The Queen
8 O começo do fim - Parte II
Notas iniciais
Haruno Sakura
Estava morto.
"Kushina não conseguia acreditar que aquele lindo menino eufórico estava morto. O sentimento não mostrava-se real. Nem uma lágrima caiu dos seus olhos. Ela tinha sensação que vinha do irreal, de uma fantasia: tinha fé que ele ainda estava vivo.
Passaram-se dois meses depois da morte do loiro. Kushina estraram em depressão e Minato quase não mais conversava. Foi em um desses dias que Mikoto tomou para sair, tentar esquecer a solidão.
E foi nesse dia que ela encontrou Kakashi.
Ela lembrava-se vagamente de seu rosto, só o reconheceu pela cor nada normal de seus cabelos. Quando a viu, Kakashi sorriu. Estava acompanhado por um homem de cabelos ruivos claros, que mais pareciam róseos. Ele era tagarela. Mikoto não sabia quem era.
Eles conversaram amigavelmente numa praça da cidade, frente a igreja. Então ela perguntou o nome de rapaz que a acompanhava.
_Eu? — Ele sorria. — Ora, chamo-me Maximiano Haruno.
Mikoto estranhou.
_Haruno?
Kakashi explica.
_Ele é seu irmão, Mikoto. Por parte de mãe. Sua mãe nunca o aceitara muito de verdade por ele não ser fruto do seu pai. Ele é fruto de um caso qualquer da vida.
_Nossa, muito obrigado sr. Tagarela. — Bufou, enraivado Maximiano.
Kakashi ignorou.
_Então ela o deu para uma família inglesa, mas ele persistiu com o sobrenome, pois descobriu o porquê de sua mãe não lhe dar tanto amor, então deixou como homenagem a ela, principalmente depois das revoltas em que ela foi presente.
_Ela foi? — Mikoto quase não sabia da mãe. Seu irmão era visivelmente mais velho que ela: enquanto Mikoto tinha 28 anos, Max já beirava os 40.
Ele afirmou categoricamente com a cabeça, trocando olhares com Kakashi nada amigáveis.
_Sim, foi. — Ele suspirou. — Ei, Kakashi, ela sabe?
_Mais ou menos...
_Sei o que?
_Da proteção de nossa mãe. A proteção de Kakashi sobre você. Você a conhece?
_Cale-se Max! — Censurou Kakashi.
_Ela pode parar o marido dela! Você sabe!
Começou um diálogo entre os dois.
_Isso é uma guerra. Poderes divinos não podem afetar o futuro diretamente. É errado. Os humanos possuem o direito de mudar o futuro. Isso foi dado por Deus... — Ditou Kakashi e Max o interrompeu.
_Blá-blá-blá. — Abria e fechava a mão, como uma boca. — Deus é um estúpido. Como deixou sua espécie "favorita" pecar assim? Não devia ser assim.
Kakashi suspirou.
_Desculpe, mas é...
_Ca-ham. — Mikoto berrou. — Eu ainda estou aqui, sabe? Podem explicar-me, por favor?
_Seus poderes. Mikoto, você tem um anjo como protetor, você pode fazer coisas que estão além da razão! — E como um lampejo, faíscas irromperam seus olhos verdes profundos. Suas mãos tomaram-se em chamas. Mikoto guinchou, enquanto Kakashi esfregava o cenho.
_Como conseguiu? — Ela perguntou, mas no seu íntimo ela sabia, afinal também conseguia.
_Você consegue muito mais. — Ele levantou-se, esticando-se. — Vamos Kakashi, qualquer dúvida o chame, ok, mana? — Sorriu. E ao fazer isso, sumiu numa fumaça.
Kakashi bufou enquanto Mikoto estava boquiaberta.
_Tome cuidado, Mikoto. Seus poderes estão além de sua imaginação. — Foram suas ultimas palavras antes de sumir.
Mikoto olhou ao redor.
Não tinha ninguém.
Ela correu até a casa dos Uzumakis, com medo. Tremia fervorosamente por saber que não era a única que fazia algumas coisinhas estranhas, mas sumir? Nunca pensara nisso. Ela também seria capaz?
Quando entrava devagar pela mansão, ouviu as lamúrias de Kushina, frente ao túmulo do filho.
_Eu daria tudo para te ter de volta, querido. Tudo... Até minha alma ao diabo. Eu moveria céus e terra por você. Mataria quantos fosse possível se isso traria você de volta... — Choramingou.
Mikoto baixou o olhar e continuou a andar pelo corredor.
Passaram-se longos tempos desde que viera parar na casa dos Uzumakis. Mais ou menos dois anos se passara sem ver seu filho. Já era hora deles se reverem.
Mikoto e Sasuke.
Drácula e Mikoto.
