The Queen: Nothing about fairytales
2 Alone.
Notas iniciais
A porta se fechou, o barulho fez com que meu corpo tremesse todo, engoli a seco. Não tinha mais saída, quando entreguei aquela inscrição a Kisame, sabia qual seria meu destino, eu apenas não tinha escolha. O carro ganhou velocidade, adentramos em uma estrada seca, o que deduzi que estaríamos indo, mas pro norte, a aldeia da neve não havia aeroporto.
– Bom, acho melhor irmos mais rápido, estamos atrasados para o embarque – Uma mulher que me acompanhava disse ao motorista, ela suspirou parecendo entediada.
Logo chegamos ao aeroporto, uma multidão gritava ao nosso redor, flashes segavam nossos olhos, e minha acompanhante me puxava, se assegurando que eu não fosse tocada. Subimos uma escada rolante, que dava no outro vagão, onde também estava outras participantes.
– Bom Sakura, eu te deixo por aqui, logo vão chama-las para o embarque, Boa sorte – A acompanhante disse, mal pude agradece-la, ela já havia ido. Antes que eu pudesse virar, sentir algo batendo em mim.
– Licença querida — A loira alta, me olhou nos olhos se recompondo, limpou a garganta — Olhe por ande anda, na próxima vez.- Por um segundo pude jurar, que se ela não tivesse se afastado, iria esmurrá-la.
– Ela é Ino Yamanaka, da aldeia do vento – A morena parou ao meu lado, com um largo sorriso nos lábios – Ouvi dizer que ela é a arrogância em pessoa, mas o pessoal parece gostar dela – Ela continuou me encarando – A propósito, sou Hyuuga Hinata, aldeia da folha.
– Haruno Sakura, aldeia da neve – Apertei sua mão, retribuindo o sorriso.
– Eu sei quem você é – Ela riu com as mãos sobre a boca – Bom, acho que todos sabem agora. Huum, aldeia da neve, dizem que lá neva a maior parte do ano, como você consegue.
Hinata era alegre, e não parecia querer esconder isso de ninguém, ela passou o tempo todo me perguntando como era viver em um lugar que so nevava. Logo já estávamos no avião, de certa forma Hinata me ajudara a me sentir menos sozinha. Ela me contara como achava o príncipe lindo, e como seu coração foi roubado por ele, Hinata parecia que havia saído de um conto de fadas.
– Sakura – Hinata me olhou apreensiva – Posso te pedir algo.
– Pode falar – Mordi os lábios.
– Eu sei que estamos em uma competição – Hinata encarou o chão – Mas gostaria que fossemos amigas, enquanto pudermos. Sabe, é meio difícil de ser cada um por si aqui.
– Sei, bom, é claro que podemos – Não esperava isso dela, aliais não esperava isso de ninguém, afinal estávamos em uma competição, quem ia querer dar a mão a outra?
–-
O avião pousou, exatamente uma hora após o embarque. Minhas mãos suavam, e meu coração parecia palpitar diferente, um sentimento novo pairava sobre meu coração. Ansiedade, medo? Eu mesma queria responder essa pergunta. Hinata havia se calado assim como as outras garotas. Todas pareciam aflitas como eu.
Descemos do avião uma atrás da outra, meus dentes tocaram meus lábios, isso me ajudava a ficar mais calma, toda ansiedade me fez pensar, em como as coisas haviam mudado, mesmo quando meu pai morreu, não imaginava que as coisas pudessem piorar tanto, mas o fato é que a vida sempre estava preste a me surpreender, e sempre para pior.
– Olá meninas, sou Shizune, a governanta do palácio, sejam bem-vindas a sua nova casa – Shizune apontou o dedo pro palácio, primeiramente o imaginei como uma prisão, as paredes brancas pareciam delimitar boa parte do lugar. Mas de repente eles abriram o grande portão, e me estremeci, era extremamente lindo. Não conseguia mais tirar os olhos daquele lugar, cada detalhe, cada espaço preenchido. A medida que fomos entrando, pude perceber também o grande jardim, o cheiro invadiu minhas narinas, como um toque de uma manta sedosa, quando era criança, meu pai havia feito um jardim pra mim, que era repleto de flores diferentes, a que mais se destacava era a de cerejeira, ele costumava me dizer que as flores de cerejeiras significavam amor e renovação, e foi por isso que ele me dera esse nome, eu havia feito a vida dele e de mamãe mudar e fui concebida em pleno amor.
