Notas iniciais
Obrigada a quem acompanha a fic e a quem vem comentando a cada novo capitulo... Seus comentários me incentivam a continuar e a tentar melhorar. Sendo criticas positivas ou negativas, comentem! O seu comentário talvez me ajude a melhorar. Mas uma vez obrigada a todos.

_Você será a esposa de um rei._ suspirou Ygerne durante a prova de vestidos da irmã.

Elaena com seu cabelo claro e pele muito alva, parecia feita para aqueles trajes maravilhosos de inverno, o rei não queria poupar recursos para o enxoval da filha, ordenando a confecção de vestidos maravilhosos, ricamente produzidos com tecidos nobres, damasco, brocado, veludo, seda e renda, alguns eram bordados com fios de ouro e prata, outros eram ornados com pedrarias valiosas, longos coletes forrados com pele foram feitos para os passeios, capas de seda e lã, colas de pele macia decoradas com broches, tudo para evidenciar ainda mais a beleza da jovem princesa.

_Um rei bárbaro não se esqueça._ corrigiu a jovem enquanto a costureira fazia os ajustes no vestido que provava.

_Como pode ter tanta certeza?_ perguntou Olwyn, a irmã mais velha.

_Ouvi relatos de que ele tem um lobo gigante, que estripa e rasga gargantas a mando de seu mestre._ contou a jovem em tom de confissão_ Ouvi ainda que no Norte eles não tem costumes muito higiênicos, e que por conta do frio raramente tomam banho.

A jovem princesa estava infeliz com a ideia de casar-se com um completo estranho. Ela sequer conseguia imaginar como seria a aparência de seu futuro marido. Na realidade conseguia, mas sua imaginação a levava a conclusões pouco agradáveis para si: por ser viúvo ela imaginava um homem velho, e por viver em uma terra mais fria provavelmente não deveria praticar muito esporte ou treinar, o que absolutamente a levava a crer que era gordo, com pouco cabelo talvez, bochechas grandes e vermelhas, queixo fraco, e olhos de peixe, do tipo que passa o dia bebendo vinho e comendo, enquanto escuta a ladainha de lordes, e permite que seu reino seja comandado por um conselho.

E definitivamente Elaena nunca havia imaginado um marido assim para si. Em seus sonhos seu esposo era um jovem galante, com cachos e olhos brilhantes, imponente, impetuoso e guerreiro, do tipo que faria uma guerra em nome da mulher amada.

_Ainda sim é um rei_ retrucou Morgana, a única ruiva entre as filhas do rei Rodrik._ Ouvi que ele declarou guerra ao rei para reaver suas irmãs e pai, que foi feito rei por seus vassalos, que nunca perdeu uma batalha, e que só retornou sem cumprir seus intuitos, pois foi traído pelo melhor amigo, que invadiu seu castelo e ameaçou a vida de seus irmãos caçulas._ Morgana era muito próxima de Elaena, a compreendia sem que a mesma precisasse dizer uma palavra sequer_ Ele me parece um homem honrado e justo, é amado por seus súditos, e fielmente seguido por seus vassalos, é um rei de corações, as pessoas o seguiriam á morte sem questionar.

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Winterfell inteira, com exceção do rei encontravam-se no pátio. Graças aos homens trazidos pelo irmão da futura rainha, o castelo já estava quase inteiro restaurado, cômodos haviam sido ampliados durante a reforma, moveis feitos, tapeçarias e pratarias compradas, era uma nova Era para Winterfell e o Norte. Qualquer um que o visse concordava que seu interior parecia saído de algum conto sobre cavaleiros e princesas, não deixava em nada a desejar para os maravilhosos castelos sulistas. A fortaleza parecia mais majestosa do que jamais fora, apesar de trágica, a destruição ocasionada pelos Homens de Ferro, havia permitido o renovação e modernização, deixando-o mais apto para os invernos congelantes, mas sem que tal conforto para seus moradores interferisse na estética interior.

A população da vila, criados e vassalos se amontoavam aguardando a chegada dos estrangeiros. Foi com curiosidade e animação que viam a comitiva real chegar, um mar de vermelho, negro e dourado à frente montados em maravilhosos garanhões e trajando reluzentes armaduras vinham três jovens homens, diferentes e ao mesmo tempo parecidos, logo atrás vinham soldados e civis, provavelmente nobres pelos trajes, e então vinha uma suntuosa carruagem, seguida por outras menores e algumas carroças cobertas.

Na ausência do rei quem receberia a comitiva era lady Catelyn, ela estava no pátio entre seus filhos mais novos, pouco atrás de si também estava meistre Luwin, a postura régia e o rosto com o sorriso gentil disfarçando seu estado de espirito interior, seu filho mais velho, que era guardado para o jantar, havia enviado um corvo pouco depois do almoço, na carta o rapaz afirmava que não retornaria para o jantar, pois assuntos o prendiam, e que aguardassem sua chegada para a manhã seguinte. A manhã de seu casamento, Catelyn esperava que pelo menos ele chegasse com antecedência para se arrumar, jamais permitiria que qualquer filho seu casasse sujo de terra e poeira da estrada. Mas o que realmente a deixava apreensiva era que seu primogênito sequer conversaria com a noiva antes do casamento ou a veria, seriam completos estranhos se casando.

Os três rapazes desmontaram, e um arauto se adiantou para anuncia-los.

