The Queen - Interativa
2 Capítulo II: The Honest and The Deceiver
Notas iniciais
– Obrigada pela ajuda, Mary.
Mary Woodwork corou e sorriu. O rapaz ao seu lado era alto, com cabelos negros penteados, olhos azuis brilhantes, pele clara e um corpo balanceado. Ele carregava uma caixa com várias pastas amarelas dentro e sorriu gentilmente para a mesma, que o ajudava a seu esgueirar pelo palácio até p escritório do rei.
– Não é nada, Senhor Leger, tudo para ajudar o afilhado da Rainha América. – A loira respondeu com sua voz suave e tímida.
– Não, sério. Se você não estivesse me ajudando, eu já teria sido pego pelo Alphonse; você sabe como ele está curioso para ver as Selecionadas. – Ele riu e a garota sentiu seu coração palpitar rapidamente. – E eu já disse, Mary, me chame de Sebastian.
– Ok... Sebastian. – Ela sorriu para o mesmo enquanto paravam na frente do escritório do Rei.
– Tio Maxon! – Sebatian chamou enquanto Mary batia na porta a seu pedido.
– Pode entrar. – A voz respondeu de dentro do quarto.
Mary nunca esteve muitas vezes no escritório do Rei, geralmente para limpar algo ou levar algo para o mesmo; por isso ficara apreensiva a entrar no local. Era um lugar confortável, com paredes cor creme, mobília de carvalho e no meio de tudo estava Rei Maxon, sentado em uma escrivaninha com alguns papéis em cima e com os cabelos bagunçados.
– Sebastian, Mary. – Ele sorriu, se levantando da cadeira. – Vieram trazer as fichas?
– Sim, Senhor! – O Leger fez uma saudação militar, o que Mary seguiu de modo desajeitado.
– Descansar! – Maxon riu, se encostando em sua escrivaninha. – Alphonse não os viu, não é?
– Graças a essa charmosa jovem, não, ele não nos viu. – Sebastian exclamou e a garota corou violentamente.
– Não esperaria menos da Senhorita Woodwork. – O Rei piscou para a mesma, que sorriu. – Então, crianças, eu tenho um assunto para resolver com o Chefe da Guarda, poderiam arrumar as fichas para mim?
– Não, Se-senhor. – Mary respondeu enquanto o mesmo passava por ela. Maxon fez sua versão estranha de um biquinho.
– Você pode me chamar de tio, Mary. – Ele falou, parando na porta. – Afinal, eu sou seu padrinho também.
– Diga “oi” pro papai, tio. – Sebastian falou, já se sentando na mesa. – Então, Mary, gostaria de me ajudar?
– Cla-claro que sim! – Respondeu a Woodwork, sentando em uma cadeira perto do mesmo enquanto ele abria uma das fichas. – A-ah! Tem certeza que podemos abrir as fi-fichas?
– Não é como se fossemos contar para o Alphonse. – Ele respondeu, seus olhos passeando pela ficha. Logo após isso, ele deu uma gargalhada. – Só dá pra acreditar que é sorteio quando se vê essas fotos!
Curiosa, Mary olhou por cima da ficha. A menina da foto em si não era feia, na verdade, era muito bonita. Tinha pele morena clara, olhos castanho-mel, cabelos castanho-escuros e sardas leves salpicadas por seu rosto. Ela não entendia o que havia errado com a garota até perceber o que havia ao redor de seu olho esquerdo. A pele naquela área era muito mais clara que do que nas outras partes, como se a mesma não tivesse bronzeado apenas aquela área.
– Coitada. – Mary murmurou com pena. – O que será que aconteceu pra ela ter que colocar tanta maquiagem no olho? – Se perguntou enquanto olhava para o nome na ficha. Era estranhamente familiar, tinha certeza que ouvira em algum lugar.
– Imaginação de Mary –
– Então, Liddel, você trouxe o combinado? – Cobra Negra, o maior Gangester da província questionou para Victoria, que usava um casaco bege gigante e um chapéu da mesma cor.
– Depende, Cobra, você trouxe o combinado? – A Liddel questionou de volta, colocando as mãos na cintura.
– Claro que sim, garota. – Ele falou, tirando um pacote de bala japonesa do casaco. Victoria agarrou o pacote, dando alguns passos para trás.
– Ótimo pra você, porque eu não trouxe. – Ela deu uma gargalhada histérica, mas Cobra Negra não parecia feliz.
– Sua comedora de capim! – Cobra exclamou, lhe dando um soco no olho.
