The Queen

30 Usurpadora


Notas iniciais
Sim, eu sei que eu demorei pra caralho! Mas agora vai que vai *--* Minhas férias chegaram e passou o enem /o/ Comentários eu agradeço desde já! Please! AAAAh vou começar a editar essa temporada inteira, mas é só correção gramatical e retirar o duplo sentido que criei algumas vezes que dificultou o entendimento da história. Muito obrigada por ainda acompanha-la! Aproveitem!

Yamanaka Ino

Sim, talvez eu soubesse. Talvez eu sempre soube.

Que meu destino sempre foi andar na sombra dela. Uchiha Mikoto.

Mesmo sendo amante, mesmo sendo a mulher das noites, mesmo amando loucamente, eles nunca a esqueceram. Não basta a antiga rainha assombrar meu passado, é necessário sua reencarnação atentar meu presente e destruir meu futuro.

Só queria o meu homem. Ser amada como amo. Desejada, aclamada. Ter para quem voltar.

Mas ela nunca deixa!

_Devo dizer que sinto falta de um ativista... — Examinei o pequeno grupo com desgosto. Mesmo depois de tudo, mesmo depois de morta, ela ainda possui pessoas dispostas a morrer por ela. — Onde está Gaara?

Sasuke travou a mandíbula e automaticamente soube a resposta. Meus olhos desceram um pouco. Ah, está morto. Nada mal.

_Lucian realmente é forte. É bom estar do lado vencedor.

_É isso o que diz? — Questionou o garoto lobo, com o ranger dos dentes. — Ele era seu filho! Você tinha um caso com ele! Tinha obrigação de amá-lo!

Eu sorri, debochadamente. Ergui um braço meu, apontando para a estátua de Drácula.

_Eu só tenho uma obrigação. Amar Drácula e Uchiha Sasuke. Gaara nunca fora nada para mim, era uma aberração. Fruto meu quando ainda era humana. Dava-me nojo. Talvez seja por isso que o usava tão bem. Já era um pedaço de lixo no momento em que nasceu. — Falei com desgosto.

_Como ousa?! — Pronunciou Hinata enquanto Sasuke observava-me neutro. O meu belo príncipe negro. Com suas vestes sombrias e seu olhar dominante e superior. Como amava aquele poder. Aquela magnitude. Aquela supremacia.

_Eu sempre tive olhos para você Sasuke — sorri, melancólica. Mesmo sendo-me entregue quando ainda era criança, assim que fora transformado em vampiro, ele nunca havia me aceitado. — desde o início. O filho da feiticeira com meu amado, foi meu único verdadeiro amor. Sempre lhe disse que era superior a Gaara, que ele iria trilha um caminho sozinho. Tu es o puro, nobre. Desde sempre quis um filho teu... — Meus pensamentos tornaram-se crus e nada sutis. Que deselegante da minha parte. — Mas escolhera ela, não a mim. — Meu braço despencou, parando ao meu lado, inerte. — Deixaram-me sozinha com a cria imunda.

Sasuke andou calmamente em minha direção. Passou gentilmente a costa de sua mão em meu rosto, analisando minhas feições.

_Você nunca geraria um filho meu. — Suas palavras foram duras e eu sorri. — Sempre fora a vadia particular do meu pai e me satisfez quando nada tinha a fazer. Isto era algo que só você teve em sua ilusória mente. Doentia e insana. Você nem humana era, e já teve o primeiro filho com Drácula. Desrespeita o próprio, alegando que era impuro. Você sempre foi a usurpadora de nossa família. Querendo agir como minha mãe e minha mulher. Drácula nunca lhe viu como uma, sempre fora Mikoto. E comigo será a mesma história: sempre será Sakura.

Minhas lágrimas caíram como pedras num deserto. Duras e silenciosas, sem o poder de mudar algo. Aquele sabor de perda nos meus lábios e o pensamento de que já sabia deste fim. Do que me aguardava. Desde o momento em que a vi no quarto, no cassino.