Entramos em uma sala principal, cada espaço daquele lugar, nos proporcionava uma imensidão cada vez maior, os móveis, os tapetes, tudo que o luxo proporcionava estava naquele lugar, não poderia ter esperado menos do Palácio. Logo a frente havia uma escadaria, pelo que ouvira de algumas meninas o palácio tinha 4 andares.
Fomos acompanhando Shizune até que chegamos em uma sala, que por sinal era bem grande, pelo menos era bem maior que a minha casa. Havia várias pessoas que estavam nos esperando, muitas delas era serviçais, o que se dava para ver pelas roupas que usavam.
– Bom meninas, acho que todas querem estar lindas para conhecer o príncipe – Shizune sorriu, ela sempre estava com um sorriso no rosto, até parecia que estava sendo paga pra isso – Então, nada como um dia de princesa, para vocês se arrumarem. Aproveitem a regalia e se acostumem.
Era um salão, um dia só para se arrumar e descansar, todas as outras garotas gritavam e pulavam eufóricas, e eu só queria sair de lá ficar sozinha pra pensar um pouco, até Hinata parecia alegre e distraída com as novidades.
– Hey, terra chamando – Assustei quando me chamaram, era um homem alto, seus cabelos eram arrepiados – Meu nome é Iruka, estou aqui para te ajudar a se arrumar – Iruka curvou-se fazendo uma reverencia, estendi a mão apressadamente para pará-lo, não era nenhuma princesa, nem rainha, e nem sabia se o queria ser, então não tinha porque querer ser tratada como tal.
– Ah, Meu nome é Sakura, Haruno Sakura – Sorri ao estender-lhe a mão – Sem reverencias por favor.
Iruka parecia ser uma pessoa bem alegre, e eu facilmente poderia conversar com ele por longas horas, seus comentários maldosos sobre as outras garotas me fazia rir, não que eu fosse fofoqueira ou algo do tipo, longe disso, o que elas faziam ou que eram tão pouco me importava, mas era bom poder se descontrair e sinceramente não ficaria nem um pouco triste se alguma delas sofressem algum tipo de ‘’atentado’’. Ele não ousou mexer na cor das minhas madeixas, disse que apesar de exóticas, em mim caia com uma luva. Meu cabelo foi hidrato, e as longas madeixas cor-de-rosa foram cortadas alguns dedos mais curtos, em camadas, o que deixava meu cabelo incrivelmente em movimento.
– Ufa, até que em fins – Iruka suspirou, dando tapinhas em minhas costas – Pensei que não iria acabar – Eu ri de seu comentário e ele me abraçou – Estou verdadeiramente torcendo por você, boa sorte pequena flor – Pude ouvir sua voz entre sussurros, ele me lembrava papai quando me desejava boa sorte.
Fiquei sozinha por alguns minutos, que mais pareceram horas, mas logos duas garotas, uma que parecia ter minha idade, seus cabelos eram marrons e bem curtos, e a outra que parecia ser bem mais velha apareceram.
– Boa noite Sr Sakura – E mais reverencias vieram, como queria gritar que não pertencia aquele lugar – Somos suas criadas, Meu nome é Yuki e essa é Kaia – A mais velha falava enquanto a mais nova Kaia, permanecia calada – Ficaremos ao seu dispor enquanto estiver no palácio. Seja bem-vinda.
–Oh, obrigada garotas – Disse gentilmente.
Kaya e Yuki ficaram responsáveis por me apresentar o palácio, a sala de refeições era incrivelmente enorme, e havia uma mesa só pra realeza, é claro. O primeiro andar, era dos afazeres, era lá que ficava o salão, a cozinha, a sala de jantar, e aonde era feito os jornais. O segundo andar ficava os nossos quartos, e uma sala para as criadas. O terceiro era totalmente exclusivo da realeza, e só poderia entrar lá com a permissão do príncipe. O quarto andar era quase inteiro de negócios, quase nunca entraríamos lá, a não ser pra se tratar de algo extremamente importante. Os jardins eram fechados as 21:00 e depois disso não tinhamos mais permissão de ir até lá.
Depois de todas as apresentações eu estava exausta, as meninas me levaram para meu maravilhoso quarto. Era enorme, a cama era incrivelmente grande e os armários estavam cheio de roupas feitas sob medida; tinha um banheiro e a sacada dava diretamente para o jardim, dava pra ver os guardas a postos e sentir o cheiro das flores.
Tudo parecia perfeito e em seu devido lugar, mas as coisas nunca são o que parecem ser, eu sabia o que estaria por vir, e não poderia deixar que acontecesse. Não poderia fazer com o que o príncipe se apaixonasse por mim, não o amava, e muito menos sabia quem ele era, e nem sabia se queria mesmo saber.
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