– Seu coisado! – Victoria atirou nele com uma arma que tirou do casaco e saiu correndo logo em seguida. – Pindarolas! Hoje é dia de foto!
– Fim da Imaginação de Mary –
– Mary. – Sebastian tocou em seu ombro, a tirando de seus pensamentos. – Eu não acho que ela é uma comerciante ilegal de bala japonesa.
– Co-como você... ? – Perguntou, corando em seguida. – Eu falo...
–... Enquanto sonha acordada? Sim e muito. – Ele respondeu e a mesma corou ainda mais. – Não se preocupe, eu acho que é fofo.
A esse ponto, não havia como diferenciar Mary Woodwork de um tomate.
– Bem, se e-ela não le-levou um soco do Co-cobre Negra, então o que houve com a Senhorita Liddel? – Mary indagou, ainda vermelha.
– Aqui diz que ela tem irmãos: Natasha e Sean Liddel, de dez e sete anos. – Sebastian respondeu, re-lendo a ficha. – Talvez eles tenham feito uma brincadeira e ela tinha dado errado.
– O que aconteceu naquele dia com Victoria –
– Sua vaca! Me dá agora esse morango! – Victoria Eleonor Liddel, em um vestido verde-água e sapatilhas da mesma cor, seguia uma garotinha de cabelos mais escuros que os dela e um complexo mais claro na pele.
A mesma segurava uma xícara gigante cheia de morangos vermelhos e os metia em três de vez na boca enquanto gargalhava enlouquecida. Assim que ouviu Eleonor parou e olhou para a mesma, antes de gritar.
– Paiêêêêêê! A Eleonor me chamou de um nome feio! – Natasha Liddel gritou, fazendo a irmã também se mobilizar.
– Merda.
– E agora ela ta falando palavrão!
– O que é “palavrão”?– Um garotinho quase idêntico a Natasha, mas com cabelos loiros questionou, olhando para as duas com um olhar inocente.
– É algo que você nunca deve falar, Sean. – Uma mulher loira de olhos verdes idênticos aos de Natasha e Sean entrou na sala de estar, encarando Victoria. – E que sua irmã também não deveria estar falando.
– Foi mal, Sarah. – A Liddel murmurou, logo dando um olhar mortal para Natasha. – Mas essa peste pegou os meu morango e ainda começou uns doze!
– Não exagere , Eleonor. – Sarah retrucou, mas logo se voltou para a menina mais nova. – E, Nat, devolva esses morangos para sua irmã.
– Ok, mamãe. – A mesma disse, devolvendo a contragosto os morangos para sua a mais velha, que imaturamente lhe mostrou a língua.
– E agora, Ellie, venha cá. Você arruinou sua maquiagem depois de correr tanto! – Sua madrasta falou, levando a enteada para sentar no sofá enquanto pegava o estojo de maquiagem da mesma. – Está nervosa, querida?
– Eu sou vou tirar uma foto por causa daquela aposta idiota com a Anna. –Eleonor murmurou, enquanto a mais velha passava o removedor de maquiagem em seu rosto.
– Você só está assim porque a Anna é melhor que você no paintball. – Natasha cantarolou e ambas as mulheres a encararam.
– Ellie, você quer ver o que eu aprendi vendo aquele anime? – Sean questionou sorrindo para Victoria.
– Já — já, Sean. –Eleonor respondeu enquanto Sarah passava sombra verde em suas pálpebras.
– É bem legal, olha só! – Sean entrou em uma posição de artes marciais esquisita.
– Já vou, Sean... Ah, Sarah, minha maquiagem acabou...
– Tudo bem, você usa a minha. Já que vai ser pouca, não vai importar ser pra pele mais clara.
– Primeiro você coloca o pé assim... – Sean continuou a falar com sua irmã, ignorando o fato da mesma não estar prestando atenção nele.
– O que você queria me mostrar mesmo?
– ... E depois chuta ASSIM!
Foi muito rápido, pelo menos para Eleonor. Assim que se virou, seu irmão chutou e o chute foi diretamente em seu olhou esquerdo, fazendo a garota cair no colo de Sarah. Sean caiu para trás com a força de seu próprio chute enquanto Natasha encarava a cena surpresa.
– Natasha, você tinha me chamado... ? – Charles Liddel, o pai de Eleonor, desceu um pouco mais tarde do que deveria e ficou encarando a cena. – Eu perdi alguma coisa?
...
– Vamos, Victoria, não está tão ruim. – Charles repreendeu a filha, enquanto dirigia o carro para o local onde a mesma iria tirar a foto. O tom de voz ele dele era menos sério do seria se estivesse falando com ela e a menina percebeu a verdade desconfortável.