Sempre soube que aquele seria meu fim. Meu declínio.

_O único que a amou fora Gaara, e mesmo esse você não o deu respeito. Só o procurava quando era despachada por Lucian, que a propósito sempre nutriu um nojo especial por você. Ninguém a queria aqui. — Falou ríspido — E, novamente tornou-se uma usurpadora porque a deseja não quis ocupar seu lugar.

A desejada. Haruno Sakura. Trinquei os dentes.

_Sempre falaram de mim por minha loucura com Gaara... Por possuí-lo como amante e tê-lo como brinquedo... Mas Sakura fez o mesmo e -

_Não compare-se com ela, sua asquerosa. — Rebelou-se a Hyuuga. — Não tente iguala-la a você. Ela fora abusada pelo próprio filho. Ou seja, ela não o quis em momento algum. Sempre quis protegê-lo e cuida-lo, como um humano ou talvez como uma boa criatura. — Ela parou abruptamente e estreitou o olhar. — Mas vocês não deixaram-na em paz!

Eu a encarei. Os olhos perolados e destemidos. Poderosos. Seu corpo voluptuoso que enfeitiçara o Uzumaki e seu jeito discreto que a fez tornar-se amiga de Sasuke.

_Hyuuga Hinata sempre a odiei por tomar Sasuke de mim... — Murmurei contragosto.

Ela sorriu e olhos rapidamente mudaram do perolado para vermelho.

_O Uchiha ai tem bom gosto, e eu poderia toma-lo de você quantas vezes fosse necessário sua desvirtuosa. — Então sorriu rapidamente.

_Parece que vou ter que matá-los aqui, então. — Olhei-os então rapidamente pensei. -Ou somente ela, afinal ainda posso torna-los meus. — Encarei a Hyuuga.

_Você não vai triscar um dedo — Naruto tomou a frente e Hinata o segurou.

_Não se preocupe — Sorriu ela. — Dela eu cuido. Sasuke e Naruto, por que não vão na frente? Não esqueçam: a besta tem a chave. Agora vão.

Os dois concordaram.

_Infelizmente não posso deixar... — Sussurrei.

_Eu não pedi sua permissão! — Ela gritou e a larva abaixo rompeu-se em uma onda, derramando-se sobre mim e enroscando em minha pele, desmanchando-me como geleia. Gritei de dor enquanto os dois corriam pela passarela e entraram na fenda, que mais parecia um vidro de água, entre os dois universos. Hinata curvou os braços e a larva arremessou-me contra a parede. Senti meus ossos quebrarem e eu cuspir sangue. — Sabe, pra alguém que quer tomar o lugar da rainha você é muito fraca! — Ela sorriu estralando o pescoço e movimentando os braços.

Eu dei um sorriso. Senti minha pele sair do meu corpo e desmanchar-se em lama, os olhos saltarem das órbitas e o músculo romper-se.

_Sou? — Então abri minhas asas destruídas e soltei meu ar. Transformei-me na larva que tomava meu corpo e adentrei-a até chegar a sua origem, sentindo todo o rio que corria por baixo do Palácio das Covas, o nome que se da ao interior da Boca do Inferno . Tornando-me parte dele.

Hinata perdera o controle do elemento, derrubando a onda. Logo não tive barreiras em possuí-lo. Então comecei a engoli-lo, como se houvesse um ducto no fim, o rio escoava para meu interior. Logo sobrou somente eu naquele espaço vazio. Meu corpo em estado morto, com perdas e danos.

_O que é exatamente você?!- Gritou Hinata com um breve olhar de desespero.

Elevei-me até a passarela, sendo reconstruída com meus ossos e músculos queimados e decompostos. Sorri lentamente e ruidosamente.