Ela vestiu um kimono negro com rosas vermelhas, e prendeu seu cabelo no alto. Chamou uma carruagem e pediu para ir a mansão Uchiha.
Chegando lá, quase caíra de susto. A mansão tornara-se uma academia de samurais, muitos estavam lá, treinando. Inclusive Drácula.
Ele a viu. Levantou a mão, e todos pararam. Seus olhos negros estavam pesados e cansados. Rígido e sério, Mikoto percebera que ele não era mais o homem que amara.
Ela curvou-se em respeito.
_Uchiha-dono, preciso ver Sasuke. — Falou baixo. Mulheres não podiam olhar nos olhos do marido. Uma sociedade machista e preconceituosa.
_Por que deixaria, Mikoto?- Seu tom era frio e cortante. Estava magoado por ela ter lhe deixado, mas não demonstraria.
Ela ergueu a cabeça, fitando-o.
_Ele é o meu filho Drácula, preciso vê-lo.
Drácula pensou um pouco, então cedeu passagem.
Mikoto foi tremendo para as escadas, com medo de qualquer reação inglória de seu marido. Foi caminhando lentamente até o quarto de seu amado, então testemunhou uma cena que nunca abandonaria sua mente.
Uma mulher, loira de olhos azuis claros, grávida, brincava com seu filho. Sasuke a chamava de mãe.
Mikoto sentiu o coração parar de bater, mas mesmo assim entrou no quarto.
A loira e Sasuke a encararam. Mikoto dirigiu toda sua atenção no garoto. Ele não olhava com amor, era quase com nojo, raiva e fúria. O garoto inocente que ela deixara não existia mais.
Ela tentou pronunciar as palavras que tornaram-se nós na garganta. A respiração vacilava, mas então foi Sasuke que começara.
_O que faz aqui, mulher?
_Mulher? Isso não é palavra pra se dirigir a sua mãe, Sasuke.
O menino se levantou. Agora já teria 6 anos de idade, mas sua postura denunciava mais. Deus, quanto ele sofreu, perguntou-se Mikoto.
_Não desejo vê-la, saia daqui.
_Não fale assim comigo! Eu sou...
_...Minha mãe esta morta. — Mikoto ficou sem fala, as palavras morreram antes de serem ditas. — E mesmo se ela existisse, eu a odiaria por tudo que fez a mim e ao meu pai. Eu a odeio. — Ele cuspia as palavras em desdém.
Ela apertou o peito.
_Pare com isso, Sasuke! Por favor. Venha comigo, farei você feliz. — Ele a interrompeu.
_Eu nunca serei feliz. Nem mesmo sei quem é a senhora. Deixe-me com minha outra mãe. Eu a amo.
_PARE COM ISSO, SASUKE! — Ela esbravejou e no segundo seguinte a loira dera um tapa em seu rosto. Mikoto parara, com a boca aberta, a lágrimas abandonando seus olhos.
_Já chega. — Ela interrompeu. — Saia daqui. Agora.
Mikoto a encarou.
_Como se chama. — Requisitou.
_Yamanaka Ino. Esposa de Drácula.
Seu estômago revirou-se. Mas Mikoto deixara morrer ali o seu ultimato por todos. O amor que ainda restava por Drácula foi liquidado.
Ela saiu da cena, encontrando o ex-marido a sua espera.
Ele nada falou. Nem mesmo a fitou nos olhos. Mikoto parou na sua frente.
_Parabéns pelo filho. — E pois-se a andar
As palavras acertaram Drácula como lanças de ferro. Ele se recompôs e entrou no quarto do filho.
Mikoto chegara diferente na mansão Uzumaki. Dirigiu-se diretamente ao túmulo de Naruto, onde Kushina encontrava-se aos berros.
_Saia Kushina. — Ordenou. A ruiva olho-a atônita. — Trarei seu filho de volta.
Falando isso, o chão abaixo de seus pés foi tomado por fogo, desenhando um pentagrama perfeito. Os olhos de Mikoto tornaram-se brancos e asas brotaram de suas costas, brancas.
Tudo foi tomado por uma luz forte demais para ser vista. Mikoto voou até o céu. Kushina encarava a cena com espécie de adoração e horror, então raios explodiram no céu, derrubando-se no chão. No túmulo do Uzumaki.
Uma pilha de ossos levitou o céu. Músculos eram feitos, órgão voltavam a vida. Pegara o corpo de um humano. Transformara-se no humano que fora. Uzumaki Naruto.
Ele a encarava, sem vida. Mas depois de breves segundos os olhos brilhavam.
_Mikoto-san? — Murmurou.
Ela sorriu.
Estava feito.
Trouxera o morto a vida. Um morto que nunca mais voltaria a ser. O Primeiro pecado imortal.
Notas finais
Tá demorando sim o romance e tal, mas precisa dessa história pra entender o resto tá? u.ú
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