instinto, ela levou a mão ao seio esquerdo da outra, sentindo. Se certificando. Ele estava lá!


I don't need blue blood,
Running through my veins,
Because like a queen, like a queen,
I can make you love me.



– Fala de novo. – a morena falou de forma urgente. Emma mostrou um olhar confuso, não entendendo ao que a outra se referia. – Eu preciso que fale de novo.


Depois de breves instantes a loira percebeu, e encarando profundamente os olhos chorosos e avermelhados da Mayor, ela esboçou um sorriso sincero e disse naturalmente, como se tivesse dito aquilo a vida toda:

– Eu te amo Regina.

Notas finais
E aí? O que acharam? Aguardo o vosso feedback, ele é mto importante para quem escreve.

Obrigada! ^_ ^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!