– É Eleonor, pai, você sabe disso... – Eleonor murmurou e só no momento o homem percebeu que falava com a filha e não com a esposa.
Eleonor era idêntica à sua mãe, que morrera de câncer no colo do útero quando a mesma tinha apenas um ano. E para piorar tudo, elas tinham o mesmo primeiro nome. A menina sabia que seu pai não lhe ressentia ou se remoia constantemente pela morte da esposa. Ele amava Sarah, mas não queria dizer que não sentia falta de Victoria. Talvez fosse doloroso para ele a ver todo dia, era o que Eleonor sempre pensava; mas pelo menos seu pai não uma relação desajeitada apenas com ela, mas com Sean e Natasha.
Talvez ele simplesmente não tenha nascido para ser pai; Eleonor pensou, enquanto olhava para fora da janela do carro, tentando não deixar sua mente ser consumida pelo clima tenso.
– Ok, chegamos. – Eleonor segurou um suspiro de alivio quando finalmente se viram no local e pulou pela porta agora aberta, fechando-a cuidadosamente. – Tchau, pai.
– Tchau, Eleonor. – Ele respondeu, não a olhando nos olhos e dirigindo de volta para casa. Ela ligaria quando acabasse, afinal, demoraria bastante tempo.
Eleonor se dirigiu para a fila gigante, desejando que Sarah estivesse com ela. A mesma havia levado seus filhos junto com ela para editora, querendo publicar seu novo livro em geopolítica. Era bem interessante e informativo o livro, ela achou. Não sabia que Illéa estava fazendo acordos com a Nova Ásia e que estavam tentando fazer alianças com França e Inglaterra. Também não sabia que a sucessora da Nova Índia era uma mulher (o pai dela, que havia suspendido a lei de que apenas homens subiriam ao poder também parecia ser muito legal). Passou alguns minutos recordando o que lera do livro e se amaldiçoando por não trazer nenhum tipo de livro com ela, até que sentiu uma mão tocar seu ombro.
– Ellie. – A voz calma de Anna, sua melhor amiga, era clara até ao meio de tanta conversa.
– Anna! – A voz de Eleonor a fazia querer recuar de si própria. Comparada a de Anna, sua voz era alta e imperativa.
– Fico feliz que não fugiu, seria bom ter uma rainha como você. – A menina sorriu e até seu sorriso a fez pensar que a mesma seria uma rainha melhor.
Anna Emmelise sempre fora a calma e calculista da relação, por isso Eleonor nunca se admirava quando a mesma se saia melhor que ela em algo. A mesma tinha cabelos castanho-mel encaracolados que iam até seus ombros com onipresentes presilhas azul-escura em sua frança do lado direito. Sua pele era como a de Eleonor, mas seus olhos eram da mesma cor que seus cabelos. Estava mais graciosa em sua simples blusa rosa-claro de botões e em sua calça jeans do que Eleonor estava em suas roupas chiques.
– Seria bom ter uma rainha como você. – A Liddel falou, mas Anna apenas sorriu.
– Sou passiva demais, seria como dar uma boneca ambulante para o rei brincar. Ele não precisa disso. – A Emmeline respondeu. – Mary também acha isso.
– Aquela sua prima? – Eleonor perguntou. Já ouvira o nome “Mary” algumas vezes, mas Anna se recusava a entrar em mais detalhes sobre sua “prima” de terceiro grau que era uma Seis.
– Sim, ela tem uma opinião formada e prefiro acreditar nela já que trabalha no castelo. – O sorriso da amiga era misterioso, mas Anna em si sempre fora misteriosa.
– Entendo. – A partir disso, as duas mudaram de assunto para o seu trabalho como professoras de jardim de infância em treinamento (“Aquele Kyle é uma peste!” Eleonor reclamava e Anna sorria pacientemente).
As melhores amigas conversavam tão alegremente que o tempo passou rapidamente. Logo, Eleonor estava na porta da sala do fotografo. A mesma começou a ajeitar seu vestido enquanto Anna penteava seus cabelos, os deixando alinhados. A Liddel finalmente entrou na sala, sentando-se em uma cadeira e dando seu melhor sorriso. O fotografo a olhou estranho e a mesma sentiu seu rosto queimar, mas ele tirou a foto de qualquer modo.
...
– Ellie, você ainda está com raiva de mim?
