The Quarterback

8 Capítulo 7 - James no país dos feromônios


Notas iniciais
OLÁAAAAAAAAAAAA QUANTO TEMPO GENTE!!!!
PRIMEIRAMENTE BOA NOITE TO MORRENDO COM O NOME DESSE CAPÍTULO JKDKAJLDJLKDASJKLDSAJLKADSDS
Dentre as opções que Julia aka Reet me deu para o nome do capítulo se destacam: Corta para os dois lados, James ta danado, James olha no fundo dos meus olhos, Ser ou não ser (gay), Feromônios abalam James Parker, James e os feromônios. O que acharam? Gostei muito, bem poéticos.

Me desculpem pela demora a postar, minha vida tá uma correria danada e to ficando sem tempo até de respirar.
Quero agradecer por todas as reviews lindas e maravilhosas de vocês, sério, vocês são incríveis.
Eu adorei esse capítulo kjdkjadkjdskjsd espero que vocês gostem também.
Ah eu criei um twitter pessoal so se quiserem me encher o saco brigar comigo elogiar sei lá falem comigo lá @vishgabriella
Sem mais enrolações, aí vai

O sol de quarenta graus e todo aquele contato físico não me ajudavam em nada a recuperar o meu fôlego. O suor pingava em meu rosto e parecia que eu estava tomando um banho de cachoeira, meu uniforme tão colado ao corpo que era quase como uma segunda pele. Todos se movimentavam num ritmo ligeiramente mais lento, tentando criar forças onde não havia, tentando achar uma maneira de viver em meio àquela explosão solar. O meu mau humor matinal serviu apenas para me deixar mais irritada com a vida do que o normal, me controlando para não xingar todos que me encostavam e rezando para que o sol chegasse logo à Terra e explodisse todos aqui presentes. Deixe-me lhe dizer uma coisa: quando em Londres se faz um calor desses, realmente algo está muito errado.

Milhões de garrafas d’água estavam acumuladas nos cantos do campo e mesmo assim todos morriam de sede. Corríamos para lá e para cá como animais fazendo seu serviço, enquanto o treinador estava sentado em baixo de um guarda sol, com seus pés cruzados em uma banqueta e uma lata de cerveja na mão. Um dia de treino qualquer se descontar o fato de que todos mal conseguíamos ficar em pé, caindo em cima uns dos outros no meio das jogadas.

Olhei em volta e percebi que todos estavam como eu, tão cansados que éramos incapazes de jogar. O treinador nos deu cinco minutos para descansar e todos correram para um canto com sombra, onde se deitaram e ficaram amontoados uns em cima dos outros. Ninguém se importava se estava deitado em cima das partes do colega de time, porque simplesmente não conseguiam respirar.

― Treinador filho da puta. ― James estava irritado como uma mulher em sua fase pré-menstrual, ou como eu gosto de chamar, pré-monstrual.

― Eu não estou aguentando, cara ― confirmei com minha melhor voz de homem.

Nesse momento o treinador apareceu e jogou todo o líquido contido em uma lata de cerveja em cima de todos nós.

― Andem logo suas maricas, não vamos ganhar o campeonato com vocês aí deitados feito mulherzinhas!

A raiva nos olhos dos jogadores era iminente, mas todos levantaram e continuaram o treino. Dan me passou a bola em certo momento e acidentalmente (não tão acidentalmente assim) acertei-a na cabeça do treinador. Ops! Fui punida com cem voltas em torno do ginásio, o que, confesso, não foi nada legal.

Voltei para o jogo e estava com a bola, correndo numa velocidade consideravelmente boa, quando me choquei com uma montanha de músculos sem que eu percebesse. Caí deitada no chão, e a montanha, ao meu lado. Estava me contorcendo de dor até que percebi que meu capacete tinha ido parar a uns cinco metros de onde nós estávamos. Foi como se o mundo inteiro se tornasse em câmera lenta, meu sangue pulsava nos ouvidos. A montanha que tinha esbarrado em mim nesse momento abria os olhos ― e que olhos James Parker tinha.

Levantei como uma criança epilética e corri até o capacete, botando-o de volta sendo incapaz de olhar para qualquer um dos jogadores. Quando o firmei na cabeça, olhei em volta. Todos estavam parados, olhando para mim. Meu coração doía e eu estava tão desesperada que já estava a ponto de me ajoelhar aos pés do treinador e pedir para que ele me perdoasse e não me expulsasse do time. Mas todos continuaram suas atividades como se nada tivesse acontecido e sorri aliviada. James veio até minha direção com o supercílio sangrando.

― Olha por onde anda, cara, veja o que você fez ― ele parecia bravo.

― Me desculpe, Jam- quer dizer... foi mal, cara.

― Que seja ― murmurou, balançando a mão como um “tudo bem.”