_Príncipe Caesar de Agallea, Senhor de Costa Thryt, protetor da princesa._ o mais alto dos três fez uma reverencia a mãe do rei, sua armadura era de um metal negro, bem polida e com ornamentos em ouro, sua capa presa nas ombreira seguiam as mesmas cores, uma lã muito preta com fios de ouro._ Príncipe Godrik, Senhor de Thórsis._ ele apenas fez um cumprimento com a cabeça, era o mesmo príncipe que havia concluído as negociações do casamento, porém diferentemente de sua ultima visita desta vez ele vestia uma armadura prata com detalhes dourados, vestia por cima uma capa enviesada presa em um ombro só que caia até o quadril de veludo vermelho com finas listras prestas._ E o príncipe Henrik, senhor da Ilha Pedredan._ era o rapaz mais novo, a armadura era mais simples do que a dos irmãos, feita de metal prata apenas a magnólia dourada pintada na ombreira esquerda, a capa, assim como a do irmão mais velho era presa nas ombreiras, porém era simples e de veludo vermelho.

As armaduras de cada um expressava sua personalidade, o mais velho era impetuoso, obscuro e inteligente, excelente estrategista, exímio espadachim, e grande general, em Agallea era comumente chamado pela alcunha de “O Príncipe Negro”, Godrik, o do meio era imponente e espalhafatoso, apreciava festas e bajuladores, era fraco como estrategista, entretanto era um bom soldado, o caçula era tímido, esforçado não desejava mais do que podia ter, impetuoso como o irmão, e era esperado que com os anos se tornasse tão bom quanto Caesar em batalha.

Henrik se apressou para abrir a porta da carruagem da princesa, as quatro damas de companhia escolhidas para acompanhar a princesa em sua vida de casada era uma moça nobre e três excepcionalmente ricas, todas muito bonitas e elegantemente vestidas, o rapaz ajudava todas a descer como um verdadeiro cavalheiro. A cada nova jovem que descia as pessoas prendiam o folego aguardando por aquela que seria a princesa. Foi quando finalmente uma quinta e ultima jovem saiu que os cochichos começaram.

Uma jovem com cabelo dourado, rosto delicado e divino com leves traços infantis, dona de lindos olhos azuis, sorria com graça para todos, não era alta, devia ser uma cabeça mais baixa do que Robb, lady Catelyn calculou; estava ricamente vestida em vermelho e preto com detalhes dourados, a gola do casaco que a mesma vestia era de uma pele tão alva quanto à neve, o cabelo, uma cascata de cachos dourados se encontrava preso sob uma rede cravejada de rubis. Aquela era sem dúvidas a princesa Elaena.

_Bran, ela é a Donzela._ Catelyn ouviu o caçula inocentemente sussurrar ao seu quarto filho, Bran ao que parece apenas concordou silenciosamente com o mais novo.

Henrik ofereceu o braço para a gêmea, que apesar da sorrir com graça e agir com desenvoltura se sentia tímida perante os olhares daquela gente que dentro de um dia se tornaria seu povo. Caesar apressou o passo dos irmãos ao conduzir a mais nova com uma mão em sua costa.

Godrik que já tivera a oportunidade de conhecer brevemente a mãe do rei tomou a frente nas apresentação ao se postar de lado entre a mulher e a irmã.

_Lady Stark, permita-me lhe apresentar minha irmã caçula, lady Elaena de Agallea, senhora da Lundonia._ foi uma apresentação familiar, ele absteve o titulo de princesa, mas não se privou de exaltar a nobreza de sua irmã.

A princesa reverenciou a mãe do rei com uma graça natural.

_É um prazer conhece-la, lady Catelyn._ cumprimentou com um sorriso ansioso._ Espero que possa me orientar em minha nova posição, e que possamos ser amigas.

Não era uma jovem com cortesias ensaiadas como a ultima pretendente de seu filho, era uma jovem de berço, cuja realeza vinha do sangue. Robb não se decepcionaria quanto a beleza e aos modos da noiva, seu filho seria tido como pior do que tolo se a desprezasse, pois até mesmo um tolo a desejaria como esposa após vislumbrar tamanha beleza, Catelyn concordava com o filho caçula, Elaena tinha uma beleza digna da Donzela.

_O prazer é meu._ respondeu a mais velha._ Me sinto honrada que Vossa Alteza peça minha orientação, e tenho certeza que seremos amigas._ ela viu um sorriso aliviado aparecer no rosto gentil._ Devem estar cansados da longa viagem, vou pedir para que mostrem os aposentos para que possam se limpar e descansar._ antes que qualquer pergunta em relação ao rei fosse feita, ela se apressou em esclarecer._ Era previsto para que meu filho voltasse para o jantar, porém ficou preso em assuntos importantes no castelo de Lorde Umber, deve chegar amanhã logo cedo.

Catelyn tinha certeza que o que o havia prendido era um banquete regado a vinho e cerveja que lorde Umber proveria em celebração a ultima noite de solteiro do rapaz, e muito provavelmente Talisa, a quem o lorde hospedava como um pedido do rei, e quem com frequência vinha junto de Umber quando o homem visitava o rei. Rumores circulavam pela criadagem de que Robb vinha tendo um caso com a volantina, rumores que lady Stark rezava para que fossem apenas boatos, ou para que ao menos o filho tomasse providencias para que suas noites de farra com a garota não gerassem um bastardo, tudo o que ela menos queria era um neto bastardo. Rezaria aos Sete pedindo para que seu primogênito amasse a jovem Lyazar, e para que eles fossem felizes juntos.