Eleonor suspirou, se afundando ainda mais em suas cobertas. Ainda estava decepcionada com sua foto e como provavelmente tinha ficado ridícula. E, para ser sincera, Sean era a última pessoa que gostaria de ver agora. Ela sabia que ele havia o feito sem querer, mas não conseguia deixar de ressentir o garoto.
– Eu sinto muito, Ellie. – Ela ouviu o garoto falar antes de fechar a porta. Sua voz triste partia seu coração.
Mas era melhor que mentir para ele. Eleonor não sentia que havia perdoado Sean, por isso não podia falar algo assim para ele. Isso a fazia sentir-se mal, claro, mas dizer para ele que ele estava perdoado a faria sentir ainda pior. A garota olhou para a foto de sua mãe em um criado mudo e era como olhar em um espelho. Seu pai dizia que sua mãe sempre perdoava todos quando mereciam, por que não conseguia ser como a mãe?
– Eu não consigo mãe, eu queria ser mais como você... – Ela murmurou sonolenta, olhando para sua mãe. As vezes sentia falta dela, mesmo sem a conhecer. Seria isso normal? – Eu te amo, mamãe...
E com isso, Victoria Eleonor Liddel caiu no sono.
– Fim de O que aconteceu naquele dia com Victoria –
– É, talvez e-elas e os irmãos te-tenham se desentendido... – Mary murmurou, ainda envergonhada por sua imaginação ativa.
– É mais provável. – Sebastian respondeu com seu sorriso de sempre, tirando mais uma ficha da pilha. – Vamos ver outra?
– Tu-tudo bem... – Mary não se importava tanto com as Selecionadas, preferiam conhecê-las em pessoa para julgá-las; mas Sebastian parecia estar se divertindo.
– Essa daqui parece bonita. – O Leger falou enquanto levantava a ficha de uma garota. Ela tinha cabelos castanho-claro encaracolados, olhos verdes e pele branca. – E também parece familiar...
– Ela é Helena Roux Bertrand! – Mary guinchou com uma voz estranhamente fina, parando de gaguejar e arrancando a ficha das mãos de Sebastian. – Ela é minha atriz favorita! Eu vi todos os episódios de A Princesa de Tróia! Eu nem acredito que ela vai vir pro castelo!
– Então ela é famosa? – O rapaz questionou, sentindo-se um tanto ignorando em relação ao assunto. E o jeito desacreditado que Mary o olhava não ajudava em nada.
– Você nunca ouviu falar de Helena de Tróia?
– Ela não era uma lenda grega?
– Não, seu bobo. – Os olhos de Mary brilhavam e ela obviamente adorava falar sobre o assunto, tanto que o garoto não sentiu-se insultado com o “bobo”. Ele gostava de ver a tímida Mary agindo assim. – Ela é uma atriz famosa, ganhou esse apelido por fazer uma série em que fazia Helena de Tróia. – A menina suspirou contente. – Ele deve ter tido um dia incrível...
– O que aconteceu naquele dia com Helena –
– Senhorita Bertrand! Qual é a próxima série que fará?
– A Senhorita irá mesmo atuar como Eloyse Fields em Eloyse: A Caçadora de Dragões?
– Poderia me dar um autógrafo?!
Helena sorriu para seus fãs enquanto seu empresário a ajudava a escapar das multidões. A garota não entendia porque ele estava sempre tão estressado, afinal, ela era famosa. Era apenas comum que as pessoas normais a admirassem. Ela jogou seu cabelo para trás e os fãs foram a loucura ao vê-la entrando no set para as audições pra a personagem Eloyse Fields.
– Ah, Papa, meus fãs não são adoráveis? – Helena questionou, olhando para seu empresário e pai com um largo sorriso no rosto.
– Pare de pensar em bobagens, garota. – Ele respondeu e o sorriso da menina caiu um pouco até voltar.
– Sim, Papa, vou me focar no emprego. – A Bertrand exclamou com um sorriso, andando graciosamente em direção ao camarim, onde iria se arrumar juntamente as outras candidatas.
– Deveria se preocupar mais com as concorrentes. – Heitor Bertrand, seu pai, respondeu brutamente. – Aquela garota, Diana Black, irá concorrer para o papel também. Ela tem grandes chances.
Helena parou no meio do caminho e, por um momento, Heitor achara que ela sentia medo por concorrer com alguém como Diana, mas ela apenas sorriu para ele com o sorriso que enfeitiçava todos, até certa Mary Woodwork.
– Não se preocupe, eu sei que vou conseguir o papel. – Ela se virou ainda sorrindo, apesar de seu sorriso parecer mais de deboche. – Ah, eu sempre consigo.