Ele saiu andando, pegou uma garrafa d’água e jogou-a inteira em seu machucado. Deu para perceber a dor que ele sentiu, mas agiu como se não fosse nada. O treinador apitou e deu fim ao mais longo dia de treinamento de todos os tempos, e todos os jogadores começaram a correr para o vestiário na tentativa de se refrescar com uma boa ducha.

― Ei, James ― andei em direção a ele e parei em sua frente, impedindo-o de sair do campo. ― Você tem que dar alguns pontos nesse machucado, vai acabar infeccionando.

― Não esquenta, cara, não vai dar em nada.

― Me deixa resolver isso aí, não custa nada.

― Você entende algo sobre costurar pessoas? ― seu olhar era estreito, como se estivesse me observando para depois dar uma nota em meu desempenho.

― Bom, é... Eu entendo sim. Senta aí ― apontei para um dos bancos do grande ginásio e James se sentou.

Peguei o kit de primeiros socorros que o treinador sempre mantinha à nossa vista para o caso de emergências e comecei o que foi tecnicamente minha primeira cirurgia. James comprimia os lábios e seus olhos estavam fechados com força, sua mão segurava meu braço esquerdo.

― Ai... Dói ― ele disse sussurrando.

Gostaria de mencionar o quanto aquilo foi sexy da parte dele, mas lembrando também que naquele momento eu era um homem ― isso foi extremamente gay, James.

― Calma, estou quase lá ― um sorriso abriu-se involuntariamente em meu rosto.

Meu coração estava acelerado e minha respiração estava ofegante, mas não acredito que fosse por conta do pequeno procedimento médico. James estava a cerca de cinco centímetros de mim e seus olhos se abriam vez ou outra para olhar bem fundo nos meus, e aí eu perdia toda a concentração.

― J-James, feche os olhos, por favor, pode acabar me atrapalhando e talvez costure seus olhos.

Isso o fez dar uma risada que tinha um fundo de nervosismo. Meu capacete limitava a visão de James do meu rosto, mas eu podia vê-lo perfeitamente. Ele era tão bonito, se não fosse jogador com certeza seria modelo ou algo do tipo. Aqueles lábios retorcidos eram totalmente beijáveis, e confesso que estava quase me rendendo aos desejos da carne quando me lembrei de que para ele eu era o Noah. Terminei de dar os pontos e fiz um curativo que ficou digno de Oscar na categoria melhor curativo na medida do possível para leigos em enfermaria. Mantive minhas mãos na linha dos olhos de James, olhando fixamente para ele até que ele fosse capaz de abrir os olhos. E ele abriu. Nossos olhos se encontraram e se fixaram, ficamos sem dizer nenhuma palavra. Suas mãos se ergueram e ele tentou tirar o meu capacete, mas um pequeno choque de realidade me fez me afastar de seu corpo e me dirigir ao outro lado do campo com o kit de primeiros socorros.

― Noah! Noah, volta aqui ― James corria em minha direção.

― O que é? ― sabia que não podia nem olhar em sua direção, eu era fraca.

― Por que você nunca tira esse capacete, hein? Parece que você quer esconder quem você é para todo mundo.

‘’MAS É EXATAMENTE ESSA A INTENÇÃO!’’, tive vontade de gritar. Mas me controlei e respirei fundo.

― Ah, cara, não é nada. Só gosto de ficar sempre uniformizado.

― Falou então, estou indo tomar uma ducha. Você vem?

― Vou deixar para tomar banho em casa ― menti

James deixou o gramado a passos longos e entrou no vestiário. Deitei no gramado e aguardei pelo que pareceu uma eternidade até que fosse seguro tomar meu banho e não ser vista. A noite já caia, e tudo a minha volta estava sombriamente escuro. Não me permiti pensar em nada que não fosse o futebol, distrações demais só atrapalham.

Levantei-me com dificuldade por conta de todos os hematomas e estava entrando no vestiário quando ouvi uma voz e recuei:

― Cara, preciso te dizer uma coisa ― essa era a voz de James.

― Qual foi? ― disse a segunda voz, provavelmente era Dan.

― Tem que prometer não contar para ninguém.

― Caralho, que papo mais afeminado, isso não é comigo ― com certeza era Dan.

― Cara, isso é bem sério ― James suspirou. ― Eu acho que estou interessado no Noah.

Aquilo me gelou dos pés a cabeça. Coloquei as mãos na boca para evitar o grito, minhas pernas estavam bambas.

― COMO ASSIM? ― Dan ria e gritava ao mesmo tempo. ― O Noah é homem, cara!

― Esse é o problema.

― VOCÊ É GAY? SEMPRE ACHEI QUE VOCÊ FOSSE GAY ― Dan gargalhava, e na minha tentativa de espiar encontrei-o rolando no chão.