_Eu sou seu declínio Feiticeira das Selvas. — Minhas asas de abriram e elas não eram mais galhos retorcidos, mas exibiam algo asqueroso que eu odiava: minha pele, costurada em seu esqueleto. Meus músculos eram minha nova pele, e onde não tinha mostrava o meu osso. Uma aberração.

_Urgh! — Ela gemeu, enojada e aproveitei-me do descuido dela e mexi-me rapidamente. Quando ela notou, tentou recuar mas fui mais rápida. Cuspi larva que tornou-se continuidade da minha língua e apertei seu tornozelo arrancando de seu corpo.

Ela urrou de dor e caiu de costas.

Sob choque , arrastei-me sobre o chão até ela como serpente, sobre ela notei esta usar uma armadura de diamante tão reforçada que nem mesmo consegui riscar a casca. Rápida, ela empurrou-me com força e fui jogada ao chão.

Meio desatenta, agonizei no chão o suficiente para ela sobrepor-se a mim e começar a me esganar.

_Desgraçada! — Sibilei. Quando notei que não tinha força para tira-la, explodi-me em vísceras e sangue. Ela gritou de nojo e olhou com espanto para o chão.

_O que?! — Indagou assustada procurando saber o que aconteceu, abrindo uma fresta em sua armadura. A conexão entre seu peito e braço.

Rapidamente retomei meu corpo, transformando meus braços em lâminas de diamante. Mirando no exato ponto, dei o golpe num movimento vertical, ouvindo o estalo quando este caiu do seu corpo.

A armadura rompeu. Ela gritou, bombeou e a mordi com dentes de navalha, rodopiando e a arremessando ao chão. Com seu peito sangrando, sem braço e sem pé, tentou levantar mas por ter esquecido-se do que perdera cambaleou para frente. Transformei-me em larva e derramei-me sobre ela.

Rápida, rolou evitando-me e deu uma pirueta com o braço que sobrou como apoio. De joelhos, ela arfava. O sangue derramando-se mais rápido do que achava. A respiração sobrecarregada e os olhos caídos. Com a mão que restou aparou o buraco que ficara por perder seu braço.

_O que diabos é você afinal? — Requisitou.

Eu sorri transformei-me na minha forma humana. Meu braço completamente ensopado pelo sangue da feiticeira. Elevei-o e o lambi lentamente. Parei e a encarei.

_Eu não sou exatamente a criatura que pensa. — Cochichei. — Do que você mesma me chamou? Ah, sim. De Rainha dos Demônios.

Ela mordeu o lábio e controlou o elemento fogo, cauterizando sua perna e seu braço. Seu peito descia e subia rapidamente com a perda de sangue. Ela controlou a água e a congelou na ferida, evitando a perda de mais sangue. Ainda usando a dominação de diamante, criou um pé e uma mão artificial usando-os como prótese.

_Então é verdade os boatos que dizem sobre você? — Continuou.

Era um estado deplorável o qual ela se encontrava.

Eu sorri.

_O que dizem sobre mim, querida?

Ela tentou manter-se em pé, mas caiu por não estar habituada a prótese.

_Que você é uma Bruxa e é por esse único motivo que Drácula ainda a mantinha por perto. — Ela mordeu o lábio de dor.

Fiquei ereta.

_Talvez sim, mas este não era o único motivo dele me manter.

Ela tremeu, já começava a mudar de cor pela grande perda de sangue.

_Então por que? — Indagou.

_Porque me tornei o receptáculo da outra rainha. Se Sakura é a Criação, eu sou a Destruição. Se ela representa a Eternidade, eu represento o Momento. — Dei uma pausa, então comecei novamente. — Se ela representa Eva, eu represento Lillith, a Usurpadora.

Notas finais
Gente comentem!!! :))) Obrigada pelo apoio e incentivo, leio todos os comentários. Desculpem por tudo! Ah, não esqueçam. Vou editar os outros só para corrigir erros de gramática e concordância. Beijos e até o próximo!