...
– Diana Black! Eu não acredito! Sempre quis te conhecer! – A mencionada se virou para a voz, seus cabelos negros e longos a acompanhando.
– Vo-você é Helena Bertrand! – Diana exclamou, seus olhos verde-mar brilhando e bochechas pálidas ganhando cor. Sempre sonhara em conhecer (imagina ser reconhecida por!) alguém como a atriz e estava simplesmente maravilhada.
– E você é Diana Black! – Helena disso o nome da mesma no mesmo tom maravilhado que ela usava. – Eu acho que realmente não tenho chance como Eloyse Fields! – Suspirou derrotada, dando um sorriso triste para a mesma. – Espero que não entre na Seleção também , se não ninguém vai ter chance.
– Vo-você acha? – A Black questionou lisonjeada, corando violentamente. – Porque eu estava pensando em me inscrever...
– Oh, querida, sinto muito... – A Bertrand respondeu, seu rosto demonstrando pena. – Eu não acho que você vai conseguir filmar Eloyse: A Caçadora de Dragões e participar da Seleção! Afinal, a realeza não permite coisas do gênero.
– Não? – Os olhos ingênuos de Diana piscaram para ela e Helena balançou a cabeça apologeticamente. – O-oh, então talvez eu não devesse fazer essa audição... O que você acha?
– Eu acho que você deveria se inscrever na Seleção, afinal, é uma chance única! – Helena sorriu e inclinou a cabeça, fechando seus olhos.
– Ce-certo... – Diana murmurou, parecendo um pouco confusa. – Eu acho que vou falar com meu em-empresario sobre isso... – Com isso, a mesma saiu do camarim.
Helena sorriu, isso fora tão fácil.
...
– Inacreditável! Então sua concorrente, aquela tal de Black, simplesmente desistiu? – Vanessa, a madrasta de Helena, questionara.
A família Bertrand jantava em sua grande sala de jantar para comemorar o fato de finalmente Helena ter tirado sua foto para a Seleção.
– Por que está tão surpresa, mãe? Ela deve ter percebido o quanto Heleninha é especial e caído fora. – Kayky, filho de Vanessa, sorriu e piscou para a Helena, de modo que sentiu-se desconfortável.
– Sim, deve ter sido isso. – Vanessa lhes deu um sorriso brilhante, levantando-se da mesa. – Bem, eu vou falar com a empregada sobre o filme que iremos assistir hoje.
– Ah, qual é o filme? – Helena perguntou animada, mas o sorriso apologético de Vanessa fez seu sorriso cair.
– Desculpe, querida, o filme é só para adultos, entende? – Sua madrasta lhe lançou um sorriso brilhante, parecido com o que ela havia dado mais cedo naquele mesmo dia para seus fãs e para Diana Black.
– Cla-claro. – De repente, Helena percebeu que sentia-se exatamente como Diana deveria ter sentido-se naquele mesmo dia...
– Também já não está na sua hora de dormir?
... Mas com a madrasta, sentia-se assim todos os dias.
...
Helena suspirou, afundando-se na água quente da banheira. Felizmente, havia se esquivado de Kayky antes que aquele pervertido quisesse a agarrar. A garota podia dizer com toda a certeza do mundo que o odiava. Não tinha empatia com ele. Tinha com Vanessa, afinal, ela não era nem um pouco melhor do que a bruxa que estava apenas atrás do dinheiro de seu pai.
– Mamãe... – Helena sussurrou, fechando os outros para tentar se lembrar da mãe que só vira em fotos. Seus cabelos negros, pele escura e olhos verdes... Ela e sua mãe eram tão parecidas que era assustador, mas a mesma nunca pôde conferir isso pessoalmente, já que a mãe morrera no parto. – Eu não sei o que fazer... Hoje eu enganei outra pessoa, mamãe... Eu me sinto tão suja... – A menina sussurrou, começando a esfregar as pernas e os braços. – Tão suja... Tão suja... – Seus braços e pernas estavam começando a ficar vermelhos, mas eram apenas borrões através de suas lágrimas. – Me sinto tão suja...
Helena estava afundando em água morna, mas sentia qu estava afundando nas próprias mentiras.
– Eu sinto muito, mamãe...
– Fim de O que aconteceu naquele dia com Helena –
– É melhor pararmos de mexer nessas fichas. – Sebastian murmurou, ainda envergonhado por não saber quem Helena de Tróia era.
– Eu já go-gostei delas... – Mary falou com um sorriso leva. – Mal posso esperar para conhecê-las.
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