― Para, cara, isso é sério. Eu não sou gay, mas sei lá, com o Noah é diferente. Já reparou que ele é todo misterioso, anda sempre de capacete e quase não fala com ninguém? Sem falar de que ele nunca saiu com a gente, nem uma única vez.

― Não estou acreditando, James Parker é gay! Quem diria! ― Dan não conseguia se controlar.

― Não dá para falar porra nenhuma com você, não é mesmo? ― de repente James mudou de humor, passando de constrangido para irritado e socando a porta do seu armário.

Dan ainda não conseguia parar de rir, e James estava vermelho como um pimentão. Ele se aproximou do seu amigo e puxou-o do chão pelo colarinho. As risadas cessaram. Dan olhou para ele com os olhos esbugalhados, vermelho. Tentava se esquivar, mas James era muito mais forte.

― Escuta aqui, engraçadinho, se alguém mais ficar sabendo dessa história eu acabo com a sua raça, ouviu bem?

― Me solta cara, claro que não vou contar!

James largou-o no chão e começou a andar para a saída. Escondi-me atrás de um barril totalmente sem utilidade (exceto para garotas disfarçadas de jogadores de futebol se esconderem quando descobrem que seu colega de time é aparentemente gay e está apaixonado por você) e observei James sair. Seu olhar estava perdido, ele coçava a cabeça e fazia sinais em forma de negação. Dan saiu em seguida, com os olhos ainda arregalados e com aparência perturbada.

Esperei por cinco incontáveis minutos e entrei para finalmente tomar uma ducha depois de um dia estressante. Larguei o uniforme no chão a beira box e entrei no chuveiro. A água gelada caía sobre minha cabeça me fazendo esquecer qualquer que fosse minha preocupação. Estava me deixando levar pelos pingos que caíam no meu rosto quando ouvi passos. Tranquei a porta do meu box e fiquei atenta. Passos distantes. Passos se aproximando. PASSOS BEM EM FRENTE AO MEU BOX. Pararam os passos.

― Quem está aí? ― a voz era de James.

― Droga ― sussurrei bem baixinho para não ser ouvida.

― Eu posso te ouvir, caso queira saber.

― Ah claro ― imediatamente engrossei a voz. ― O que você está fazendo aqui à uma hora dessas?

― Te pergunto a mesma coisa. Noah?

― É... Não ― respondi apressadamente.

― É sim! Saia daí, Noah, temos que conversar.

― Não posso, eu estou, é, ocupado. Estou tomando banho cara, tomando banho. Olha a privacidade.

― Eu espero você terminar, não tem problema nenhum.

― Não cara, vai para casa. Amanhã conversamos.

― Eu vou te esperar, anda logo.

Desculpe o palavrão, mas puta que pariu! Fiquei procurando alguma janela de fuga ou algo que pudesse me ajudar a sair dali sem ser vista o que claramente não funcionou. Por que as coisas dão sempre tão errado para Noah Collins? Qual era o problema comigo? Eu devo ter dançado macarena em frente à cruz para todas essas merdas acontecerem constantemente. Sentei no chão do box e esperei, esperei mais do que desejava para sair dali sem ter que lidar com James e o fato vejam-só-Noah-é-na-verdade-uma-mulher. Passou-se no mínimo meia hora e eu estava tremendo de frio, mas achei seguro o bastante para arriscar sair dali.

― James? ― fiz minha melhor imitação de voz de homem.

― Ainda estou aqui.

Droga! Passei a perguntar se ele estava lá de cinco em cinco minutos, e todas as respostas foram positivas. Ficamos nessa brincadeirinha de esconde-esconde por no mínimo duas horas, e já não aguentava mais.

― Noah, estou indo embora. Se você não quer falar comigo tudo bem. ― James disse com uma voz desapontada.

― Amanhã falo com você cara, mesmo.

E aí tudo ficou em silêncio. Abri a porta do box. Dei dois passos até encontrar a toalha, o que foi bastante para ouvir James se aproximando novamente. Puxei a toalha para dentro e tranquei novamente aquele cubículo da tortura.

― Eu desisto.

Fiquei lá dentro por mais duas horas. Só quando realmente achei seguro me retirei, e para minha sorte James tinha realmente desistido. Juntei minhas coisas com pressa, reparando em um bilhete escrito a mão em cima de minhas roupas.

‘’Precisamos mesmo conversar, é importante.’’

Fui para casa com o passo vagaroso, enquanto tremia e me lamentava pela minha possível futura gripe.

Notas finais
O que acharam???????? sjkakjsdsjdsa
Se vocês tiverem uma trilha sonora para a fic, me enviem por twitter!
Queria agradecer muito a Reet por betado e me ajudado na composição desse capítulo.
Até a próxima, espero que tenham gostado!